Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

27 de dezembro de 2013

Com o BBB em queda de audiência, TV Globo faz merchandising às avessas

TV Globo apela e faz merchandising do BBB em novela

Todos nós sabemos que é normal as novelas usarem a técnica da publicidade indireta, o merchandising, para obter receita. Esse procedimento é algo que faz parte do mundo publicitário há bastante tempo. Muitas vezes o merchandising é até incluído do texto. O enredo é alterado para atender aos interesses comerciais da emissora. Até aí, nada a se opor quanto a isso;

Mas a novela "Amor à Vida" inovou. Dá para se notar que a TV Globo está fazendo publicidade de um produto seu que está em baixa, que é o "Big Brother Brasil – BBB". Os índices de audiência da última edição foram bastante baixos e o programa sofreu violentas críticas, principalmente nas redes sociais. Agora, estão aproveitando a popularidade da personagem Valdirene, interpretada pela atriz Tatá Werneck, para levar adiante uma espécie de merchandising às avessas. Como a novela vai até janeiro, querem que até lá o BBB fique em alta. Todos os dias vê-se as mais variadas cenas tipo ‘pastelão’ em torno da participação de Valdirene, envolvendo até o diretor do programa, o conhecido Boninho;

Trata-se, no entanto, de um expediente que já começa a receber críticas, mas a TV Globo tem um problema, pois existe um contrato para mais alguns anos de exibição do programa. Acontece que a baixa audiência e as campanhas nas redes sociais contra o BBB poderão afastar possíveis anunciantes, daí essa apelação. É muita forçação de barra!

22 de dezembro de 2013

Doações de empresas para campanhas gera briga entre Judiciário e Legislativo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, advertiu que o Congresso não tem poder de cassar ato jurisdicional. A declaração é uma resposta à ameaça do presidente da Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves, de anular decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um decreto legislativo, caso os ministros confirmem a tendência de proibir doações financeiras de empresas privadas para campanhas políticas. Marco Aurélio explicou que a decisão do TSE redefinindo o número de deputados, derrubada por decreto legislativo, era um ato administrativo. Ele não crê em crise entre os poderes: “A não ser que vingue a Babel, e aí veremos o estágio democrático em que estamos”. Marco Aurélio chama de “arroubo de retórica” as críticas de Henrique Alves: “O STF cumpre seu dever de guardião da Constituição”. Além de Henrique Alves, Renan Calheiros, presidente do Senado, criticou o STF e também o TSE, reclamando da “usurpação” do papel legislativo do Congresso;

Qual seria o motivo para a reação dos presidentes das duas Casas Legislativas do País? Eles são integrantes da 'base aliada' do Governo no Congresso e o Palácio do Planalto não tem nenhum interesse em que as empresas não possam fazer doações para campanhas políticas, principalmente para a campanha para a presidente Dilma tentar sua reeleição em 2014. Afinal, as maiores doações para a campanha dela em 2010 foram feitas pelas principais empreiteiras de obras federais, especialmente as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O TSE começou a discutir terça-feira passada se proíbe a doação para as campanhas de 2014 de empresas brasileiras que tenham empréstimo com bancos oficiais e que sejam controladas ou controladoras de negócios estrangeiros. A proposta feita pelo ministro Dias Toffoli e para ser aprovada precisa do apoio de pelo menos quatro dos sete ministros que integram o TSE. Se passar, a regra pode ser discutida pelo STF no início do ano que vem. Toffoli e mais um ministro já votaram a favor e mais dois deram a entender que aprovarão a medida;

Entre os líderes governistas no Congresso surgiu uma ameaça que precisa ser rigorosamente fiscalizada. É que alguns deles afirmaram que se a proibição das doações acontecer estará aberto o caminho para a criação de Caixa 2 durante a campanha do ano que vem. Se não se trata de uma tremenda cara-de-pau por parte deles, é mesmo uma perigosa ameaça de desmoralização da Justiça, que não pode ficar inerte diante de mais essa ameaça.

21 de dezembro de 2013

Dilma Rousseff, Renan Calheiros e Zé Dirceu estão sempre apresentando 'novidades'

Talvez seja hora de se comentar o frenético assunto ainda não finalizado: a questão do rebaixamento ou não de clubes no Campeonato Brasileiro, que após sua 38ª e última rodada teve uma 'prorrogação' no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), onde advogados e auditores substituem as principais figuras dos clubes envolvidos, que são (?) os jogadores. No entanto, os políticos não deixam espaço para esse tema, pois sempre têm novidades quase que diárias. A presidente Dilma Rousseff  foi flagrada levando o neto no colo no banco traseiro de um carro na tarde desta sexta-feira em Porto Alegre onde foi participar da inauguração da BR-448, a Rodovia do Parque, aproveitando para passear com familiares após a solenidade. Dilma usou sua conta no Twitter para pedir desculpas, explicando que levava o neto da casa da filha à residência do avô na Zona Sul de Porto Alegre. Ela escreveu: "Estive hoje na casa da minha filha e, de lá, levei meu neto à casa do avô, que fica no mesmo bairro. Meu neto foi abraçado comigo no banco de trás. Foi um erro. A legislação de trânsito é clara: criança tem que andar na cadeirinha. Peço desculpas pelo erro";

É bom lembrar que a resolução nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 28 de maio de 2008, conhecida como "Lei da Cadeirinha", determina que crianças com menos de 10 anos sejam transportadas no banco traseiro de veículos, usando cinto de segurança ou um sistema de retenção. Para crianças com até sete anos e meio, o sistema pode ser um berço para bebês, uma cadeirinha auxiliar ou uma proteção antichoque acoplado ao banco.O descumprimento sujeita o infrator ao artigo 168 do Código Brasileiro de Trânsito. A infração é considerada gravíssima, passível de multa e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada. Parece, no entanto, que nenhum agente de trânsito estava de serviço no trecho em que a presidente Dilma cometeu a infração;

Por sua vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) usou avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em viagem entre Brasília e Recife na última quarta-feira para no dia seguinte, submeter-se a uma cirurgia de implante capilar na capital pernambucana. Na agenda de Renan não constava sua participação em evento oficial em Pernambuco e no registro de voos da FAB a viagem é justificada por motivo de “serviço”. Enquanto isso, a assessoria de imprensa da FAB informava que disponibiliza as aeronaves para autoridades conforme solicitação de serviços sem questionar a razão do compromisso. No registro de voo de Renan constava a previsão de quatro passageiros. Renan passou pelo procedimento cirúrgico durante aproximadamente 7 horas no Hospital Memorial São José, área central de Recife. De acordo com o médico que realizou a cirurgia, foram implantados mais de dez mil fios de cabelos. Segundo o Decreto nº  4.244/ 2002, autoridades como ministros de Estado e o presidente do Senado, podem viajar em aviões da FAB por motivo de segurança e emergência médica; em viagens a serviço; e em deslocamentos para o local de residência permanente. Destaque-se que a residência permanente de Renan fica em Maceió. Sua viagem às custas do Erário não se enquadra nas regras do decreto;

Outro que tem sempre novidade é o ex-ministro José Dirceu, da Casa Civil no governo de Lula e ex-presidente nacional do PT. Ele pediu autorização à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (DF) para trabalhar no escritório do advogado José Gerardo Grossi. O criminalista disse que a banca de advocacia ofereceu salário de R$ 2.100,00 para Dirceu cuidar, entre outras atividades, da biblioteca do escritório. A proposta apresentada a Dirceu inclui ainda "eventual pesquisa de jurisprudência" e "colaboração na parte administrativa". Além de advogado requisitado por políticos influentes de Brasília, Grossi defende o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no processo do chamado 'Mensalão Tucano'. Zé Dirceu trabalharia de 8 às 18 horas, com intervalo para almoço entre 12 e 14 horas, alternadamente com outros funcionários. O escritório fica no Setor Bancário Sul, no centro da capital federal. O pedido da defesa apresentado na Vara de Execuções requer prioridade para o processo de Dirceu, inclusive nos estudos técnicos do setor psicossocial do tribunal, que precisa dar aval para o juiz autorizar o trabalho. Esta é a segunda solicitação de Dirceu para trabalhar fora do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde que o STF ordenou sua prisão. Zé Dirceu desistiu recentemente de outra proposta de trabalho, no hotel Saint Peter, na capital federal, no qual ganharia salário de R$ 20 mil ou seja, uma redução de 'apenas' 90% de salário;

Com tantas novidades, não sobra espaço e tempo para trazer o futebol para ser comentado por aqui. Nossos políticos, principalmente os ligados ao Governo, não nos deixam esquecê-los por algum momento. Estão sempre na crista da onde de assuntos ligados a 'malfeitos' ou falcatruas.

17 de dezembro de 2013

Mais uma do Sistema de Saúde 'reformulado' de Dilma Rousseff

Esse assunto não pode deixar de ser comentado. O que se vê em relação à saúde pública é um absurdo. Em relação à assistência médica na rede privada privada, aquilo que é de direito dos associados dos planos de saúde, que pagam mensalidades caras e muitas vezes recebam negativas de consultas, exames e demais procedimentos médicos, também acontecem verdadeiros absurdos, que chegam às raias do desrespeito. Em razão disso, transcrevo artigo da jornalista Ruth de Aquino publicado na edição desta semana da revista 'Época', abordando este mesmo tema:

O corredor da morte nos hospitais

Faltam roupas, remédios, leitos. Faltam médicos, anestesistas, enfermeiros.
Falta vergonha

"Aqui, olha, deixam a gente na musiquinha”, disse a recepcionista do Hospital Barra d’Or, no Rio de Janeiro, apontando para o telefone em viva voz. Ela tentava, sem sucesso, autorização do Bradesco Saúde para Hélio Araújo ser atendido na emergência. Hélio tem 91 anos e é meu pai. Sofreu uma queda em casa, e um armário caiu por cima dele.  Esperava na cadeira de rodas, a mão enfaixada, pingando sangue no lobby do hospital. Não sabíamos se havia fratura da mão ou um dano no crânio. Meus pais pagam R$ 2.440 por mês ao plano de saúde. A mesma seguradora desde 1978.

“Não autorizaram emergência, só internação. Também não autorizaram tomografia cerebral. Estou tentando o raio-X”, disse a recepcionista. “Então pago tudo particular, depois abro um processo”, disse eu. Só assim ele foi atendido, “no particular”, após horas de incerteza. Ficamos no hospital das 20 horas às 4 horas da manhã. Na saída, surpresa: não foi preciso pagar nada. Mas a recepcionista teve de insistir horas, houve discussão e estresse. É o caso de um paciente de elite, que enfrenta os maus-tratos comuns dos planos.

O buraco é bem mais embaixo na saúde pública do Brasil. Sinto náuseas ao ver multidões de pacientes, de crianças a idosos, dormindo em filas diante dos hospitais, com senhas só para “agendar a consulta”, e não para atendimento. As senhas acabam. As pessoas choram. Estão vulneráveis, doentes, frágeis, sentem-se humilhadas, escorraçadas. Gosto de cachorros, mas acho que a sociedade tem se escandalizado mais com o tratamento dispensado a cães do que a seres humanos.

O estado deprimente e indigno de nossa Saúde é o maior atestado de que a ideologia política de um governo não garante o respeito aos direitos básicos escritos na Constituição brasileira. Temos uma década de governo “de esquerda” – já que o PT se considera um partido do povo. O que existe diante dos hospitais é a fila da vergonha. Nossas emergências e nossos postos de saúde estão em colapso.

No Rio, há 12.500 pacientes à espera de cirurgia em hospitais federais. Alguns esperam há sete anos. Os dados são da semana passada, levantados pela Defensoria Pública da União. Os defensores decidiram processar o Ministério da Saúde. Querem um cronograma oficial de cirurgias no prazo máximo de dois meses. Exigem que o ministério pague uma indenização coletiva aos pacientes, de R$ 1,2 bilhão.

Os doentes morrem na fila da cirurgia. Cirurgias vasculares, cardíacas, neurológicas, ortopédicas, urológicas, oftalmológicas e torácicas. Os médicos se descabelam por falta de tudo. Sem parafusos e placas, idosos não podem ser operados num dos maiores hospitais do Rio. Uns pedem material emprestado a outros. De nada adianta. A precariedade é o artigo mais em alta nos hospitais federais, estaduais e municipais. O jogo de empurra entre as esferas de governo é conhecido. União, Estados e municípios se mostram incompetentes e venais na oferta de serviço de Saúde. Levam pacientes à histeria, pelo sentimento continuado de impotência.

O programa Globo repórter da última sexta-feira 13, chamado “Emergência médica”, equivale a um filme de terror. Só que é tudo verdade. Durante 40 dias, primeiro com câmeras escondidas, depois oficialmente, uma equipe de repórteres e cinegrafistas voltou aos mesmos hospitais e postos de saúde da família denunciados há quase três anos pela TV Globo, para ver o que mudara. Nada. Em Belém ou no entorno de Brasília, não importa, a calamidade na Saúde rima com crueldade.

Pacientes dividem a mesma maca, quando não estão no chão. Um médico de macacão atende pacientes coletivamente, como se estivéssemos em guerra. Em março de 2011, em Belém, uma menina, Ruth, morreu na frente da câmera dos jornalistas. Tinha vindo de uma ilha, com uma leishmaniose que virou pneumonia. Não resistiu à falta de estrutura dos hospitais. Médicos diziam que nada poderiam fazer, não havia material nem esperança. Os jornalistas voltaram agora à casa da família de Ruth. Os parentes nunca receberam indenização. Ninguém é culpado jamais.

Faltam roupas para operar no centro cirúrgico. Faltam leitos. Faltam médicos, anestesistas, enfermeiros. Falta salário. Faltam remédios. Falta vergonha.

Minha empregada, Lindinalva Souza, estimulada pelas campanhas do governo de prevenção de câncer nos seios, foi à Clínica da Família em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, pedir uma mamografia. Faz quatro meses. “Quando tiver uma vaga, a gente te chama”, disse a agente de saúde. “Por enquanto, só estamos atendendo diabéticos, hipertensos e grávidas.” Que resposta é essa?

E, assim, brasileiros e brasileiras anônimos somem para sempre no corredor da morte, ignorados pelos governos, que gastam nossos impostos com sei lá o quê.

16 de dezembro de 2013

É isso mesmo, Dilma? O Governo reformulou o Sistema de Saúde no Brasil? Como?

É esse o sistema de Saúde 'reformulado' da presidente Dilma?

Durante vários dias da última semana, a propaganda do PT na rede de TV e rádio mostrava a presidente Dilma declarando: "O governo do PT conseguiu reformular o Sistema de Saúde no Brasil". Em primeiro lugar, Dilma peca ao falar em governo do PT. Isso não existe porque ela não faz parte do governo de um partido, ela é presidente do Brasil, legitimamente eleita. Ela é filiada ao PT. Só isso. Mas qual é essa reformulação de que ela fala? Só se foi para pior. No dia 11 passado foi divulgado na mídia que nos hospitais federais ─ estes hospitais são de responsabilidade do 'governo do PT' ─ há uma fila de espera com 12 mil e 500 pessoas necessitando de cirurgias, algumas com sete anos de espera, nas áreas cardíaca, vascular, neurológica, torácica e oftalmológica;

Nessas reportagens aparecem fotos de enfermos sendo atendidos nos corredores dos hospitais do Andaraí e de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e também em Cabo Frio. No último domingo, o programa "Fantástico", da TV Globo, mostrou médicos atendendo pacientes em pouco mais de 1 minuto, quase que sem olhar para as pessoas. Aparece também uma comparação com reportagem anterior, fica evidenciado que nada foi feito desde aquele tempo Ao lado desse quadro 'reformulado' da Saúde Pública, há também casos de milionários desvios de verbas destinadas ao setor, também nos estados e municípios. Junte-se a esse quadro da 'reformulação' decantada por Dilma Rousseff o sucateamento dos hospitais com a falta de leitos e de materiais necessários à realização de cirurgias;

Ainda na área de Saúde, é mais do que conhecida a verdadeira via crucis daqueles que dependem do famigerado SUS, onde as pessoas passam a noite em filas para conseguir uma senha com a qual entrará numa outra fila para marcar uma consulta ou exame, sabe-se lá para quando. O que se espera é que a presidente Dilma explique que 'reformulação é essa. Seria ela o que lhe dá os elevados índices de popularidade apurado pelo Ibope, instituto de pesquisa que tem contrato com o Governo Federal, contrato esse com o rótulo de "Secreto"? Não dá para acreditar. Quem não depende do sistema oficial  e pode recorrer aos planos de saúde também não passa por bons momentos, pois estes criam as mais variadas dificuldades para proporcionar atendimento aos seus associados nas horas em que mais eles necessitam. Positivamente, a saúde dos brasileiros está a cada dia na UTI.

13 de dezembro de 2013

De olho nas eleições, Governo pode dispensar airbags nos automóveis. Isso mesmo!

Há coisas que acontecem no Brasil que causam revolta nas pessoas de bom senso. Por incrível que possa parecer, há setores do Governo Federal discutindo a adiamento da exigência de que todos os veículos fabricados em 2014 tenham freios ABS e airbags. A exigência partiu da constatação de que os acidentes de trânsito matam mais de 50 mil pessoas por ano, bem como deixam cerca de 400 mil com sequelas. O adiamento é considerado como um retrocesso nas medidas que visam a segurança dos motoristas. Mas o incrível fica por conta da principal razão que leva autoridades subordinadas à presidente Dilma a pleitearem o adiamento da exigência daqueles dispositivos nos carros brasileiros, que é a preocupação com a inflação e por causa da pressão das montadoras e de sindicatos, isso num ano eleitoral. É isso mesmo! A preocupação é com algum tipo de problema que possa influir negativamente na campanha pela reeleição da presidente. Quanto à segurança dos motoristas, "isso são outros quinhentos". O que interessa é a manutenção do poder;

Parece haver algumas divergências entre as autoridades, uma vez que há quem defenda a obrigatoriedade dos freios ABS e dos airbags porque, em compensação, as emergências do SUS gatariam muito menos com atendimento de acidentados. O lado humano da questão também não foi considerado. Olhou-se para a economia nas verbas de Saúde, que já são bem curtas, pois estão sendo sempre contingenciadas, sem se levar em conta os constantes desvios delas, conforme denúncias que surgem todas as semanas. A sede de poder ─ Lula recentemente disse que a reeleição de Dilma faz parte de um projeto do PT de 22 anos no poder ─ leva a esse tipo de absurdo. Nada justifica esse adiamento;

Sabe-se, por exemplo, que nenhum fabricante de automóveis consegue fora do Brasil colocar no mercado um automóvel que não tenha airbags. Aqui, recebem inúmeros benefícios do Governo e mesmo quando não pedem este procura proporcionar-lhes alguns, principalmente se lhe forem eleitoralmente favoráveis ou, como nesse caso, passível de prejudicar a eleição de alguém. Essa sede de poder necessita ser menor, mas o povo de um modo geral não toma conhecimento desse tipo de medida absurda, pois é sufocado pela propaganda oficial, onde o Brasil aparece com aparência de qualidade de vida superior à de países do primeiro mundo. A nós só resta chamar a atenção, mesmo daqueles que não têm automóveis e, ao contrário, são beneficiários do Bolsa Família, alertando a todos que num acidente de automóvel sem dispositivo de segurança poe ser vítima um parente ou amigo seu.

10 de dezembro de 2013

Fatos políticos não faltam, mas fim da violência no futebol é assunto prioritário

Esse tipo de 'torcedor' tem que acabar

Não resta dúvidas sobre a sorte que o Governo tem quando está na mídia qualquer notícia que possa lhe causar embaraços. Agora mesmo, no auge das polêmicas sobre a prisão de mensaleiros, denúncia de elaboração de dossiês contra adversários políticos e até uma outra sobre o papel de "X-9" que teria sido exercido por Lula em tempos de regime militar, além de outros de ordem econômica com perspectiva de descontrole da inflação em pleno ano eleitoral, eis que surgem dois fatos que pela magnitude deles servem para dividir espaço na mídia: o falecimento de Nelson Mandela e as cenas de autêntica barbárie mostrada na televisão no jogo entre o Atlético Paranaense e o Vasco da Gama. No caso de Mandela, surge mais um palanque para Dilma, que viaja par a África do Sul com uma alegre comitiva de ex-presidentes da República (José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique e Lula) com o anúncio de que a presidente será uma das personalidades que discursará numa evento que reunirá centenas de pessoas do mundo político, artístico e desportivo. E quanto à briga de torcedores, Dilma também teve como dar o seu 'pitaco';

Deixando de lado os embargos infringentes, as prisões em regime semiaberto ou domiciliar, laudos médicos válidos ou não e até mesmo a tentativa de desmoralização do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Joaquim Barbosa por parte do PT, não há como não se tecer considerações sobre a violência nas arquibancadas dos estádios brasileiros quando estamos a cerca de seis meses da abertura da Copa do Mundo Fifa 2014. Temos que começar por condenar inicialmente do árbitro, que não deveria sequer ter dado início ao jogo sem o devido policiamento na arquibancada, exatamente na parte que serviria de separação entre as torcidas dos dois clubes que jogariam a seguir. Além de Atlético e Vasco, mais dois clubes tinham interesse no resultado do jogo. Então, as duas torcidas poderiam reagir de modo violento contra seus próprios jogadores, em caso de derrota de um ou de outro. O árbitro também estaria em risco, pois o resultado desfavorável a uma das equipes provocado por um erro dele, real ou de interpretação, seria também motivo para reação violenta de uma das torcidas, ou até mesmo das duas ao mesmo tempo;

A direção do Atlético deveria ter alertado à polícia que aqueles torcedores já havia se confrontado nas imediações do hotel os os jogadores estavam hospedados, depois, na entrada do estádio com outros confrontos. O que veio a seguir era mais do que esperado. Então, tinha que ter havido medidas que evitassem o que aconteceu e foi mostrado para todo o mundo, dois dias após o sorteio das chaves que comporão os oito grupos da fase inicial da Copa 2014. Já está passando da hora de se estabelecer uma legislação bastante dura contra esse vândalos que vão aos jogos apenas para brigar. Eles não são torcedores, mas muitos deles são tratados pelos dirigentes dos clubes que dizem torcer, que lhes garantem ingressos e até subsidiam passagens para viajar pelo Brasil acompanhando os clubes. Alguns desses baderneiros são contratados como seguranças (?) desses clubes, existindo casos em que também servem como seguranças (?) desses dirigentes;

Quando há conflitos como o de domingo, algo esperado pela 'qualidade' das torcidas do clube paranaense, que já estava jogando em Joinville (SC) porque estava punido outros eventos semelhantes de sua 'fervorosa' torcida, o certo seria a prisão em flagrante e sumariamente punido o torcedores flagrado, ficando proibido de assistir a jogos de seu clube, apresentando-se obrigatoriamente numa delegacia horas antes de cada jogo, de lá saindo somente duas horas depois; em caso de ausência, ele seria buscado em casa e teria aumentado o período de sua pena. Hoje até existe algo no Estatuto do Torcedor, mas desde outro está parado numa gaveta do Governo um projeto de decreto regulamentando esta regra. Agora, quando vidas correram risco, pode ser que alguma coisa acontece para repressão a esse tipo de comportamento nas arquibancada. É o que se espera. É melhor que se faça algo com urgência, antes que tenhamos mortes em cada rodada de um campeonato.

5 de dezembro de 2013

'Mensalão do PT': bravata de Falcão, renúncia de Costa Neto e desistência de Dirceu

Rui Falcão
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, continua soltando suas bravatas. Ela anunciou que o 5º Congresso do PT, na semana que vem, servirá para um desagravo aos principais figurões petistas condenados no julgamento do ‘Mensalão do PT, principalmente José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, e José Genoíno, também ex-presidente do partido. Falcão falará sobre supostas injustiças cometidas através das prisões dos dois, além de contestar o julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), bem como atacará o que chama de abusos cometidos pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Tudo isso vai acontecer sem a presença tanto da presidente Dilma Rousseff como também de Lula;

José Dirceu
O PT está mesmo em polvorosa. Hoje, o advogado José Luís de Oliveira Lima, que defende José Dirceu, informou por meio de nota divulgada que ele desistiu do trabalho no Hotel Saint Peter, em Brasília, onde ganharia salário de R$ 20 mil. O advogado informou que a desistência se deve ao "clima de linchamento midiático instalado contra José Dirceu e contra a empresa que lhe ofereceu trabalho". O pedido de desistência será feito formalmente à Vara de Execuções Penais nesta sexta-feira. Certamente isso acontece porque nesta terça-feira o Jornal Nacional localizou no Panamá o  homem que seria o presidente da empresa que administra o hotel. De acordo com reportagem, a companhia controladora do Saint Peter é presidida por um panamenho que mora em uma área pobre da Cidade do Panamá e trabalha como auxiliar de escritório em uma empresa de advocacia;

Costa Neto
Seguindo a mesma linha de José Genoíno, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) também decidiu renunciar ao mandato hoje, segundo carta lida no plenário da Câmara pelo vice-líder do governo e ex-líder do partido, Luciano Castro (RR). Condenado no processo do ‘Mensalão do PT’, ele teve o mandado de prisão expedido pelo Supremo e pode se entregar a qualquer momento à Polícia Federal. O STF rejeitou os embargos infringentes apresentados pela defesa de Costa Neto e decretou o trânsito em julgado do processo. Com isso, ele não tem mais possibilidade de recursos;
  
A Polícia Federal (PF) informou que recebeu nesta quinta-feira mandados de prisão expedidos pelo STF para mais três condenados no julgamento do ‘Mensalão do PT’: os ex-deputados Pedro Corrêa (PP) e Bispo Rodrigues (do extinto PL, atual PR) e o ex-vice-presidente do Banco Rural Vinícius Samarane. A assessoria da PF informou que, inicialmente, agentes entrariam em contato com os advogados dos condenados para saber se eles têm interesse em se entregar. Do contrário, iriam realizar as prisões. Costa Neto deverá se apresentar à PF nesta sexta-feira e Pedro Corrêa e Samarane já se entregaram; 

O que se vê então, é que toda a onda feita por Rui Falcão parece que não está causando nenhum efeito prático, como muita gente do próprio PT querendo ver esse assunto saindo o mais rápido possível da mídia, pois seu prolongamento certamente acabará contaminando a campanha eleitoral da presidente Dilma, que busca a reeleição em 2014. Ela hora está sozinha em campanha, mas com certeza esses fatos serão inevitavelmente trazidos para os palanques oposicionistas. Como o povo tem memória curta, se os mensaleiros ficarem esquecidos as coisas ficam menos difíceis para Dilma.

3 de dezembro de 2013

José Genoíno não para de armar jogadas. Agora é a vez da renúncia ao mandato

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), informou hoje que o deputado federal licenciado José Genoíno apresentou pedido de renúncia ao cargo. O documento será lido em plenário na tarde desta terça. De acordo com Henrique Alves, a renúncia será publicada amanhã com a convocação do suplente para assumir a vaga em definitivo. Ele ainda informou: "Antes da aferição dos votos, o deputado André Vargas apresentou um documento de Genoíno de renúncia ao mandato. Então, o processo de cassação nem chegará à Comissão de Constituição e Justiça". Como se recorda, José Genoíno foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa (4 anos e 8 meses) e formação de quadrilha (2 anos e 3 meses). Ele começou a cumprir a pena somente por corrupção ativa. Com relação à condenação por formação de quadrilha, entrou com recurso (embargo infringente) que será julgado no que vem. Coube ao vice-presidente da Câmara, André Vargas, levar à reunião carta de Genoíno com o pedido de renúncia;

De nada valeu, portanto, a ameaça do líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), ao afirmar nesta segunda-feira que reagiria ao "carrasco" que quisesse cassar o mandato de seu irmão. A Mesa Diretora da Câmara iria decidir hoje se abriria processo contra o parlamentar, preso em novembro e  licenciado temporariamente da Casa por motivo de saúde. Para quem já esqueceu, José Guimarães é aquele cujo assessor flo flagrado carregando dólares na cueca no auge da crise do ‘Mensalão do PT’, quando até Lula foi à imprensa pedir desculpas ao País pelo seus companheiros haviam feito. Em sua ameaça, o irmão de Genoíno disparou: "Eu aprendi uma coisa com a minha mãe: aqui se faz aqui se paga. Se aparecer algum carrasco aqui na Câmara querendo cassar o Genoíno precipitadamente, provavelmente esta Câmara não perdoará". Ele não respondeu aos jornalistas que tipo de reação poderia haver, mas enfatizou: "Se aparecer alguém querendo cassar o Genoíno sem base legal e regimental, precipitadamente, essa Câmara reagirá";

Paralelamente, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviara parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira opinando pela concessão de prisão domiciliar por mais 90 dias para José Genoíno. Ao fim do prazo, segundo o procurador, a situação de saúde dele deverá ser reavaliada. A decisão quanto a esse parecer caberá ao presidente do STF, Joaquim Barbosa. A renúncia de José Genoíno resolve em parte um problema dele. É que poderá continuar a pleitear prisão domiciliar e até o regime semiaberto para trabalhar. Isso seria impossível caso fosse aposentado por invalidez permanente. Não deixou de ser algo surpreendente nem pode ser desprezada a hipótese de haver alguma outra coisa por trás dessa atitude de Genoíno. Vamos esperar para saber.