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16 de agosto de 2018

Raquel Dodge continua 'marcando' Lula

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou hoje com um novo pedido no processo de registro do ex-presidente Lula como candidato à Presidência da República. Ela quer que o prazo de sete dias para a manifestação da defesa contra a impugnação do pedido de registro seja adiantado e passe a contar a partir de hoje, numa tentativa de acelerar o julgamento. Ontem, menos de uma hora depois de o ministro Luís Roberto Barroso ter sido sorteado relator do pedido de registro, Raquel Dodge, que é também a procuradora-geral eleitoral, entrou com a impugnação, argumentando que Lula está inelegível de acordo com os critérios da Lei da Ficha Limpa. A PGR, entretanto, se adiantou ao processo. A Justiça Eleitoral tem até o dia 17 de setembro para deferir ou indeferir todos os registros de candidatura, prazo final também para que candidatos sejam substituídos pelos partidos. Barroso pode decidir de modo monocrático e liminar (individual e provisório) sobre o deferimento ou não do registro de Lula, mas o mais provável é que, ante a relevância do tema, o caso seja levado diretamente ao plenário do TSE. Hoje, ao ser questionado sobre o assunto, ele disse somente que fará “o que é certo".

O sorriso debochado do trio famoso

A notícia publicada ontem no jornal "O Globo" sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) restringindo o uso de delações premiadas é ilustrada com uma foto na qual os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes aparecem sorridentes, aparentando debochar do povo que quer ver indo adiante o combate à corrupção, algo vem sendo bloqueado pelo famoso trio. Os três ministros fazem questão de deixar bem claro que odeiam o juiz Sérgio Moro, porque se esforçam em retirar os poderes do magistrado no comando da Operação Lava-Jato. A realidade é que quando os três sorriem a população tem motivos para chorar.

15 de agosto de 2018

Lula registra sua 'candidatura' no TSE

O PT registrou hoje na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República, com o ex-prefeito Fernando Haddad como candidato a vice. Uma comitiva de políticos da coligação que reúne PT, PCdoB e Pros protocolou a candidatura a pouco mais de uma hora e meia antes das 19 horas, prazo final. Com Lula, são 13 os candidatos a presidente da República na eleição deste ano. O número é o maior desde a eleição de 1989. Foram ao tribunal para efetuar o registro a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann; a ex-presidente Dilma Rousseff; o ex-prefeito Fernando Haddad e a deputada Manuela D´Avila, que desistiu da candidatura a presidente pelo PCdoB para ser vice na chapa do PT depois que o TSE julgar a candidatura de Lula. Como se recorda, Lula está preso desde abril em Curitiba, condenado pela segunda instância, enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que pode torná-lo inelegível. Mas essa questão ainda terá de ser decidida pelo TSE. Logo depois do registro de Lula, foi apresentada a primeira impugnação contestação à candidatura do petista. Em texto divulgado pelo PT após o registro da candidatura, Lula se diz "vítima de uma caçada judicial".

Raquel Dodge mandou recado indireto para Lula

Durante a posse da ministra Rosa Weber como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, direcionou um recado, sem citar nomes, ao ex-presidente Lula. Raquel afirmou que é dever da Justiça Eleitoral assegurar que só concorra à eleição aqueles que são legalmente aptos e que a Lei das Inelegibilidades deve ser cumprida. Raquel Dodge citou uma lei de maior valor que a da Ficha Limpa, porque trata especificamente de regras sobre quem pode ou não participar do processo eleitoral. Não deixa de ser um alerta aos advogados do líder do PT que estão quase que diariamente forçando a Justiça Eleitoral a registrar a candidatura de Lula.

Mais uma vez, "ministros petistas" atiram na Lava-Jato

O já famoso trio de ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Antônio Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, tomou decisão que enfraquece a Operação Lava-Jato. Eles aprovaram parecer de Dias Toffoli opinando pelo arquivamento de processos, sob o argumento de que denúncia com depoimentos de delatores e as provas por eles apresentadas não são suficientes para transformar inquérito em ação penal, devendo ser arquivado. O ministro Edson Fachin votou contra e o decano Celso de Mello estava ausente. Com base na mesma decisão, o "trio petista" também retirou do juiz Sérgio Moro trechos da delação nos quais executivos da Odebrecht se referiam ao ex-presidente Lula. Em vista desses fatos, tudo indica que a partir do mês que vem, quando Dias Toffoli assume a presidência do STF, teremos muitas novidades e intensas batalhas entre as partes.

14 de agosto de 2018

O PT tenta mais um golpe pró Lula

O PT tentará dar mais um "drible" para registraram a candidatura do ex-presidente Lula, que é condenado em segunda instância. A brecha encontrada foi a Resolução número 23.548 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), editada no final de 2017, dizendo que entre a documentação necessária para formalizar a candidatura, estão certidões criminais emitidas pela Justiça Federal de 1ª e 2ª instâncias, onde "o candidato tenha o seu domicílio eleitoral". Ocorre que Lula tem domicílio eleitoral em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, e a condenação que o coloca na mira da lei da Ficha Limpa é do Paraná, confirmada, depois, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. Ambas, portanto, fora do seu domicílio eleitoral. Os advogados, avaliam que não são obrigados a entregar as certidões criminais emitidas pela Justiça Federal do Paraná e de Porto Alegre, nas quais Lula aparece como condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com isso, o petista, que está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava-Jato, deve ganhar mais tempo na discussão sobre o registro de sua candidatura ao Palácio do Planalto pelo PT. Tudo dependerá da agilidade do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) em definir sobre a inelegibilidade de Lula de maneira bem rápida.

Sérgio Moro manda prender a cúpula da Mendes Júnior

O comandante da Operação Lava-Jato, juiz Sergio Moro, determinou a prisão de integrantes da cúpula do grupo Mendes Júnior, após condenação em segunda instância. Os alvos dos mandados são: Sergio Cunha Mendes, Rogério Cunha Pereira e Alberto Elísio Vilaça Gomes, todos condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Sérgio Moro, como de costume, deu 24 horas para eles se apresentarem voluntariamente à Polícia Federal. Como temos visto nos últimos dias, é bastante intensa a atividade do magistrado, cujo trabalho vai facilitar em muito a Justiça Eleitoral no que diz respeito à inelegibilidade de muitos, e também para os eleitores na escolha daqueles em que pretendem votar.

Segurança é o que mais interessa ao povo

O tema que será debatido nas eleições de outubro é a Segurança Pública. O motivo é bastante conhecido: mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano, e os casos de estupro chegam a quase 50 mil. Como resultado, os custos com a criminalidade chegam R$ 285 bilhões. Os candidatos terão de mostrar para o eleitorado que têm planos para combater a proliferação de crimes, que geram indignação, medo, descrença e polarização, com alguns querendo que os bandidos sejam tratados com humanidade, e outros, que sejam tratados com violência. Entre estes, destaca-se o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), daí a explicação sobre sua posição em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Depois não digam que ninguém o advertiu sobre a possibilidade de o ex-capitão do Exército vencer o pleito até no primeiro turno.

Por que alguém quer ser governador?

O jornalista Bernardo Mello Franco publica hoje artigo intitulado "A disputa pelo pior emprego do mundo" lembrando que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ao desistir de concorrer à Presidência da República recebeu apelos para se candidatar a governador do Estado do Rio de Janeiro rejeitou o convite de modo veemente dizendo: "Ao Palácio Guanabara, nem pensar!". Em contrapartida, cerca de 60% dos atuais estão tentando a reeleição. Não se sabe o que eles pensam e qual a fórmula para solucionar o maior problema dos estados hoje: a Previdência. A expectativa de vida dos brasileiros aumentou muito com mais gente sendo paga com dinheiro do Tesouro estadual e por muito mais tempo. Esta estranha vontade de administrar o seu estado sem recursos perece ter um único objetivo, que é a defesa de interesses particulares.

O Rio continua matando em hospitais públicos

Vimos nos jornais e na TV a imagem de um cidadão de 68 anos deitado num banco de concreto em frente ao Hospital Municipal Pedro II, no bairro de Santa Cruz, no qual ficou cinco horas para fazer exames. Após ser finalmente socorrido, o idoso, que era cadeirante, sofreu um AVC na sexta-feira passada e morreu na noite de domingo de infecção generalizada. Tudo isso serve para demonstrar como anda funcionando os serviços de Saúde no Rio. Porém, o hospital foi mais desumano ainda. A família ficou sabendo da morte de Jonas dos Reis Lima quando chegou ao Pedro II para visitá-lo, com o agravante de um familiar haver deixado na recepção o número de telefone, bem como seu endereço. Isto é muita maldade. A família irá acionar a Justiça por causa desse episódio. Não querem indenização porque dinheiro nenhum trará o Sr. Abel de volta, mas no objetivo de que sejam punidos com rigor os responsáveis por ato de tão elevada desumanidade. O hospital é municipal, mas pertencesse à rede estadual o mesmo tipo de atendimento certamente aconteceria.

13 de agosto de 2018

Moro aceita denúncia contra Mantega

Quase todos os dias somos surpreendidos com uma nova notícia sobre processo de corrupção praticada por algum figurão que participou dos governos de Lula e Dilma Rousseff O juiz federal Sergio Moro aceitou hoje denúncia contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e outras nove pessoas. É a primeira vez que Mantega vira réu na Operação Lava-Jato. "Ressalvo, segundo a denúncia, apesar de ele ter participado dos fatos, constar que teria sido Mantega responsável específico pela solicitação e pela posterior utilização dos R$ 50 milhões". Os crimes apurados envolvem a edição das medidas provisórias 470 e 472 (MP da Crise), beneficiando diretamente empresas do grupo Odebrecht, entre estas a Braskem, de acordo com o MPF. Os procuradores disseram que objetivo da manobra era permitir que a Braskem pagasse tributos federais de forma parcelada, com valor de multa reduzido. A investigação apurou que o empresário Marcelo Odebrecht ofereceu propina aos ex-ministros com o objetivo de influenciá-los na edição das medidas provisórias. O valor oferecido a Mantega foi de R$ 50 milhões. De acordo com os procuradores, o valor foi pago em conta específica mantida pelo setor de propinas de empreteira, sob o comando de Fernando Migliaccio e Hilberto da Silva. O valor, diz a denúncia, só era utilizado mediante a autorização de Guido Mantega, sendo que parcela desse valor foi entregue aos publicitários Mônica Santana e João Santana, além de André Santana, para serem usados na campanha eleitoral de 2014. Por sua vez, os publicitários Mônica Santana e João Santana receberam R$ 15.150.000,00 a partir do setor de propinas mediante 26 entregas, em pagamentos que se deram tanto em espécie no Brasil quanto fora do território nacional, em contas mantidas em paraísos fiscais. Não é sem motivo que todos os dias alguém tente criar dificuldades para o prosseguimento da Lava-Jato é até mesmo acabar com ela.

Stédile mais uma vez prega a desordem

O "general vermelho", João Pedro Stédile, fez propaganda da “marcha” de seus recrutados que está indo rumo a Brasília para pressionar pelo registro da candidatura do presidiário Lula. O líder do MST escreveu em artigo publicado na Folha de S. Paulo, onde diz: “Se Lula não for candidato, as eleições serão uma fraude, pois impedirão que a maior parte do povo tenha o direito de escolher quem deseja para a Presidência. E as crises se aprofundarão e teremos mais quatro anos de conflitos, violência e agravamento das desigualdades sociais.” Os "soldados vermelhos" já começaram a marchar em direção a Brasília, tumultuado o centro da capital da República, onde acampam em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pressionar os ministros para que aprovem o registro da candidatura de um presidiário inelegível. Como é do costume dos militantes seguidores de Lula, certamente eles provocarão tumultos e as autoridades terão de tomar providências para manutenção da ordem.

Os candidatos falam e deixam o eleitor confuso

Depois do primeiro debate entre os principais candidatos à Presidência da República na TV chega-se à conclusão de que as pesquisas estão erradas no que se refere ao índice de eleitores indecisos. Pelo tipo de respostas que deram aos questionamentos sobre temas de interesse do povo, na verdade são os homens que dirigir o país é que estão indecisos. Até o momento, não disseram o que pretendem fazer quando subir a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2019. A única coisa que têm como meta é o poder. Logo em seguida farão a distribuição de ministérios em fatias, cumprindo os compromissos assumidos para ganhar a eleição. Depois, vem a compra de apoio no Congresso Nacional para tentar levar adiante algum projeto que seja de seu interesse e de amigos. Isto quer dizer que tudo ficará com é hoje. E o povo? O povo é um detalhe.

12 de agosto de 2018

Cadê o Décimo Terceiro Salário, Pezão?

Durante muitos meses o governador Pezão andou massacrando os funcionários públicos do Estado do Rio de Janeiro. A folha de pagamento dos salários ficou atrasada por alguns meses. Pezão conseguiu colocar a folha em dia. Mesmo mudando a data do primeiro para o décimo dia útil do mês subsequente, há um dia certo para o dinheiro cair na conta, o que ajuda o funcionário a organizar sua vida financeira. Mas a maioria dos servidores estaduais não está cobrando uma omissão de Pezão: o pagamento da metade do Décimo Terceiro Salário, que era para ser feita em julho. Falta uma explicação do governador ou, melhor ainda, que determine o pagamento do que deve ao funcionalismo estadual.

Haddad não poderá ter o nome em pesquisas

A partir do dia 15, quando os candidatos à Presidência da República serão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os institutos de pesquisas de opinião não poderão mais realizar levantamentos incluindo o nome do ex-prefeito Fernando Haddad. Para efeitos legais, o candidato do PT é Lula, mesmo com a possibilidade de a Lei da Ficha Limpa o impedir de se candidatar a cargos públicos. O comando do partido mantém Lula como candidato mesmo sub judice. O ex-prefeito Haddad foi escolhido vice de Lula pela coligação PT-PCdoB para representar o ex-presidente durante a campanha eleitoral, e será o substituto se o ex-presidente tiver seu registro impugnado e a legenda resolver trocar Lula. Ficou acertado que a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) será a vice em qualquer uma das circunstâncias. Mesmo sub judice, Lula é o nome do PT, e Haddad, por enquanto, não entra nas pesquisas. A resolução do TSE sobre pesquisas diz que “a partir das publicações dos editais de registro de candidatos, os nomes de todos os candidatos cujo registro tenha sido requerido deverão constar da lista apresentada aos entrevistados durante a realização das pesquisas”. Por isso, especialistas apostam que os institutos só poderão testar um único cenário, o oficial. O Ministério Público, candidatos, partidos e coligações podem entrar com processo de impugnação da divulgação dos levantamentos. Segundo o TSE, qualquer manifestação sobre o assunto só eleitorais, acabará confirmando que o ex-presidente Lula é o candidato, ou seja, confirmando com a tese do PT.

10 de agosto de 2018

Palocci e Mantega são denunciados pelo MPF

A força-tarefa da Operação Lava-Jato apresentou hoje à Justiça denúncia contra os ex-ministros da Fazenda nos governos de Lula e Dilma Rousseff, Antônio Palocci e Guido Mantega, pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro com base em depoimentos de delação premiada de executivos da Odebrecht. Alguns executivos da empreiteira e os publicitários Mônica Moura e João Santana também foram denunciados. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), três ex-diretores da empresa ofereceram vantagens ilícitas aos ex-ministros para que ajudassem na edição de uma medida provisória de interesse da empresa. Segundo a investigação, foram disponibilizados R$ 50 milhões em uma conta do setor de propinas da empresa, que ficou à disposição dos acusados. Parte do valor teria sido repassada aos publicitários para ser usada na campanha eleitoral de 2014. "Durante as investigações ficou comprovado que, ao longo dos anos de 2008 e 2010, houve intensa negociação entre Marcelo Odebrecht e, sucessivamente, Antônio Palocci e Guido Mantega, para a edição de medida provisória que beneficiasse as empresas do grupo Odebrecht e permitisse a solução de questões tributárias do grupo. O objetivo da manobra legislativa era permitir o pagamento parcelado de tributos federais devidos, com redução de multa, bem como sua compensação com prejuízos fiscais", diz o MPF. Esta é uma das muitas denúncias que os dois respondem. Palocci e Mantega foram homens de grande poder de decisão nos mandatos dos dois presidentes petistas

Moro não fala sobre convite de Álvaro Dias

O juiz federal Sérgio Moro evitou nesta sexta-feira se posicionar sobre um suposto convite do senador e candidato à Presidência da República, Álvaro Dias (Podemos), para assumir o Ministério da Justiça, caso seja eleito. O magistrado declarou, em nota pública: "A recusa ou a aceitação poderiam ser interpretadas como indicação de preferências políticas partidárias, o que é vedado para juízes". Em debate na noite de ontem, na TV Bandeirantes, Álvaro Dias afirmou: "Nós queremos institucionalizar a Operação Lava-Jato como uma espécie de nossa tropa de elite no combate à corrupção. Cabo eleitoral dos investimentos, da geração de emprego, porque certamente nós enviaremos ao mundo uma outra imagem. A imagem de seriedade. O Brasil voltará a ser sério, por isso eu já convidei publicamente o juiz Sergio Moro". Os políticos envolvidos em processos da Lava-Jato gostariam que Moro dissesse que aceitaria o convite de Álvaro Dias para criticá-lo, mas ficaram sem essa. Moro demonstrou que está atento e não pisa em cascas de bananas colocadas em seu caminho. E o candidato, tentou jogar para a arquibancada, mas tiraram a bola das suas mãos.

Político promete tudo para se eleger

No debate de ontem na TV Bandeirantes entre candidatos à Presidência República, Ciro Gomes (PDT) prometeu limpar no SPC e no Serasa o nome de milhões de brasileiros inadimplentes. Muito gente levou a sério, e outros reagiram com ironia considerando a promessa um absurdo e sem condições de ser cumprida. Ciro não tem poderes para cumprir esta promessa. O dinheiro público não pode ser utilizado para quitar dívidas de ninguém. O que ele pode, se eleito, é mandar para o Congresso Nacional projeto de lei proibindo a cobrança de juros sobre juros e punindo com rigor quem fizer isso, além de fiscalizar o cumprimento da lei. Portanto, Ciro, saiba que sua promessa só tem possibilidade de ser aceita por eleitores alienados, que infelizmente são muitos.

A Lava-Jato ajuda a definir a eleição

A ausência de seus nomes na Operação Lava-Jato está servindo de parâmetro para os eleitores escolherem em quem votar para presidente da República. Quem pretende votar em candidato de tendência esquerdista, o nome é o de Marina Silva (Rede), e quem fica à direita tem a opção de Jair Bolsonaro (PSL). Nenhum dos dois tem processos sobre corrupção e desvios de dinheiro público. Os estão sabendo explorar o tema, fazendo alusões aos adversários que respondem a processos, ao mesmo tempo em que destacam não terem "rabo preso". Analistas políticos dizem que ambos terão votos de eleitores que querem banir os corruptos do meio político do Brasil.

Toffoli 'brincou' no TSE, e vai 'brincar' no STF

Muita gente não esqueceu ainda da atuação do ministro Dias Toffoli na eleição de 2014 quando na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixou de divulgar boletins parciais de resultados dos candidatos a presidente da República num momento em que vinha aparecendo uma acelerada diminuição da diferença entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PT) sob a alegação de que por causa das variações de fuso horário os boletins poderiam influenciar os eleitores. Até hoje pairam dúvidas sobre a medida porque Toffoli foi muito ligado ao PT e estaria protegendo a candidata do partido ao qual prestou serviços. Pois bem, agora o ministro "petista" assumirá às vésperas da eleição poderes maiores que os de quatro anos passados. Ele, a partir de setembro presidirá o Supremo Tribunal Federal (STF). Aí, vem uma dúvida: ele será um magistrado isento e imparcial quando tiver que atuar em recursos de interesse do PT? Só Deus sabe.

9 de agosto de 2018

Para ganhar eleição qualquer apoio serve

Político é capaz de vender sua alma ao diabo se isso servir para ele ganhar votos que lhe garanta um mandato. Vejam o caso do PT que vive pregando ter sido Dilma Rousseff vítima de um golpe do PSDB aliado ao MDB para tirá-la do cargo através do impeachment. Tudo isso está sendo deixado de lado com os acordos que estão sendo feitos principalmente nos estados. Também há casos de rejeição dentro dos partidos. Enquanto isso, os eleitores ficam cada vez mais odiando os políticos e a reação deles fica sendo decisiva, porque ou irão se omitir ou votarão em candidatos que sejam "puro sangue", ou seja, com presidente e vice filiados ao mesmo partido. Mas um benefício para Jair Bolsonaro, apesar das coisas que ele e seu vice falam.

Será que ninguém segura Gilmar Mendes?

Depois de mais um recesso, antes de ter um ataque de abstinência o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes resolveu tirar o atraso e em três dias tomou decisões beneficiando pessoas investigadas nas esferas federal, estadual e municipal. O primeiro, segunda-feira, foi o deputado federal Beto Mansur, acusado de receber R$ 550 mil para beneficiar a empresa Odebrecht, com Gilmar arquivando o processo sem que o Ministério Público (MP) tenha solicitado. Terça-feira, mais uma vez o "soltador-geral da República" ajudou Jacob Barata, o manda-chuva dos ônibus, de cuja filha ele foi padrinho de casamento, e que ele tirou da cadeia três vezes. Desta vez ele retirou o processo das mãos do juíz Marcelo Bretas e o remeteu para outra vara e, mais ainda, determinou que a ação fique parada até quando ele achar que deva andar. Ontem, Gilmar Mendes deu prosseguimento à sua intensa atividade mandando soltar três executivos acusados de desviar verbas da Saúde durante o governo de Sérgio Cabral. Não é sem razão que existem vários pedidos de impeachment de Gilmar, que continua debochando do povo e principalmente da Justiça. Alguém precisa dizer a ele que é hora de parar.

Os debates e a Internet decidirão a eleição

Ao que tudo indica, a eleição de 7 de outubro, diferentemente das anteriores, não será decidida através do horário de propaganda obrigatório na TV. O critério de distribuição de tempo entre os partidos faz com que alguns candidatos a presidente da República tenham poucos segundos de exposição, talvez umas três piscadas de olhos. Outros negociaram apoios para aumentar o tempo, mas estão com índices baixíssimos nas pesquisas de intenção de voto e de pouco valerá ficar tanto tempo na tela da TV. Nas eleições deste ano os grandes veículos de divulgação de candidaturas serão o Facebook, WhatsApp, Instagram e Twitter e os debates na TV. Quem souber "vender seu peixe" com qualidade certamente colherá os lucros nas urnas. Agora é a vez dos marqueteiros e dos orientadores de comportamento entrarem em campo.

8 de agosto de 2018

Qual o motivo de tanta obra inacabada?

Nos últimos dias, o que mais vemos no noticiário são informações sobre obras públicas que foram iniciadas há muitos anos mas que não terminaram, e outras já concluídas, porém sem funcionar, especialmente hospitais e escolas. E há também casos em que depois de paralisadas o preço para a continuação e conclusão é reajustado em valor até três vezes acima do estabelecido no projeto inicial. O resumo disso tudo é um gasto excessivo de dinheiro público por total falta de planejamento ou, pior ainda, superfaturamento para pagamento de propinas. Já é hora de os gestores levarem a sério o uso do dinheiro do povo.

O PT quer a volta do que não deu certo

Sexta-feira passada o PT divulgou o programa de um improvável governo do terceiro mandato de Lula, preso em Curitiba e inelegível por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, no qual se repetem temas que o segundo mandato de Lula e mais seis anos de Dilma Rousseff o Brasil viveu a maior recessão da história com 14 milhões de brasileiros ficaram desempregados, algo que em muito colaborou para o impeachment da "presidenta", que os petistas insistem em chamar de "golpe". Nos governos de ambos aconteceram os escândalos do "Mensalão" e do "Petrolão" que culminaram com a prisão de vários líderes do PT, sendo Lula o principal deles cumprindo pena de 12 anos referente a um dos processos a que responde. O programa do PT traz ideias semelhantes aos do regime bolivariano da Venezuela interferindo no Supremo Tribunal do país e no Parlamento. Para culminar, aparece também o famigerado "Marco regulatório da da comunicação social eletrônica", que é uma censura à Internet. Enfim, se por alguma razão a Justiça permitir que Lula concorra e se eleja, certamente viveremos num país sem liberdade de expressão por parte da imprensa e dos cidadãos. O que ocorrerá, só Deus sabe. Quanto a nós, cabe-nos saber escolher em quem votar.

7 de agosto de 2018

Vejam o tamanho do Fundo Partidário!

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje o valor exato do Fundo Partidário, que será repartido entre os 35 partidos existentes: R$ 1.716.209.431,00. Veja quanto cada partido deverá receber:

MDB - R$ 234.232.915,58; PT - R$ 212.244.045,51; PSDB - R$ 185.868.511,77; PP - R$ 131.026.927,86; PSB - R$ 118.783.048,51; PR - R$ 113.165.144,99; PSD - R$ 112.013.278,78; DEM - R$ 89.108.890,77; PRB - R$ 66.983.248,93; PTB - R$ 62.260.585,97; PDT - R$ 61.475.696,42; SD - R$ 40.127.359,42; Podemos - R$ 36.112.917,34; PSC - R$ 35.913.889,78; PCdoB - R$ 30.544.605,53; PPS - R$ 29.203.202,71; PV - R$ 24.640.976,04; PSOL - R$ 21.430.444,90; Pros - R$ 21.259.914,64; PHS - R$ 18.064.589,71; Avante - R$ 12.438.144,67; Rede - R$ 10.662.556,58; Patriota - R$ 9.936.929,10; PSL - R$ 9.203.060,51; PTC - R$ 6.334.282,12; PRP - R$ 5.471.690,91; DC - R$ 4.140.243,38; PMN - R$ 3.883.339,54; PRTB - R$ 3.794.842,38; PSTU - R$ 980.691,10; PCB - R$ 980.691,10; PCO - R$ 980.691,10; PPL - R$ 980.691,10; Novo - R$ 980.691,10; e PMB - R$ 980.691,10.
Observem que o dinheiro é tirado do povo, através das taxas e impostos que deveriam ser destinados à Saúde, Educação e Segurança. Como acreditar em políticos dizendo que o rombo é na Previdência? Temos que protestar contra esta destinação de dinheiro público. Não fomos consultados se concordamos em financiar campanha eleitoral, para eleger e reeleger corruptos.

'Vem pra Rua' faz ato pelo impeachment de Gilmar

O grupo "Vem Pra Rua" anuncia que fará hoje em Brasília, às 16 horas, um ato no plenário do Senado para pedir o impeachment de Gilmar Mendes.O movimento vai solicitar aos parlamentares que o processo tramite na Casa e ler um manifesto pelo afastamento do ministro do STF, já subscrito por alguns senadores. O pedido de impeachment de Gilmar foi protocolado pelo advogado Modesto Carvalhosa.

É uma vergonha o povo financiar campanha eleitoral

Uma das mais vergonhosas medidas dos últimos tempos é a que criou o Fundo Partidário com bilhões de reais de dinheiro público, que financia campanhas eleitorais e é distribuído entre os partidos na proporção do tamanho de suas bancadas no Congresso Nacional, critério também utilizado para estabelecer o tempo de TV e rádio no horário de propaganda eleitoral gratuita. O que provoca muita revolta é pagarmos para políticos nos fazer de palhaço com eles fazendo promessas que nunca cumprirão. E também o dinheiro dos nossos impostos é serve para manter no poder políticos corruptos. As cúpulas dos partidos é que escolhem quem continuará nos roubando. Bom seria se a escolha dos candidatos fosse feita pelos eleitores e que os mesmos fossem filiados a uma agremiação. Alguém por acaso acredita que senadores e deputados alterariam uma legislação que lhes favorece? Se você acredita, pode começar a elaborar sua lista de presentes para enviar a Papai Noel, lá na Lapônia.

O povo não sai às ruas, mas quer um Brasil melhor

Tem sido bastante comentada a inércia do povo em relação aos desmandos dos políticos e à ausência de manifestações nas ruas exigindo o fim da corrupção institucionalizada no Brasil. Mesmo assim, algumas coisas o povo quer que aconteça para melhorar o país: fim das benesses de senadores e deputados (verba de gabinete, auxílio-moradia, cargos de confiança etc.); extinção dos cargos de suplentes; votar em pessoas e não em partidos. Por fim, impedir que parlamentares envolvidos em falcatruas possam se candidatar enquanto seus casos tenham solução definitiva. Parece que não é tão difícil assim de se atender a tais propostas. O problema é saber quem as atenderia. Mas, sonhar não custa nada.
Esta é uma postagem que fiz exatamente há um ano (07/08/2017), e que pode ser considerada como bastante atual, porque nada mudou. O povo continua inerte.

O PT inova e lança a 'vice do vice'

Enquanto os partidos ficaram buscando nomes para concorrer ao cargo de vice-presidente da República, o PT inovou, e após lançar um candidato fictício à Presidência da República - como se sabe, Lula é inelegível -, lançou duas candidaturas a vice-presidente da República. Depois de divulgar o nome de Fernando Haddad como o companheiro de chapa do presidiário Lula, o PT informou que Manuela D'Ávila (PCdoB) também é candidata ao mesmo cargo. Ela abdicou de sua candidatura à Presidência da República para ficar à disposição do PT no caso quase certo de confirmação da inelegibilidade de Lula, quando Haddad seria lançado como o "poste" do dono do partido, fato que divide os petistas que vêem no baiano Jaques Wagner alguém com capacidade de ter votação superior à do paulista.

6 de agosto de 2018

Lula desistiu de suspender sua prisão

A defesa do ex-presidente Lula desistiu nesta segunda-feira de um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) com o qual tentava suspender a pena de prisão dele até que a condenação seja analisada pelas instâncias superiores. A defesa protocolou o pedido de desistência afirmando que, diante da confusão entre o pedido inicial de suspensão da pena e a discussão em torno dos direitos políticos, "imprevistamente colocada", desiste totalmente dorecurso. Segundo os advogados, a defesa fará agora um "aprofundamento" sobre "fatos novos" que eventualmente podem vir a ser colocados em um futuro pedido. Com a desistência, na prática, o STF não deve analisar mais a inelegibilidade. Se o plenário decidisse que Lula está inelegível, o ex-presidente não teria outra instância para recorrer. Mas se a discussão sobre o tema ficar com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa de Lula poderá, em tese, recorrer ao STF.

O PT é o maior cabo eleitoral de Bolsonaro

A insistência do PT em manter a candidatura impossível do ex-presidente Lula à Presidência da República é um fator que favorece o crescimento dos índices de apoio à de Jair Bolsonaro (PSL). Os ataques que os partidos de esquerda fazem a ele e os questionamentos em entrevistas tentando fazê-lo cair em "pegadinhas" também aumentam o Ibope o ex-capitão do Exército. Para alavancar ainda mais a candidatura dele, a formação do Centrão, cheio de gente com folha corrida ao invés de currículo também é outro fator de boas perspectivas para Bolsonaro. Ele não é o presidente ideal para o Brasil, mas, como dizem seus adeptos, é o país "Jair se acostumando" com a chegada dele ao Palácio do Planalto.

Dia 16 marca o início da campanha eleitoral

Após o encerramento neste domingo do prazo para convenções, 14 partidos aprovaram candidatos para a disputa da Presidência da República. Mas esse número deve cair para 13 porque o PCdoB decidiu ingressar na coligação encabeçada pelo PT e não deverá registrar a candidatura da deputada Manuela D'Ávila – o prazo para registro dos candidatos na Justiça Eleitoral vai até o próximo dia 15, começando oficialmente no dia seguinte a campanha. Embora a chapa a ser registrada pelo PT reúna o ex-presidente Lula como candidato à Presidência e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad a vice-presidente, o acordo com o PCdoB prevê que a deputada estadual Manuela D'Ávila (RS) futuramente ocupe a vaga de vice. Lula está preso desde abril em Curitiba, condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e de acordo com a Lei da Ficha Limpa está inelegível. O PT e Lula contestam. A questão precisa ser decidida pelo TSE e só deve ser julgada depois do registro oficial, que ocorre até o dia 15. Dos 35 partidos atualmente existentes, somente o Partido da Mulher Brasileira (PMB) não havia divulgado qual candidato irá apoiar. Com a formação de coligações, partidos que decidem não lançar candidato se unem àqueles que optam por ter candidatura própria. No entanto, a maioria dos pequenos partidos está aguardando um chamado dos maiores para "vender" tempo de TV e fatias de um provável futuro governo.

Campanha eleitoral agora é pra valer

Após esgotado o prazo para definição das candidaturas, os eleitores terão oportunidade de escolher principalmente a pessoa que dirigirá o país nos próximos quatro anos. Nos últimos meses, 24 nomes povoaram o noticiário. Nomes como os de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e até Fernando Collor andaram nas pesquisas de intenção de voto, mas desistiram, da mesma forma que outros cotados para concorrer como vice. Agora temos oficialmente 15 postulantes à Presidência da República. Resta a eles no pequeno espaço de quatro semanas convencer o elevado percentual de eleitores dos mais de 147 milhões que declararam em recente pesquisa divulgada pelo Ibope/CNI que não têm nenhum interesse pelas eleições.

5 de agosto de 2018

Sai o príncipe e entra o general

Acabou o mistério. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) anunciou hoje o nome do general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) como candidato a vice-presidente na sua chapa para concorrer à Presidência da República em outubro. Ao lado de Mourão e de Levy Fidelix, presidente nacional do PRTB, Bolsonaro comentou sobre a chapa recém-formada. "No momento, eu deixo de ser capitão, o general Mourão deixa de ser general, nós passamos a ser a partir de agora soldados do nosso Brasil", afirmou ele em seu discurso durante a convenção do PRTB. Hamilton Mourão, por sua vez, defendeu "um governo austero, honesto, sem corrupção, com eficiência gerencial, com relacionamento republicano com os demais poderes, ou seja, sem 'balcão de negócios' nós vamos iniciar a transformar este país". O anúncio foi feito após pelo menos três tentativas de Bolsonaro para encontrar um vice e que não deram certo. Mourão foi a quarta opção. Antes, ele sondou oficialmente o senador Magno Malta (PR), o general Augusto Heleno, do PRP e a advogada Janaína Paschoal (PSL), mas todos recusaram o convite.

4 de agosto de 2018

Álvaro Dias convidará Moro para a Justiça

A convenção do partido Podemos realizada neste sábado, confirmou o nome do senador Álvaro Dias como candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. O senador afirmou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça do seu governo. "Ele é o ícone da nova justiça brasileira, símbolo do nosso povo, a nossa esperança para completar a tarefa de limpeza do País", disse ele. Na sua fala, Dias priorizou suas propostas de combate à corrupção e confirmou que convidou também os juristas René Dotti, Miguel Reale Junior e Modesto Carvalhosa para fazerem parte do seu governo. Reale estava presente no evento em Curitiba. Moro não quis comentar a declaração. Por ser do Paraná, Alvaro Dias escolheu a capital para a confirmação da sua candidatura. O evento, no entanto, contou com aproximadamente metade do público de convenções estaduais realizadas no mesmo local, cerca de 2 mil pessoas.

O PT lança candidatura de Lula

O PT debochou da Justiça e confirmou na tarde de hoje a candidatura do presidiário Lula à Presidência da República. Quem anunciou foi a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), durante a convenção nacional do partido, na Liberdade, no Centro de São Paulo. O candidato a vice ainda não foi definido. A expectativa agora é saber qual será a reação primeiro de Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e depois a do Supremo Tribunal Federal (STF). Na Justiça Eleitoral é quase certo que Lula não terá sua candidatura homologada pois com base na Lei da Ficha Limpa ele é inelegível, e depois a do Supremo, ao qual o PT certamente recorrerá, sabendo-se que alguns ministros já anteciparam que Lula está mesmo enquadrado na Lei da Ficha Limpa por haver sido condenado em decisão de segunda instância. Diante de tudo isso, com certeza os petistas irão sair às ruas e os órgãos de segurança terão muito trabalho.

Vice de Bolsonaro: Janaína está fora

A advogada Janaína Paschoal anunciou, na manhã de hoje na sua página do Twitter que não aceitou o convite para ser vice-presidente na chapa do deputado Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. "Conversei com o deputado Bolsonaro e com o presidente do PSL, Gustavo Bebiano, e cheguei à conclusão de que, neste momento, não tenho como concorrer à Vice-Presidência. Por questões familiares, por ora, eu não posso me mudar para Brasília. A minha família não me acompanharia", escreveu Janaína. Ao explicar sua recusa, ela aproveitou para defender Bolsonaro: "Sou testemunha de que Bolsonaro não é machista. Ele me tratou de igual para igual, desde o primeiro momento. Sou testemunha de que ele não é autoritário, cedeu em muitos pontos. Todos puderam constatar a sua tolerância com os meus posicionamentos". Pela rede social, a advogada avisou que não faria declarações à imprensa sobre a sua decisão. "Com todo amor que sempre devotei à Imprensa, aviso que não conversarei com ninguém. Vou me concentrar na ADPF 442. Esta ação é tão importante quanto às eleições para mim e para o País". Com a desistência de Janaína, tudo indica que o príncipe Luiz Philipe de Orleans e Bragança será o companheiro de chapa do ex-capitão.

O Rio de Janeiro é uma cidade sitiada

A realidade é muito triste, mas o Rio de Janeiro está dominada por bandidos, traficantes e milicianos. Basta a pessoa ler diariamente os jornais e ver as notícias na TV e tomar conhecimento de tiroteios, assassinatos, assaltos, arrastões. Facções disputam à bala espaço para venda de drogas. Um terceiro grupo torna a situação pior: os milicianos, com sua maioria composta de policiais militares da ativa e alguns da reserva. A capital fluminense tem mais de mil favelas, quase todas dominadas pela bandidagem, graças à geografia dos morros. E para deixar a população mais à mercê dos bandidos, o poder público não investe em Segurança e ainda reduz as verbas destinadas ao setor no Orçamento. De nada está valendo a intervenção federal na Segurança, que só tem servido para colocar em risco a vida de integrantes das Forças Armadas, que não foram treinados para a missão. Enquanto isso, os moradores do Rio estão literalmente nas mãos de Deus. Então, só lhes resta orar sem parar.

Vem aí um show de mentiras na TV

Está chegando o dia no qual começará em todos os canais de televisão e emissoras de rádio do país um show diário de mentiras: o horário de propaganda eleitoral gratuita. Veremos e ouviremos candidatos a presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual fazendo promessas que nunca serão cumpridas. O que dirão será uma tentativa para convencer os eleitores de que todos os problemas sociais e econômicos do Brasil começarão a ser solucionados a partir de 2019, principalmente os relativos a Saúde, Educação e Segurança. Passaremos a viver num país do Primeiro Mundo. A maioria dos "atores" infelizmente é composta de políticos corruptos, muitos deles respondendo a processos ou sendo investigados por desvio de dinheiro público. Não é sem motivo que pesquisa recente do Ibope revelou que 61% dos eleitores disseram não ter nenhum interesse pelas eleições. Enfim, chegamos à conclusão de que o Brasil viverá mais quatro anos assistindo o mesmo tipo de atividade dos políticos, se não for pior, porque a perspectiva é de haver uma pequena renovação do quadro atual. Mesmo assim, há alguma chance de mudança se os eleitores forem cuidadosos na escolha do nome daquele em quem votará.

3 de agosto de 2018

Vice de Bolsonaro pode ser um príncipe

Está praticamente definido que o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança, descendente da família real do Brasil, será o candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro. O príncipe, que é cientista político e empresário filiado ao PSL, já contratou até uma assessoria de imprensa, que hoje começou a entrar em contato com jornalistas que cobrem política. O nome de Luiz Phillippe apareceu como o preferido dos eleitores em diversas enquetes promovidas por páginas de apoiadores do ex-capitão do Exército. Realmente, a eleição de outubro será a que proporcionará mais novidades para o eleitor. Mas não há informações sobre alguma ideia de Bolsonaro de transformação do país numa monarquia.

A eleição pode ser decidida pelas mulheres

A confirmação do nome da senadora Ana Amélia (PP) como candidata a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) pode ter significado maior que um aumento do tempo de TV no horário de propaganda eleitoral gratuita. A insistência da tentativa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em ter Janaína Paschoal como sua vice, também pode ser pelo mesmo motivo. É porque uma pesquisa do Instituto Datafolha informa que dos 147 milhões e 300 mil eleitores aptos a votar em outubro, um total de 77 milhões e 300 mil (52,5%) são do sexo feminino. Os presidenciáveis em sua maioria sabem do poder de convencimento das mulheres e por terem critérios de escolha, daí alguns deixando a última hora a confirmação do nome de quem será seu (ou sua) vice. Outro fator de busca do voto feminino serão os projetos de interesse das mulheres de que darão publicidade durante a campanha. Então, mulheres, caprichem, porque o futuro do Brasil está nas suas mãos.

Chegou a hora de 'Lindinho' ser investigado

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) será investigado pela Justiça Federal de Nova Iguaçu por causa de supostos crimes praticados quando era prefeito daquela cidade da Baixada Fluminense. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) mandou o processo para Nova Iguaçu com base na decisão do STF que tira o foro privilegiado de quem é acusado de crime que não seja vinculado à sua atividade parlamentar, o que provocou a retirada de cerca de 200 processos do Supremo. "Lindinho", como o senador petista é conhecido, é acusado de ter recebido propinas da Odebrecht, segundo delatores da empresa, dinheiro destinado à sua campanha eleitoral para prefeito de Nova Iguaçu em 2008. Em troca, a Odebrecht venceu licitação dirigida e realizou diversas obras na cidade, obtendo grande lucro, mesmo com o pagamento de propinas. Mais um petista arauto da moralidade e dos bons costumes é flagrado com a mão "na boca da botija". Que coisa feia, Lindinho!

2 de agosto de 2018

Pesquisa mostra eleitores pessimistas

Uma pesquisa do Ibope divulgada hoje mostra que quase metade do eleitorado (45% dos entrevistados) se diz "pessimista" ou "muito pessimista" com a eleição deste ano para presidente da República. De acordo com o instituto, o elevado pessimismo resulta em baixo interesse do eleitorado pelas eleições de outubro. O Ibope afirma que, em geral, as mulheres estão mais pessimistas com as eleições deste ano do que os homens. Entre os eleitores do sexo feminino, 47% se declararam mais pessimistas na pesquisa. Apenas 18% das mulheres entrevistadas se disseram otimistas. Entre os homens, informou o Ibope, 43% se dizem mais pessimistas, enquanto 28% afirmam estar otimistas. O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho e ouviu 2 mil pessoas. A pesquisa do Ibope também aponta que 38% dos eleitores afirmam que não têm "nenhum interesse" nas eleições de outubro e outros 23% "têm pouco interesse", o que soma 61% dos entrevistados. Já os que disseram ter "muito interesse" ou "interesse médio" somam 38%.

A Saúde do Rio está em estado grave

A incompetência administrativa do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, está bastante clara. Independentemente dos privilégios que tem dado a grupo religioso, há vários casos de total incapacidade de estar à frente da prefeitura de uma cidade com a importância da capital carioca. Obras necessárias não são realizadas e outras são iniciadas e não são concluídas. Mas é no setor de Saúde que Crivella demonstra seu despreparo para o cargo. Os hospitais e postos de saúde ao invés de curar estão matando as pessoas. Nesta missão, o Rio conta com a "colaboração" do Estado do governador Pezão, da mesma forma que a prefeitura colocando em risco a vida de cidadãos fluminenses. Está mais que na hora de a população entregar suas vidas nas mãos de Deus, porque estamos sofrendo uma autêntica chacina.

Eleitores indecisos e ocultos decidirão as eleições

Uma recente pesquisa, o instituto perguntou aos entrevistados em qual candidato votariam com total certeza, Jair Bolsonaro (PSL) aparece em primeiro lugar com 15,7%, seguido de Marina Silva (Rede), com 6,3%. Lula (PT) lidera com 21,3%, mas ele é inelegível. O plano do petista de indicar um "poste" não é bom neste item porque Fernando Haddad, seu preferido, é o que tem o índice de maior rejeição. Jair Bolsonaro e Lula empatam em rejeição. Os que declararam votar em branco, nulo e que irão se abster somam índice superior ao de Bolsonaro. Muita coisa mudará até outubro, e aqueles que têm vergonha de declarar seu voto principalmente por causa da reação dos que pensam diferente, o que tem sido visto tal reação vem acontecendo com com os que declaram votar em Bolsonaro, que poderá ser o maior beneficiado pela posição dos "envergonhados".

1 de agosto de 2018

O tempo de TV na campanha não é democrático

Muitos consideram que é absurda a regra de divisão do tempo de TV no horário gratuito de propaganda eleitoral, baseado na proporcionalidade da representação dos partidos no Congresso Nacional. Não é justo, no entanto, que um candidato a presidente da República possa dispor de 10 minutos na TV e que outros só tenham alguns segundos para vender seu peixe. Todavia, como temos 35 partidos, seria uma tortura e não serviria para os candidatos mostrarem aos eleitores seus projetos e programas. A toda hora surgem sugestões para que a legislação mude e que o número de partidos seja reduzido, além de se acabar a facilidade que hoje existe para a criação deles.

Fachin quer decisão rápida sobre Lula

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira que a Corte analise com celeridade um recurso da defesa do ex-presidente Lula que pede a suspensão da pena de prisão do petista. No STF, a defesa tenta, por meio de um recurso, suspender a pena de prisão de Lula até que a condenação seja analisada pelas instâncias superiores. Em junho, Fachin negou um pedido de liminar para suspender a prisão, mas o mérito do recurso ainda será julgado pelo plenário do STF, ainda sem data marcada pela presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. Questionado nesta quarta sobre se considera importante que o pedido de Lula seja julgado antes do próximo dia 15, data final para que os partidos registrem candidaturas à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fachin respondeu: "Acho que sim". Segundo o ministro, porém, a data do julgamento "depende de quem gestiona a pauta, que é a presidente Cármen Lúcia". Toda a celeridade em matéria eleitoral é importante para não deixar dúvida no procedimento", concluiu.

Agosto seria mesmo o 'Mês do desgosto'?

O jornalista Zuenir Ventura publicou hoje artigo intitulado "O mês da má fama" no qual deseja que o mês que começa hoje não confirme a má fama que acumulou ao longo da história. Zuenir recorda que a Primeira Guerra Mundial começou no primeiro dia de agosto de 2014. Em 1934, Adolf Hitler tornou-se o comandante nazista da Alemanha que provocou a Segunda Guerra Mundial. No dia 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas dá um tiro no próprio peito e "sai da vida para entrar na História". Finalmente, o presidente Juscelino Kubitschek morre num estranho acidente de automóvel. Agora, em 2018, no dia 5 termina o prazo para as convenções partidárias e os candidatos terão até o dia 15 para a inscrição deles. No dia 16 terá início a propaganda ele, e no dia 31, nossas casas serão invadidas pela propaganda do horário gratuito no rádio e na TV. Agora é torcer para que as coisas que estão para acontecer este mês sejam menos tenebrosas que as ocorridas ao longo da História do Mundo.

A teimosia de Lula faz Bolsonaro crescer

A insistência do ex-presidente Lula de tentar participar da campanha eleitoral para a Presidência da República está servindo para alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro. O principal fator está na paralisação de petistas que não acreditam que a Justiça Eleitoral permita que Lula possa ser candidato porque está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, sendo por isso inelegível, e querem uma definição sobre o "poste" que o principal líder do PT indicará. Também estão preocupados com as eleição deles próprios e com os acordos nos estados que poderão lhes trazer votos. Sem Lula no páreo, Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto, seguido de Marina Silva (Rede), que tem Ciro Gomes (PDT) em terceiro, que pode passar a segundo se Lula o indicar como o "poste" de 2018. Outra coisa que contraria os petistas e que servirá de combustível para a candidatura do ex-capitão do Exército é a palhaçada de João Pedro Stédile escalando seis "mortadelas" para fazerem greve de fome em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pressionando a Corte a permitir que Lula concorra a presidente da República. E uma declaração da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, de que o partido poderá optar por não lançar candidaturas em todo o país para dizer ao mundo que a Justiça está impedindo o PT de participar do pleito. Bolsonaro desde já agradece.

31 de julho de 2018

Mourão pode ser o vice de Bolsonaro

O PRTB ofereceu o nome do general Hamilton Mourão para ser o vice de Jair Bolsonaro. O nome do militar já vinha sendo cotado pelos eleitores do ex-capitão do Exército. O presidente do PRTB, Levy Fidelix, conversou com o PSL hoje e disse que está disposto a abrir mão de sua tradicional candidatura presidencial em favor de Bolsonaro. Mourão é visto como bastante influente em alguns setores do Exército e hoje preside o Clube Militar. A proposta do PRTB pode acabar com a novela para a escolha do candidato a vice na chapa do candidato que está provocando rebuliço na corrida presidencial ao liderar algumas pesquisas de intenção de voto. Também não pode ser deixado de lado o fato de que a advogada Janaína Paschoal também é cotada para o posto.

Raquel Dodge quer Zé Dirceu na cadeia

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu, nesta segunda-feira, da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que tirou o ex-ministro José Dirceu da cadeia. Zé Dirceu foi solto no final do mês de graças aos votos dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Antônio Dias Toffoli, conhecidos soltadores de corruptos do PT e/ou de partidos aliados. No seu requerimento, Raquel Dodge sustenta que o julgamento possui vícios relativos tanto às regras processuais quanto à fundamentação adotada na concessão do habeas corpus. Dentre os argumentos, ela alega que houve omissão quanto ao contraditório e ao respeito ao devido processo legal, uma vez que o Ministério Público (MP) não foi intimado para se manifestar sobre a pretensão. Com o benefício recebido do "Trio Maravilha", o ex-chefe da Casa Civil nos governos de Lula e Dilma Rousseff tem usufruído de momentos de lazer, tanto em casa como em praias, debochando dos brasileiros, que sabem das falcatruas por ele praticadas, em especial os desvios de dinheiro público. Torçam para que a solicitação da procuradora-geral seja acatada pelo STF.

Se Lula pode, Cabral também pode

Está faltando coerência entre os que pedem a soltura do ex-presidente Lula. Por que não pedem também a liberdade de Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e outros políticos que estão presos? A verdade é que gritando "Lula Livre!" os petistas estão automaticamente absolvendo os políticos acusados de corrupção, principalmente os que se escondem na imunidade parlamentar e consequentemente direito a foro privilegiado. Aliás, é altamente justa a reivindicação de Sérgio Cabral para cumprir prisão domiciliar, porque Lula tem o mesmo nível de corrupção do ex-governador do Rio de Janeiro e cumpre pena em uma suíte da Polícia Federal (PF) em Curitiba, com frigobar, TV, acesso à Internet, visitas e outras mordomia. Todos são ou não iguais perante a lei?

30 de julho de 2018

O PT continua criando tumulto no país

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, poderá requisitar proteção do Exército durante manifestações em apoio a Lula. O PT espera reunir 50 mil pessoas no próximo dia 15 de agosto, em Brasília, durante o registro da candidatura do ex-presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, Cármen Lúcia deverá recorrer a Michel Temer, porque domente o presidente da República pode, de acordo com a Constituição, convocar as Forças Armadas. Cármen Lúcia teme que o STF seja alvo de invasão durante protestos pela libertação de Lula. O PT já se conformou que dentro da institucionalidade Lula não será libertado. Os próprios ministros do STF fizeram chegar ao ex-presidente que ele só poderá ser solto depois das eleições de outubro, ou seja, no início de 2019.

Planos de saúde: Valeu a pena protestar

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revogou nesta segunda-feira a Resolução Normativa 433, que estabelecia limite de 40% para o pagamento de valores de franquia e coparticipação e até 60% em planos empresariais. A intenção agora é fazer audiências públicas para avaliar como a questão será regulada. Com isso, prevalece a norma que não prevê qualquer limite de cobrança de coparticipação e franquia. Não dá para ficar festejando a resolução porque na ANS já vimos que tem diretor que toma decisões favoráveis aos planos e não aos seus participantes. Temos que continuar com os olhos bem abertos.

O PT terá que parar de insistir em Lula

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu um sinal que vai pedir a impugnação da eventual candidatura à Presidência do ex-presidente Lula, líder das pesquisas de intenção de voto e que, mesmo preso desde abril. Será com base na Lei da Ficha Limpa. Indagada sobre a impugnação de Lula, Dodge disse, sem citar nominalmente o petista, que a orientação do Ministério Público Eleitoral (MPE) é dar tratamento uniforme a todas essas questões, qualquer que seja o cargo disputado. "Tomaremos evidentemente todas as medidas necessárias para que aqueles que não são elegíveis tenham resposta pronta da Justiça Eleitoral", destacou Raquel Dodge, ao apontar que essa atitude também será tomada em eventuais casos de candidatos a presidente da República. Dodge, que também é chefe do MPE, afirmou que no momento não há candidaturas registradas e a atuação do órgão vai ocorrer somente neste momento. Somente após o registro de candidaturas, cujo prazo final é no dia 15 de agosto, é que o Ministério Público poderá se manifestar. Ela anunciou, após se reunir com procuradores que atuam na área eleitoral, uma instrução para que os integrantes do MP que atuam nessa área ajuízem ações para enquadrar na Lei da Ficha Limpa condenados por órgão colegiado ou que cujo processo tenha transitado em julgado, quando não há mais possibilidade de recorrer. A procuradora-geral ressalvou que, embora deseje uma resposta "célere, rápida e definitiva" da Justiça Eleitoral, a legislação prevê a figura do candidato sub judice, que tem condições de permanecer no processo eleitoral. "Um deles é o artigo 16-A da Lei das Eleições, que dá tratamento específico ao que a lei chama de candidato sub judice, permitindo a ele uma série de regalias ou garantias durante o processo eleitoral que na ausência dessa norma não teria. No entanto, estamos nos preparando para impulsionar com celeridade essas decisões judiciais", afirmou. Dodge destacou ainda que, de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que, se houver uma manifestação favorável da Suprema Corte, o candidato pode continuar a fazer campanha.

O PT apoia o ditador da Nicarágua

Embora o PSOL condene os atos claramente ditatoriais do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, o PT declarou seu apoio à repressão naquele país. O PT também apoia os atos de Nicolás Maduro na Venezuela. Tanto num país como no outro, é violentamente atacado pela polícia quem fizer qualquer tipo de manifestação contra o governo. O que causa espanto é os esquerdistas darem aval para práticas de repressão das quais dizem terem sido vítimas durante o regime militar. Mesmo discordando do PT, não há como esquecer que o PSOL surgiu de um grupo que saiu do PT. Enfim, o que está ocorrendo faz parte do "Samba do Crioulo Doido" em que se transformou a pré-campanha eleitoral deste ano.

29 de julho de 2018

Vejam as regras do TSE para as eleições

Este ano teremos eleições e os candidatos e eleitores devem respeitar as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. A partir do próximo dia 16, estará liberada a propaganda eleitoral, conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso contrário, estarão sujeitos a multas e até a cassação do mandato, no caso dos eleitos. Convém lembrar que em 7 de outubro nós iremos às urnas escolher candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Onde houver segundo turno, a campanha nas ruas vai até 27 de outubro, na véspera da votação. Veja abaixo um resumo do que podem e não podem fazer candidatos e eleitores durante a campanha eleitoral deste ano:
O que pode o candidato
Distribuir folhetos, adesivos e impressos, independentemente de autorização, sempre sob responsabilidade do partido, da coligação ou do candidato (o material gráfico deve conter CNPJ ou CPF do responsável pela confecção, quem a contratou e a tiragem);
Colar propaganda eleitoral no para-brisa traseiro do carro em adesivo microperfurado; em outras posições do veículo também é permitido usar adesivos, desde que não ultrapassem meio metro quadrado;
Usar bandeiras móveis em vias públicas, desde que não atrapalhem o trânsito de pessoas e veículos;
Usar em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e comícios alto-falantes, amplificadores, carros de som e minitrios entre 8 horas e 22 horas, desde que estejam a, no mínimo, 200 metros de distância de repartições públicas, hospitais, escolas, bibliotecas, igrejas e teatros.
Realizar comícios entre 8 horas e 24 horas, inclusive com uso de trios elétricos em local fixo, que poderão tocar somente jingle de campanha e emitir discursos políticos;
Fixar propaganda em papel ou adesivo com tamanho de até meio metro quadrado em bens particulares, desde que com autorização espontânea e gratuita do proprietário;
Pagar por até 10 anúncios em jornal ou revista, em tamanho limitado e em datas diversas, desde que informe, na própria publicidade, o valor pago pela inserção;
Arrecadar recursos para a campanha por meio de financiamento coletivo (crowdfunding ou vaquinha virtual)
Fazer propaganda na internet, desde que gratuita e publicada em site oficial do candidato, do partido ou da coligação hospedados no Brasil ou em blogs e redes sociais;
Promover o impulsionamento de conteúdo na internet (post pago em redes sociais), desde que identificado como tal e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes, devendo conter o CNPJ ou CPF do responsável e a expressão “Propaganda Eleitoral”;
Fazer propaganda em blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas com conteúdo produzido ou editado por candidato, partido ou coligação;
Usar ferramentas para garantir posições de destaque nas páginas de respostas dos grandes buscadores;
Enviar mensagens eletrônicas, desde que disponibilizem opção para descadastramento do destinatário, que deverá ser feito em até 48 horas.
O que não pode o candidato
Fixar propaganda em bens públicos, postes, placas de trânsito, outdoors, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, árvores, inclusive com pichação, tinta, placas, faixas, cavaletes e bonecos;
Fazer propaganda em bens particulares por meio de inscrição ou pintura em fachadas, muros ou paredes;
Jogar ou autorizar o derrame de propaganda no local de votação ou nas vias próximas, mesmo na véspera da eleição;
Fazer showmício com apresentação de artistas, mesmo sem remuneração. Cantores, atores ou apresentadores que forem candidatos não poderão fazer campanha em suas atrações;
Fazer propaganda ou pedir votos por meio de telemarketing;
Confeccionar, utilizar e distribuir camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas, bens ou materiais que proporcionem vantagem ao eleitor;
Pagar por propaganda na internet, exceto o impulsionamento de publicações em redes sociais;
Publicar propaganda na internet em sites de empresas ou outras pessoas jurídicas, bem como de órgãos públicos;
Fazer propaganda na internet, atribuindo indevidamente sua autoria a outra pessoa, candidato, partido ou coligação;
Usar dispositivos ou programas como robôs, conhecidos por distorcer a repercussão de conteúdo;
Usar recurso de impulsionamento somente com a finalidade de promoção ou benefício dos próprios candidatos ou suas agremiações e para denegrir a imagem de outros candidatos;
Fazer propaganda eleitoral em sites oficiais ou hospedados por órgãos da administração pública (da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios);
Agredir e atacar a honra de candidatos na internet e nas redes sociais, bem como divulgar fatos sabidamente inverídicos sobre adversários;
Ao fazer divulgação do financiamento coletivo (crowdfunding ou vaquinha virtual) para arrecadação de recursos de campanha, os candidatos estão proibidos de pedir votos;
Veicular propaganda no rádio ou na TV paga e fora do horário gratuito, bem como usar a propaganda para promover marca ou produto;
Degradar ou ridicularizar candidatos, usar montagens, trucagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais no rádio e na TV;
Fazer propaganda de guerra, violência, subversão do regime, com preconceitos de raça ou classe, que instigue a desobediência à lei ou que desrespeite símbolos nacionais;
Usar símbolos, frases ou imagens associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou estatal;
Inutilizar, alterar ou perturbar qualquer forma de propaganda devidamente realizada ou impedir propaganda devidamente realizada por outro candidato.
O que pode o eleitor
Participar livremente da campanha eleitoral, respeitando as regras sobre propaganda nas ruas e na internet aplicadas aos candidatos;
Apoiar candidato com gastos de até R$ 1.064,10, com emissão de comprovante da despesa em nome do eleitor (bens e serviços entregues caracterizam doação, limitada a 10% da renda no ano anterior);
Fazer doações acima de R$ 1.064,10 apenas mediante transferência eletrônica (TED) da conta bancária do doador direto para a conta bancária do candidato beneficiado;
Fazer doações para candidatos por meio de sites habilitados pela Justiça Eleitoral para realizar financiamento coletivo (crowdfunding ou vaquinha virtual);
Ceder uso de bens móveis ou imóveis de sua propriedade, com valor estimado de até R$ 40 mil;
Prestar serviços gratuitamente para a campanha;
No dia da votação, é permitida só manifestação individual e silenciosa da preferência pelo partido ou candidato, com uso somente de bandeiras, broches, dísticos e adesivos;
Manifestar pensamento, mas sem anonimato, inclusive na internet.
O que não pode o eleitor
Trocar voto por dinheiro, material de construção, cestas básicas, atendimento médico, cirurgia, emprego ou qualquer outro favor ou bem;
Cobrar pela fixação de propaganda em seus bens móveis ou imóveis;
Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou outra pessoa, dinheiro, dádiva ou qualquer vantagem, para obter ou dar voto, conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita;
Fazer doação para campanha com moedas virtuais;
Se servidor público, trabalhar na campanha eleitoral durante o horário de expediente;
Inutilizar, alterar, impedir ou perturbar meio lícito de propaganda eleitoral;
Degradar ou ridicularizar candidato por qualquer meio, ofendendo sua honra;
Fazer boca de urna no dia da eleição, ou seja, divulgar propaganda de partidos ou candidatos.

Que utilidade têm os vices?

Estamos assistindo um fato que tem chamado a atenção dos cientistas e comentaristas políticos, que é a dificuldade dos pré-candidatos à Presidência da República em escolher seus respectivos candidatos a vice-presidente. Li hoje interessante artigo de Bernardo Mello Franco que comenta sobre o assunto, no qual ele sugere que os cargos de vice sejam extintos em todas as esferas através de emenda constitucional, argumentando que em grandes países do mundo o cargo não existe, e quando o presidente sai do posto em caráter definitivo o preenchimento é procedido por meio de uma eleição. Afinal, vice não recebe voto direto para estar no cargo mais elevado do Brasil, e de maior responsabilidade por influir na vida dos cidadãos. Deve ser somente no Brasil que se o presidente da República for ali no Paraguai para comprar umas muambas o seu vice a faixa presidencial e assume o mandato. Com o crescimento da tecnologia das comunicações, o presidente da República está no cargo em que parte do mundo estiver. Na história recente do país alguns vices participaram da queda do titular para tomar-lhes o posto. Explica-se portanto qual o motivo da dificuldade de escolha do companheiro de chapa dos presidenciáveis, que é não só por causa de divergências programáticas, mas também pelo risco que representam.

28 de julho de 2018

Sistema de saúde não cura, mata

Além de irritante, a repetição de notícias sobre mortes e falta de atendimento adequado em hospitais e postos de saúde são bastante preocupantes, porque tomamos conhecimento de que o principal motivo de tudo é a má gestão aliada à corrupção dos gestores da rede pública de saúde. Diariamente ficamos sabendo que alguém faleceu por causa disso, desde recém nascidos a idosos. Nos locais de atendimento, em todos os dias são vistos pacientes em cadeiras, macas ou sobre colchonetes nos corredores. Medicamentos faltam e são comprados em farmácia próxima. Quando alguma pessoa é entrevistada, vem sempre um desmentido, apesar dos vídeos comprovarem a verdade. O povo não pode ficar inerte. São seres humanos que estão sendo tratados com desleixo pelo órgão que tem a obrigação de assisti-lo e é pago através dos altos impostos que pagam. Chega de tanto descaso!

Para muitos, o recado é para Lula

O general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste, afirmou ontem ui que “a lei tem de ser cumprida, independentemente de quem está sendo atingido por ela. Não podemos transigir com as leis vigentes, buscando atender a interesses pessoais ou até mesmo político-partidários. Todos nós, militares ou civis, estamos sob o jugo do império da lei”, disse ele na solenidade do aniversário do Comando Militar do Sudeste. Ele citou o comandante do Exército em seu discurso: “Nosso comandante, o general Villas Bôas, afirma que não há atalho fora da democracia ou da nossa Constituição. Não temos lado. Quando me perguntam, 'general, qual o seu partido, qual o seu candidato?,' eu digo: meu partido é a Pátria; meu candidato é o Exército brasileiro". A turma da esquerda, embora o nome de Lula não tenha sido citado uma única vez, considera que o objetivo do general é impedir que o líder petista concorra à Presidência da República. Esquecem que ele está inelegível sem interferência de qualquer militar. A Lei da Ficha Limpa é que o impede de participar do pleito. Só isso.

Este ano, a eleição será muito difícil

As eleições de outubro será uma das mais difíceis dos últimos tempos para o eleitor. Há candidatos aos montes, porém a maioria é de baixíssima qualidade política, moral e intelectual. Quase nenhum com compromisso com a honestidade, e muito menos com o interesse público. A maioria promete o que não terá condições de cumprir. Nunca antes na história do Brasil se viu a dificuldade que os presidenciáveis têm para informar qual é o seu companheiro de chapa. Achar um candidato a vice-presidente é algo como achar uma agulha no palheiro. Para deixar os eleitores com mais duvidas vimos na mídia a notícia do acordo para formação do chamado "Centrão", com a matéria ilustrada com fotos de 10 integrantes dos partidos que apoia o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), todos investigados e/ou indiciados em casos de corrupção. Realmente, a tarefa dos eleitores será de grande importância, porque caberá a eles caprichar tentando escolher aqueles que irão participar do futuro governo. O povo brasileiro não suporta mais ser tão mal servido pelos seus representantes.

Este ano, a eleição será muito difícil

As eleições de outubro será uma das mais difíceis dos últimos tempos para o eleitor. Há candidatos aos montes, porém a maioria é de baixíssima qualidade política, moral e intelectual. Quase nenhum com compromisso com a honestidade, e muito menos com o interesse público. A maioria promete o que não terá condições de cumprir. Nunca antes na história do Brasil se viu a dificuldade que os presidenciáveis têm para informar qual é o seu companheiro de chapa. Achar um candidato a vice-presidente é algo como achar uma agulha no palheiro. Para deixar os eleitores com mais duvidas vimos na mídia a notícia do acordo para formação do chamado "Centrão", com a matéria ilustrada com fotos de 10 integrantes dos partidos que apoia o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), todos investigados e/ou indiciados em casos de corrupção. Realmente, a tarefa dos eleitores será de grande importância, porque caberá a eles caprichar tentando escolher aqueles que irão participar do futuro governo. O povo brasileiro não suporta mais ser tão mal servido pelos seus representantes.

27 de julho de 2018

O eleitor sabe o que quer do candidato?

Estamos a pouco mais de três meses das eleições. No dia 7 de outubro cerca de 140 milhões de brasileiros comparecerão às sessões eleitorais para escolher o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais e governadores. A campanha eleitoral já está acontecendo, mas assusta o número de eleitores que dizem não ter ainda escolhido em quem irão votar. Também é elevado o percentual dos que dizem que não têm nenhum interesse em participar do pleito. No entanto, aqueles que votarão sabem o que esperar dos seus candidatos, quais os temas que cobrarão deles? Criação de empregos, melhor sistema de saúde, de segurança, combate à corrupção, fim da violência seriam o que reivindicariam? Mesmo que já tenham alguma coisa a pedir e que seja no interesse da sociedade, o que não pode e entrar na batalha que muitos querem transformar muitos candidatos, uma disputa acirrada entre direita e esquerda. A chance de renovação é pequena, mas o voto consciente e com critério de escolha já será o início de uma mudança no quadro atual de políticos, cujo comportamento tem sido a causa do desinteresse que hoje se verifica.

26 de julho de 2018

Conteúdos de processos são diferentes sim

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que tem cerca de 20 anos de magistratura, ao contestar críticas sobre decisões do STF que estariam privilegiando réus especialmente do mundo político, afirmou: "Processo não tem capa, tem conteúdo". Mas não é o que temos visto. O miolo dos processos só tem sido observado réus de baixo poder aquisitivo ou sem apadrinhamento político. Se na capa houver nomes como José Dirceu, Paulo Maluf, Jacob Batata, Eike Batista, Roger Abdelmassih, Wesley e Joesley Batista e outros do mesmo naipe, o resultado final tem 99,99% de chance de ser solto, ter a pena anulada, arquivamento do processo ou no mínimo passar ao regime de prisão domiciliar. Se a afirmação de Marco Aurélio Mello fosse uma realidade, o grupo citado estaria morando no Complexo da Papuda ou em "residências" semelhantes. Conta outra, ministro.

25 de julho de 2018

A defesa de Lula perde mais uma vez

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou nesta quarta-feira recursos da defesa do ex-presidente Lula (PT) que pediam para que o juiz federal Sergio Moro fosse afastado de dois processos da Operação Lava-Jato em que o petista é réu. Em outros casos julgados, o TRF-4 também entendeu que eventuais manifestações do magistrado em textos jurídicos ou palestras de natureza acadêmica sobre corrupção não levariam ao reconhecimento de sua suspeição para julgar os respectivos procedimentos, A defesa, no entanto, entrou com embargos de declaração, recurso que foi negado hoje. Os advogados alegaram omissão a um artigo do Código de Processo Civil, que estabelece que um juiz deve ser considerado suspeito para julgar um réu quando "interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes". Os petistas continuam insistindo que Moro é suspeito para julgar Lula pelo de ele no passado ter sido filiado ao partido tucano. Diversos magistrados, incluindo-se aí ministros de tribunais superiores também pertenceram a partidos políticos e tiveram atividades políticas.

Sérgio Moro fala sobre a investigação no CNJ

O juiz Sérgio Moro fez comentários sobre a investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra ele, por despachar durante as férias contra decisão de um desembargador em libertar o ex-presidente Lula (PT): "A imprensa vive questionando os juízes que a as férias são muito longas, e quando o juiz trabalha nas férias também criticam. Mas existem precedentes", afirmou. "Há uma apuração no CNJ, no qual já apresentei minha resposta com todas as razões. Podem me acusar de muita coisa, mas sempre agi com transparência", disse ele. Como se recorda, em 8 de julho, um domingo, Sérgio Moro impediu que o desembargador federal Rogério Favreto, plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), colocasse Lula em liberdade. Muitas 'fake news' foram disseminadas acusando o juiz de ter interrompido suas férias em Portugal para se manifestar sobre o caso. Como se sabe, Sérgio Moro não estava em Portugal e até o momento, nenhuma página ou perfil que disseminou esta 'fake news' foi desativado. Os petistas continuam esperneando e insistindo em lançar o nome de um presidiário inelegível à Presidência da República.

O povo faz uso indevido de programas sociais

O Governo Federal conseguiu fazer uma economia de R$ 10 bilhões promovendo rigorosa fiscalização no programa Bolsa Família no qual havia um grande número de empresários, servidores públicos e até parentes de políticos que não poderiam receber o benefício por estarem totalmente fora do perfil dos que têm direito ao mesmo. Também no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a fiscalização encontrou muita gente aposentada por invalidez que nunca sequer estiveram doentes, e outros afastados do trabalho por motivo de doença gozando de boa saúde e, pior ainda, trabalhando em outro local. Como se vê, nem todos podem achar que somente os políticos são corruptos. Uma boa parcela dos brasileiros também é. Um povo corrupto não pode reclamar da corrupção. Os fraudadores já foram banidos. Quem está pensando dar uma de esperto, pode tirar seu cavalo da chuva, porque com certeza a correnteza irá arrastá-lo.

Seguidores de Lula vandalizaram o STF

Todos nós conhecemos o grau de fanatismo de pessoas que idolatram o ex-presidente Lula. Ontem, um grupo de 20 deles resolveu fazer um protesto contra a prisão de seu líder político em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), jogando tinta vermelha na calçada do prédio da Corte. A cor tinta tem tudo a ver com a do partido de Lula, e também com a do partido que serviu de modelo ao PT, ou seja, o PCB. Os "corajosos" vândalos estavam usando máscaras, e após sujar um prédio público saíram correndo para não serem presos. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) condenou o ato de vandalismo, e o STF anunciou adotará medidas para apurar o fato e tomar as medidas que se façam necessárias. Ainda não foi divulgado nenhum pronunciamento de dirigentes do PT ou de assessores de Lula.

24 de julho de 2018

Candidatos não conseguem indicar seus vices

A corrida presidencial está tão diferente, que faltando menos de 15 dias para os partidos encaminhar o pedido de registro de sua chapa à Justiça Eleitoral a maioria deles ainda não definiu qual será o nome que será inserido na urna eletrônica como candidato a substitui-lo nos casos de impedimento ou vacância. E há presidenciáveis que têm mais de um possível integrante da sua chapa. Jair Bolsonaro (PSL), por exemplo, teve algumas de suas escolhas que não aceitaram o convite. A mais cotada hoje é a advogada Janaína Paschoal, do seu partido, mas segundo ele diz, tem 50% de chance de ser a vice dele, porque os discursos de ambos têm sido conflitantes. Entre os outros candidatos a presidente a dificuldade fica por conta dos acordos nos estados por causa das composições para a eleição de governador. O tumulto está tão e evidente, que a candidata Marina Silva (Rede) foi bastante ácida ao criticar a composição do bloco de apoio ao candidato Geraldo Alckmin (PSDB), quando afirmou: "O condomínio de Alckmin é o que era de Dilma em 2014", dando a entender que escolherá um nome de seu partido. Teremos, então, muitas novidades até o dia 5 de agosto.