Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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17 de junho de 2012

'Tropa de choque' ou 'Tropa do cheque'? Ou seriam as duas 'tropas'?

Vaccarezza defende com veemência comensais de Paris
  • O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) de uma hora para outra tornou-se protagonista da CPMI do Cachoeira. Num determinado momento, protestando contra um estranho encontro de dois integrantes da comissão com Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções, empresa que é a principal causa da abertura da CPMI, num restaurante de luxo em Paris, o parlamentar fluminense fez referência a uma 'tropa do cheque', insinuação feita para provocar um dos dois deputados que estiveram com Cavendish na França, pelo fato de que o mesmo votou contra a convocação do ex-dirigente da Delta, cuja presença na comissão foi jogada para mais adiante numa apertada votação, que terminou com a placar de 16 a 13 garantindo a blindagem de quem teria muito a contar, provocando sérias apreensões a políticos e autoridades de várias áreas da administração pública;
  • A declaração de Miro Teixeira decorreu do fato de o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) terem se encontrado com o então presidente da Delta em Paris na Semana Santa. Pode ser mera coincidência, mas Ciro Nogueira não só votou contra a convocação de Cavendish, mas até fez discurso contra. Já o deputado Maurício Lessa sem compareceu àquela reunião da CPMI. Foi por esses dois motivos que Miro Teixeira fez referência à possibilidade da existência de uma 'tropa do cheque', baseado nas diversas gravações de declarações de Cavendish revelando que teria pago propinas a parlamentares para votarem projetos no Congresso que fossem de interesse da empresa e que gerariam polpudas propinas e muita gente. Por causa disso, os dois comensais de Paris integrantes da CPMI que almoçaram com Cavendish acabaram por provocar a contundente frase de Miro Teixeira: "Esta comissão se recusa a convocar o presidente da companhia que o Governo declarou inidônea. Isso é imcompreensível. Isso revela uma tropa do cheque";
  • No encontro em Paris havia mais um parlamentar em companhia dos dois membros da CPMI mas que não integra a comissão, o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Além dos três, mais três parlamentares (que não foram a Paris) na cidade de Kampala, em Uganda, participando da Assembleia Geral da União Interplanetária. Convém salientar que naquela época a CPMI ainda não estava instalada, mas nome do 'empresário da contravenção' Carlinhos Canhoeira já circulava na mídia por conta da descoberta dos 'malfeitos' praticados pelo senador Demóstenes Torres;
  • O desabafo de Miro Teixeira aconteceu por conta da rejeição do requerimento de convocação de Fernando Cavendish para dar esclarecimentos à CPMI. O deputado do PDT falou: "É injustificável não convocar uma pessoa que diz que compra político. E que varia de R$ 6 milhões e R$ 30 milhões. Isso é insuportável". O deputado pedetista pode ter razão em parte, pelo menos. A existência de uma 'tropa de choque' em qualquer setor do Congresso Nacional é pública e notória. Tanto em uma comissão como também em plenário, para a 'base aliada' do Governo prevalece a vontade do chefão todo-poderoso, que no caso é a do ex-presidente Lula. Vê-se, portanto, que o comportamento de alguns integrantes da 'base aliada' na CPMI levanta a suspeita de que a existência das duas 'tropas' parecem bem evidentes. Somente o tempo dirá o que realmente está ocorrendo.

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