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22 de outubro de 2018

Fernando Hahhad adota o 'Segue o Líder' na campanha

Na corrida de seis dias para o segundo turno e tentando a quase inútil tarefa de diminuir a vantagem de 18% que Jair Bolsonaro (PSL) tem segundo as recentes pesquisas de intenção de voto, o candidato Fernando Haddad (PT) não teve nenhum constrangimento de fazer promessas ao eleitorado já feitas antes pelo ex-capitão do Exército. Bolsonaro há poucos dias deu a entender que criará o 13º salário para os beneficários do Bolsa Família, o "poste" do ex-presidente Lula prometeu ontem um reajuste de 20% no valor a ser recebido pelos que integram o programa. Haddad foi mais longe dizendo em evento no Nordeste que o botijão de gás no ano que vem custará CR$ 49,00. Nesta eu fiquei curioso. Sexta-feira comprei um botijão a R$ 70,00 e o entregador me informou que o próximo mês o preço passará a R$ 97,00. Aqui em casa o botijão dura em média um mês. Qual seria a "química" a ser aplicada pelo candidato do PT? Pelo visto, trata-se de mais uma "metamorfose" do petista, como a troca do vermelho de sua propaganda pelo ver, amarelo e azul que sempre foram as cores adotadas por Bolsonaro, ao invés do vermelho tão característico do PT por causa de suas inegáveis origens do comunismo. Que coisa feia, Haddad!

O PT continua com problemas de falta de memória.

A demonstração de agora são as ações que foram propostas pela Coligação Brasil Soberano (PDT/Avante) e pelo PDT com base em reportagem da "Folha de S.Paulo" dizendo que o candidato do PSL estaria se beneficiando da ação de empresas de disparo de mensagens em massa via WhatsApp, contratadas por empresários que o apoiam. Em uma das ações instauradas hoje, a Coligação Brasil Soberano pede que Bolsonaro seja declarado inelegível para estas eleições e pelos próximos oito anos, com a declaração de nulidade de seus votos e convocação de novo pleito. O PT esqueceu que o deputado Wadih Damous disse em vídeo de 13 de abril de 2018, ao se referir sobre a prisão de Lula, que é papel do Supremo "separar o joio do trigo e escolher pelo povo brasileiro" e que deveriam "recriar, fechar o Supremo Tribunal Federal". Agora, três ministros do Supremo consideraram extremamente grave a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro. Um deles lembrou que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, “o que nem a ditadura tentou”, será preciso “antes disso revogar a Constituição”. Eles preferiram falar sem serem citados porque a decisão tomada é a de que o STF fale por uma única voz - do presidente Dias Toffoli, que estava em um congresso em Veneza, ou do decano Celso de Mello;
De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os argumentos apresentados, a coligação afirma que todos os candidatos que disputaram a eleição presidencial no primeiro turno foram prejudicados, "já que o aporte financeiro das pessoas jurídicas trouxe um flagrante desequilíbrio entre a paridade das armas dos concorrentes". A coligação pede liminar para que Bolsonaro, o empresário Luciano Hang, da rede Havan, e todas as empresas de impulsionamento de mensagens citadas na reportagem sejam proibidos de praticar qualquer ato de divulgação de mensagens pelo WhatsApp ou qualquer outra rede social. Ocorre que essa liminar foi negada pelo corregedor, segundo o TSE. Na decisão de hoje, o corregedor determinou a notificação de Bolsonaro e das empresas para apresentarem defesa em cinco dias, a exemplo do que já tinha sido decidido na última sexta-feira, quando o ministro deu andamento a outra ação também baseada em fatos apontados pela reportagem do jornal de São Paulo, apresentada pela coligação "O Povo Feliz de Novo", de Fernando Haddad.

21 de outubro de 2018

Enquanto Haddad o xinga, Bolsonaro fala sobre seus planos

Já desesperado com sua quase certa derrota domingo que vem, candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT), se concentra em xingamentos na tentativa de desconstruir seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) na sua propaganda na TV. Enquanto isso, o ex-capitão do Exército tem se preocupado em dar recados ao eleitorado tanto em entrevistas como nas rede sociais da Internet sobre o que pretende propor logo no início de seu possível mandato. Uma das prioridades de Bolsonaro será a proposta do fim da reeleição, que já valeria com ele próprio. Uma outra seria a de redução de 15% a 20% do número de integrantes do Congresso Nacional. O comportamento de Haddad é um reflexo de um quadro que se apresenta no Brasil que provocou a diferença favorável ao candidato do PSL já no primeiro turno: a debandada de eleitores que sempre votaram em candidatos petistas mas que se sentiram enganados pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e outros figurões do PT que até já estão condenados e presos por causa das falcatruas cometidas, principalmente desvios de dinheiro público através de propinas. São milhões de pessoas dos mais variados níveis de idade, escolaridade, renda familiar e outros. Não será nenhuma surpresa se no próximo da 28 a diferença entre Bolsonaro e Haddad alcance o inédito índice de 70%, porque este contingente se une àqeles que não querem ver o PT de volta ao Governo de jeito nenhum.

19 de outubro de 2018

Bolsonaro 53% x Haddad, 47% em pesquisaCUT/Vox Populi:

Uma pesquisa de intenção de votos feita pelo instituto Vox Populi divulgada hoje indica que Jair Bolsonaro (PSL) está com 53% dos votos válidos e Fernando Haddad (PT) com 47%, uma diferença de seis pontos percentuais. O levantamento foi feito terça-feira e ontem, antes da publicação de denúncias envolvendo a possível prática de crime eleitoral da campanha de Bolsonaro. No voto estimulado, Haddad lidera na região Nordeste, com 57% contra 27% de Bolsonaro. O candidato do PSL lidera nas outras regiões, e chega a 21 pontos de vantagem nas regiões Sudeste e Sul. Em termos absolutos, Bolsonaro registra 44% e Haddad com 39%; Brancos e nulos somam 12%; não sabem, 5%. A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com duas mil entrevistas em 120 municípios. Em cada nova pesquisa de qualquer instituto fica bastante claro que a vitória de Bolsonaro só não ocorrerá se algum fato muito grave acontecer. Com certeza os ataques contra o ex- capitão do Exército continuarão o dia 26, quando termina a propaganda eleitoral gratuita na TV. As fortes emoções continuarão.

Depois da eleição teremos muita agitação política

Mesmo com a vitória de Jair Bolsonaro praticamente assegurada segundo as pesquisas de intenção de voto, até o início de 2019 viveremos mais algumas emoções na política brasileira. O mais polêmico deputado federal reeleito, Jean Wyllys (PSOL) poderá ficar fora da Câmara dos Deputados em 2019. É que, o ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), recebeu mais de 73 mil votos para deputado federal, mas seu direito ao mandato ainda depende de decisão que deverá ser dada esta semana pelo ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral. Os últimos da lista são Paulo Ramos (PDT), com 25 mil votos e Jean Wyllys teve 24 mil. Se Quaquá ganhar a questão, o TRE efetuará um novo cálculo e o "cuspidor mor" não poderá atingir mais ninguém e ainda perderá o foro privilegiado. Outro assunto que dominará as discussões será a disputa pelas presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. O senador Renan Calheiros (MDB) diz ter 40 votos para se eleger presidente. Já para a Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM) também pleiteia continuar no cargo, mas terá que lutar muito para alcançar seu objetivo, porque novas forças eleitas no último dia 7 querem promover mudanças no quadro político do país. Até o partido de Bolsonaro, com surpreendentes 52 eleitos, além de partidos ligados ao PT lutarão para dirigir a Casa, em especial por causa dos inúmeros projetos que serão apresentados tão logo os trabalhos legislativos tenham início, com o chefe do Executivo sendo obrigado a fazer negociações. Então, vem muita emoção por aí.

Fernando Haddad quer ganhar a eleição no 'Tapetão'

O PT pediu ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para declarar o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, inelegível por oito anos. O pedido foi apresentado em razão de reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" que relata casos de empresas apoiadoras de Bolsonaro que supostamente compraram pacotes de disparo de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp. Essa prática, em tese, pode ser ilegal, caso seja considerada pela Justiça doação de campanha feita por empresas. Desde 2015, empresas estão proibidas de fazer doação eleitoral. Segundo o jornal, as empresas apoiadoras de Bolsonaro compram um serviço chamado "disparo em massa" usando a base de usuários do candidato do PSL ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Além da inelegibilidade de Bolsonaro, a coligação encabeçada pelo PT também pede a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático das empresas e dos empresários mencionados na reportagem. Antes, pelo Twitter, Bolsonaro afirmou: "Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências". Segundo ele, o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela "verdade". "Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!", escreveu.

18 de outubro de 2018

Bolsonaro provoca reações ao falar sobre a PGR

O candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), provocou uma série de reações ao falar sobre a nomeação de um futuro procurador-geral da República, dizendo que obedeceria à lista tríplice, nomeando preferencialmente o procurador mais votado na elaboração da lista. Ele é nomeado pelo presidente da República dentre integrantes da carreira com mais de 35 anos de idade, O mandato de Raquel Dodde vence em setembro de 2019. O novo presidente pode reconduzi-la, ou não, ao cargo. Tradicionalmente, antes do fim do mandato de um procurador-geral, a Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) realiza uma votação, que envolve cerca de 1.300 procuradores, para indicar três nomes ao cargo, e seu nome deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal após arguição pública. O ocupante do cargo tem independência funcional, não estando subordinado ao Poder Executivo. Entre suas atribuições, estão a chefia do Ministério Público da União e de procurador-geral eleitoral, além de presidente do Conselho Nacional do Ministério Público..Sua destituição, pelo presidente da República, depende de autorização do Senado. Segundo a Constituição Federal, o procurador-geral da República deve sempre ser ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal (STF), e também pode promover Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) e também ações penais para denunciar autoridades como deputados federais, senadores, ministros de Estado, o presidente e o vice-presidente da República. Além disso, pode propor, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), representação para intervenção nos Estados e no Distrito Federal e, perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), bem como os casos de crimes contra os direitos humanos.

Hoje é dia de definições para Bolsonaro e Haddad

O dia hoje deve ser de definições para os dois candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). É esperada para a tarde a avaliação de uma junta médica sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A partir desses exames, o candidato do PSL disse que decidirá sobre sua participação em debates e viagens para fora do Rio de Janeiro. Depois do ataque que sofreu em 6 de setembro, quando levou uma facada na barriga, Bolsonaro está com uma colostomia, o que exige cuidados e mais atenção em situações de aglomeração de pessoas e eventual tumulto. Nos últimos dias, o candidato indicou que pode participar de dois debates até o segundo turno das eleições. A junta médica - os médicos que o acompanharam no Hospital Albert Einstein, em São Paulo - deve ir à casa do candidato, como fez na semana passada. O candidato do PT tem encontro, em São Paulo, com o grupo denominado "Juristas pela Democracia", que reúne magistrados que apoiam seu nome neste segundo turno. Ao longo do dia, ele ainda tem conversas com grupos de defesa dos animais e concede entrevistas exclusivas para emissoras de rádio e televisão. Haddad deve ir amanhã ao Rio e no fim de semana ao Nordeste, em locais do Nordeste ainda vão ser definidos, mas ele deve escolher o Piauí, a Bahia e o Maranhão, onde os governadores são aliados do PT.

Haddad muda mais uma vez e faz elogio a Moro

O desespero provocado pela derrota praticamente certa pela Presidência da República para Jair Bolsonaro (PSL) apontada nas últimas pesquisas de intenção de voto dos institutos Datafolha e Ibope está fazendo com que o candidato do PT, Fernando Haddad, faça mais uma surpreendente mudança de rumo. A de agora foi um elogio ao juiz Sérgio Moro, a quem nos últimos dias ele fazia ataques com acusações de perseguição ao seu partido em entrevista a um canal de televisão. Haddad disse que o magistrado ajudou o Brasil, com a condenação e prisão do corruptos, esquecendo que o ex-presidente Lula é um deles. O candidato petista fez uma ressalva e afirmou que seu "chefe" foi vítima de um erro de Moro, que condenou Lula sem provas, mas que os tribunais superiores irão corrigir a falha do juiz responsável pela Operação Lava-Jato, que mandou para o xadrez uma boa quantidade de petistas. Na propaganda na TV, Haddad continua pouco divulgando sobre projetos para o possível governo seu, focando apenas em ataques a Bolsonaro

17 de outubro de 2018

Segundo o Ibope, o Rio será governado "Com Juízo"

De nada adiantou os ataques do Eduardo Paes (DEM) contra Wilson Witzel (PSC) no caso do auxílio-moradia no horário de propaganda na TV. O Ibope divulgou o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição para governador no Rio de Janeiro. Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes: Wilson Witzel (PSC), 60% e Eduardo Paes (DEM), 40%. Nos votos totais, os resultados foram os seguintes: Wilson Witzel (PSC), 51%, e Eduardo Paes (DEM), 34%; Em branco/nulo, 9%; Não sabe, 5%; Nos votos totais, a diferença é de 17 pontos percentuais; brancos, nulos e eleitores que não sabem ou não responderam somam 14%. A pesquisa também apontou o percentual de rejeição para governador: Eduardo Paes: Com certeza votaria nele para governador, 21%; Poderia votar nele para governador, 18%; Não votaria nele de jeito nenhum, 48%; Não o conhece o suficiente para opinar, 11%; e Não sabem ou preferem não opinar, 2%. Wilson Witzel: Com certeza votaria nele para governador, 40%; Poderia votar nele para governador; 14%; Não votaria nele de jeito nenhum, 18%; Não o conhece o suficiente para opinar, 26%; e Não sabem ou preferem não opinar, 2%.

Cid Gomes parece não saber o que faz

O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) gravou um vídeo para o candidato do PT, Fernando Haddad, após Jair Bolsonaro (PSL) ter usado suas críticas ao PT no programa de propaganda eleitoral na TV. O vídeo foi gravado a pedido de petistas, mas a campanha de Haddad ainda não sabe dizer se usará o depoimento na propaganda de TV ou apenas nas redes sociais. Na gravação, Cid diz que afirma seu apoio a Fernando Haddad. O irmão de Ciro Gomes disse que nunca colocou em dúvida seu apoio ao candidato petista, mas aproveitou para reafirmar as duras críticas ao PT. Cid relatou que, no vídeo gravado em apoio a Haddad, ele criticou o uso de sua imagem pela campanha de Bolsonaro e diz que votará no presidenciável petista. Questionado se o irmão dele, também iria gravar apoio a Haddad, Cid respondeu: "E eu lá sei? Desde que ele viajou não falo com ele. Para não dizer que não falei, ontem ele me mandou uma mensagem dizendo que nosso pai estaria exultante, orgulhoso". Após suas críticas ao PT, alguns dirigentes do partido procuraram o senador eleito do Ceará para colocar panos quentes na situação. Entre eles, Aloizio Mercadante e Emidio de Souza, este último um dos principais interlocutores de Haddad.

Fernando Haddad quer ser o novo cabo Daciolo

Desesperado com a quase certa vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, o candidato do PT, Fernando Haddad, acaba de lançar a "Carta ao Povo Evangélico". Ele terá hoje em São Paulo um encontro com líderes evangélicos, mas nenhum deles é dirigente máximo de qualquer denominação ou entidade representativa do segmento. Na ocasião, o petista deverá ler o documento, no qual ele cita trechos bíblicos e diz ser vítima de mentiras sobre sua conduta. A reação de Haddad acontece por causa da última pesquisa do Ibope que constatou um percentual de 74% dos evengélicos que votaram em Bolsonaro no primeiro turno contra 26% em Haddad. Na pesquisa anterior do Instituto Datafolha, o placar tinha sido 69% a 31% para o deputado do PSL. No final da carta, Haddad diz: "A Deus, clamo como o salmista: guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo (Salmos 25:5)". Fernando Haddad, no entanto, não disse se seguirá o ritual do cado Daciolo indo ao monte todos os dias para orar, mas não estamos livres de ouvir o presidenciável do PT a qualquer momento encerrar sua participação na propaganda eleitoral na TV gritando: "Aleluia! Glória a Deus!".

16 de outubro de 2018

O PSDB e o MDB foram os maiores perdedores nas eleições

No primeiro turno das eleições, os partidos que tiveram maiores perdas no número total de suas bancadas no Congresso Nacional foram o PSDB e o MDB. A liderança continua com o PT, com 56 parlamentares, mas surgiu agora o partido PSL, partido do candidato Jair Bolsonaro, que recebeu votação de cerca de 48 milhões de eleitores, enquanto o candidato do PT obteve 29 milhões. Isto provocou uma votação de 52 parlamentares do partido do ex-deputado. O partido comandado pelo ex-presidente Lula ganhou todas as eleções presidenciais de 2002 a 2014. De acordo com cientistas políticos entre 2002 e 2018, o PT perdeu 10 milhões de votos entre eleitores dda classe C, segmento onde o PT sempre foi forte. Em 2014, a ex-presidente Dilma mesmo ganhando de Aécio Neves (PSDB), obteve 27 milhões de votos No último dia 7, Fernando Haddad teve pouco mais de 17 milhões de votos, contra quas 39 milões alcançados por Bolsonaro E o mais preocupante para o PT é não só a perda de milhões de votos, o que impediria uma reação de Haddad para a decisão do próximo dia 28, mas a declaração de muitos deles de que teriam sido traídos com os desvios de verbas públicas, ao contrário do que pregavam os petistas,e a prisão do principal líder pela condenação por corrupção. Sendo assim, está a cada dia muito difícil para Fernando Haddad conseguir uma ultrapassagem na reta de chegada, como víamos acontecer com o saudoso Ayrton Senna. Mas hoje há uma diferença muito grande entre "pilotos" e "escuderias". Parece que já sabemos quem receberá a bandeirada na reta final da corrida.

PT considera improvável criação de frente contra Bolsonaro

As declarações do senador eleito e ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) fizeram com que a campanha de Fernando Haddad (PT) considerasse improvável a criação de uma grande frente democrática contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), que vai usar as falas de Cid, de que o PT deveria fazer mea-culpa e assumir que fez "muita besteira", em seu programa eleitoral de hoje.. Por sua vez, o PT tem encontrado dificuldades para atrair apoios de nomes da centro-esquerda e é praticamente descartada a hipótese de Ciro Gomes (PDT) vir a se engajar na campanha. Na tarde de hoje, Cid tentou remediar sua fala, mas ainda manteve o tom duro contra os petistas. "Comparei os dois nomes que estão no segundo turno. O Haddad é infinitamente melhor que o Bolsonaro. Eu não quero me vingar de ninguém. Para o Brasil o menos ruim é o Haddad. Por isso penso que seria melhor que ele ganhasse", escreveu, no Facebook. O senador eleito pela Bahia Jaques Wagner (PT) chegou a dizer que desconhece a criação de uma frente. Segundo ele, a ideia é obter apoio de outros setores da sociedade. Em conversas privadas, alguns dirigentes do PT avaliam que a explosão de Cid Gomes somadas às declarações do presidente do PDT, Carlos Lupi, e o sumiço de Ciro, são movimentos calculados que visam definir o papel da sigla pedetista em relação a um eventual governo Bolsonaro. A possibilidade de apoio público do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também é considerada distante. Segundo membros da campanha, FHC emite sinais contraditórios.

Cid Gomes faz críticas ao PT pela derrota de Haddad

O senador eleito do Ceará Cid Gomes se envolveu em uma discussão com apoiadores do PT durante ato a favor de Fernando Haddad, na noite de ontem em Fortaleza. Em vídeo que circula nas redes sociais, Cid faz elogios a Haddad, mas cobra que o PT faça um mea-culpa para conquistar o apoio do eleitorado. A declaração do irmão de Ciro Gomes foi feita em razão da divukgação de pesquisa do Ibope segundo a qual Bolsonaro lidera a corrida presidencial com 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O candidato do PT à Presidência da República classificou a as críticas de Ciro como uma "coisa meio acalorada",, afirmando: "Uma coisa meio acalorada, não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa", disse Haddad. Em uma discussão, Cid Gomes disse que o PT perderá eleição se não fizer mea-culpa e chamou a militância petista de "babaca". Haddad declarou que preferia ver o lado "positivo" das declarações do pedetista e que a amizade entre os dois continuaria a mesma. "Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira", disse o senador eleito, sendo interrompido por pessoas da plateia. "É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea-culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição", afirmou Gomes durante o ato.

15 de outubro de 2018

Ibope de hoje: Bolsonaro, 59%; Haddad, 41%

O Ibope divulgou hoje o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado sábado e domingo. Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes: Jair Bolsonaro (PSL), 59%; e Fernando Haddad (PT), 41%. Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:Jair Bolsonaro, 52%: e Fernando Haddad, 37%; Em branco/nulo, 9%; Não sabe, 2%.A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição: Bolsonaro: Com certeza votaria nele para presidente, 41%; Poderia votar nele para presidente; 11%; Não votaria nele de jeito nenhum, 35%; Não o conhece o suficiente para opinar, 11%; Não sabem ou preferem não opinar, 2%. Fernando Haddad; Com certeza votaria nele para presidente - 28%; Poderia votar nele para presidente, 11%; Não votaria nele de jeito nenhum, 47%; Não o conhece o suficiente para opinar, 12%; Não sabem ou preferem não opinar, 2%. O que chama a atenção nesta pesquisa é a inversão dos índices de rejeição dos dois presidenciáveis. Em todas as pesquisas do Ibope e do Datafolha os percentuais de rejeição a Bolsonaro sempre foram superiores aos de Haddad. Na de hoje, o placar de rejeição é Fernando Haddad 47% Jair Bolsonaro 35%. Parece que a vitória do deputado do PSL está a cada dia mais próxima.

Lula manda distribuir dinheiro e promete cargos

As dezenas de visitas semanais de políticos e advogados ao ex-presidente Lula em Curitiba (PR) têm servido para articular a candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República. A informação está em reportagem da revista "IstoÉ" desta semana dizendo que o petista articula, em sua cela, vantagens financeiras destinadas a irrigar campanhas e até promessas de cargos em um eventual governo do partido. De acordo com a publicação, com o aval de Lula, quem está do lado de fora sai em busca de apoio de caciques regionais, inclusive aqueles que votaram contra Dilma no processo do impeachment dois anos atrás, como Renan Calheiros (MDB-AL), Eunício Oliveira (MDB-CE) e Fernando Collor (PTC-AL). Esses políticos estavam aliados aos presidenciáveis Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). A revista diz que Lula prometeu-lhes participação no novo governo e até compensações financeiras para mudarem de lado. Lula estaria enviando bilhetes a diversas pessoas, inclusive para o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que, segundo a revista, cumpre prisão em regime semiaberto na Penitenciária da Papuda, em Brasília (DF). Apesar de não ser mais o presidente do PR, Valdemar ainda manda e desmanda no partido, que desde o governo Lula transformou o Ministério dos Transportes no seu latifúndio.

O que dizem os candidatos sobre planos de saúde?

Até hoje, nenhum`dos dois candidatos à Presidência da República se pronunciou sobre os planos de saúde, um problema que afeta cerca 47 milhões de pessoas, ou seja, um em cada cinco brasileiros, que não conseguiram manter-se neles por causa do alto valor de suas mensalidades, e passaram a se utilizar do SUS, e aumentaram as filas dos postos de atendimento, que se já não eram bons, prioraram consideravelmente. O dia 28 deste mês chega daqui a treze dias e é conveniente que Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) parem de se agredir mutuamente no horário da propaganda elitoral no rádio e na TV e digam ao eleitorado o que ele pode esperar daquele que for eleito. O que temos visto nos noticiários é uma enorme quantidade de casos até com mortes de pacientes por causa da falta de recursos na rede pública de saúde, tanto nas federais como nas estaduais e municipais. Há muita coisa importante para o poder público fazer, mas, sem dúvida, a vida das pessoas é a maior delas.

Lula reclama do frio e não toma banho de sol

O ex-presidente Lula não está nada satisfeito com sua nova condição de presidiário. Elee estava acostumado a ser bajulado, paparicado e que falava feito um papagaio está igual passarinho na gaiola. Em vez de cantar, reclama de tudo o tempo todo. Até os agentes que o vigiam 24 horas por dia já estão evitando dar corda ao petista e evitam conversar com o condenado. Lula tem reclamado até do tempo frio em Curitiba, que está esvaziando o acampamento mantido pelo PT, MST e CUT em frente ao prédio da sede da Polícia Federal (PF) na capital paranaense. Além da friagem, tem chovido nos últimos dias. Lula tem direito a duas horas diárias de banho de sol, mas se recusou a sair da sala nos seis primeiros dias de prisão. Estava bastante aborrecido. Durante a visita de senadores do PT esta semana, Lula foi indagado sobre os motivos de não ter tomado seus banhos de sol diários. Ele tentou descontrair as visitas com mais uma queixa: “De que adianta banho de sol se só chove aqui! Deveria ser banho de chuva”. Preocupados com o isolamento do petista, os senadores indagaram se ele estava tendo dificuldade em se adaptar à prisão. Lula afirmou que não estava estranhando muito, pois já vivia um isolamento enquanto estava livre. "O que estou vivendo aqui é o mesmo que vivi vinte anos atrás, disse o petista em referência aos trinta dias que ficou preso nos anos 80. "E na minha vida normal ultimamente não tenho mesmo frequentado restaurante, show, cinema. Não tem muita diferença”, admitiu Lula, que antes da prisão, evitava sair nas ruas para não ser hostilizado.

Já está chegando a hora de o eleitor parar para pensar

Repetidas vezes temos dito que es eleições deste ano são diferentes de todas as anteriores. A polarização entre direita e esquerda é a mais evidente que as vivenciadas nas últimas décadas. A competição "Ele contra nós" estimulada pelo ex-presidente Lula tornou a disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) numa luta que tem chegado em alguns momentos a exagerado nível de rancor e violência de ambos os lados. Há até divisões em famílias. Mas chegou a hora de acalmar os ânimos e botar a mão na consciência. No próximo dia 28 estaremos decidindo quem irá nos governar nos próximos quatro anos. Já temos crises suficientes para atrapalhar nossas vidas. O Brasil não suporta mais insegurança jurídica e muito menos a falta de segurança pública. Quem for eleito precisará imediatamente sair das promessas para a busca de soluções. A Justiça bem ou mal tem procurado dar combate ao pior dos males, a corrupção, que é a maior causa de todas as crises provocadas pelos desvios de dinheiro público, ou seja, do contribuinte/eleitor. Muitos já estão atrás das grades e muitos outros em breve também estarão presos. Ao invés de ficarmos batendo boca tanto na rua como nas redes da Internet, o bom é ficarmos em silêncio meditanto e pensando bem sobre a escolha que faremos daqui a dois domingos. Pense bem nisso, eleitor.

14 de outubro de 2018

Bolsonaro ataca Haddad após petista apagar post

O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) publicou hoje no Twitter uma mensagem na qual ataca o seu adversário Fernando Haddad (PT), em razão de uma informação falsa que foi publicada pelo petista em seu perfil e depois apagada. "Após mentir descaradamente que votei contra os deficientes, o marmita de corrupto preso também apagou as acusações como se nada tivesse acontecido. A mentira nunca vencerá a verdade!", escreveu Bolsonaro. O "O deputado Jair Bolsonaro votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Acredito que ele tenha votado contra por falta de conhecimento. Ele não foi educado para compreender toda a diversidade humana e sua complexidade", era o que dizia a postagem, antes de ser apagada. A publicação, depois, foi apagada. Procurada, a equipe do petista disse que, na verdade, Bolsonaro se absteve da votação, e que por isso a postagem foi excluída.. O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, lançou mão de fortes críticas ao seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), em agenda na Capital neste domingo, "Qual o limite da loucura do meu adversário?", questionou Haddad, em coletiva, após evento com representantes do segmento de pessoas com deficiência. "Circulam na internet, por impulso do meu adversário, mentiras sobre mim. Segundo Bolsonaro, esse relógio (que Haddad usava na hora) vale R$ 400 mil. Não tenho carro no meu nome e virei proprietário de uma Ferrari", disse.

O PT mudou de cor mas continua o mesmo PT

Poucos dias antes do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PT) e Fernando Haddad (PT) lideravam as pesquisas de intenção de voto. O placar era 28% a 22%, uma diferença de 6%. No dia 7 passado, Bolsonaro venceu Haddad por 46% a 29%. A primeira pesquisa para o segundo turno foi feita pelo Instituto Datafolhe e mostrou Bolsonaro com 58%; e Haddad com 42%, ou seja, o favoritismo do ex-capitão do Exército ficou mais evidente.Será que daqui a dois domingos o candidato petista conseguirá reverter o placar? Em eleição tudo é possível, mas é praticamente impossível que isso ocorra.Jair Bolsonaro está numa situação como a daquele time que dá uma goleada no primeiro tempo e joga a segunda etapa tocando a bola de um lado para o outro esperando o final da partida. No entanto, já vimos jogos nos quais o time que goleava acabou perdendo o jogo por causa de expulções, contusões ou falta de atenção e menosprezo ao adversário. Um dos trunfos de Bolsonaro é não ter mudado o discurso que lhe deu a maioria de votos, enquanto que Haddad fez mudanças radicais no que apregoava até à eleição, desde a troca de cores, a retirada das imagens do ex-presidente Lula, além de também retirar pontos de seu programa de governo que provocaram a onda anti-PT. Bolsonaro anunciou alguns nomes de seu ministério. Em sua mania de imitar o adversário, Haddad fex chegar ao conhecimento do eleitorado que também estava montando uma boa equipe. Até o nome do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa os petistas andaram espalhando, mas todo mundo sabe que Lula determinaria que fossem convidados Gleisi Hoffman, Sérgio Gabrielli, Paulo Okamoto, José Genoíno, Aluízio Mercadante e outros do mesmo naipe, alguns deles envolvidos na Operação Lava-Jato. Na verdade, está para acontecer o que andam falando os gozadores de plantão: "Pode mudar a cor do rótulo e até da garrafa, mas o conteúdo da bebida continua sendo o mesmo".

13 de outubro de 2018

Bolsonaro diz que aceita realizar debate com condições

Contrariando aqueles que têm afirmado que ele foge do enfrentamento com seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), disse hoje que concorda em ir a debates com Fernando Haddad (PT), porém sem interferência externa, (referindo-se à suposta influência do ex-presidente Lula). Ele afirmou ainda que num governo Haddad quem escolheria os ministros seria Lula. "Estou pronto para debater, mas tem de ser sem participação de terceiros", disse ele, acrescentando: "Se Haddad vencer, quem vai escalar time de ministros será o Lula. Não adianta ele ter boas propostas se vai ter indicação política. O mais importante é ter independência para escalar um time de ministros componentes", resssaltou. Ao ser questionado sobre projetos para a Saúde, Bolsonaro declarou: "O mais importante para que a população tenha saúde é que tenha, antes de tudo, emprego. É preciso combater a corrupção para aplicar os recursos. O ministro da pasta tem que ter amor pela área". Bolsonaro disse que sua maior preocupação no segundo turno, afirmou são as supostas "falhas" ocorridas no primeiro turno no processo eleitoral. "Teve uma enxurrada de reclamações. O Tribunal Superior Eleitoral tem que tomar providências", concluiu.

Ministro nega remoção de notícias falsas do WhatsApp

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luis Felipe Salomão negou um pedido da Coligação "O Povo Feliz de Novo", do candidato Fernando Haddad (PT), para remover conteúdos falsos veiculadas em um grupo de WhatsApp. Segundo o defesa do candidato, o grupo "aRede - Eleições 2018" propaga ofensas, notícias falsas e difamações contra a chapa do PT. Entre as mensagens destacadas pelos advogados estão as afirmando que o PT teria financiado performances com pessoas nuas e que um eventual governo de Haddad contaria com um sistema educacional marcado por condutas inadequadas nas salas de aula. O grupo teria 173 participantes, afirmam os advogados da coligação. O ministro ressalta que as mensagens enviadas pelo WhatsApp não são abertas ao público, como é o caso em plataformas como Facebook e Instagram. "A comunicação é de natureza privada e fica restrita aos interlocutores ou a um grupo limitado de pessoas, como ocorreu na hipótese dos autos", afirmou. O mérito do processo, no entanto, ainda deve ser analisado pelo TSE, que ouvirá, por meio da ação, os responsáveis pelo grupo e o Ministério Público Eleitoral (MPE).

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad se atacam na TV

No início da propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV iniciada ontem, os dois candidatos praticamente não divulgaram nenhum projeto que informasse ao eleitorado o que pretencem fazer ao assumirem a Presidência da República. O foco principal tanto de Jair Bolsonaro (PSL) como de Fernando Haddad (PT) foi tentar aumentar os índices de rejeição um do outro, querendo associar a sensação de medo caso um deles assuma o comando do país. Bolsonaro usou seus primeiros 5 minutos - muito mais tempo do que os 8 segundos do primeiro turno - ligando o petista aos goverrnos da Venezuela e de Cuba, ambos de viés comunista, enquanto Haddad, certamente incomodado com a diferença que 16% que o sapera do adversário, conforme a pesquisa divulgada pelo Datafolha, chamou a atenção dos eleitores para os casos de violência registrados durante a campanha que seriam ligados aos pronunciamentos do ex-capitão do Exército. O principal motivo dos ataques de Haddad está na possibilidade de Bolsonaro não comparecer aos debates das TVs, com alguns seguidores chegando ao ponto de acusar os médicos de estarem emitindo atestados falsos para justificar a ausência do candidato do PSL. Haddad chegou ao ponto de chamá-lo de fujão. Com certeza neste final de semana serão divulgadas novas pesquisas, e conforme sejam os índices apresentadosveremos quais serão as mensagens que os dois presidenciáveis apresentarão ao eleitorado, porque até o dia 28 muita coisa poderá acontecer.

12 de outubro de 2018

Sete candidatos a governador não seguem seus partidos

Dos 28 candidatos a governador que disputam o segundo turno, 7 não seguiram a recomendação das executivas nacionais dos respectivos partidos sobre o apoio aos candidatos à Presidência da República no segundo turno. Deles, 4 são candidatos filiados ao PDT, que concorreu com Ciro Gomes no primeiro turno, e outros 3, do PSB. Ambas as legendas decidiram apoiar Fernando Haddad (PT) na votação de 28 de outubro, mas nem todos os correligionários seguiram a orientação. Três candidatos declararam voto em Jair Bolsonaro (PSL), adversário direto de Haddad no segundo turno: Amazonino Mendes (AM); Juiz Odilon (MS); e Carlos Eduardo (RN). Nenhum candidato a governador filiado ao partido declarou apoio em Haddad. O PSD se declarou neutro na disputa presidencial e liberou seus correligionários para apoiar qualquer um dos dois presidenciáveis. Assim, cada um dos 2 candidatos do partido nos governos estaduais decidiu por um adversário: Gelson Merísio (SC) apoia Jair Bolsonaro, e Belivaldo Chagas (SE), Fernando Haddad; Nas demais siglas que declararam neutralidade, os candidatos decidiram pelos seguintes posicionamentos: o DEM tem 2 postulantes aos governos estaduais que se decidiram assim: Marcio Miranda (PA) e Eduardo Paes (RJ). decidiram manter a neutralidade e, portanto, não apoiam nenhum presidenciável; O MDB tem 3 filiados na disputa para governador. José Ivo Sartori (RS) apoia Bolsonaro, enquanto Helder Barbalho (PA) decidiu se manter neutro. Ibaneis Rocha (DF) não declarou apoio. O único candidato do Novo no segundo turno, Romeu Zema (MG), declarou voto em Bolsonaro; O PSDB concorre com 6 candidatos no segundo turno. Deles, Eduardo Leite (RS), Expedito Junior (RO), João Doria (SP) e Reinaldo Azambuja (MS) apoiam Bolsonaro, Antonio Anastasia (MG) não definiu voto, enquanto Anchieta (RR) se declarou neutro; Os demais candidatos seguiram as determinações dos partidos ou pertencem às siglas dos dois presidenciáveis que estão no segundo turno. O PSC decidiu apoiar Jair Bolsonaro na eleição presidencial. A determinação foi seguida pelos 2 candidatos a governador da sigla: Wilson Lima (AM) e Wilson Witzel (RJ); O PSL, de Jair Bolsonaro, tem 3 candidatos a governador, E todos apoiarão o correligionário: Coronel Marcos Rocha (RO), Antonio Denarium (RR) e Comandante Moisés (SC). O PT, de Fernando Haddad, concorre com 1 candidata no segundo turno das eleições para governador: Fátima Bezerra (PT), que obviamente apoia o petista.

E se o atentado fosse ao contrário?

Vamos imaginar que se ao invés de Jair Bolsonaro (PSL) o candidato do PT Fernando Haddad (PT) estivesse à frente nas pesquisas de intenção de voto e fosse esfaqueado. Os seguidores do ex-presidente Lula estariam até hoje acusando a direita facista de violenta e intolerante. Seu candidato seria aconselhado pelos seus médicos a não comparecer aos debates nas TVs por causa dos ferimentos. Hoje, eles contestam a veracidade do atestado do médico que recomendaram a Bolsonaro não ir aos debates, acusando um profissional de emitir documento falso. Estariam certamente exigindo um rápido atestado de sanidade mental do autor do atentado provando o viés político do ato, cujo objetivo seria o de matá-lo para facilitar a vitória de Bolsonaro. Confirma-se o ditado "Farinha pouca, meu pirão primeiro".

11 de outubro de 2018

Mais uma incoerência absurda do PT

O PT quer que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) puna líderes evangélicos que façam discurso “pró-Bolsonaro” em suas igrejas. O partido pediu “maior rigor” contra pastores que estariam usando suas igrejas para pedir votos para Jair Bolsonaro (PSL). A cúpula do PT usa como argumento a matéria veiculada pelo jornal cristão “Mensageiro da Paz”, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, a maior denominação do país, que apresentou uma tabela na qual o candidato do PSL é o único que se posiciona contra o aborto, casamento gay, liberação das drogas e ideologia de gênero. Jair Bolsonaro conquistou o apoio de diversos líderes cristãos no primeiro turno, pois seus posicionamentos refletem aquilo que os líderes acreditam ser fundamental para uma nação temente a Deus. No entanto, esse apoio causou indignação no PT. “Eles já perceberam que os pastores vão mudar o resultado das eleições em favor do candidato do PSL, colocando fim a hegemonia política deste partido. Por isso, eles estão desesperados”, comentou o apóstolo. “Eu pergunto: E os que estão a favor do Haddad, eles vão querer punir? E as escolas, professores, universidades que falam a favor do PT?”, questionou. Recentemente, o PT foi acusado de fazer propaganda ideológica nas universidades através da União Nacional dos Estudantes (UNE). A ligação de lideranças da organização com a cúpula do PT nunca foi encoberta. O apóstolo Joel Engel orienta para que os pastores não se calem. “Nossa bandeira é a verdade, por isso precisamos nos unir em todo o país, levantando, pois se nos calarmos agora, depois poderá ser tarde demais”, alertou o apóstolo.

Ciro viaja para o exterior e frustra planos de Haddad

Derrotado nas urnas, Ciro Gomes (PDT) embarcou para o exterior hoje, para viajar com a família, e deve ficar fora do País por até duas semanas. A viagem de Ciro frustra os planos do PT, que queria trazê-lo para dentro da campanha petista no segundo turno. Ao contrário do que esperava a campanha de Fernando Haddad (PT), Ciro não vai chefiar a equipe do programa econômico do petista. A ideia é que o pedetista não suba no palanque com Haddad, muito menos faça fotos para indicar o "apoio crítico", aprovado em reunião da Executiva Nacional do PDT realizada ontem. O PT pretendia que Ciro integrasse a coordenação da campanha de Haddad. Nos bastidores, o convite era tratado como um primeiro passo para Ciro assumir um ministério em eventual governo Haddad. Na campanha petista, o nome dele é citado para comandar o Planejamento ou a Fazenda. Outra forma de mandar sinais negativas ao PT foi anunciar que o PDT, independentemente de quem vença o segundo turno, estará na oposição em 2019. O motivo da resistência do PDT em se aproximar da campanha de Haddad foram os "ataques" que os petistas fizeram à candidatura de Ciro Gomes, durante o processo eleitoral. Orquestrada com aval do ex-presidente Lula, o PT fez uma manobra ainda no primeiro turno que atrapalhou as negociações de apoio do PSB à candidatura de Ciro. O caso foi encarado como uma rasteira do PT no partido.

Bolsonaro não é o melhor, mas Haddad é o pior

Jair Bolsonaro (PSL) pode não ser o candidato que ai solucionar os problemas que o Brasil tem hoje, mas desde quando o PT e seus seguidores são democráticos? Desde que chegou ao Poder e mesmo depois fora dele, contestou todas as decisões da Justiça, entupiu o Estado, principalmente as estatais, com gente somente interessada em assaltar os cofres públicos, atentou várias vezes contra a liberdade da imprensa e reagiu com violência quando foi contestado, além de fazer as mais estranhas alianças, como aquela com Paulo Maluf para apoiar a candidatura - vejam de quem - de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo. Foi com a ex-presidente Dilma Rousseff que o país chegou à crise econômica em está e ao alto número de desempregados. Hoje reclamam do clima de violência existente no cnfronto político, esquecendo que foi o ex-presidente Lula quem lançou o "nós contra eles" que hoje ainda acontece entre os apoiadores dos dois candidatos à Presidência da República. Por fim, não custa lembrar o apoio que o PT continua dando a líderes autoritários de diversos países. Então, amigo, infelizmente esta é a situação em que estamos. A escolha é sua.

10 de outubro de 2018

Cabo Daciolo pede anulação do 1º turno das eleições

Todos os dias surgem fatos novos relativos às eleições de domingo passado, alguns deles surreais. Desta vez coube ao deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ), que pediu hoje à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a anulação do primeiro turno das eleições e a adoção do sistema de cédulas. O parlamentar, que concorreu à Presidência da República, aponta que ocorreram inúmeras denúncias de mau funcionamento e de adulteração de grande contingente de urnas surgiram em todas as regiões do País. Daciolo encerrou o primeiro turno da eleição presidencial em sexto lugar, com 1 milhão e,300 mil votos (1,26% do total), à frente do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e da ambientalista Marina Silva (Rede). Segundo ele, a imprensa noticia que foram substituídas 2.400 urnas no primeiro turno. Daciolo argumenta: "Este número é exemplo de grave falha no sistema, seja por irregularidade técnica ou seja pelo indício de fraude, haja vista que certamente essas urnas que foram recolhidas refletem uma irregularidade sistêmica de grandes proporções que certamente não foi detectada". Na noite do último domingo, o TSE informou que um total de 2.400 urnas foram substituídas no primeiro turno das eleições. O número de urnas trocadas representa apenas 0,46% do total de 454.493 urnas que foram utilizadas no primeiro turno. Indagado sobre a neutralidade no segundo turno, Cabo Daciolo fez críticas aos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

PT tira o nome de Lula e cor vermelha da campanha

Depois de muitas críticas ao uso excessivo da cor vermelha associada ao comunismo e espelhada pelos seus adversários nas redes sociais, o comando da campanha do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Hadda, começou a usar uma logomarca nas cores verde, amarela e azul, sem o nome do ex-presidente Lula. Nas redes sociais, já começam a aparecer imagens apenas com o nome de Haddad e de Manuela D'Ávila, vice na chapa. Nas peças do primeiro turno da disputa, o nome de Haddad era diretamente associado a Lula com a frase "Haddad é Lula" na cor vermelha, característica do PT. Nos últimos dias, membros da campanha e aliados começaram a defender que Haddad se descole da imagem de substituto de Lula e mostre mais sua própria personalidade. Em vídeos para as redes sociais, Haddad começou a se apresentar como candidato sem citar o nome do padrinho político, como fez fortemente no primeiro turno da disputa. Mais uma vez o "poste" de Lula demonstra sua preocupação com uma possível derrota no dia 28 deste mês.

Haddad demonstra que teme perder para Bolsonaro

Numa clara demonstração de que está temendo uma derrota no próximo dia 28, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, voltou a desafiar seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), a comparecer aos debates que serão realizados antes do segundo turno. O petista disse que tem o receio de que Bolsonaro, que venceu o primeiro turno com 46% dos votos válidos, falte aos cinco encontros previstos. Nesta quarta-feira, médicos foram à residência de Bolsonaro e afirmaram que ele ainda não está apto a fazer campanha, o que só deve ocorrer no próximo dia 18. Em tom irônico, Haddad disse que iria até mesmo a uma enfermaria para debater com o capitão da reserva. "Vou na enfermaria em que ele estiver. Não tem problema. Os brasileiros precisam saber a verdade". Haddad afirmou que, em meio ao crescimento de fake news, é necessário que o eleitor possa comparar os dois candidatos frente a frente: "Vou em qualquer ambiente que ele quiser, o mais cômodo. Prometo, inclusive, moderar o tom. Ele falou que não quer se estressar. Eu não vou estressar, ele vou falar da forma mais calma possível, vou falar docemente. Nem olho para ele se ele ficar com muito receio. Faço o que ele quiser para ele falar o que pensa e debater o país", disse.Haddad.

A maioria dos partidos fica neutra no segundo turno

A Executiva Nacional do PSB decidiu ontem que o partido apoiará oficialmente Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Os diretórios de Brasília e de São Paulo, no entanto, foram liberados para se posicionarem de forma independente. O Psol também declarou oficialmente seu apoio ao petista. Já o PTB decidiu apoiar Jair Bolsonaro (PSL). A decisão foi comunicada após reunião da Executiva Nacional da sigla. O partido elegeu 10 deputados federais nas eleições de domingo. Por sua vez, o PSDB, o Novo e o PP informaram que não devem apoiar nenhum candidato. Já o Solidariedade deve liberar seus integrantres, majoritariamente favoráveis a Haddad. O PRB decidiu liberar seus filiados para fazer campanha para Jair Bolsonaro, ou para o presidenciável do PT, Fernando Haddad. A maior parte da bancada parlamentar, no entanto, prefere e pretende se engajar na campanha de Bolsonaro. O líder do PRB, deputado Celso Russomanno, terceiro mais votado em São Paulo, gravará um vídeo de apoio a Bolsonaro, a pedido dele. De qualquer modo, comentaristas e cientistas políticos acham que os partidos que decidiram apoiar Haddad tiveram um fraco desempenho no primeiro turno e pouco acrescentarão em termos de voto ao candidato petista. Os que deixaram seus integrantes livres para apoiar quem bem quiserem demonstraram que não darão votos a Haddad, o que certamente beneficiará Jair Bolsonaro. Amanhã começará a propaganda na TV, com tempo igual para os dois candidatos, o que dará bastante condição de escolher quem governará o Brasil a partir de 1º de janeiro do ano que vem.

9 de outubro de 2018

Lula não quer mais receber visitas de Haddad

Deve ser por causa dos comentários afirmando que planejamento da campanha de seu "poste" está sendo estabelecida de uma cadeia e as estratéduas ditadas por um condenado prisioneiro, mas o fato é que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o ex-presidente Lula fez chegar ao partido ordem para que Fernando Haddad, se concentre nas agendas de rua da campanha e deixe de visitá-lo na prisão semanalmente, como tem feito até o momento. "Foi um recado para mim", disse ela. Lula determinou: "Manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui", disse Gleisi. que voltou a defender ajustes no programa de Haddad no segundo turno para atrair novos aliados, mas reforçou que a proposta do PT para a Previdência está "fechada". Haddad, no entanto, já sinalizou que pode discutir questões como a idade mínima para aposentadoria. "Na Previdência, é um tema que temos mais posição fechada", declarou a dirigente. Ela enfatizou que a proposta do PT é uma medida que ataque privilégios, mas que não mexa no regime geral do INSS. Gleisi disse que o partido ainda não discutiu ajustes no plano para agregar propostas como a de Ciro Gomes (PDT) sobre capitalização do sistema de Previdência. A discussão será feita com Ciro se ele declarar apoio a Haddad.

Fernando Haddad é quem quer a ditadura

Todos nós sabemos que a eleição é o principal momento de comprovação da existência de uma democracia. Na que aconteceu domingo passado, no primeiro turno, e no segundo turno do dia 28 definindo quem será o futuro presidente da República. Os adversários de Jair Bolsonaro (PSL) espalharam a informação de que ele é a favor da implantação de uma ditadura no Brasil. Ele não disse nada disso, quem andou falando nisso foi seu candidato a vice, Hamilton Mourão, já devidamente desautorizado por Bolsonaro. Quem na verdade quer alterar o regime é o candidato do PT, Fernando Haddad, que disse ser favorável à implantação de um tal de "controle social da administração da Justiça", anulando poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) e extinguindo os conselhos nacionais da Justiça e do Ministério Público. O PT também quer que haja um "controle social dos órgãos de comunicação", que é nada mais nada menos que implantação da censura. Ontem, para fazer média com o eleitorado na entrevista que deu ao programa "Fantástico" da TV Globo, Haddad desautorizou o ex-ministro José Dirceu, que falou recentemente em "tomar o poder". Mas por tudo que tem sido dito pelos petistas, certamente o "cala a boca" de Haddad é pura encenação. Enfim, é melhor o eleitorado ficar de olho no desdobramento da campanha e lutar para a preservação da nossa Constituição Federal, uma jovem de apenas 30 anos de idade. Os exemplos de países que rasgaram suas Cartas Magnas, como a Venezuela e outros países bolivarianos, aos quais o PT é totalmente ligado nos leva a entender que todo cuidado é pouco.

PSB, PSDB, Rede, DC e PPL anunciam hoje quem irão apoiar

Os partidos políticos que ficaram fora da disputa se reúnem para definir o apoio aos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno. PSB, PSDB, Rede, DC e PPL talvez anunciem hoje, em Brasília, as decisões. Alguns líderes já sinalizaram como atuarão na reta final. O comando do PDT, de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad. Já o PSDB, de Geraldo Alckmin, deve ter uma divisão interna. Mesmo se houver uma decisão fechada em torno de um dos nomes, a tendência é de racha. A vice na chapa de Alckmin, Ana Amélia, já afirmou que apoiará Bolsonaro. Nas redes sociais, o candidato do PPL, João Goulart Filho, fez elogios a Ciro Gomes, mas não apontou se pretende apoiar Bolsonaro ou Haddad. A candidata da Rede, Marina Silva, fez severas críticas aos dois que disputarão o segundo turno, assim como João Amoêdo, do Partido Novo. A Comissão Executiva Nacional do PSB se reúne hoje na sede do partido, em Brasília. Às 15 horas, a executiva nacional do PSDB também se encontra na capital federal. O PPL, que lançou João Goulart Filho, é outro partido que se reúne nesta terça-feira em Brasília. A expectativa é de que Rede e o Democracia Cristã, de Eymael, anunciem hoje também seus apoios. O MDB, presidido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), que perdeu a reeleição, deve se reunir amanhã em Brasília. Já o PSTU, de Vera Lúcia, marcou para o dia 11 o anúncio sobre quem apoiará.

8 de outubro de 2018

O PT tem medo de Dilma ser presa

O medo surgiu após o vazamento de parte da delação de Antônio Palocci. À Polícia Federal (PF), o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil do PT afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff atuou para atrapalhar as investigações da Lava-Jato e que a campanha dela foi marcada pelo uso de doações eleitorais oficiais para esconder o pagamento de propina. Palloci detalhou à PF todo o processo para conseguir R$ 50 milhões para a campanha de Dilma em 2014. A nova delação bomba do ex-ministro do PT deverá ser homologada nos próximos dias. Por enquanto, o documento está nas mãos do desembargador Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). É bom lembrar que ela não tem foro privilegiado e nem terá porque o eleitorado de Minas Gerais não lhe deu este direito que valeria a partir de janeiro do ano que vem. Com a palavra o juiz Sérgio Moro.

As urnas deram um forte recado aos políticos

O eleitorado mandou ontem para os políticos um recado que não pode ser ignorado por eles. Aconteceu uma forte renovação na composição do Congresso Nacional, da mesma forma que diversos candidatos a governador foram levados para o segundo turno, muitos deles chegando em primeiro lugar no pleito de ontem. Com este recado, esperamos que os leitos entendam que o povo não quer mais ver do "toma lá, dá ca" tão comum atualmente quando o presidente da República busca tal "governabilidade" com a formação da necessária maioria parlamentar. Quanto a Jair Bolsonaro (PSL), ele já disse várias vezes que se eleito como será diferente. Sua vida já está com um certo alívio a partir do número de parlamentares eleitos pela sua legenda e com o apoio que receberá de outras que previamente lhe apoiaram e com outras que deverão apoiá-lo do pleito do dia 28 deste mês. Quanto a Fernando Haddad (PT), seu partido tem sofrido duros revezes exatamente causados pelo aprimoramento da regra do "troca-troca" iniciada no "Mensalão do PT" e desenvolvida no "Petrolão" cujos resultados da Operação Lava-Jato levou muita gente para atrás das grades, em especial o chefão Lula. A vitória de Bolsonaro por 46% a 29% para ser confirmada no segunto turno precisa que os eleitores sintam que o agrupamento está sendo feito em torno de projetos que tenham por objetivo as reformas necessárias para que o país alcance a retomada do crescimento e a diminuição do desemprego. É isto o que o povo quer.

Será que os esquerdistas se unirão?

Vamos fazer uma ilação enquanto aguardamos o segundo turno. Somemos os votos de Fernando Haddad (PT), 30.611.106; Ciro Gomes (PDT), 13.228.555; Marina Silva (Rede), 1.059.281; Guilherme Boulos (PSOL), 612.338; e Vera Lúcia (PSTU), 55.254. Total: 45.566.534. Esta foi a soma da votação de todos os candidatos de esquerda. Admitamos que todos os votos destes candidatos sejam transferidos para Haddad - é uma situação irreal, mas vamos considerar. Agora, vamos ver somente os votos de Bolsonaro: 48.934.489. Sem transferir nenhum voto de Geraldo Alckmin PSDB), João Amoedo (Novo), Henrique Meirelles (MDB(, Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), ele tem mais votos que toda a esquerda somada. E aí? Acha que tem chance de ele perder o segundo turno? A esquerda é mesmo unida?

6 de outubro de 2018

Amanhã é dia de muita responsabilidade

Dentro de algumas horas cerca de 147 milhões de eleitores irão às urnas para praticarem um dos mais importantes momentos de uma democracia, poucos dias depois da comemoração dos 30 anos da promulgação de nossa Constituição Federal. Não resta dúvida de que as eleições deste ano são as mais marcadas por fatos bastante diferentes das outras que aconteceram nas últimas três décadas. Quando as primeiras pesquisas de intenção de voto começaram a ser divulgadas, o líder era o ex-presidente Lula, mas sua candidatura foi indeferida pela Justiça por causa do processo em que foi condenado e o levou à prisão. Aconteceu, então, o crescimento e a liderança nas pesquisas de Jair Bolsonaro (PSL), que acabou sendo vítima de um atentado que por pouco não lhe tirou a vida, e que nas vésperas da eleição comandava sua campanha no leito de um hospital e agora de sua casa, de onde através das redes sociais compensou o tempo de míseros 8 segundos no horário político obrigatório na TV. Por recomendação médica não pôde participar de debates entre candidatos, algo que lhe foi muito útil pelo fato de não ser comparado aos seus adversários, que quase nenhum projeto apresentaram e ainda gastaram tempo o atacando - no último, na TV Globo, seu nome foi citado 19 vezes pelos participantes - e divulgando seu nome. Enfim, que seja eleito o melhor para o Brasil, e que os eleitos para o Congresso Nacional sejam mais focados nos interesses do povo e menos nos deles.

5 de outubro de 2018

As falcatruas reveladas não são desmentidas

A revelação das denúncias do ex-ministro Antônio Palocci nos governos de Lula e Dilma causou revolta no PT com todos acusando o juiz Sérgio Moro de ter agido politicamente para prejudicar a candidatura de Fernando Haddad, mas os fatos revelados na delação não foram desmentidas, a não ser através dos mesmos argumentos de sempre de que tratam-se de mentiras de Palocci para diminuir o tempo de sua prisão e usufruir dos milhões de reais que acumulou. No entanto, ninguém apresenta provas de são inverdades. Ao contrário, quando afirmam isso acabam fazendo uma confissão, porque ele só agiu por força do cargo que exercia. Outro que será brevemente atacado pelos petistas é Marcos Valério. Ele tem muito mais a dizer sobre os malfeitos ocorridos nos dois governos do PT. Pelo visto, daqui até domingo teremos muitas emoções. A possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) vencer já no primeiro turno admitida pelos institutos Ibope e Datafolha foi observada ontem no debate realizado pela TV Globo, quando todos os presidenciáveis partiram para ataques ao candidato, numa clara demonstração de que estão sentindo a aproximação de uma derrota que será pior para o PSDB e o MDB, bem como para os demais partidos de esquerda. Dizem as pesquisas que Ciro Gomes (PDT) seria o único que ganharia de Bolsonaro num confronto direto, mas seus índices de intenção voto são muito baixos e o tempo é muito curto para ser revertido. Resta-nos esperar que quem se eleger possa governar, embora a renovação do Congresso Nacional seja muito difícil de acontecer. Que Deus tenha piedade do povo brasileiro.

4 de outubro de 2018

Haddad, Ciro e Alckmin querem impedir entrevista de Bolsonaro

A liderança de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenção de voto está preocupando seus principais adversários. Os coordenadores da campanhas de Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) decidiram recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir que a TV Record transmita uma entrevista de Jair Bolsonaro (PSL) no mesmo horário do debate presidencial que a TV Globo realizará hoje. Na petição encaminhada ao TSE, o PT classifica a transmissão da entrevista como desproporcional e absurda. O partido alega: “Apesar de Jair Bolsonaro se negar a debater com seus adversários, pretende se utilizar do tempo de uma empresa concessionária de serviços públicos para, de forma privilegiada, expor ao público tudo aquilo que pensa”. O partido diz que, caso a emissora leve a entrevista ao ar, estará caracterizada a existência de abuso de poder econômico e poder religioso, uma vez que o dono de 90% da emissora, que também é um líder religioso internacional, Edir Macedo, utilizará seu meio de comunicação para conferir tratamento privilegiado ao seu candidato. A peça foi distribuída para o ministro Carlos Horbach. Domingo passado, o bispo afirmou no Facebook que está apoiando Bolsonaro na campanha presidencial. A previsão é a de que a entrevista vá ao ar no "Jornal da Record", que começa 21h45min. Por recomendação médica, Bolsonaro não pode participar do debate da TV Globo porque sua recuperação da cirurgia provocada pelo esfaqueamento que sofreu seria prejudicada. A ideia dele é estar no ar enquanto a concorrente transmite o debate entre os demais presidenciáveis.

Temor de derrota no 1º turno causa tensão no PT

O fraco desempenho de Fernando Haddad nas mais recentes pesquisas do Ibope e Datafolha e a ameaça de uma derrota no primeiro turno para Jair Bolsonaro (PSL) acentuaram diferenças internas, levando o PT a procurar culpados e buscar correções na reta final da campanha. O principal motivo ocorreu no índice de rejeição, que disparou nos últimos dias. As discordâncias entre o círculo mais próximo de Haddad e o grupo ligado à direção do PT ficaram evidentes na reunião da coordenação da campanha realizada ontem. Enquanto um grupo defendia que o candidato imponha mais sua personalidade e seja "mais Haddad" nesta reta final para amenizar os efeitos do antipetismo, outro exigia a manutenção do roteiro original traçado pelo ex-presidente Lula, no qual o candidato é o porta-voz do programa de governo elaborado pelo PT. "Tira do programa. Dá uma tesoura para recortar esse negócio de Constituinte, que já está sendo explorado pela direita", disse um dos participantes. O desempenho sofrível dos candidatos do PT aos governos de São Paulo, Luiz Marinho, e do Rio, Marcia Tiburi, também é apontado por dirigentes e lideranças petistas como um dos motivos para que o ritmo de crescimento de Haddad nas pesquisas tenha diminuído.

Dias Toffoli e Gilmar Mendes entram em acordo

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e seu colega na Corte Gilmar Mendes fizeram críticas à propostas de reforma da Constituição Federal de dois candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Ambos propuseram até a criação de uma nova Carta Magna. Quanto a Bolsonaro, coube ao seu candidato a vice, Hamilton Mourão sugerir uma Assembleia Constituinte, sem senadores e deputados, que seriam substituídos por notáveis, sejam lá o que seriam eles. O ex-capitão Bolsonaro discorda disso e já determinou ao general que não fale mais sobre isso (a hierarquia militar foi totalmente desprezada). Já Haddad propõe que seja convocada uma Constituinte unicameral para tratar de determinados temas. Quem convocaria uma e outra Assembleia nada disseram. Dias Toffoli disse: "A Constituição de 1988 fez o país atravessar dois impeachments, e as previsões ali contidas do ponto de vista institucional são suficientes para que a sociedade possa progredir, diminuindo desigualdades sociais e regionais". Por seu lado, Gilmar Mendes afirmou: "Não vejo motivo para Constituinte ou Assembleia Constituinte. Isso é querer a cada 20 anos, 30 anos, reformar toda juisprudência já criada, toda a leitura que já existe e querer começar a História do zero". Se estes dois magitrdos estão de acordo, é sinal de que ambos tem razão.

Lula dá grande ajuda a Bolsonaro e Haddad

As mais recentes pesquisas de intenção de voto começam a definir que os dois primeiros colocados nas eleições de domingo que vem para a Presidência da República serão Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Hadda (PT), com a possibilidade até de eleição do ex-capitão do Exército já no primeiro turno. Um e outro terão de ser gratos ao ex-presidente Lula por haver criado os famosos "nós contra eles" e "eles contra nós". Lula estabeleceu o costume de sempre atribuir a alguém os malfeitos e falcatruas a ele atribuídos, não livrando da guilhotina nem petistas históricos como Genoíno, Gushiken, Zé Dirceu, Delúbio e outros. Hoje, o povo - o eleitorado - começou a ver que existe um clima de ódio, mas também enxergou que está sofrendo no bolso os efeitos da economia desastrada dos governos do PT, que sempre atribue a Michel Temer a condição de "eles", esquecendo que foram eles que o escolheram duas vezes para ser vice de Dilma Rousseff, que chegou ao Poder por causa do impeachment que os "eles" aprovaram e que Lula insiste de chamar de golpe, embora tenha seido feito dentro das nomas constitucionais, cuja quebra foi exatamente a de livrar a ex-presidente da inelegibilidade por oito anos. Assim sendo, mais uma vez Lula estará influenciando no resultados das eleções no Brasil. Domingo à tarde saberemos como foi desta vez.

3 de outubro de 2018

Petistas insistem no STF. Querem que Lula dê entrevista

Os deputados federais petistas Wadih Damous (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP) entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir o direito de o ex-presidente Lula conceder entrevistas mesmo estando preso e cumprindo pena desde abril após condenação no processo do tríplex do Guarujá (SP). Na noite da segunda-feira, o presidente do STF, Dias Toffoli, decidiu manter a proibição de Lula a dar entrevistas na prisão, após uma sucessão de liminares a favor e contra a possibilidade de o petista falar com a imprensa. Inicialmente, o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski tinha aceitado pedido para concessão de entrevistas por Lula. Em seguida, em outra ação, o ministro Luiz Fux se posicionou contra e, adiante, Lewandowski reafirmou sua decisão inicial. Por último, Toffoli vetou manifestação do ex-presidente, que poderia ocorrer às vésperas do primeiro turno das eleições. Na nova ação, os autores que representam legalmente o ex-presidente, alegaram que Lula permanece com todos os seus direitos políticos e que ele está sendo alvo de uma perseguição política e pessoal. Lula teve o registro de candidatura exatamente como determina a legislação vigente, uma vez que foi condenado em segunda instância, o que o torna inelegível por oito anos. Eles votaram a citar a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU de que o líder petista não pode ser censurado. "O impedimento de livre manifestação do pensamento imposto a Lula é comparável à censura prévia efetivada pelo país no sombrio período de 21 anos da ditadura civil-militar", alegaram.

Moro revela delação de Palocci. O PT quer punição dele

O juiz Sérgio Moro, que dirige a Operação Lava-Jato, ao liberar a quebra de sigilo da delação do ex-ministro petista Antônio Palocci deixou a cúpula do PT bastante aborrecida.. Eles acusam o magistrado de ter agido politicamente, porque o eleitorado ficou sabendo de atos que prejudicariam a candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República. Deveria deixar para depois das eleições. Os petistas não ficam somente na reclamação. Querem que Moro seja punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também afastado da Operação Lava-Jato. Acontece que as revelções de Palocci nos fez tomar conhecimento das falcatruas que os ex-presidentes Lula e Dilma Roussef e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu cometeram nas eleições de Dilma, cujos gastos através de propinas e desvios de dinheiro público chegaram a R$ 1 bilhão e 400 mil. No entanto, foi muito bom que o eleitorado soubesse agora, porque na hipótese da eleição de Haddad, a revelação poderia provocar a anulação do pleito, provocando uma séria crise institucional.

Bolsonaro aumenta sua diferença para Haddad

Uma pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgada ontem causou um tremendo rebuliço no PT. É que o percentual do candidato Jair Bolsonaro (PSL) subiu de 28% da pesquisa anterior para para 32%, enquanto o petista José Hahhad oscilou negativamente de 22% para 21% entre as duas pesquisas. O que deixou a cúpula do PT "correndo da sala para a cozinha" foi o resultado sobre o índice de rejeição dos dois principais concorrentes. Bolsonaro tem 45%, um patamar no qual tem se mantido, mas Haddad chegou a 41%, logo ele que é o "poste" de Lula. Outro fator apurado que deixou os petistas iguais `quele boxeador que fica cambaleando no ringue quando recebe um violente soco no queixo foi o Datafolha mostrar crescimento de Bolsonaro e queda de Hahhad em três áreas que eram amplamente dominadas pelo PT: pessoas com renda de até um salário mínimo: Haddad, de 28% para 26%, e Bolsonaro, de 13% para 19%; no Nordeste: Haddad, de 30% para 35%, e Bolsonaro, de 15% para 21%; e entre as mulheres: Haddad, de 21% para 20%, e Bolsonaro, de 18% para 24%. No caso específico das mulheres, um grande volume delas migou para Bolsonaro exatamente por não desejarem a volta do PT ao Governo, muitas delas que estavam optando por candidatos de partidos cujos postulantes não têm mais chance de melhora de seus índices. Alguns cientistas e comentaristas políticos admitem a possibilidade de eleição de Bolsonaro no primeiro turno. Pelo que se vê, as manifestações do "elenão" e as declarações de José Dirceu foram autênticos "tiros nos próprios pés".

2 de outubro de 2018

Programa do PT ameaça a Constituição

No debate de ontem de candidatos a presidente da República na TV Record, o petista Fernando Haddad afirmou que se eleito pretende criar condições para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva com a finalidade de algumas reformas, segundo ele uma ideia do ex-presidente Lula. O candidato do PT desconhece que nem o presidente da República e nem o Congresso Nacional tem poder para isso. Qualquer alteração em nossa Carta Magna tem que ser aprovada por pelo menos 49 senadores e 308 deputados federais em dois turnos de votação. A Constituição Federal já recebeu 99 emendas e tem centenas em tramitação. Como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu andou falando em "tomada do poder, que é diferente de ganhar eleição" e ele é a cabeça pensante do PT, pode ser que tenha dado a Lula a sugestão de imitar Hugo Chávez e outros bolivarianos, que demitiram ministros da Corte Superior e cassaram mandatos de parlamentares da oposição. Aí deve estar o motivo de muita gente começar a se afastar do candidato do PT e migrando para Jair Bolsonaro, apesar de todas as suas posições bastante estranhas. Para muitos é melhor ficar com o menos ruim do que o pior.

O PT precisa colocar uma focinheira em Zé Dirceu

Alguns dirigentes do PT repreenderam o ex-ministro José Dirceu em razão de suas últimas entrevistas, nas quais o petista afirmou que seria uma questão de tempo "para a gente tomar o poder", além de querer retirar o poder de investigação do Ministério Público e de restringir o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) ao de uma Corte constitucional no País. Um figurão afirmou que no partido a avaliação é de que o ex-ministro está "falando demais". Além da reação dos dirigentes, a campanha de Fernando Haddad, o presidenciável petista, quer distância das declarações polêmicas de Dirceu - solto em junho pela Segunda Turma do STF após ser condenado em segunda instância na Operação Lava-Jato. As falas causaram irritação pelo momento em que foram feitas - a reta final da campanha - e por obrigar a candidatura de Haddad a uma postura defensiva. Dirceu, segundo outro dirigente, quer mostrar uma importância que não tem. A ordem é dizer que o papel do ex-ministro é zero na campanha e evitar que suas declarações tenham impacto na campanha de Haddad, como as de auxiliares do principal oponente do PT, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Domingo, em São Luis, Dirceu tratou da polêmica. Ao lançar o primeiro volume de sua biografia, ele afirmou que usou uma expressão "infeliz". "Porque dá condições para se explorar como se eu tivesse falando que existe uma coisa que é ganhar eleição e outra coisa que é tomar o poder. Eu estava respondendo no caso de um golpe". Em entrevista ao jornal El País, o ex-ministro respondeu à pergunta sobre se havia possibilidade de o PT ganhar a eleição, mas não levar. Ele disse que achava improvável, que a comunidade internacional não aceitaria. E completou: "E dentro do País é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição".

30 de setembro de 2018

O eleito tem de cuidar do dinheiro do povo

Causa muita revolta assistir reportagens mostrando quanto o Governo gasta sem critério em não concluídas, muitas delas totalmente desnecessárias. Assim é vemos estradas que não levam nada a lugar nenhum, pontes e viadutos inacabados. Um dos maiores absurdos é o quanto se gastou para se construir a transposição do Rio São Francisco que não leva irrigação até onde se planejou e, pior ainda, há trechos que se deterioraram e foram destruídos, exatamente por não ter sido devidamente projetado. No setor de Saúde, encontramos hospitais inaugurados, mas sem funcionar e com equipamentos ainda embalados, com risco de não poder serem utilizados. O mesmo acontece com escolas públicas. Em razão disso tudo, chega-se à conclusão que o melhor é sabermos escolher nossos dirigentes na eleição de domingo que vem.

O sistema Globo é contra Bolsonaro e Romário

Não faço parte do grupo de pessoas que prega o boicote à TV Globo. Quer queiram ou não, ela é tecnamente a melhor do país e a que melhor informa. Fazemos restrições a muita coisa da sua programação, principalmente no que se refere ao aspecto moral e educativo. Todavia, a Globo (TV e jornal) está exagerando no seu posicionamento político. A prova está nas últimas reportagens sobre Jair Bolsonaro sobre seu divórcio, e agora sobre as manifestações programadas pelo PT, sempre fazendo questão de ressaltar o tamanho das contra o ex-capitão do Exército e minimizar as favoráveis a ele. No que diz respeito a Romário, candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro, o comportamento é o mesmo. Hoje o jornal dá ênfase a um ex-assessor dele no Senado Federal, mostrando um possível crime praticado pelo agora integrante do seu staff de campanha. Tudo isso é bastante estranho.

Domingo que vem teremos duas eleições

Quase 150 milhões de eleitores estão habilitados a comparecer a uma seção eleitoral para escolher seis candidatos a cargos importantes como presidente da República, governador, dois senadores, deputados federal e estadual. No entanto, no caso dos deputados a escolha do eleitor poderá não ser respeitada. Talvez seu candidato não se eleja, mesmo com número de votos superior ao de um outro concorrente com votação inferior à de seu escolhido. Para os cargos majoritários, os mais votados garantem as vagas em disputa. Já no caso da famigerada eleição proporcional, na verdade o resultado nem sempre reflete a vontade do eleitorado. Há o tal do Quociente Eleitoral que muitas vezes provoca tremendas injustiças. Houve uma eleição na qual o candidato a deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, com mais de 93 mil votos, não se elegeu porque seu partido não alcançou o Quociente Eleitoral, que era de 120 mil para obtenção de uma vaga. Nas eleições de 2014, apenas cerca de 40 dos 513 deputados federais tiveram votação suficiente para se eleger sem ajuda dos votos dos outros integrantes do partido ou coligação. Existe um projeto chamado de "Distritão", que tramita há vários anos, estabelecendo a eleição majoritária para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, sendo suplentes os que não se elegerem, obedecida a ordem de votação. Está, portanto, na hora de se pensar em modificar o sistema atual.

29 de setembro de 2018

Fux diz que presidiário não pode dar entrevista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux atendeu a pedido do partido Novo e suspendeu liminar concedida por seu colega de Corte Ricardo Lewandowski que autorizava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar entrevista à "Folha de São Paulo" na prisão. “Determino que o requerido se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja à imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral”, escreveu Fux. Lewandowski havia autorizado, na manhã deontem, o petista a conceder entrevistas para o jornal e o portal El País. Luiz Fux considerou que há elevado risco de as entrevistas causarem desinformação na véspera da eleição. No pedido à Corte, o partido Novo alega que o PT tem apresentado Lula diversas vezes como integrante da chapa que disputa a Presidência, o que desinforma os eleitores. A decisão de Fux será submetida ao plenário do STF, e ainda não dá data para o julgamento.

28 de setembro de 2018

Eurico & Cia. podem ir para o xadrez

Além da luta para não cair para a Série B pela quarta vez, o Vasco da Gama viverá um verdadeiro caldeirão até o final deste ano. É que a Justiça anulou hoje a eleição realizada em 2017. A decisao é da juíza Gloria Heloiza Lima da Silva, que deferiu o pedido de tutela de urgência interposto pelo advogado Alan Belaciano, com base em denúncias de fraudes no pleito. A juíza determinou que se realize nova eleição para a Assembleia Geral do Vasco no dia 8 de dezembro, que é a primeira fase do pleito, quando os sócios escolhem as chapas vencedoras que formarão o Conselho Deliberativo. A segunda fase, em que os conselheiros escolhem o presidente, foi marcada para o dia 17 de dezembro. Até lá, o clube continuará sendo administrado por Alexandre Campello, de maneira interina e provisória. A magistrada decidiu que estão inaptos para votar e serem votados todos os subscritores da Chapa Azul, que foi encabeçada por Eurico Miranda, favorecida pelas fraudes praticadas. O grende problema é não deixar os jogadores se envolverem com a política do clube e se concentrarem na luta contra mais um rebaixamento. Quanto a Eurico Miranda, ele poderá responder a processo por prática criminosa de falsificação de documentos.

As pesquisas precisam ter outras análises

Estamos sendo bombardeados quase que diariamente com a divulgação de pesquisas de intenção de voto para presidente da República nas eleições do dia 7 do mês que vem. Mas há algo que pode não estar colaborando para mostrar a real tendência do eleitorado. Nas eleições majoritárias (presidente, governador e senadores) somente serão computados como válidos os votos nominais, ou seja, os votos que cada concorrente receber. Sendo assim, votos nulos, em branco, rejeição e abstenções não têm nenhum valor. E nem anulam a eleição como erradamente divulgam em cada pleito. Nos resultados das pesquisas dos próximos dias vamos passar a observá-los apenas sob a ótica dos votos nominais. Talvez tenhamos algumas surpresas.

27 de setembro de 2018

Menos um para enganar o povo do Rio de Janeiro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje, por unanimidade, o registro da candidatura de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do Rio de Janeiro. Todos os sete membros da Corte votaram por negar recurso da defesa contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que já havia barrado a candidatura. Garotinho ainda poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a decisão do TSE terá efeito imediato, impedindo o ex-governador de fazer campanha, inclusive em propaganda no rádio e na TV. Na sessão do TSE, a ministra Rosa Weber foi a única a votar a favor de Garotinho poder continuar fazendo campanha, mas foi vencida pela maioria, que decidiu exclui-lo de imediato da disputa. Votaram contra a candidatura de Garotinho no TSE o relator do caso, Og Fernandes, e os ministros Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Jorge Mussi e Rosa Weber. No último dia 6, por unanimidade, o TRE-RJ indeferiu o registro com base na Lei da Ficha Limpa, que barra políticos condenados por improbidade administrativa com ocorrência de enriquecimento ilícito e que cassa os direitos políticos deles por oito anos. Garotinho não poderá inclusive votar no dia 7 de outubro.