Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

26 de julho de 2017

Nada é tão ruim no Brasil que não possa piorar ainda mais

Os cariocas quase não reagem mais quando se deparam com a notícia informando que a Polícia Militar (PM), através do Batalhão de Ações com Cães (BAC), quando cães farejadores encontraram mais de uma tonelada de maconha, e outras drogas em menor quantidade, no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, uma das praias mais famosas do mundo. Ressalte-se que no morro há uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) instalada ali desde 2009. Comprovando a forma organizada de o tráfico funcionar, a PM também apreendeu quatro radiotransmissores, duas pistolas, uma espingarda e um fuzil. O material foi encontrado numa espécie de alçapão numa ruela do morro, que deram muito trabalho aos policiais para quebrar o concreto e retirar as drogas;

A apreensão só foi possível porque a PM, com 40 policiais, subiu o morro para investigar as causas dos constantes confrontos entre policiais e traficantes, como o ocorrido em 28 de junho, ocasião em que houve duas mortes, entre eles um porteiro que foi atingido por estilhaços de uma granada – pasmem – na Rua Ferreira de Sá, em pleno asfalto. Há poucos dias os cariocas tiveram conhecimento da drástica redução das verbas federal e estadual destinadas ao combate da criminalidade, algo que certamente deixa a Polícia sem meios de impedir que tal volume de drogas consiga chegar às mãos dos traficantes e, consequentemente, dos consumidores. Para fazer bonito junto à população carioca, o presidente Michel Temer durante a posse do no ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (não gostei de saber que ele tem este sobrenome), determinou que ele destine R$ 13 milhões para financiar as escolas de samba do Rio de Janeiro em 2018, “coincidentemente” ano de eleições.

25 de julho de 2017

Notícia ruim é o que não falta no Rio de Janeiro de Pezão

O descalabro da administração pública no Estado do Rio de Janeiro tem exemplos diários comprovando que não anda mesmo nada fácil a vida da população do Rio, notadamente na capital do Estado. O colunista Ancelmo Gois narra hoje na edição do jornal carioca “O Globo” a história de uma senhora que teve a bolsa furtada num restaurante de Copacabana, sábado passado. Ela foi à delegacia do bairro e, após horas de espera sem ser atendida por falta de pessoal, acabou desistindo. Esperou o primeiro dia útil chegar e ontem voltou àquela delegacia, mas outra vez não conseguiu fazer o Boletim de Ocorrência, o conhecido BO, por faltar tinta na impressora. Em seguida, foi ao Detran-RJ para providenciar a emissão de uma nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Não teve sucesso, mais uma vez. Não havia funcionários para atendê-la, porque eles estão em greve por falta de pagamento de seus salários. A falta de material na delegacia e a greve dos servidores do Detran refletem a péssima administração que o Estado vive principalmente desde o tempo do ex-governador Sérgio Cabral e continuada pelo atual chefe do Executivo, Luiz Fernando Pezão, que conseguiram levar o Rio à maior crise financeira de todos os tempos;

O Governo Federal conseguiu aprovar um plano de ajuda financeira aos estados, e Pezão ofereceu ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a Cedae, estatal responsável pelo abastecimento de água de grande parte do Estado, e anunciou que o valor, R$ 3,5 bilhões, serviria para colocar em dia o pagamento dos funcionários públicos em atraso. O BNDES rejeitou a oferta e está liderando a formação de um consórcio de bancos que emprestarão o dinheiro ao Governo do Estado, algo que ainda levará tempo para se formalizar. Para entristecer ainda mais o funcionalismo, ao invés de o Governo Federal emprestar o dinheiro para um estado governado por um membro de seu partido, o PMDB, o presidente Michel Temer já liberou R$ 4,1 bilhões em emendas parlamentares comprando votos de deputados para rejeitarem a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá leva-lo a perdeu o mandato. Enfim, depois disso tudo alguém poderia nos informar quando aquela senhora conseguirá registrar  o seu BO e também a segunda via de sua CNH?

24 de julho de 2017

O Governo aumenta impostos e o povo paga compra de votos

Tem total razão o presidente Michel Temer quando afirma que seu governo severidade o dinheiro proveniente dos impostos que pagamos. A severidade fica comprovada com o castigo que nos é aplicado, quando utilizada os dinheiro que nos tomou à força e distribui entre os parlamentares que votem de acordo com os seus interesses. Temer tem a chave do cofre do Tesouro Nacional e distribui o dinheiro público do modo que bem quiser, como agora ao promover uma gigante compra de votos na tentativa de manter-se no cargo, apesar de envolvidos em suspeitas de corrupção, além de diariamente questionado pela imprensa e ser detentor de um dos mais altos índices de rejeição popular da história recente do país. Enquanto gasta milhões de reais liberando dinheiro de emendas parlamentares e autorizando obras nos redutos dos que se comprometem a votar contra o seu impeachment, o presidente Temer pouco se importa com o povo, que recebe a notícia de que vem aí mais aumento de impostos – já começou com o dos combustíveis que provocará aumento de preços e da inflação – e que há carência de atendimento médico e, pior ainda, falta dinheiro para a Segurança Pública, com a criminalidade aumentando assustadoramente;

Hoje tomamos conhecimento de que uma grande arma de combate ao crime organizado, anunciada pelo então presidente Lula, que era a aquisição de 14 veículos aéreos não tripulados (vants), uma espécie de drone de grande porte, nenhum deles levanta voo desde fevereiro do ano passado. Os dois únicos que foram comprados por cerca de US$ 28 milhões estão cheios de poeira e praticamente desmontados num hangar em São Miguel do Iguaçu, no Paraná, já tendo consumido R$ 145 milhões para nada. Os vants seriam utilizados de vários modos monitorando fronteiras, vias alternativas de carregamento de drogas e outros serviços de melhor combate ao tráfico que provoca tanta violência. Infelizmente, assim que nossos governantes tratam o povo que os elege e sustenta. Este é mais um motivo para os eleitores prestarem atenção quando apertarem a tecla verde “Confirma” da urna eletrônica nas eleições e 2018.

22 de julho de 2017

Desde quando no Brasil milionário vai passar fome, Lula?

Milhares de pessoas, talvez milhões, estão tendo crise de riso com os advogados do ex-presidente Lula declarando que o bloqueio dos bens do líder petista – imóveis, veículos de luxo importados e milhões de reais – decretado pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava-Jato – prejudicam  a subsistência de seu cliente e a de seus familiares. Vamos ponderar. Lula é viúvo, seus filhos são maiores de idade e possuem renda própria (tem até um que é empresário de grande porte). Ele não corre risco sequer de ser despejado, visto que pode continuar morando onde reside, só não pode vendê-lo. Para viajar pelo Brasil e pelo mundo o PT garante o transporte e tem amigos que emprestam jatinhos. Lula recebe vários salários como ex-presidente, como preso político, além de ser aposentado pelo INSS. Onde está este alegado comprometimento de subsistência? E mais, o mesmo tipo de bloqueio aconteceu com outros envolvidos na Lava-Jato e que estavam na mesma situação de Lula, comprovando que Sérgio Moro não discriminou o presidente de honra do PT, comprovando que a Justiça é igual para todos e que nem Lula nem mais ninguém está acima da Lei. O ex-presidente Lula adora se apresentar como vítima. Desta vez ele alega pobreza, mas é difícil aceitar que seja pobre quem só usa roupas de grifes famosas e caras, calça sapatos italianos, tem uma adega cheia de garrafas de vinhos com rótulos nobres, como uma Cháteau Petrus, que custa cerca de R$ 10 mil, e que quando tem qualquer problema de saúde recebe tratamento no Hospital Sírio Libanês, e não na rede do SUS para vão seus fanáticos seguidores. Quem depois de oito anos no exercício da Presidência da República contrata dois planos de previdência privada no valor de R$ 9 milhões certamente não vai nunca passar fome, uma vez que faz parte da “zelite” que ele tanto apregoava naquela célebre distinção de classes, o “vocês contra eles”. Conta outra, Lula, porque esta piada até que nos fez rir.

21 de julho de 2017

Michel Temer e Pezão não se importam com a segurança no RJ

O presidente Michel Temer está sendo bastante ingrato com o Rio de Janeiro, um estado que mais colaborou para que esteja hoje no cargo. Afinal, quem votou em Dilma Rousseff em 2014 também votou nele para vice-presidente. Por mais que os petistas aleguem que Temer não teve votos, quando o número 13 era digitado aparecia na tela da urna eletrônica o rosto e o nome dele, e quando a tecla verde “confirma” era acionada, eles estavam votando em Temer. E onde está a ingratidão do presidente da República? Está no total descaso com a segurança dos cidadãos do Estado. O orçamento da União prevê para o exercício de 2017 uma dotação de R$ 40 milhões para o combate à criminalidade, mas passados que sete meses do ano foram repassados apenas R$ 503 mil – é isso mesmo, meio milhão de reais –, significando 1,2% do valor previsto. E tem mais. O governador Pezão até hoje não utilizou nem esta “merreca” num momento. Ele já demonstrou que pouco está se importando com a segurança do povo que governa quando se compara a dotação orçamentária para combate à criminalidade em 2014 era de R$ 277 milhões e 400 mil com a do corrente exercício, orçada em R$ 74 milhões e 200 mil. Isso quando o crescimento da violência cresce assustadoramente com as pessoas passando a ter medo de sair pelo risco de assaltos e até assassinatos. Quase 90 policiais já foram executados nos primeiros sete meses do ano. Além de mal remunerados, os policiais do Rio de Janeiro enfrentam os bandidos com as armas de pouca qualidade, eles com armamento de última geração;

Espantoso é que ainda temos que assistir um espetáculo ridículo do governador Pezão anunciando o presidente Michel Temer autorizara o envio de soldados da Força Nacional de Segurança para reforçar a segurança principalmente da Capital do Estado. Ele estava tão por fora do que acontece no seu governo, que não sabia que o reforço já está no Rio há vários dias. Nada está tão ruim que não possa piorar. O presidente Michel Temer gastou milhões de reais comprando votos de deputados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela Casa Legislativa para livrá-lo da abertura da apreciação pelo plenário da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Certamente serão muitos mais milhões de reais. que poderiam ser destinados à segurança dos cidadãos fluminenses.

20 de julho de 2017

Servidores do RJ: sofrimento está longe de acabar

Não dá para alguém imaginar como está a cabeça de um servidor público do Rio de Janeiro que ainda não recebeu seu salário de maio - o governador Pezão depositou na sua conta um "vale" de 550 reais -, passa a noite ao relento curtindo uma temperatura das mais baixas dos últimos tempos para tentar receber a doação uma pequena cesta básica, e ainda fica sabendo que o secretário de Fazenda está nos Estados Unidos, em viagem particular por tempo indeterminado. Aí uma outra notícia informa que Pezão suspendeu sua temporada num spa de luxo em Penedo para ir a Brasília, chamado pelo presidente Michel Temer para uma reunião. Resta saber se tal encontro tem a ver com os possíveis recursos para colocar os salários dos servidores em dia ou será para negociar votos para livrar o presidente de um impeachment. Convém lembrar que além do restante do salário de maio ainda faltam os de junho e o décimo terceiro salário de 2016, e daqui a pouco mais de dez dias vence também o de julho. É aconselhável que o coitado do servidor não ligue a TV para que não piore sua cabeça, pois além do farto noticiário sobre corrupção dos políticos ele tomará conhecimento de que a União e o Estado fizeram cortes drásticos de verbas para a Segurança, e que ele corre o risco de ser assaltado e até assassinado se for dar uma volta na rua tentando esfriar a cabeça. E ficando em casa, ela também pode ser invadida. Tá feia a situação.

Malandragem dos políticos contamina o futebol

A maior paixão dos brasileiros, o futebol, sofre influência dos políticos, para os quais a malandragem está sempre sendo utilizada. Infelizmente, jogadores, técnicos e também árbitros colaboram para estragar um espetáculo que leva milhares de torcedores. Hoje, nos estádios, os jogadores cometem faltas violentas, visíveis claramente não só pela plateia, mas por milhões de pessoas pela TV, que dispõe de inúmeras câmeras espalhadas no estádio. O faltoso aparenta não ter feito nada, e parte para cima do árbitro para reclamar, mesmo com o colega agredido recebendo atendimento médico. Na beira de campo, muitos técnicos fazem a mesma coisa. É para piorar, os árbitros não reagem contra as reclamações, e também fazem vista grossa quanto a violência em campo. Mas, tudo isso tem uma razão de ser: o mundo do futebol copia o que assiste no dia a dia, pois sabe que a malandragem sempre traz resultados em benefício deles.

Dilma e Temer 'fazem o diabo' com o Brasil

"Feliz a nação cujo Deus é o Senhor", diz Salmo 33:12. Infelizmente, tal felicidade não está sendo observada no Brasil, em especial pelos dois últimos presidentes. Quando anunciou que iria concorrer à reeleição, quebrando o trato que tinha com Lula de abrir espaço para ele tentar ficar mais oito anos no cargo, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que "faria o diabo" para vencer. Agora, para tentar salvar seu mandato, o presidente Michel Temer está "fazendo o diabo" ao gastar milhões de reais comprando votos de deputados para tentar livrá-lo da abertura da apreciação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Assim, fica difícil o país se livrar de tanta desgraça. Deus castiga a nação de que Ele não seja o Senhor.

17 de julho de 2017

Dilma gasta viajando três vezes mais que os demais ex-presidentes

A maioria dos brasileiros não sabe que sustenta os gastos de ex-presidentes da República, mesmo que algum deles tenham metido a mão em dinheiro do Tesouro Nacional. Com certeza vai ficar mais admirado quando souber que a ex-presidente Dilma gastou mais de R$ 520 mil em 2017 com assessores em viagens pelo mundo para contestar e chamar de golpe o seu impeachment, valor que significa o triplo do que gastaram juntos os seus antecessores. Quando deixa a Presidência da República, o presidente que sai não perde parte dos privilégios do cargo. Em 2011, na saída de Lila, passaram a ser cinco os beneficiários pela medida: José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e o próprio Lula. Cada um deles têm à sua disposição quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois veículos oficiais com motoristas, e, ainda, outros dois assessores pessoais. Pela mesma lei, um ex-presidente tem o direito de escolher qualquer pessoa para integrar o seu quadro de funcionários em cargo de comissão e decidir se os motoristas e seguranças andarão armados. Pela remuneração atual, os salários dos empregados dos antigos ocupantes do Palácio do Planalto, custeados pela Casa Civil, vão de R$ 2.100,00 a R$ 8.900,00. Apenas com o gasto em salários de seus oito servidores, um ex-presidente custa mensalmente R$ 40.800,00 mil aos cofres públicos. Em um ano, o pagamento dessas despesas – fora a manutenção e o combustível dos carros – chega a R$ 489.600,00 mil;
Pra que se tenha uma ideia deste absurdo, nos Estados Unidos, além de verba para gastos com a transição, ex-presidentes recebem fundos para a instalação de um escritório, que podem chegar a US$ 150 mil anuais (cerca de R$ 520 mil), e US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 3,5 milhões) anuais, destinados a viagens internacionais relacionadas à condição de representante do governo americano. Ex-presidentes recebem uma pensão anual superior a US$ 200 mil, que é transmitida para a família, em caso de morte. Há casos de altruísmo, com o da viúva de Ronald Regan, Nancy, que abriu mão da pensão presidencial. Ex-presidentes têm direito a proteção do serviço secreto americano até o fim de suas vidas. Embora não haja uma lei específica para antigos presidentes, aqueles com mais de cinco anos de serviços prestados ao governo se qualificam para os benefícios de saúde dos empregados federais (presidentes de um único mandato estão excluídos). Eles têm ainda direito a um funeral com honras militares.

Condenação de Lula não é motivo para espantar ninguém

Por que tanto espanto com a condenação de Lula? Por tudo que tem sido divulgado nos últimos tempos, ela era mais que esperada e desejada por aqueles que são vítimas dos descalabros administrativos e das falcatruas cometidas por ele durante dois mandatos de presidente da República e mais dois anos de Dilma Rousseff, o “poste” que ele indicou como a grande “gerentona” para substitui-lo, mas que entre outras coisas conseguiu levar o Brasil a viver crises econômica, política, social e moral nunca antes vistas no país e que provocou o desemprego de 14 milhões de pessoas, tudo isso sob o comando de Lula, mesmo fora da Presidência. O que não pode acontecer é o esquecimento disso tudo. E tem mais o detalhe de que este é apenas um dos cinco processos pelos quais ele ainda responde. Foram 13 anos de institucionalização da corrupção. Tentando se mostrar como vítima do juiz Sérgio Moro, o ex-presidente e seus advogados sempre repetem que Lula é perseguido pelo magistrado que comanda a Operação Lava-Jato, que o condenou à revelia, mesmo com o juiz demonstrando numa sentença com cerca de 200 páginas a existência de provas documentais, testemunhais e periciais. Em sã consciência, não dá para acreditar que Sérgio Moro daria uma sentença tão rigorosa condenando uma figura conhecida em todo o mundo sem ter segurança de que seu trabalho possa ser anulado por motivo de tantos erros. Certamente ele se preparou para os recursos que os advogados de Lula certamente darão entrada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Daí o seu cuidado para que somente após o pronunciamento do colegiado o ex-presidente Lula mude de residência, saindo de seu apartamento – será que é mesmo dele? – em São Bernardo para uma cela em Curitiba.

16 de julho de 2017

Reforma Política: Relator do PT altera projeto para beneficiar Lula

Como já dissemos aqui várias vezes, os políticos brasileiros a cada dia batem o recorde mundial da pouca vergonha. Não há outra definição para a proposta do deputado Vicente Cândido (PT-SP) – tinha que ser um petista – de incluir no projeto da Reforma Política, do qual é relator, uma nova regra impedindo a prisão de candidato, mesmo que apenas presumível, num prazo de até oito meses antes das eleições, alterando a regra atual que é de apenas 15 dias antes do pleito. A falta de vergonha do parlamentar do PT é tão evidente quanto ao seu objetivo, tanto que já estão chamando seu projeto de “emenda Lula”. A ideia é tirar proveito da morosidade da Justiça em concluir o julgamento da sentença do juiz Sérgio Moro condenando o ex-presidente Lula à prisão por 9 anos e 6 meses, que não poderia ir para o xadrez. A preocupação de Vicente Cândido não é a inelegibilidade do líder petista, mas sim que ela possa concorrer e, se eleito, criar problemas jurídicos quanto à sua permanência no cargo;

Acontece que parlamentares da comissão da Reforma Política criticaram a proposta do relator, que divulgou na mídia sua ideia de alterar o Código Eleitoral “coincidentemente” dois dias depois da sentença de Sérgio Moro. O deputado do PT ainda teve a cara-de-pau de afirmar que em nenhum momento pensou em barrar o processo e beneficiar Lula, soltando uma pérola ao dizer: "A regra não beneficia somente Lula e serve para qualquer um". A regra serve mesmo para qualquer um, inclusive para bandidos que mesmo não sendo parlamentar declare à Justiça Eleitoral que tem pretensão de concorrer nas eleições. Mesmo condenado, o bandido fica solto, evitando praticar crimes. Outra coisa que pode resultar deste projeto absurdo será a venda de vagas nas nominatas dos partidos. Mas, não dá para que se admita existir maioria seque na comissão para levar adiante tal absurdo. Vamos esperar, mesmo que levando em conta que do atual Congresso Nacional tudo pode se esperar.

15 de julho de 2017

Troca-troca vergonhoso continuará na compra de votos na Câmara

O troca-troca de integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com uma descarada compra de votos pelo presidente Michel Temer através da liberação de emendas parlamentares, que totalizaram mais de R$ 130 milhões para rejeitar o pedido de abertura de processo de impeachment contra ele solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está provocando manifestações de repulsa por parte de grande parte da população brasileira. Entre os maiores críticos está o PT. Quando o interesse próprio está acima de qualquer coisa, a memória costuma ter uma espécie de apagão. Quando começou a se articular o impeachment da ex-presidente Dilma, ela se utilizou da mesma prática, cabendo naquela oportunidade aos partidos de oposição fazer a mesma coisa. Ministros que eram parlamentares eram exonerados por algumas horas, reassumindo os cargos para votar a favor da então presidente. Da mesma forma houve um grande pacote de bondades como a liberação das famigeradas emendas parlamentares comprando votos. A CCJ é composta de 66 membros e bastava comprar cerca de 40 votos, como ocorreu. O que deveria preocupar o povo é que o processo vai ser decidido pelo plenário da Câmara, e agora Michel Temer terá que garantir 172 votos e ele tem a caneta na mão para efetuar a compra de votos. Para a oposição, a tarefa é mais difícil, porque precisa de 342 votos para dar prosseguimento à tentativa de afastar Temer do cargo por pelo menos 180 dias. Se isso for alcançado, não que dizer que essa gente está lutando pela moralidade do comportamento dos políticos brasileiros, porque muitos estão contra Temer por terem tido seus interesses pessoais contrariados. Resta ainda uma possibilidade de ser até ultrapassado o total de 342 votos porque até agosto, na volta do recesso, quando será votado o pedido na Câmara, os deputados vão ficar recebendo recados de seus eleitores de que darão a devida resposta nas urnas nas eleições de 2018.

13 de julho de 2017

Lula e Temer entram na História do país sob o manto da corrupção

O Brasil vive hoje momento inédito em sua História. Um ex-presidente da República acaba de ser condenado por corrupção passiva e o atual está sendo investigado também por corrupção. As dúvidas que pairam no ar nos dois casos são: O Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) irá confirmar a condenação de Lula e ele se tornará inelegível? Quando isto irá acontecer? Ou nada disso acontecerá? Todo Brasil quer saber, tanto os que apoiam o líder petista como os que lhes são contrários. Uma enorme quantidade de juízes poderá ser chamada a interferir no assunto, num total de 14. Os magistrados da 8ª Turma do TRF-4 têm fama de terem a mão bastante pesada, principalmente em casos de corrupção, destacando-se o desembargador Gebran Neto relator do processo da Operação Lava-Jato do TRF-4 por ser bastante rigoroso, com elevado índice de pareceres recomendando a condenação dos réus. Além desses, também a 8ª Turma do Superior Tribunal de Justiça tem mais ministro para participar do processo. Quanto ao presidente Michel Temer, a situação aparenta ser mais tranquila porque na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) estão os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes, com o ministro Edson Fachin como relator, onde tudo pode acontecer pelo que já se conhece de alguns deles. Seja qual for o resultado final de tudo isso, mesmo com Lula podendo concorrer em 2018, a biografia dos dois terá sempre como primeiro capitulo as acusações de corrupção.

12 de julho de 2017

Finalmente saiu a primeira condenação do ex-presidente Lula

O ex-presidente Lula foi condenado pela primeira vez no âmbito da Operação Lava-Jato. Nesta quarta-feira, o juiz federal Sérgio Moro sentenciou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Agora, todas as atenções da defesa do ex-presidente se voltam para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), onde são julgados os recursos dos réus de Curitiba. No dia 27 de junho, o TRF-4 derrubou uma sentença de Moro livrando de uma pena de prisão de 15 anos e 4 meses o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A sentença favorável a Vaccari é o fio de esperança ao qual se agarra o ex-presidente. Ela vai tentar sensibilizar o Tribunal a proferir sentença semelhante àquela dada ao ex-tesoureiro petista, inocentado por conta de provas “insuficientes” e “baseadas apenas em delações premiadas”, como descrito na sentença. Desde o começo da Lava-Jato, a turma vem derrubando recursos em sequência e confirmando a maioria das decisões condenatórios vindas da primeira instância, assinadas por Moro em Curitiba. Em alguns casos, as penas são até mesmo aumentadas. No mesmo julgamento do ex-tesoureiro do PT, a corte de segunda instância incrementou a pena do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, que era de 20 anos e 8 meses, para quase 44 anos. Caso a sentença seja confirmada no TRF-4, Lula ficará inelegível por conta da lei da Ficha Limpa, e será impedido de disputar as eleições de 2018. O resultado representa o fim da linha para os réus da Operação Lava-Jato. Desde o ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) prevê que a condenação em segunda instância já é suficiente para colocá-los na prisão, mesmo quando ainda existe possibilidade de recursos. Um mês antes do julgamento que absolveu Vaccari, numa tarde gelada e chuvosa de quarta-feira, uma sessão no TRF-4 mostrou-se emblemática sobre o que espera a defesa de Lula nos próximos meses. Naquele dia, o Tribunal apreciou o recurso do ex-deputado André Vargas (sem partido desde 2014), cassado pelo envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, paciente zero da Lava-Jato. Vargas era filiado ao PT e ocupava o cargo de vice-presidente da Câmara dos Deputados. Preso em Curitiba e condenado a 14 anos e 4 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele pleiteava, naquela tarde, sua absolvição.

Imitando a Venezuela, senadoras do PT invadem mesa da Casa

Num momento em que os políticos brasileiros estão com o prestígio perto de zero junto à opinião pública, a patética atuação das senadoras tomando de assalto a mesa do presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), durante cerca de oito horas não ajudou em nada a melhorar o conceito dos representantes do povo – legalmente é o que elas são por incrível que pareça –, imitando o que aconteceu recentemente na Venezuela, que foi invadido por apoiadores do presidente Nicolás Maduro, demonstraram que estavam submetidas a pressões externas. Coube ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder estudantil, a montagem da pantomima ordenando que a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) – é aquela que durante as discussões sobre o impeachment da ex-presidente Dilma fez uma declaração que entrou no folclore político do país: "Não entendi nada, só sei que é GOPI!" – ordenando que ela permanecesse na cadeira do presidente do Senado Federal quando já pretendia liberá-la. Tudo isso foi uma tentativa para impedir que os senadores votassem o projeto da Reforma Trabalhista, que acabou sendo aprovada com 50 votos favoráveis e 26 contrários e uma abstenção. Além de Fátima Bezerra, também ocuparam a mesa as senadoras Gleisi Hoffman (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Regina Souza PT-PY), Ângela Portela (PDT-RR) e Lídice da Mata (PSD-BA). O resultado da cena está sendo criticado por parlamentares dos quase todos os partidos e o senador José Medeiros (PSD-MT) protocolou no Conselho de Ética do Senado pedido de abertura de processo para cassação do mandato das quatro senadoras e tomaram de assalto a cadeira do senador Eunício Oliveira, que comandou a sessão que aprovou a Reforma Trabalhista sentado em uma cadeira colocada em outro local do plenário.

11 de julho de 2017

A crise continuará com o povo votando errado mais uma vez

Diante do que demonstram várias pesquisas, a maioria da população brasileira – são índices acima de 80% – quer a saída de Michel Temer do cargo de presidente da República. No entanto, esta mesma maioria tem que ficar atenta ao tamanho da lista dos que não podem ocupar o cargo, pois eles teriam o mesmo destino de Fernando Collor de Melo, Dilma Rousseff e também de Michel Temer. Foi demais deprimente ouvir aplausos de inúmeros parlamentares integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados quando o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) concluiu a leitura de seu relatório admitindo a aceitação da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusando-o da prática de corrupção passiva com base na delação do executivo da empresa J&S, Joesley Batista. Chega a ser engraçado assistir a tanta euforia, pois a maior parte deles está envolvida com a Operação Lava-Jato. Como a sessão da CCJ estava sendo mostrada ao vivo pela TV, quiseram mostrar para o público uma imagem de arautos da moral e dos bons costumes políticos, visto que daqui a poucos mais de um ano eles estarão sendo submetidos ao julgamento do povo, nas eleições gerais de 2018. Portanto, cabe aos eleitores prestar bastante atenção na hora de apertar a tecla “Confirma” da urna eletrônica. Um voto errado poderá contribuir para a continuação dessa gente no cenário politico do Brasil. Então, todo cuidado é pouco na escolha que fizermos.

10 de julho de 2017

Relator recomenda à CCJ prosseguimento da denúncia contra Temer

Mais um fato para tirar o sono de Michel Temer. “Recomendo aos colegas desta comissão e, em última análise, ao plenário da Câmara, o deferimento de autorização com a tranquilidade que este caminho não representa qualquer risco para o estado democrático de direito”. Foi que disse nesta segunda-feira o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Câmara dos Deputados da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, recomendando o prosseguimento do processo. A leitura do parecer de Sergio Zveiter na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) durou uma hora. A expectativa é que o relatório comece a ser discutido na próxima quarta para, então, ser votado pelos integrantes da CCJ. Segundo Zveiter, a acusação contra Temer "não é fantasiosa" e os fatos precisam ser apurados. O relator observou também ser "inviável" o não prosseguimento do processo. Independentemente do resultado na comissão, o parecer será submetido a votação no plenário da Câmara. Para a denúncia seguir ao Supremo Tribunal Federal (STF), precisa do apoio de, pelo menos, 342 deputados. "Tudo nos leva à conclusão de que, no mínimo, existem fortes indícios da prática delituosa", concluiu Sergio Zveiter.

O brasileiro começa a não acreditar no Poder Judiciário

As pessoas que são calmas estão quietas e perplexas, enquanto as que se caracterizam pelo seu modo agitado e impaciente, andam de um lado para o outro, e às vezes até falando sozinhas, diante do momento em que vive o Brasil. Todos esses modos de reação começam quando há uma espécie de decepção com o Poder Judiciário, com o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente no julgamento de políticos que tenham praticado algum tipo de crime. É que os ministros condenam um criminoso e poucos dias depois ele é liberado do cumprimento da pena. Alguns são presos, mas em pouco tempo é solto, e se for para a prisão domiciliar fica totalmente livre porque falta tornozeleira eletrônica que é exigida, por falta de dinheiro para sua aquisição. E para culminar, os magistrados usufruem dois meses de férias (dezembro e janeiro) e também têm o recesso de julho. Dos 11 integrantes da nossa principal Corte, alguns se limitam às suas atribuições de julgadores e aplicadores da lei, mas outros não podem ver uma câmera de TV ou um microfone para logo procurar os holofotes e dar opiniões fora dos autos dos processos. Em face de tudo isso, não dá para a população concordar que a maior punição para um juiz que tenha praticado algum crime receba o “castigo” de não ter mais de trabalhar e receba integralmente seus polpudos vencimentos. A ministra Cármem Lúcia, presidente do STF, afirmou que o clamor do povo por Justiça não seria ignorado pelo Supremo. É isso que este mesmo povo espera.

7 de julho de 2017

Está comprovado: Rio de Janeiro vive em estado de guerra

Há muito tempo que o Rio de Janeiro vive em estado de guerra. Diariamente tomamos conhecimento de mortes provocadas por balas perdidas, bem como assassinatos e latrocínios. Algumas dessas mortes têm evidências de barbarismo até certo ponto desnecessário, pois são cometidas sem que tenha havido qualquer movimento de reação por parte das vítimas. Mais triste e revoltante é não se observar nenhuma reação positiva por parte do Governo do Estado, cada vez mais inerte como também se comprova no setor de Saúde, com médicos sendo demitidos e sem receber salários, hospitais sem leitos suficientes e com centros cirúrgicos sendo desativados – alguns não têm sequer anestésicos – e cirurgias sendo desmarcadas, apesar de urgentes. Assistimos todos os dias notícias sobre escolas sem aulas, lojas sendo fechadas (algumas definitivamente) e, pior ainda, crianças e adultos morrendo vítimas de balas perdidas até dentro de casa. Além de uma polícia inoperante, não vemos nenhuma providência do Governo, sempre cheio de corruptos e incapazes de exercerem um cargo público;

Consta na relação do patrimônio do Poder Executivo que a Polícia Militar do Estado Rio de Janeiro (PMERJ) tem uma frota composta de 6.756 veículos, dos quais 3.458 estão parados, alguns deles sem condição de serem recuperados. Também a tropa está reduzida em 1.300 soldados, porque o último concurso para a PM foi realizado em 2014 e desde então após algumas mortes e aposentadorias não foi chamado nenhum dos aprovados. O cidadão do Estado e em especial a Cidade do Rio de Janeiro está vendo o crescente domínio da bandidagem sobre o Poder Público. E tudo isso acontece por falta de dinheiro. Para irritar ainda mais os cidadãos, quando indagado sobre a necessidade de o Exército Brasileiro ser chamado para auxiliar na segurança do Estado, o governador Pezão diz a seguinte imbecilidade numa entrevista: “Prefiro que Brasília mande dinheiro do que Exército”. Não dá para esperar outra coisa de um governador que vê em silêncio a Universidade do Estado Rio de Janeiro (Uerj) anunciar que no mês de junho terminaram as aulas do segundo de 2016. Além do impeachment de Pezão, também seria o caso de uma intervenção federal, mas cadê a moral do gorno do presidente Michel Temes? Parece que só resta aos fluminenses cantar aquele conta evangélico: “Segura nas mãos de Deus”.

6 de julho de 2017

PF confirma esvaziamento da Operação Lava-Jato

Se alguém duvidava que as manobras para esvaziamento da Operação Lava-Jato estavam em curso, agora já sabemos que os políticos corruptos não estavam dormindo. A Polícia Federal (PF) confirmou que os grupos de trabalho dedicados às operações Lava-Jato e Carne Fraca passam agora a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor). A medida, segundo a PF, visa a priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações. Ontem, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, comentou nas redes sociais sobre a liberação de recursos para emendas parlamentares pelo Governo Federal, e alertou que a força-tarefa da PF na Operação Lava-Jato havia deixado de existir;

De acordo com a PF, cada delegado do Grupo de Trabalho da Lava-Jato possuía cerca de vinte inquéritos cada um, e que com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava-Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais, acrescentando ainda que o número de policiais dedicados a essas investigações chega a 70. A iniciativa da integração coube ao Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava-Jato no Estado, e foi confirmada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco. A PF informou também que foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava-Jato, e que o efetivo da Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade. Em maio, o número de delegados dedicados à Lava Jato em Curitiba já tinha caído de nove para quatro, sob o argumento de queda na demanda da operação e de criação de grupos em outros Estados, como Rio e Brasília.

Michel Temer tenta comprar votos para salvar seu mandato

Logo que assumiu a Presidência da República após a cassação do mandato de Dilma Rousseff, o presidente Michel Temer anunciou que montaria uma equipe ministerial composta de figuras notáveis. Ele acertou, a maioria dos seus ministros era comporta de notáveis suspeitos de corrupção com alguns sendo demitidos ou pedindo para sair do ministério, e atualmente há vários deles indiciados e réus e respondendo a processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e outros graves delitos. De pouco adianta uma pequena melhora na economia, porque as recentes delações premiadas sob a batuta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tornam insustentável a situação de Michel Temer, que vive em longas reuniões com aliados prometendo cargos, além de liberação de emendas parlamentares para compra de votos em busca da rejeição ao pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para a abertura de processo de seu impeachment. Tudo é feito com um único critério: que os parlamentares do PMDB, PP, PSDB e até do PT salvem a sua pele. Michel Temer em nenhum momento está pensando nos problemas do povo, e mesmo com tudo isso não tem ainda garantia de que o pedido da PGR seja rejeitado ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, onde a votação será nominal e grande número de parlamentares não querem que seus nomes sejam visto no painel eletrônico pelos seus eleitores e cobrem isso nas urnas no ano que vem.

5 de julho de 2017

CCJ do Senado aprova PEC alterando escolha de ministros do STF

Até que enfim alguma coisa errada poderá ser consertada. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou, hoje, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica o processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre outras mudanças, está a fixação de mandato de dez anos de duração e a proibição de recondução ao cargo. A PEC segue para votação no Plenário do Senado. O texto aprovado é um substitutivo da senadora Ana Amélia (PP-RS) à PEC nº 44/2012, do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que tramita com outras 11 propostas. O substitutivo mantém o processo de nomeação dos ministros do STF pelo presidente da República a partir de uma lista tríplice que seria elaborada por um colegiado composto pelos presidentes do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Superior Tribunal Militar (STM), do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); e ainda pelo procurador-geral da República e pelo defensor público-geral federal.
O prazo para elaboração da lista tríplice seria de um mês a contar da abertura de vaga no STF, ficando de fora quem, nos quatro anos anteriores, tenha exercido mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União e ministro, além do pré-requisito de comprovação de 15 anos de atividade jurídica. O presidente da República teria de comunicar sua escolha para o STF ao presidente do Senado Federal no prazo de um mês do recebimento da lista tríplice. O indicado deverá ter seu nome aprovado pela maioria absoluta dos membros do Senado. Depois de deixar a função, os ministros do Supremo ficarão inelegíveis para qualquer cargo  até cinco anos após o término do mandato. Cristovam Buarque afirmou que a atual sistemática está caracterizada pela “excessiva personalização”, com a escolha pessoal dos ministros do STF pelo presidente da República, algo que se caracterizou com a nomeação de Alexandre de Moraes para o STF, que era titular do Ministério da Justiça, com o agravante de que julgará o presidente Temer em processos nos quais e réu. Por isso, considera necessário buscar eliminar a contaminação política e conferir maior qualificação e equilíbrio às designações de juízes da Suprema Corte.

Filho de Sérgio Cabral diz que ele foi um baita governador

Não há mãe que ache seu filho feio, como também não há filho que não considere seu pai como um herói. Isso ficou comprovado no artigo “A outra face”, publicado na edição de ontem (04/07) de “O Globo”, de autoria do deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), filho do ex-governador Sérgio Cabral, atualmente residindo numa cela destinada a delinquentes pela prática de vários ilícitos e que responde a nada menos de 12 processos, número que pode ainda aumentar, tantos são os casos que surgem quase que diariamente. O parlamentar fez uma ampla defesa do seu pai, na qual relata atos e obras do então governador durante dois mandatos, discordando das críticas que são feitas ao seu genitor. Marco Antônio não entende que as críticas não são para as coisa de seu pai fez, que, aliás, eram de sua obrigação. Do que todo mundo fala é dos desvios de verbas que proporcionaram seu enriquecimento pessoal. O filho poderia enaltecer seu pai se ele tivesse governado o Estado do Rio em dois mandatos e tivesse permanecido modesto;

Sérgio Cabral começou sua carreira política como defensor dos idosos. Hoje, são exatamente os idosos (aposentados e pensionistas) as principais vítimas dos desvios de verbas que levaram os “velhinhos” a sofrer com atrasos de pagamento de salários, com milhares deles sem receber parte de abril e mais os meses de maio e junho, além do 13º salário de 2016. Pelo que escreveu Marco Antônio, seria interessante um “abaixo assinado” pela Internet solicitando ao Vaticano a canonização de mais um santo brasileiro, Santo Sérgio Cabral. Entre as justificativas para o bom nome do ex-governador, o deputado fala em ele ter trazido a Olimpíada para o Rio de Janeiro, logo ela que tem gente de todos os níveis, de ex-presidentes da República a empreiteiros, envolvidas em casos de propinas e superfaturamento em obras que tão mal feitas não estão sendo consideradas como legados. Por fim, deputado, para nós seu pai não passa de um chefe da quadrilha que assaltou os cofres públicos do Estado, enganando a muitos. Ele é verdadeiramente um criminoso corrupto.

4 de julho de 2017

Sérgio Cabral controlava e lucrava com a ‘Máfia dos ônibus”

O ex-presidente Lula foi acusado por ser considerado como chefe da maior quadrilha de corrupção da História do Brasil, mas ele tem um forte concorrente na figura do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Porém, Lula é muito mais inteligente porque ele não recebe diretamente valores das propinas que patrocina. Somente ‘laranjas’ põem a mão na grana e a repassam para o chefe. Já Sérgio Cabral, não. Ele recebia tudo diretamente, sem medo de nada. Agora, com a Operação Ponto Final, Cabral foi identificado como chefe da quadrilha que vinculava o Poder Público com o setor de transportes coletivos. O ex-governador fluminense não é dono de nenhuma empresa de ônibus, mas faturava milhões de reais quando havia reajuste das tarifas cobradas aos passageiros, sempre autorizadas em índices acima dos estabelecidos em contratos. Daí, não faltava dinheiro para a compra de milhões de reais em joias para sua mulher;

A força-tarefa da Operação Ponto Final é coordenada pelo procurador Eduardo El Hage, que, autorizado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável pelos casos da Operação Lava-Jato do Estado, quebrou o sigilo das investigações do Ministério Público Federal (MPF), segundo as quais a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor) premiava Sérgio Cabral sempre que o Governo autorizava aumentos de tarifa, mesmo depois de ele ter saído do cargo de governador em 2014. A farta distribuição de propinas proporcionaram R$ 122 milhões para Cabral durante todo esse tempo, e segundo cálculos com uma média de mais de R$ 50 mil diários. Em meio a tantas falcatruas, conclui-se que cabe aos usuários financiar a roubalheira, além de ainda ser obrigado a utilizar ônibus muitas vezes caindo aos pedaços. A prisão de Jacob Barata Filho, denominado de “Rei do ônibus” e mais integrantes do Departamento de Transporte Rodoviário (Detro), órgão da Secretaria de Transportes destinado a fiscalizar tudo que diga respeito aos ônibus e vans, serve de alento aos sofridos passageiros dos mesmos.

2 de julho de 2017

Coisa típica do Brasil de hoje

Uma nota colocada hoje na coluna de Ancelmo Gois em "O Globo" merece ser transcrita pelo absurdo que revela:

"Brasil esnoba a ciência"
"Depois de dois anos sem conseguir validar seu diploma no Ministério da Educação, o famoso médico uruguaio Fernando Vinuela foi derrotado pela burocracia. Criador de um dos mais avançados métodos de tratamento de AVC, ele vai chefiar o departamento de Neurorradiologia da Universidade da Califórnia."

1 de julho de 2017

Fracassa mais uma ‘greve geral’ comandada pelos petistas


Será que essa gente que não trabalha – só pode ser, porque podem todos ficar um dia inteiro nas ruas – ainda não se convenceu de que suas convocações para resultam num inteiro fracasso, como aconteceu na “greve geral” anterior? A tática dos sindicatos e dos chamados movimentos sociais ligados ao PT foi a mesma, já bastante manjada: fechar importantes vias de acesso nas grandes cidades forçando os verdadeiros trabalhadores a fazer “greve” por não conseguirem chegar ao trabalho. No Rio de Janeiro, por exemplo, obstruir a Avenida Brasil e as rodovias Presidente Dutra (Rio-São Paulo) e Whashington Luiz (Rio-Petrópolis) provocam um caos enorme, e a prova do fracasso dos baderneiros ficou evidente com as pessoas buscando alternativas para chegar aos seus destinos. Uma das táticas dos “trabalhadores” foi bloquear o acesso ao setor de embarque do Aeroporto Internacional do Galeão. Não deu em nada, porque as pessoas pegaram suas bagagens e foram a pé para não perder a viagem, uma vez que os aeroviários e os funcionários de apoio não aderiram ao movimento;

A justificativa para a convocação da “greve” era para protestar contra as reformas das legislações trabalhista e previdenciária, bem como para gritar “Fora, Temer” e “Diretas Já”. Quanto às reformas, a que mais eles combatem é a trabalhista, mas por causa da provável extinção da contribuição sindical obrigatória que tem servido para financiar sindicatos, enriquecer dirigentes das entidades e custear as atividades dos “trabalhadores” que não trabalham, mais um motivo para não se justificar protestos contra a reforma da Previdência, para a qual não descontam nada, uma vez que são uns vagabundos, bem como também fazem o jogo daqueles que se beneficiam de regimes especiais de aposentadoria. Enfim, os “trabalhadores” que não trabalham só conseguiram atrair a raiva daqueles que verdadeiramente contribuem com o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.