Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

19 de setembro de 2017

Atenção, desempregados! Sua vida poderá mudar

Ainda há quem faça críticas ao Brasil por não dar oportunidade para que o povo tome conhecimento de tudo que diga respeito à vida das pessoas e que dê oportunidade para saber em qual profissão deva trabalhar. Duas grandes personalidades farão palestras sobre o assunto por aqui nos próximos dias: o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, estará em São Paulo, participando do evento "Mudar o mundo? Sim, você pode". No Rio de Janeiro, para as comemorações dos 30 anos do Movimento Brasileiro de Prostitutas, a palestra será de Pye Jakobsson, presidente do Grupal Network oficial Sex Work Projects, que defende a legalização da profissão de prostituta, inclusive com acesso a direitos trabalhistas. Num país com mais de 12 milhões de desempregados, não faltarão opções de trabalho.Parte superior do formulário

18 de setembro de 2017

Quem festeja a posse de Raquel Dodge na PGR sentirá saudades de Janot

Políticos indiciados pelo agora ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot – dentre eles o presidente Michel Temer e alguns de seus ministros, senadores e deputados –, soltaram foguetes comemorando a posse da nova dirigente da Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Dodge, adversária de Janot no âmbito daquele órgão. Eles acham que ela vai estancar a Operação Lava-Jato e que os crimes que cometeram vão ser jogados para debaixo do tapete. Rodrigo Janot está deixando para Raquel Dodge nada menos que 178 inquéritos instaurados para investigar políticos acobertados pelo foro privilegiado, além de 159 acordos de delação premiada referente à Lava-Jato, que foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua nova equipe trabalho estão procuradores que não são nada condescendentes com a corrupção, além de estar preparando uma nova estrutura da PGR visando exclusivamente a Operação. Será criada uma nova secretaria, a de Função Penal Originária do STF, que terá como titular sua xará Raquel Branquinho, que teve relevante atuação na apuração das falcatruas do “Mensalão do PT” que levou para o xadrez figuras de destaque do partido como José Dirceu. O grupo da Lava-Jato será coordenado por dois procuradores, Alexandre Espinosa e José Alfredo de Paula, experientes em outras operações, como os Mensalões do PT e o do PSDB mineiro e a Zelotes. Raquel Dodge, afirmou no seu discurso de posse manhã desta segunda-feira que o povo brasileiro "não tolera a corrupção" e que o país "passa por um momento de depuração". Muitos políticos corruptos estão enganados sobre Raquel Dodge e certamente em pouco tempo vão sentir saudades de Rodrigo Janot.

General da ativa fala em intervenção militar

Está rolando na Internet a declaração de um general da ativa que parece ser uma ameaça de intervenção militar se não houver uma imediata ação para estancar os malfeitos dos políticos não só no que se refere a desvio de dinheiro público, mas também à falta de ações das autoridades no que diz respeito à segurança das pessoas. Nas palavras do general, as Forças Armadas também querem que o Governo cumpra com suas obrigações de devolver ao povo os benefícios a que tem direito através dos elevados impostos que paga, considerados como sendo dos mais altos do mundo. Muita gente critica quem apoia a declaração do general, argumentando que acabariam as liberdades democráticas de hoje, comparando a possível intervenção com a ditadura militar implantada em 1964. Os que mais criticam são exatamente aqueles que ainda cometem atos que levaram os militares à prática de uma condenável repressão que culminou com a morte de muita gente. A intervenção a que se refere o militar deve ser aquela prevista na Constituição Federal, com prazo determinado, para "arrumar a casa" e convocar eleições em seguida. Se é para ser assim, não demore a agir, general, porque o povo não suporta mais viver numa terra sem lei e dirigida por políticos que só pensam e agem nos seus próprios interesses.

15 de setembro de 2017

Só faltou Lula afirmar que sequer conhece Antônio Palocci

Foi impressionante a forma cínica como o ex-presidente Lula respondeu ao juiz Sérgio Moro em seu depoimento ao comandante da Operação Lava-Jato, terça-feira passada em Curitiba, com arrogância e frieza, desmentindo todas as acusações que eram feitas para uma definição de mais um processo dos muitos que o líder petista responde. O magistrado focou o interrogatório nas revelações do ex-ministro de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, principalmente porque o “Italiano” desde antes da eleição de Lula para o seu primeiro mandato era o petista mais próximo dele, ou seja, havia mais de 30 anos. Com todo este histórico de afinidade e pela confiança que Lula sempre depositou em Palocci, soou como cinismo o petista sempre afirmar que seu companheiro estava mentindo quando revelava falcatruas praticadas pelo petista. Havia uma expectativa de que Lula chegaria ao ponto de dizer a Sérgio Moro que nunca viu Antônio Palocci e que sequer sabe de quem se trata. Em certos pontos do depoimento, Lula responsabilizou sua falecida esposa Marisa Letícia, quase sugerindo irem a um centro espírito para “ouvir” a ex-primeira dama. Ao que tudo indica, Lula parecia não entender que ele estava sendo julgado, mas aproveitou a ocasião para julgar todos os que o condenavam. Pudemos concluir que nunca antes da História deste país um presidente esteve tão cercado de ministros e apadrinhados corruptos e ladrões e as atividades deles fossem do desconhecimento do chefe, que coincidentemente era ele. Somente recebeu apoio “desinteressado” da CUT, de uma parcela do PT, além do “Exército Vermelho de Stédile”. Quanto aos cidadãos de bem que são maioria do Brasil, estes aguardam uma decisão imediata da Justiça, e já que não é dono de nenhum imóvel residencial, como declara, promovendo sua mudança para uma cela de alguma penitenciária.

14 de setembro de 2017

À frente do TSE, Gilmar Mendes poderia ter evitado tanta crise

É totalmente certo que muitos dos graves problemas que hoje tumultuam a vida política do Brasil poderiam ter sido evitados. E o midiático ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderia ter impedido que atingissem o ponto em que hoje se encontram. Gilmar Mendes exerceu o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 29 de junho e 20 de fevereiro de 2006, e desde 13 de ferreiro de 2014 até hoje ele está à frente da Corte maior da Justiça Eleitoral. Se o TSE tivesse sido mais eficiente, é praticamente certo que tantas falcatruas não teriam sido praticadas em campanhas eleitorais como as que estão sendo reveladas, cujos problemas obrigam a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigar, denunciar e julgar políticos e empresários. Em razão disso, antes de atacar e criticar de modo até grosseiro seus integrantes, a Justiça Eleitoral sob o comando de Gilmar Mendes deveria cuidar melhor de sua parte. O próprio ministro do STF, Edson Fachin, escapou, com Gilmar Mendes dizendo que seu colega corria o risco de ver seu nome e o da própria Corte “conspurcados”. Não satisfeito, chamou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de desequilibrado e que o acordo de delação com a J&S foi “um desastre” e que seu mandato à frente da PGR foi uma “gestão de bêbado”. Para piorar, ele sai com sua “metralhadora giratória” atirando em quem não for favorável às suas ideias. Dá para se imaginar que se Gilmar Mendes fosse o relator da Operação Lava-Jato nada teria acontecido e todos os já condenados estariam soltos, e quem por acaso já tivesse condenado desde o “Mensalão do PT” e cuidaria de soltá-los. Depois do “Fora, Lula!”, “Fora, Dilma!”, Fora, Temer!”, já passou a hora do “Fora, Gilmar!”.

12 de setembro de 2017

Joesley e Saud estão presos. Que Gilmar não mande soltá-los

Algumas dúvidas necessitam de esclarecimentos em relação à prisão dos dois denunciados da empresa J&S pela Operação Lava-Jato. Qual foi o motivo a Polícia Federal (PF) levou tanto tempo para chegar às residências dos dois? É claro que eles tiveram tempo de sobra para esconder e destruir as provas que bem quiseram. As prisões de Joesley Batista e Ricardo Saud foram definidas na sexta-feira, adiadas para domingo e acabaram acontecendo na segunda-feira, quando os policiais chegaram às residências deles como se fora de surpresa. De outro lado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, deixou muita gente com uma pulga atrás da orelha ao determinar à PF que os dois fossem conduzidos sem algemas, direito que não é garantido a quem rouba um pacote de biscoito num supermercado para alimentar um filho desnutrido que está com fome. Outro “grilo” ficou por conta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, flagrado tomando uma “geladinha” em local possivelmente público, porém num animado bate-papo com um advogado de defesa de Joesley Batista. Vamos admitir que Rodrigo Janot não tenha cometido nenhuma ilegalidade nestes fatos e que ele tenha sido traído em sua boa fé pelo hoje ex-procurador federal Marcello Miller, que andou “servindo a Deus e ao Diabo” no caso da J&B. Torçamos para que tudo seja esclarecido e os dois mais recentes inquilinos do xadrez seja julgados e condenados, mesmo com o risco de o ministro do STF Gilmar Mendes mandar soltá-los, como está sendo seu costume ultimamente. Por tudo que está sendo revelado, alguém já sugeriu que Joesley Batista mude seu nome para “Joesley Safadão”.

As greves no Brasil mudaram de foco

Há algum tempo, as greves organizadas pelos sindicatos tinham por principal objetivo reivindicar aumento de salário, obtenção de novos direitos e algumas novas mordomias. Foi numa dessas, em pleno regime militar, que surgiu a figura do metalúrgico Lula, culminando com a criação do Partido dos Trabalhadores (PT). A partir daí, cresceu no Brasil o movimento sindical, hoje com milhares deles criados em número até certo ponto exagerado. Acabamos de tomar conhecimento de um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (DIEESE) informando que em 2016 os sindicatos promoveram 2.093 greves no Brasil. Diferentemente do que ocorria no passado, 56% delas foram para reclamar sobre atraso de pagamento de salário, e não para reivindicar novos direitos. E para a manutenção de direitos, foram 81% as greves do ano passado. Tudo isso é reflexo da crise econômica provocada - que ironia! - pelos desastrosos governos de Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT. Em vista disso, causa espanto que exista trabalhadores que queiram a volta de gente do PT à Presidência da República, sob o risco de tudo continuar como está ou até mesmo piorar. E não estamos aqui tratando dos casos de corrupção nos quais Lula, Dilma e aliados estão envolvidos e sendo investigados e até condenados. Isso é caso de muita alienação ou fanatismo. Ainda há tempo para essa gente acordar e não deixar ninguém ser reeleito em 2018 nem voltar ao poder.

11 de setembro de 2017

Lula prova que é mesmo uma 'Metamorfose ambulante'

Há alguns anos, o ex-presidente Lula foi questionado por causa de uma mudança radical de posição declarando-se como uma “metamorfose ambulante”. Neste final de semana, ele voltou a confirmar aquela sua qualidade. Após o assassinato em janeiro de 2002 do então prefeito Celso Daniel, de Santo André (SP), que seria o coordenador do programa econômico do seu mandato, Lula indicou Antônio Palocci (um dos fundadores do PT) para a missão, e ainda o nomeou ministro da Fazenda. Pouco tempo depois de assumir o primeiro mandato, Lula teve de exonerar por causa do rumoroso escândalo envolvendo a caseiro Francenildo. Recentemente, quando em abril deste ano surgiram especulações de que seu antigo homem de confiança faria uma delação premiada que o deixaria em má situação, Lula foi enfático: “Palocci é meu amigo e companheiro há mais de 30 anos. Ele é um político dos mais inteligentes do país”. Neste final de semana Lula voltou a provar que é mesmo uma metamorfose. Com a delação premiada de Antônio Palocci comprovando que o ex-presidente é o comandante-em-chefe da maior organização criminosa do Brasil, especializada em assaltar os cofres públicos, Lula afirmou: “Palocci não tem compromisso com a verdade”.

Quer queiram ou não, a Reforma Política depende da Justiça

Diante de tantos escândalos diários, a maioria do povo está concluindo que uma verdadeira Reforma Política começa fim do voto obrigatório, do horário político no rádio e na TV à custa da liberação de impostos dos veículos de comunicação reduzindo a arrecadação numa fase de déficits nas contas públicas, e, mais ainda, a existência de tantos partidos políticos que não representam nenhuma ideologia nem programa, a maioria deles com seus representantes envolvidos em processos de corrupção e desvios de dinheiro público, agremiações estas que não passam de escolas de crime organizado. A Justiça Eleitoral e o Ministério Público (MP) deveriam de imediato solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o impedimento da participação dos mesmos nas eleições de 2018 e até mesmo a extinção deles, que seria uma forma de promover uma limpeza na política nacional, punindo-os por terem se utilizado das eleições para a prática de crimes. Uma quantidade enorme de siglas serve para nomear verdadeiras quadrilhas para assaltar o país, como o PT de Lula, o PMDB de Michel Temer & Cia. e o PSDB de Aécio Neves. Pelas contas da Procuradoria-Geral da República (PGR), só da Petrobras o PT desviou R$ 1 bilhão e 400mil, e o PMDB, R$ 864 milhões da estatal. Outro item que deve ser revisto imediatamente é o famigerado Fundo Partidário, porque não se justifica que dinheiro público seja utilizado para bancar campanhas eleitorais. Quem quiser alcançar cargo eletivo que assuma seus gastos e prove que tem votos para isso. Ainda há solução para estancar a atividades desta autêntica Orcrim (Organização Criminal) que ataca o Tesouro Nacional. É o que o povo espera.

8 de setembro de 2017

O povo quer saber sobre milhões de reais e acusações ao Judiciário

Pode ser que o procurador-geral da República Rodrigo Janot tenha mesmo se precipitado quando concedeu privilégios ao empresário Joesley Batista, que tem o desplante de se auto intitular professor de bandidagem. Mas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, famoso por soltar bandidos a toda hora, não é a pessoa adequada para repreender Joesley Batista. Se Rodrigo Janot errou, é preferível ficar com ele, porque sua gestão à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi digna de elogios, em especial pelo combate à corrupção através da Operação Lava-Jato. Diante de tudo que foi revelado pelo presidente da PBS, meus faltando poucos dias para a nova presidente da PGR Raquel Dodge assumir o cargo, esperamos que Janot ainda tenha tempo para reformar o acordo de delação premiada já feito, incluindo aí o pedido de prisão do bandido corrupto. Que se apure e se revele o quanto antes a origem de tanto dinheiro com impressões digitais da Geddel nas cédulas, malas e embalagens contendo mais de R$ 5l milhões. Devem ter muitas origens;

De outro lado, as confissões do ex-ministro da Fazenda do ex-presidente Lula e ministro-chefe da Casa Civil da ex-presidente Dilma Rousseff, Antônio Palocci, fundador PT e um dos principais assessores do presidente Michel Temer, nas quais se levantam dúvidas quanto à possível participação de ministros do STF em falcatruas, fez bem a presidente da Corte, ministra Cármem Lúcia, em exigir a imediata apuração dos fatos pela PGR, no que foi acompanhada por outros ministros. Então, que sejam rápidos, porque o povo ainda tem esperança de o Poder Judiciário continuar sendo o grande escudo dos cidadãos atualmente tão ofendido em seus direitos, apesar da presença de Gilmar Mendes, que deve ser impedido o quanto antes dos processos que envolvam compadres seus e de seus parentes.

6 de setembro de 2017

Geddel Vieira Lima guardava em casa ‘apenas’ R$ 52 milhões

De uns tempos para cá, o Brasil está sempre proporcionando aos seus cidadãos constantes novidades, muitas vezes em espaço de poucas horas, principalmente nos assuntos de corrupção e falcatruas de políticos, e até mesmo de integrantes do Poder Judiciário. Do jeito que as coisas estão, os cidadãos comuns, por exemplo, vão ficar com medo de usar mochilas no seu dia a dia e de portar malas para viajar. O que se achou de dinheiro nos dois tipos de bagagem tão em moda traz medo de tanto ser abordado pela Polícia ou até mesmo de ser assaltado, principalmente se um ou outro estiver muito volumoso. Ontem mesmo num apartamento de um bairro nobre em Salvador, imóvel da família de Geddel Vieira de Lima, ex-ministro do presidente Michel Temer (Secretaria de Governo), que cumpre prisão domiciliar em Salvador, a Polícia Federal (PF) apreendeu malas e caixas de papelão com cerca de R$ 52 milhões em dinheiro vivo (cédulas de 100 e 50 reais), que pelo volume teve de ser transportado em duas caminhonetes da PF até uma agência bancária para ser contado em máquinas eletrônicas. A ação fez parte da Operação Tesouro Perdido, cumprindo mandado de busca e apreensão determinado pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. O apartamento no Bairro da Graça, na capital baiana, cedido a Geddel para guardar pertences de seu falecido pai, onde foi encontrada a “bufunfa”. Os milhões de reais apreendidos em Salvador representam a de maior volume de todos os tempos ligada a malfeitos de políticos. Até então, a maior era a que foi feita pela PF em abril de 2002, de poucos mais de R$ 1 milhão, que eram destinados à campanha de Roseana Sarney, que liderava pesquisas para a eleição para a Presidência da República, mas que se viu obrigada a abrir mão da candidatura por causa da repercussão negativa causada pelo escândalo. Vai aqui um conselho final: não saiam às ruas com malas e mochilas, porque é perigoso.

5 de setembro de 2017

Joaquim Barbosa candidato? Bom pra nós, ruim pra ele

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) aposentado e ex-presidente daquela Corte, Joaquim Barbosa, é, sem dúvida, uma das reservas morais que ainda existem no Brasil, e que tem dado mostras de estar admitindo concorrer à Presidência da República em 2018. Exatamente por causa de suas qualidades é que ele deve pensar muito antes de dar sua palavra final. É que ele, por conta do seu perfil ético, além do rigor nas atitudes que toma, passará a ser um integrante da falsa democracia brasileira, uma vez que, para governar, terá de conviver com a pior safra de políticos dos últimos tempos, com ou sem mandato, que são de origem contaminada pelo fisiologismo e, pior ainda, pela corrupção. Joaquim Barbosa seria a pessoa ideal para o país, porém, como sempre é a última imagem que fica, muita gente certamente esquecerá de sua atuação no julgamento do "Mensalão do PT" no qual figuras históricas do partido de Lula foram para atrás das grades. Pense bem, Joaquim Barbosa!

1 de setembro de 2017

Moralismo de resultados

Com o titulo acima, o jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical, teatrólogo e letrista Nelson Motta publica artigo na edição de hoje de “O Globo” que acho por bem transcrever alguns trechos e comentá-los. Ele começa afirmando: “Não são os coxinhas ou mortadelas, comunistas ou neoliberais, progressistas ou conservadores, não é o Gilmar ou a Lava-Jato. O inimigo público número um é a corrupção institucionalizada: viramos uma cleptocracia. O TCU comprovou que cerca de 10% dos benefícios da Previdência são fraudados, um prejuízo de R$ 56 bilhões, que faz grande diferença no déficit avassalador que gera a maior parte da dívida da União”. Infelizmente, Nelson Motta mostra um retrato atual do Brasil. Para ele, não é só na Previdência, a sensação é que em qualquer ministério, autarquia ou agência em que for feita uma auditoria rigorosa e uma investigação policial profunda surgirão desvios assombrosos. Parece que o mensalão, o “Petrolão do PT”, a Operação Lava-Jato, o Dnit, a Eletrobras, o BNDES, o Carf, os fundos de pensão das estatais, as incontáveis operações da Polícia Federal (PF) “são apenas as pontas do iceberg da corrupção institucionalizada que congela o desenvolvimento e a justiça social. Se tornou um modo de vida, uma cultura nefasta que inviabiliza o progresso da sociedade”;

Ele entende que a atual obsessão com o combate à corrupção é o clamor da sociedade por uma ação judiciário-policial-econômica para proteger o dinheiro do contribuinte e dar mais recursos ao Estado, é o dinheiro mesmo que interessa, e que não é uma caça às bruxas, é um pragmatismo suprapartidário, por premente necessidade. É o dinheiro que falta para financiar o desenvolvimento econômico e a justiça social. Nelson Motta indaga: “Por que no Brasil são tão disputados os postos de fiscal de qualquer coisa? Por que os políticos trocam votos para fazer nomeações? Por que tantos funcionários concursados aderiram a partidos políticos para facilitar promoções? Por que tantas categorias que servem ao Estado aumentam os seus salários, se dão vantagens, e nós pagamos a conta?” Por fim, ele declara que diante da evidência e dimensão dos rombos no patrimônio público, a questão moral é quase secundária, embora seja a causa de todos os prejuízos: a justiça é lenta, e o fundamental agora é recuperar o dinheiro e impedir que mais seja roubado. “É o moralismo de resultados”, finaliza.

31 de agosto de 2017

É sério: Decisões políticas para o país dependem de um Fufuquinha

Está em moda mostrar nas redes sociais alguma coisa inédita e praticamente impossível de ser feita por alguma pessoa por meios convencionais contendo a legenda “O brasileiro precisa ser mais bem analisado pela Nasa”. Estamos assistindo hoje algo desse tipo. O Brasil não é mesmo para qualquer um entender. É o caso do presidente da República viajar durante dez dias para o outro lado do mundo, mais precisamente a China, e ainda levar em sua companhia nada menos que um grupo de parlamentares de sua base de apoio no Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que estão em plena tramitação projetos de reformas, principalmente a Política, que tem prazo até o próximo dia 7 para produzir efeitos nas eleições do ano que vem. Como Michel Temer era o vice-presidente de Dilma Rousseff, seu substituto imediato é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que desfalca a Mesa Diretora da Casa, pois foi substituído um deputado chamado de Fufuquinha, de apenas 28 anos e em seu primeiro mandato, que é filho do antigo político Francisco Dantas Ribeiro Filho ele foi deputado estadual do PMDB do Maranhão – conhecido no meio político como Fufuca Dantas, e atual prefeito de Alto Alegre do Pindaré, naquele estado. No currículo de Fufuquinha, conhecido também como “Menudo do Maranhão”, consta que como aluno do 6º ano de Medicina em São Luis, disputou e foi eleito para o primeiro mandato de deputado estadual, pelo PSDB. Assumiu como o deputado estadual mais novo do país com 21 anos. Num momento em que o Brasil está com crises saindo pelo ladrão (sem duplo sentido), não é um bom momento para que decisões de tamanha envergadura estejam sob o comando de um Fufuquinha.

29 de agosto de 2017

Para Moro, condenado rico em casa e o pobre na prisão é uma farsa

Pelo que temos assistido nos últimos dias, está claramente configurado que há uma grande diferença entre pobres e ricos quando o assunto é decisão da Justiça. Quando um pobre é condenado, ele vai cumprir sua pena, esteja certa ou não a decisão, uma vez que ele não tem a quem recorrer. Cai por terra o dispositivo constitucional que quase todos os cidadãos sabem de cor: “Todos são iguais perante a Lei”. Entretanto, quando o réu e rico e é condenado mesmo de forma correta, há advogados que cobram muito bem por seus honorários que conhecem as brechas das leis e em pouco tempo seu cliente na pior das hipóteses sai do xadrez e vai cumprir sua pena em prisão domiciliar ou em regime semiaberto. Quando o assunto envolve dinheiro, aí é que os advogados deitam e rolam. Recentemente o juiz Sérgio Moro afirmou: “O processo funciona quando o inocente vai para casa e o culpado vai para a prisão. Se isso não ocorre, é uma farsa”. Para o comandante da Operação Lava-Jato, basta que se diminuam as brechas do sistema e os recursos que têm por objetivo protelar aq tramitação dos processos que muitas vezes alcançam a prescrição dos crimes cometidos. Infelizmente, quem possui o poder de tomar tais decisões tem interesses diretos e não tomarão qualquer iniciativa neste sentido. E ainda aparece em cena o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fazendo de tudo para que o Supremo derrube sua própria decisão estabelecendo a prisão de condenados após confirmação em segunda instância, daí a série de liminares determinando a soltura de criminosos condenados, mas que têm com ele algum tipo de ligação. Já passou a hora de a presidente do STF, ministra Cármem Lúcia, ou determinar o afastamento de Gilmar Mendes dos processos com os quais tenha ligações com os réus, conforme solicitou a procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ou levar o assunto para uma decisão imediata do plenário da Corte. O povo exige uma decisão rápida, deixando bem claro do “Soltador-geral da República” que chegou o momento de que não pode continuar desmoralizando a Justiça da qual ele deveria ser um dos primeiros a respeitar e preservar.

25 de agosto de 2017

O Ministro Luís Barroso demonstra que nem tudo está perdido no STF

“O modelo político atual incentiva o pior nas pessoas”. Esta declaração é do ministro Luís Fernando Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) feita em entrevista a um jornal diário do Rio de Janeiro na qual defende uma ampla reforma do sistema político do país, para ele a única saída para atrair “os bons” para a atividade politica, que surjam novas lideranças. Para o ministro, se o Congresso Nacional alguns itens que estão sendo discutidos, como a proibição de coligações, já terá acontecido um bom avanço. Para ele, as características principais da atividade dos nossos políticos tão logo tomam posse, é começar a campanha em busca da reeleição quatro anos depois. Um dos motivos para esse alheamento dos cidadãos está na simples observação do que ocorre atualmente. O presidente Michel Temer foi denunciado criminalmente por corrupção passiva, um ex-presidente (Lula) foi condenado criminalmente, e outro ex-chefe do Executivo Federal (Fernando Collor) teve a denúncia recebida pelo STF. Para uma decepção ainda maior dos eleitores, a colaboração premiada da empresa Oldebrecht envolveu nada menos que 20 partidos e mais de 1.500 políticos;

As últimas decisões e declarações do ministro do STF, Gilmar Mendes, também foram abordadas por Luís Roberto Barroso, principalmente no que se refere às rusgas com o procurador Geral da República Rodrigo Janot. Ele acha que o ministro, como qualquer pessoa, tem todo o direito de opinar. No entanto, está ocorrendo no Brasil uma mudança junto à opinião pública quanto à prática de corrupção, e para isso em muito contribuiu e ainda contribui a atuação do Ministério Público Federal (MPF), em como considerável parcela da Magistratura. No caso de Rodrigo Janot, o ministro Barroso afirmou que ele faz parte de uma tradição dos procuradores da República de integridade, de dedicação à causa pública e de enfrentamento à uma elite que em grande parte se deixou corromper. E destacou: “Ele não participa de pactos de compadrio que sempre caracterizou a classe dominante brasileira, movida pela crença de que os ricos não podem ser punidos”.

24 de agosto de 2017

Há uma grande diferença entre Gilmar Mendes e Rodrigo Janot

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está exercendo com total eficiência seu cargo de “Advogado-Geral da Corrupção”, comportando-se como um grande aliado dos advogados regiamente pagos por clientes especiais envolvidos em falcatruas praticadas principalmente com desvios de dinheiro público sob a forma de propinas. É só entrarem com um pedido de liminar que Gilmar Mendes prontamente concede um habeas corpus tirando do xadrez ilustre corrupto. Em compensação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, demonstra ser contrário à corrupção, ao lado de procuradores federais e da Polícia Federal (PF), felizmente. Enquanto o ministro quer ver a corrupção sendo vitoriosa, juízes, promotores e procuradores de Justiça estarão ao lado do povo na luta de combate à corrupção. Quando há alguns dias o juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lava-Jato, declarou que o ex-ministro Antônio Palocci estava blefando que ameaçou fazer novas delações incluindo nelas nomes de peso em todas as esferas do Poder Público, ele certamente sabia que o antigo ministro da Fazenda dos governos do PT sabia que era melhor aguardar sua liberdade através de mais uma decisão de Gilmar Mendes. Deixamos aqui nosso total repúdio às decisões de Gilmar Mendes e, ao contrário, de total apoio a Rodrigo Janot.

23 de agosto de 2017

Cármem Lúcia precisa levar Gilmar Mendes a julgamento pelo STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes continua de posse do chaveiro do xadrez onde estão presos ligados ao sistema de transporte coletivo no Rio de Janeiro. Ele concedeu, ontem, habeas corpus a mais três pessoas ligadas ao esquema e presas pela Operação Ponto Final. O ministro estendeu o habeas corpus e decretou medidas alternativas à prisão ao ex-presidente do Departamento Estadual de Transporte Rodoviário (Detro) Rogério Onofre, sua mulher Dayse Debora e David Augusto Sampaio, policial civil aposentado, apontado como dono da Trans-Expert. No total, nove investigados daquela operação já foram beneficiados por habeas corpus de Gilmar. Os investigados terão que comparecer em juízo para informar e justificar atividades e estão proibidos de manter contato e de deixar o país, além de entregar o passaporte. Eles também devem cumprir recolhimento domiciliar noturno e estão suspensos de exercer atividades em sociedades e associações ligadas ao transporte coletivo de passageiros. Na última sexta-feira, Gilmar Mendes mandou soltar o empresário Jacob Barata Filho, revogando a ordem de prisão que havia sido expedida na quinta-feira pelo juiz federal Marcelo Bretas justamente após Gilmar Mendes ter concedido habeas corpus ao empresário;
Também na sexta-feira, procuradores da Operação Lava-Jato pediram o impedimento de Gilmar Mendes no caso do Jacob Barata, citando entre outros fatos que sua mulher participa de escritório que advoga para a família Barata, e que ele foi padrinho de casamento da filha do empresário. Gilmar Mendes já se manifestou descartando qualquer possibilidade de se declarar impedido: "Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz?”. Seja como for, a lei que deveria prevalecer para um magistrado de nossa maior Corte deveria ser a “Lei do Bom Senso”. Como se sabe, Jacob Barata Filho é suspeito de envolvimento em um esquema que envolve empresas de ônibus do Rio de Janeiro e o ex-governador Sérgio Cabral, no qual teriam pagado aproximadamente R$ 500 milhões em propinas. Jacob Barata Filho havia sido preso no aeroporto, quando embarcava para Portugal apenas com passagem de ida. Esta passa a ser uma boa oportunidade para a ministra Cármem Lúcia, presidente do STF, confirmar suas recentes declarações – a mais contundente foi quando um dos implicados na Operação Lava-Jato quis impedir que o Supremo levasse suas ações adiante e ela afirmou: “Cala-boca já morreu” – e colocar em julgamento o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo o impedimento de Gilmar Mendes no caso do Jacob Barata. Se nada for feito pelo Supremo, pode ser que desta vez o povo saia às ruas de modo nada pacífico.

22 de agosto de 2017

‘Reforma Política’: O povo não quer financiar campanhas eleitorais

“Revolta vermos políticos eleitos pelo nosso voto legislando em causa própria. Agora, querem financiar suas campanhas com nosso dinheiro. Sou a favor, desse que devolvam, após eleitos, o que gastaremos. Quando concorremos a cursos superiores e a empregos, nós nos preparamos e pegamos até, se for o caso, empréstimos para custear os estudos, e depois pagamos a dívida. Que os políticos façam o mesmo. Que peguem dinheiro emprestado em bancos ou com parentes, e depois da campanha paguem a dívida”. Este é o teor da carta do cidadão Mario Paulo Tiengo Goldstein, de São Pedro da Aldeia (RJ), publicada hoje na seção de cartas de um jornal diário do Rio de Janeiro. É realmente inconcebível que a Câmara dos Deputados esteja tão interessada em votar a Reforma Política, porém visando prioritariamente estabelecer o financiamento público para as eleições. E, pior ainda, todas as agremiações partidárias receberiam cotas da Fundo Partidário, dezenas delas sem nenhuma representação no Congresso Nacional, algumas sendo autênticos feudos familiares que se dividem na direção de minúsculos partidos, usufruindo o dinheiro público sabe-se lá de que forma. Se existe algo no Brasil que anda com prestígio em baixa não há dúvida que é a atividade política. Logo, que o povo– que é quem paga impostos que formam o dinheiro que financiaria as campanhas – menos quer financiar são as campanhas eleitorais. De nada adiantará os atuais partidos mudar de nome (PMDB para MDB, PTN para Podemos, ou PTdoB para Avante), porque para os eleitores será como mudar as moscas, mas o lixo continuar sendo o mesmo.

21 de agosto de 2017

Gilmar Mendes não se cansa de fazer e falar coisas fora do normal

Ao que tudo indica o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não se cansa de fazer ou falar coisas fora de sentido logico. Basta vermos o caso de Otacílio de Almeida Monteiro, um dos quatro suspeitos de pagamento de propinas no esquema da Federação das Empresas de Transportes no Rio de Janeiro (Fetranspor), libertado sábado passado por Gilmar Mendes no pacote de habeas corpus dado na véspera a Jacob Barata Filho. É que foram apreendidos em sua casa, quando a Polícia Federal (PF) o prendeu, no âmbito da Operação Ponto Final, R$ 2 milhões e 274 mil em espécie. O dinheiro estava acondicionado, segundo a PF, em uma mala preta grande, numa mala preta pequena, numa mochila azul e numa bolsa preta. Também foram apreendidos US$ 5 mil e 400 e € 7 mil, guardados numa bolsa preta;
O ministro do Gilmar Mendes declarou, durante evento na manhã de hoje, que a Corte tem as "mãos queimadas" por causa de intervenções. Mendes também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao final do evento, o magistrado chegou a ser vaiado por uma parte da plateia que é apoiadora da Operação Lava-Jato. O evento, organizado pelo jornal “Estado de São Paulo”, em parceria com outras entidades como o movimento Vem pra Rua, teve outras ocorrências. Um homem foi detido ao tentar jogar tomates podres no ministro. Não disfarçando uma indireta alusão à Operação Lava-Jato, que ele faz questão de demonstrar se contrário a ela, Gilmar Mendes afirmou: "Eu acho que aprendemos e temos hoje no Supremo as mãos devidamente queimadas com as nossas intervenções. Vamos assumir. Nós não fomos felizes na maioria das nossas intervenções envolvendo o sistema político-eleitoral". Como se recorda, neste final de semana, Gilmar Mendes foi duramente criticado após conceder dois habeas corpus ao empresário Jacob Filho e ao ex-presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira.

19 de agosto de 2017

Gilmar Mendes não sai do foco. Agora ele é novo ‘Soltador Mor’

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes resolveu definitivamente ficar em evidência e para isso ele bate de frente com alguém fazendo declarações ou tomando decisões que causam perplexidade pelo inusitado de cada uma delas. A mais recente “traquinagem” do ministro resultou na soltura do empresário Jacob Barata Filho e do ex-presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) Lélis Teixeira, que deixaram o presídio de Benfica na manhã de hoje. Os dois são réus na Operação Ponto Final, que investiga o pagamento de propina por parte de gestores de ônibus a políticos. A soltura foi ordenada por Gilmar Mendes, que determinou aos dois réus o recolhimento domiciliar, a retenção de passaporte e a proibição de contato com outros investigados na ação. O juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato no Rio, havia expedido novos mandados de prisão após o ministro do STF ordenar a soltura em uma primeira decisão, na quinta-feira. Mesmo soltos para responder ao processo da Ponto Final, havia determinação de prisão preventiva de Barata Filho por evasão de divisas e, no caso do ex-presidente da Fetranspor, por conta da última operação, em que o ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem foi chamado à Polícia Federal (PF) para dar explicações. Assim, Bretas mandou expedir os mandados de prisão, o que não havia sido feito por ambos estarem na cadeia. No dia seguinte, o ministro do STF estendeu a sua decisão também para esses casos e os réus puderam seguir à prisão domiciliar neste sábado;

O que se apresenta de modo bastante evidente é que o ministro Gilmar Mendes está se especializando em soltar personalidades notórias que estejam respondendo a processos principalmente de corrupção com desvio de dinheiro público. Além das duas solturas de Barata e Lélis, ele deu voto de desempate na soltura do ex-ministro José Dirceu. Para demonstrar que isenção não é uma das atitudes preferidas pelo ministro, a advogada Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, sua esposa, que já ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles a Secretária-Geral da Presidência do Supremo, optando por altíssimos salários do escritório do advogado Sergio Bermudes, que fez a defesa de Zé Dirceu. Gilmar Mendes também mandou soltar o empresário Eike Batista, que havia sido preso na Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava-Jato. Ele também concedeu decisão liminar para soltar o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso José Riva, conhecido como maior ficha-suja do país. Por fim, o fato mais grave que está sendo amplamente divulgado pela mídia: Gilmar Mendes e sua esposa foram padrinhos de casamento de Beatriz Barata, filha do chamado “Rei do ônibus” do Rio, com Chiquinho Feitosa, filho de Chico Feitosa, conhecido com “Rei do ônibus” de Fortaleza. Seria somente coincidência?

16 de agosto de 2017

Não aceitaremos pagar despesas de campanhas

Faltam leitos em hospitais, escolas, merenda escolar, remédios no SUS, não há dinheiro para segurança, para desenvolvimento e infraestrutura, para pesquisas, alegam que a Previdência está quebrada, mas, para manter as regalias dos políticos há recursos? Querem aprovar R$ 3 bilhões e 500 mil para financiar partidos, quando já têm R$ 1 bilhão e 600 mil garantidos, é um descalabro. Diga NÃO ao Fundo Partidário.

15 de agosto de 2017

Por qual motivo Gilmar Mendes tem tanta raiva de Rodrigo Janot?

Se há algo que está deixando muita gente intrigada é a guerra do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot, que encerra seu mandato no dia 27 do mês que vem. Também ficou um tanto turva a visita fora de agenda da sucessora de Janot (a já nomeada com estranha antecedência Raquel Dodge) à residência oficial do presidente Michel Temer, o Palácio Jaburu, às 22 horas, horário nada adequado para encontro de duas autoridades. A desculpa de Raquel Dodge não convence ninguém de que o motivo era tratar do horário de sua posse de modo que o presidente Temer pudesse estar presente, visto que no dia seguinte ele estará na abertura da Assembleia Geral da ONU, na qual tradicionalmente o discurso da solenidade e feito pelo chefe do Executivo do Brasil. Primeiramente, a nomeação da nova titular da Procuradoria-Geral da República (PGR) poderia ocorrer no dia 17 de setembro e publicada no Diário Oficial da União até numa edição extra como tem sido rotina no atual governo. Há uma coisa que está sendo ventilada que aumenta a suspeita sobre a futura titular da PGR, que era uma visita posterior ao falastrão Gilmar Mendes, que com base no vazamento da sua visita noturna ela se apressou em desmarcar. Por fim, será que a do magistrado não seria medo de alguma coisa que Rodrigo Janot venha a revelar não seja lhe agradável? E tudo acontecendo no mesmo momento em que Michel Temer resolve também atacar o procurador-geral. Quem sabe? Virão novas emoções por aí?

14 de agosto de 2017

Operações militares no RJ fracassam por causa de vazamentos

Ainda permanece na memória dos cariocas a sensação de segurança sentida com a chegada das tropas federais determinada pelo presidente Michel Temer sob a alegação de colaboração do Governo Federal para o combate à criminalidade cujos índices estavam em níveis insuportáveis. A medida foi anunciada com estardalhaço em dias próximos à votação e rejeição do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que opinava favoravelmente pela aceitação do pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de investigação do chefe do Executivo Federal, acusado da prática de crime de corrupção passiva. A história todos nós já sabemos, e dessa vez Michel Temer ficou livre. Quanto à megaoperação das Forças Armadas, redundou até agora num tremendo fracasso. O ministro da Defesa Raul Jungmann anunciou com grande cobertura da mídia os números alcançados. Tudo aconteceu há cerca de dez dias. Sabe-se que a principal causa do insucesso é o vazamento de informações sobre as operações, cujo primeiro objetivo é a apreensão de armas – no Rio de Janeiro existem cerca de 15 mil fuzis em mãos de bandidos, um autêntico exército –, mas os traficantes sabendo com antecedência onde será a operação cuidam de esconder o arsenal e também de se esconder dos policiais. O trabalho integrado com militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PMERJ) e Polícia Civil está mesmo destinado ao fracasso a partir do histórico das corporações fluminenses, ainda impregnadas da presença da famigerada banda podre, ou seja, policiais corruptos ligados à bandidagem que sob a desculpa de má remuneração (o que infelizmente é verdade) se deixam corromper para reforçar seu sustento e de suas famílias. Depois da devastação feita no Estado do Rio de Janeiro pelo ex-governador Sérgio Cabral e por seu sucessor Luiz Fernando Pezão. Pelo visto, o trabalho dos militares ainda vai levar um bom tempo para produzir resultados positivos. Enquanto isso, os fluminenses e os cariocas em particular ainda terão muito que sofrer.

11 de agosto de 2017

Pezão toma uma atitude insana ou pensa que é um ser especial

A notícia de que o governador Pezão lançou licitação de até R$ 2 milhões e 518 mil para contratar uma empresa de táxi aéreo que forneça ao Governo do Estado um jatinho com "um serviço de excelência ao Chefe do Poder Executivo" repercutiu duramente entre políticos, servidores e representantes da sociedade. A contratação causou revolta por causa do momento que o RJ atravessa, numa séria crise, onde servidores estão com salários atrasados, hospitais em colapso, comércio fechando as portas e universidades em ruínas. É totalmente absurda essa iniciativa que contraria o que ele mesmo tem declarado, quando fala de cortes e projetos para enxugar os gastos. Ele está sempre em Brasília com o pires na mão – para buscar recursos com o presidente Michel Temer, mas viajar em voo de carreira seria muito mais em conta - e com essa atitude, o governador perece desconhecer totalmente a realidade. É quase inacreditável que tenha tomado essa iniciativa sob a alegação de que sua agenda precisa deste serviço especialíssimo de transporte, cujo edital de licitação apresenta alguns exageros em face do tempo de voo até a Capital Federal.. Isto é um acinte uma falta de respeito. Pezão mostra que ele tem medo de ser hostilizado nos aeroportos, porque o embarque e desembarque de jatinhos fretados são feitos longe dos demais passageiros. É um absurdo, mas a iniciativa de Pezão é a cara do governo do PMDB no Estado do Rio de Janeiro, que não está falido por causa de uma catástrofe natural, mas porque Sérgio Cabral e ele faliram. Enquanto tem servidores sem receber, o governador quer gastar dinheiro em táxi aéreo, da mesma forma que dava isenções bilionárias de impostos a empresas amigas. Não deve ser coincidência o fato de Pezão tomar essa atitude no mesmo momento em que anuncia que vai soltar hoje um “vale” de R$ 1.200,00 para todos os funcionários com salários atrasados como parte dos de maio, e ainda marcando para os próximos dias a liquidação dos vencimentos atrasados de junho e julho, além do restante maio. 

10 de agosto de 2017

O que é melhor para o Brasil? ‘Distritão’, distrital ou distrital misto?

As opiniões são as mais variadas, mas o certo é que por causa dos últimos episódios o sistema eleitoral tem de ser alterado. A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Reforma Política aprovou na madrugada de hoje um destaque que modificou o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 77/03, aprovado na noite de ontem, e alterou o sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado “Distritão”, sistema pelo qual serão eleitos os candidatos mais votados para o Legislativo (deputados federais e estaduais e vereadores), sem levar em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado atualmente. O texto apresentado originalmente mantinha o sistema eleitoral atual para 2018 e 2020 e estabelecia que o sistema de voto distrital misto, que combina voto majoritário e em lista preordenada, que deve ser regulamentado pelo Congresso em 2019 e, se regulamentado, passa a valer para as eleições de 2022. A mudança foi aprovada por 17 votos a 15. O “Distritão” deverá ser um modelo de transição para o distrital misto, que valeria a partir de 2022, mantendo a necessidade de regulamentação pelo Congresso;

Alguns deputados consideram a mudança de modelo na votação para o Legislativo essencial, alegando que o modelo atual está esgotado. Outros consideram o “Distritão“ como sendo um modelo elitista, no qual prepondera a presença individual. E teve quem argumentasse que nada impede que a transição seja o modelo proporcional. Há também uma proposta para o fim do suplente de senador. Quem vai assumir a cadeira no caso de licença, morte, renúncia ou cassação do senador será o candidato a deputado federal inscrito como primeiro da lista preordenada do mesmo partido e da mesma circunscrição do titular. Os senadores eleitos em 2018 terão como suplentes os candidatos a deputado federal mais votados no mesmo partido. Há também a proposta de uma mudança da data da posse do presidente da República e dos governadores, que hoje são empossados no dia 1º de janeiro. A posse do presidente seria no dia 7 de janeiro, e a dos governadores, no dia 6. Finalmente, outra mudança apresentada é para que havendo necessidade do segundo turno o mesmo seja realizado no terceiro domingo após o primeiro.

9 de agosto de 2017

Por que não te calas, Gilmar Mendes? Está falando demais

Até quando vamos aturar a presença do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na mídia fazendo declarações estapafúrdias com a mais recente atacando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegando ao ponto de dizer que ele é despreparado para o exercício do cargo. "Quanto a Janot, eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância", disse o ministro falastrão, esquecendo que Janot chegou ao cargo de procurador federal após aprovação em concurso, e por dois mandatos à presidência da Procuradoria-Geral da República (PGR) por escolha de seus colegas procuradores, que também foram submetidos e aprovados em concurso de reconhecida dificuldade. Gilmar Mendes também esquece que chegou ao STF indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, e depois de submetido a uma sabatina no Senado Federal feita por uma maioria de senadores totalmente neófitos em Direito. Além de falar demais, o ministro tem se especializado em soltar criminosos, com José Dirceu, condenado na “Mensalão do PT”; Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão pela prática de 52 estupros; e Eike Batista, todo encrencado na Operação Lava-Jato. E agora, Gilmar Mendes não tendo quem soltar resolve “soltar o verbo” em Rodrigo Janot, além de fazer estranhas reuniões políticas com o presidente Michel Temer tratando de assuntos sobre os quais deveria manter total neutralidade. Espera-se que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronuncie sobre os ataques recebidos por um dos mais importantes causídicos do país.

8 de agosto de 2017

Será que no Brasil somos mesmo todos ‘iguais perante a lei’?

Há um artigo da Constituição Federal que quase todos os cidadãos sabem seu início de cor: “Art. 5º – Todos são iguais perante a lei...”. No entanto, existem pessoas que são mais “iguais” que outras. E tudo fica muito mais evidente em episódios como o da recente vitória – se é que houve mesmo vitória dele – do presidente Michel Temer quando o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela Casa Legislativa rejeitando o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o chefe do Executivo Federal fosse investigado sob a acusação de cometer crime de corrupção passiva. A nossa Carta Magna estabelece uma série de ritos para que o principal mandatário do país seja levado ao banco de réus, por mais evidências que existam contra ele, bem como para agentes públicos que disponham do privilégio de foro. A demora é tanta que quase sempre ocorre a prescrição do crime que tenham cometido Já para o cidadão comum que esteja na mesma situação de Michel Temer os ritos são bem menos complexos e ocorrem com maior rapidez;

Nossa Constituição Federal, que completará 29 anos no dia 22 de setembro, tem 250 artigos e mais 114 nas Disposições Transitórias e já sofreu 96 emendas. Comparando-a com a Constituição dos Estados Unidos da América, há algumas diferenças. No próximo dos 17 de setembro, a Lei maior americana completará 230 anos de promulgação, mantendo até hoje em vigor seus únicos sete artigos – é isso mesmo, somente sete dispositivos vigorando há mais de 200 anos! – só recebeu 27 emendas, enquanto a nossa é uma verdadeira colcha de retalhos. Para tornar a Carta Magna do Brasil mais complicada, durante sua discussão e votação ela estava caminhando para adoção do Parlamentarismo, mas na sua redação final o revisor geral, o então deputado Nelson Jobim (PMDB-RS) teria alterado por conta própria a redação, na qual ficou a figura da Medida Provisória (MP), típica do Parlamentarismo, que dá poderes ao presidente da República de exercer o poder de legislar, algo com grande número de pessoas contrárias, que propõem uma vasta revisão da Constituição Federal.

7 de agosto de 2017

O povo não sai às ruas, mas quer um Brasil melhor

Tem sido bastante comentada a inércia do povo em relação aos desmandos dos políticos e à ausência de manifestações nas ruas exigindo o fim da corrupção institucionalizada no Brasil. Mesmo assim, algumas coisas o povo quer que aconteça para melhorar o país: fim das benesses de senadores e deputados (verba de gabinete, auxílio-moradia, cargos de confiança etc.); extinção dos cargos de suplentes; votar em pessoas e não em partidos. Por fim, impedir que parlamentares envolvidos em falcatruas possam se candidatar enquanto seus casos tenham solução definitiva. Parece que não é tão difícil assim de se atender a tais propostas. O problema é saber quem as atenderia. Mas, sonhar não custa nada.

4 de agosto de 2017

Michel Temer ajuda a manchar a imagem do Brasil no mundo inteiro

A diferença apertada de votos – 263 a 227 votos (apenas 36 votos) – na Câmara dos Deputados, rejeitando autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente Michel Temer acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de haver cometido crime de corrupção passiva, com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, presidente da JBS, demonstra que o presidente da República terá a árdua tarefa de negociar principalmente com o chamado “baixo clero” para manter uma base aliada que aprove das reformas de que ele faz tanta questão (da Previdência e Trabalhista). Além da bilionária liberação de verbas e de emendas parlamentares feitas até no próprio dia da votação, Temer se comprometeu a distribuir inúmeros cargos em comissão após a aprovação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela Casa Legislativa opinando pelo arquivamento. E a cobrança já começou. Mas, o pior de tudo está na péssima imagem do Brasil que a descarada compra de votos levada a efeito por Michel Temer mostrou para o mundo, onde prevalece a ideia que todos os políticos brasileiros são do mesmo nível. Estão por vir à tona outros pedidos de investigação contra Temer – daqui a alguns dias a PGR vai indiciá-lo por tentativa de obstrução da Justiça, com base na mesma delação – e o presidente terá de abrir o ”balcão de compra de deputados” outra vez. Mas é bom que Michel Temer presta atenção ao que disse o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, quando ao se referir àquela votação: “A operação abafa é uma realidade visível e ostensiva ao Brasil de hoje. Há os que não querem ser punidos e há um lote pior, os que não querem ficar honestos nem daqui para frente”. Vamos, então, ficar na expectativa de que o ministro Barroso esteja falando em nome da maioria dos ilustres ministros que integram a nossa maia alta Corte.

3 de agosto de 2017

A diferença entre Geremias Fontes e Pezão

Geremias Fontes em 1966 foi indicado pelo regime militar para ocupar o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, que exerceu entre 31 de janeiro de 1967 e 31 de março de 1971. Quando assumiu, o RJ foi assolado por grandes chuvas, e muita gente morreu. A cidade de Campos foi arrasada pelo transbordamento do Rio Paraíba. Antes da posse de Geremias, estava no cargo o vice-governador Teotônio Araújo, que era daquela cidade, e priorizou promover a reconstrução de seu reduto eleitoral, provocando o atraso de três meses no pagamento do funcionalismo estadual. A primeira providência de Geremias Fontes foi tomar dinheiro emprestado ao Banco do Brasil e botar a folha de pagamento em dia. Tudo muito diferente do que faz hoje o governador Pezão, que está arrasando a vida principalmente dos aposentados. São meses de atraso, e nem um pequeno "vale" está programado. Tem gente vendendo tudo, alguns morando nas ruas ou em abrigos, e outros recebendo cestas básicas doadas por funcionários que estão em situação melhor. Quanto a Geremias, que era pastor Presbiteriano, fundou uma entidade de recuperação de drogados, e cuidou de muita gente até seu falecimento em março de 2010. Cadê você, Pezão?Parte superior do formulário

Compra de votos valeu: Michel Temer continua na Presidência

Encontramos nas redes sociais da Internet muita gente discutindo sobre a saída de Neymar do Barcelona e consequente transferência para o Paris Saint Germain. Alguns criticando e outros, dizendo-se favoráveis. Em nossa opinião, se o jogador é profissional, é logico que procure ganhar mais dinheiro, no caso, através de um salário maior. É assim que temos visto. No caso do craque brasileiro, principal estrela da Seleção Brasileira, chama a atenção o tamanho do volume de dinheiro envolvido, a maior de todos os tempos. Enquanto isso, milhões de brasileiros que vivenciam uma das maiores crises econômicas já vistas no Brasil assistem o presidente Michel Temer deixar de lado qualquer tipo de pudor e vergonha comprando deputados para que votassem pela rejeição do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o chefe do Executivo Federal fosse investigado pela prática de crime de corrupção passiva com base na delação feito pelo empresário Joesley Batista. A Câmara dos Deputados resolveu arquivar o pedido da PGR por 263 votos contra 227. O placar apertado serviu para demonstrar que há uma acentuada divisão entre os parlamentares e que o presidente Temer, se escapar de outros processos que ainda virão à baila, vai ser fortemente cobrado pelos que o apoiaram. Serão bilhões de reais que sairão do bolso do povo através dos impostos que paga e que estão em vias de serem mais uma vez aumentados. O que mais se critica é a inércia do povo, que só se manifestou através de pesquisar, ao contrário do que fez pedindo a saída da ex-presidente Dilma no ano passado. O desânimo é total, mas ainda há esperança de que o eleitor tenha assistido à sessão cujo resultado foi comprado por Temer e que tenha visto quem ao votar nominalmente diante das câmeras de TV que transmitiam a sessão e lembre bem de seu “representante” nas eleições de outubro de 2018. Se os eleitores reconduzirem o traidor de sua vontade – 81% do eleitorado opinou em pesquisa do Ibope pela rejeição do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – a responsabilidade pela continuação da pouca vergonha na política acontecerá e ele não terá direito de reclamar.

2 de agosto de 2017

Presença de militares no RJ já tem números animadores

Enquanto as atenções estão voltadas para a Câmara dos Deputados onde hoje está sendo discutida e deverá ser votado o pedido de investigação sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, acusado de cometer crime de corrupção passiva, alguma coisa positiva de iniciativa do Governo Federal deve ser destacada. Trata-se do cumprimento da promessa de avançar no combate à criminalidade no Rio de Janeiro. Na manhã de ontem, equipes do 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PMERJ) realizaram operações em quatro favelas da Zona Norte para reprimir o roubo de cargas. Mesmo havendo o registro de roubo da carga de dois caminhões durante a noite, quando os militares não estavam nas ruas, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que é impossível tuto ao mesmo tempo, mas que há a possibilidade de que o contingente também realize operações durante a noite e a madrugada. Ontem, cerca de 50 integrantes do 8º Grupo de Artilharia fizeram uma operação na Fazenda Botafogo para reprimir o roubo de cargas, enquanto policiais da 39ª DP, na Pavuna, com apoio em três favelas do Jardim América (Furquim Mendes, Ficap e Dique), onde equipes do Departamento Geral de Polícia da Capital, 90 agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), 140 policiais rodoviários, além de cães farejadores e um helicóptero foram cumprir 15 mandados de prisão. No Jardim América foram detidas 15 pessoas e apreendidos 28 veículos – foram 10 motos, dois caminhões e 16 carros –, além de rádios comunicadores e drogas. 

1 de agosto de 2017

Quem votar a favor de Temer é mesmo um representante do povo?

A Câmara dos Deputados é composta por 513 deputados federais, com mandato de quatro anos, representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional em cada estado, em cada território e no Distrito Federal. Em tese, os ilustres parlamentares deveriam sempre tomar decisões que refletissem a vontade da maioria da população que representam. Não é o que assistimos hoje em relação á votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pela prática de crime de corrupção passiva. Para se livrar de um possível impeachment e até perda do mandato, Temer passou a distribuir bilhões de reais em liberação de emendas parlamentares e de verbas para realização de obras em redutos de deputados que se comprometam a rejeitar o pedido da PGR, numa verdadeira compra de votos. São necessários dois terços dos votos (342) para que a abertura do processo de impeachment seja recomendada para o Senado Federal (abstenções e ausências são votos contra a abertura do processo). Aprovado no plenário da Câmara, o pedido é repassado para o Senado, que é responsável pelo julgamento propriamente dito, provocando o afastamento do presidente pelo prazo de até 180 dias, podendo chegar à cassação do mandato. Recente pesquisa indica que 167 deputados são favoráveis à aprovação do pedido, 112 são contrários, 76 se dizem indecisos, e 127 não se pronunciaram (o presidente da Câmara não vota). Ontem o Ibope divulgou o resultado de uma pesquisa na qual 81 % dos entrevistados querem que o pedido seja aprovado, 14% são contrários, e 26% estão indecisos. Se os deputados fossem votar de acordo com a vontade popular, seriam 416 votos pelo andamento do processo, 71 são contrários, e 26 ainda indecisos. Mas, desde quando os políticos brasileiros são verdadeiramente representantes do povo? Há algo a ser observado: os nomes dos votantes serão mostrados no painel eletrônico e os que livrarem Temer só voltarão ao cargo se o eleitor votar neles em 2018.

31 de julho de 2017

Tropas no RJ é parte de trabalho iniciado no dia 10

Muita gente não sabe, mas a presença de tropas das Forças Armadas no Rio de Janeiro faz parte de um projeto que já vinha sendo realizado desde o dia 10 deste mês. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou que as fiscalizações nas vias localizadas em áreas de fronteira do país, já tiveram os seguintes resultados: prisão de pelo menos 1.300 pessoas; apreensão de 22 toneladas de maconha; 255 quilos de cocaína; 32 quilos de crack; e 42 armas de fogo. A operação tem por objetivo combater o roubo de cargas e a entrada de armas e drogas no Rio. Segundo o superintendente da PRF, José Roberto de Lima, o trabalho preventivo, que objetiva ampliar o cerco contra quadrilhas que agem no RJ. O cinturão montado abrange as fronteiras brasileiras nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além das rotas de acesso ao Rio por Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Torcemos para que não seja apenas uma jogada de marketing do presidente Temer.

28 de julho de 2017

Mais uma frustração: dinheiro para salários atrasados ainda demora

Mais uma esperança de regularização de suas vidas aparece para os servidores públicos do RJ. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acertou com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, os detalhes da operação de crédito para socorrer as finanças estaduais, o que deve ser concluído em um prazo de 60 a 90 dias, ou seja, não será tão em breve como anunciou o governador Pezão. A complexa operação financeira foi desenhada para, em caráter emergencial, regularizar a folha de pagamento dos servidores estaduais, que estão sem os salários de maio e junho – na semana que vem também vencem os salários de julho – além do 13º salário do ano passado. De acordo como Executivo fluminense, na previsão mais otimista, a dívida com os trabalhadores só será quitada em setembro. A transação, que faz parte do RRFE (Regime de Recuperação Fiscal dos Estados), tem duas fases. Para dar celeridade ao processo, o RJ ainda depende da homologação do acordo. O pedido formal de adesão será apresentado na próxima segunda-feira, dia 31;
Segundo o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, o banco terá participação "módica" na operação de crédito de até R$ 3,5 bilhões ao Estado do Rio, mas, numa etapa posterior, deverá participar da privatização da Cedae, e a participação acionária do banco nessa etapa posterior, será "minoritária a relevante", poderá chegar a 49%. No futuro, a intenção do BNDES é desestatizar a empresa. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, anunciou o desenho da operação, após reunião entre autoridades do Governo Federal, do Governo do Rio e do BNDES, ressaltando que o empréstimo é uma operação de mercado, com bancos privados, e que o BNDES participa dessa operação, o que dá consistência à operação.

27 de julho de 2017

Para o povo é difícil aturar tanto descaso das autoridades

Independentemente dos bilhões de reais gastos pelo presidente Michel Temer comprando deputados para que votem contra a aceitação do pedido de abertura de processo que pode levá-lo a perder o mandato, é um verdadeiro deboche sabermos que a Câmara dos Deputados custa R$ 28 milhões por dia aos cofres da União. O Senado Federal aluga 85 carros de luxo para serem utilizados pelos ilustres parlamentares. Nos últimos três anos, o povo passou a ter admiração pelo Ministério Público Federal (MPF) pela sua atuação na Operação Lava-Jato, mas agora se decepciona com a notícia de o órgão incluiu na proposta orçamentária de 2018 a previsão de um aumento de 16,7% em seus salários. E tem também as mordomias que são usufruídas pelos membros dos três Poderes da República. Enquanto isso, 14 milhões de desempregados que continuam sem hospitais, escolas, saneamento básico, abastecimento e outros benefícios a que têm direito e pelos quais pagam elevados impostos, que o Governo vive ameaçando e conseguindo aumentar. A novidade do momento é o lançamento do Programa de Demissão Voluntária (PDV) objetivando que funcionários públicos diminuam o quadro que cresceu em mais de 100 servidores durante os governos e Lula e Dilma Rousseff. Parece que tais absurdos somente não acontecerão a partir do momento em que o povo reaja de modo rigoroso contra aqueles que só cuidam de seus próprios interesses, entenda-se como quiser qual seria o tipo deste rigor na reação.

26 de julho de 2017

Nada é tão ruim no Brasil que não possa piorar ainda mais

Os cariocas quase não reagem mais quando se deparam com a notícia informando que a Polícia Militar (PM), através do Batalhão de Ações com Cães (BAC), quando cães farejadores encontraram mais de uma tonelada de maconha, e outras drogas em menor quantidade, no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, uma das praias mais famosas do mundo. Ressalte-se que no morro há uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) instalada ali desde 2009. Comprovando a forma organizada de o tráfico funcionar, a PM também apreendeu quatro radiotransmissores, duas pistolas, uma espingarda e um fuzil. O material foi encontrado numa espécie de alçapão numa ruela do morro, que deram muito trabalho aos policiais para quebrar o concreto e retirar as drogas;

A apreensão só foi possível porque a PM, com 40 policiais, subiu o morro para investigar as causas dos constantes confrontos entre policiais e traficantes, como o ocorrido em 28 de junho, ocasião em que houve duas mortes, entre eles um porteiro que foi atingido por estilhaços de uma granada – pasmem – na Rua Ferreira de Sá, em pleno asfalto. Há poucos dias os cariocas tiveram conhecimento da drástica redução das verbas federal e estadual destinadas ao combate da criminalidade, algo que certamente deixa a Polícia sem meios de impedir que tal volume de drogas consiga chegar às mãos dos traficantes e, consequentemente, dos consumidores. Para fazer bonito junto à população carioca, o presidente Michel Temer durante a posse do no ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (não gostei de saber que ele tem este sobrenome), determinou que ele destine R$ 13 milhões para financiar as escolas de samba do Rio de Janeiro em 2018, “coincidentemente” ano de eleições.

25 de julho de 2017

Notícia ruim é o que não falta no Rio de Janeiro de Pezão

O descalabro da administração pública no Estado do Rio de Janeiro tem exemplos diários comprovando que não anda mesmo nada fácil a vida da população do Rio, notadamente na capital do Estado. O colunista Ancelmo Gois narra hoje na edição do jornal carioca “O Globo” a história de uma senhora que teve a bolsa furtada num restaurante de Copacabana, sábado passado. Ela foi à delegacia do bairro e, após horas de espera sem ser atendida por falta de pessoal, acabou desistindo. Esperou o primeiro dia útil chegar e ontem voltou àquela delegacia, mas outra vez não conseguiu fazer o Boletim de Ocorrência, o conhecido BO, por faltar tinta na impressora. Em seguida, foi ao Detran-RJ para providenciar a emissão de uma nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Não teve sucesso, mais uma vez. Não havia funcionários para atendê-la, porque eles estão em greve por falta de pagamento de seus salários. A falta de material na delegacia e a greve dos servidores do Detran refletem a péssima administração que o Estado vive principalmente desde o tempo do ex-governador Sérgio Cabral e continuada pelo atual chefe do Executivo, Luiz Fernando Pezão, que conseguiram levar o Rio à maior crise financeira de todos os tempos;

O Governo Federal conseguiu aprovar um plano de ajuda financeira aos estados, e Pezão ofereceu ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a Cedae, estatal responsável pelo abastecimento de água de grande parte do Estado, e anunciou que o valor, R$ 3,5 bilhões, serviria para colocar em dia o pagamento dos funcionários públicos em atraso. O BNDES rejeitou a oferta e está liderando a formação de um consórcio de bancos que emprestarão o dinheiro ao Governo do Estado, algo que ainda levará tempo para se formalizar. Para entristecer ainda mais o funcionalismo, ao invés de o Governo Federal emprestar o dinheiro para um estado governado por um membro de seu partido, o PMDB, o presidente Michel Temer já liberou R$ 4,1 bilhões em emendas parlamentares comprando votos de deputados para rejeitarem a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá leva-lo a perdeu o mandato. Enfim, depois disso tudo alguém poderia nos informar quando aquela senhora conseguirá registrar  o seu BO e também a segunda via de sua CNH?

24 de julho de 2017

O Governo aumenta impostos e o povo paga compra de votos

Tem total razão o presidente Michel Temer quando afirma que seu governo severidade o dinheiro proveniente dos impostos que pagamos. A severidade fica comprovada com o castigo que nos é aplicado, quando utilizada os dinheiro que nos tomou à força e distribui entre os parlamentares que votem de acordo com os seus interesses. Temer tem a chave do cofre do Tesouro Nacional e distribui o dinheiro público do modo que bem quiser, como agora ao promover uma gigante compra de votos na tentativa de manter-se no cargo, apesar de envolvidos em suspeitas de corrupção, além de diariamente questionado pela imprensa e ser detentor de um dos mais altos índices de rejeição popular da história recente do país. Enquanto gasta milhões de reais liberando dinheiro de emendas parlamentares e autorizando obras nos redutos dos que se comprometem a votar contra o seu impeachment, o presidente Temer pouco se importa com o povo, que recebe a notícia de que vem aí mais aumento de impostos – já começou com o dos combustíveis que provocará aumento de preços e da inflação – e que há carência de atendimento médico e, pior ainda, falta dinheiro para a Segurança Pública, com a criminalidade aumentando assustadoramente;

Hoje tomamos conhecimento de que uma grande arma de combate ao crime organizado, anunciada pelo então presidente Lula, que era a aquisição de 14 veículos aéreos não tripulados (vants), uma espécie de drone de grande porte, nenhum deles levanta voo desde fevereiro do ano passado. Os dois únicos que foram comprados por cerca de US$ 28 milhões estão cheios de poeira e praticamente desmontados num hangar em São Miguel do Iguaçu, no Paraná, já tendo consumido R$ 145 milhões para nada. Os vants seriam utilizados de vários modos monitorando fronteiras, vias alternativas de carregamento de drogas e outros serviços de melhor combate ao tráfico que provoca tanta violência. Infelizmente, assim que nossos governantes tratam o povo que os elege e sustenta. Este é mais um motivo para os eleitores prestarem atenção quando apertarem a tecla verde “Confirma” da urna eletrônica nas eleições e 2018.

22 de julho de 2017

Desde quando no Brasil milionário vai passar fome, Lula?

Milhares de pessoas, talvez milhões, estão tendo crise de riso com os advogados do ex-presidente Lula declarando que o bloqueio dos bens do líder petista – imóveis, veículos de luxo importados e milhões de reais – decretado pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava-Jato – prejudicam  a subsistência de seu cliente e a de seus familiares. Vamos ponderar. Lula é viúvo, seus filhos são maiores de idade e possuem renda própria (tem até um que é empresário de grande porte). Ele não corre risco sequer de ser despejado, visto que pode continuar morando onde reside, só não pode vendê-lo. Para viajar pelo Brasil e pelo mundo o PT garante o transporte e tem amigos que emprestam jatinhos. Lula recebe vários salários como ex-presidente, como preso político, além de ser aposentado pelo INSS. Onde está este alegado comprometimento de subsistência? E mais, o mesmo tipo de bloqueio aconteceu com outros envolvidos na Lava-Jato e que estavam na mesma situação de Lula, comprovando que Sérgio Moro não discriminou o presidente de honra do PT, comprovando que a Justiça é igual para todos e que nem Lula nem mais ninguém está acima da Lei. O ex-presidente Lula adora se apresentar como vítima. Desta vez ele alega pobreza, mas é difícil aceitar que seja pobre quem só usa roupas de grifes famosas e caras, calça sapatos italianos, tem uma adega cheia de garrafas de vinhos com rótulos nobres, como uma Cháteau Petrus, que custa cerca de R$ 10 mil, e que quando tem qualquer problema de saúde recebe tratamento no Hospital Sírio Libanês, e não na rede do SUS para vão seus fanáticos seguidores. Quem depois de oito anos no exercício da Presidência da República contrata dois planos de previdência privada no valor de R$ 9 milhões certamente não vai nunca passar fome, uma vez que faz parte da “zelite” que ele tanto apregoava naquela célebre distinção de classes, o “vocês contra eles”. Conta outra, Lula, porque esta piada até que nos fez rir.

21 de julho de 2017

Michel Temer e Pezão não se importam com a segurança no RJ

O presidente Michel Temer está sendo bastante ingrato com o Rio de Janeiro, um estado que mais colaborou para que esteja hoje no cargo. Afinal, quem votou em Dilma Rousseff em 2014 também votou nele para vice-presidente. Por mais que os petistas aleguem que Temer não teve votos, quando o número 13 era digitado aparecia na tela da urna eletrônica o rosto e o nome dele, e quando a tecla verde “confirma” era acionada, eles estavam votando em Temer. E onde está a ingratidão do presidente da República? Está no total descaso com a segurança dos cidadãos do Estado. O orçamento da União prevê para o exercício de 2017 uma dotação de R$ 40 milhões para o combate à criminalidade, mas passados que sete meses do ano foram repassados apenas R$ 503 mil – é isso mesmo, meio milhão de reais –, significando 1,2% do valor previsto. E tem mais. O governador Pezão até hoje não utilizou nem esta “merreca” num momento. Ele já demonstrou que pouco está se importando com a segurança do povo que governa quando se compara a dotação orçamentária para combate à criminalidade em 2014 era de R$ 277 milhões e 400 mil com a do corrente exercício, orçada em R$ 74 milhões e 200 mil. Isso quando o crescimento da violência cresce assustadoramente com as pessoas passando a ter medo de sair pelo risco de assaltos e até assassinatos. Quase 90 policiais já foram executados nos primeiros sete meses do ano. Além de mal remunerados, os policiais do Rio de Janeiro enfrentam os bandidos com as armas de pouca qualidade, eles com armamento de última geração;

Espantoso é que ainda temos que assistir um espetáculo ridículo do governador Pezão anunciando o presidente Michel Temer autorizara o envio de soldados da Força Nacional de Segurança para reforçar a segurança principalmente da Capital do Estado. Ele estava tão por fora do que acontece no seu governo, que não sabia que o reforço já está no Rio há vários dias. Nada está tão ruim que não possa piorar. O presidente Michel Temer gastou milhões de reais comprando votos de deputados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela Casa Legislativa para livrá-lo da abertura da apreciação pelo plenário da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Certamente serão muitos mais milhões de reais. que poderiam ser destinados à segurança dos cidadãos fluminenses.

20 de julho de 2017

Servidores do RJ: sofrimento está longe de acabar

Não dá para alguém imaginar como está a cabeça de um servidor público do Rio de Janeiro que ainda não recebeu seu salário de maio - o governador Pezão depositou na sua conta um "vale" de 550 reais -, passa a noite ao relento curtindo uma temperatura das mais baixas dos últimos tempos para tentar receber a doação uma pequena cesta básica, e ainda fica sabendo que o secretário de Fazenda está nos Estados Unidos, em viagem particular por tempo indeterminado. Aí uma outra notícia informa que Pezão suspendeu sua temporada num spa de luxo em Penedo para ir a Brasília, chamado pelo presidente Michel Temer para uma reunião. Resta saber se tal encontro tem a ver com os possíveis recursos para colocar os salários dos servidores em dia ou será para negociar votos para livrar o presidente de um impeachment. Convém lembrar que além do restante do salário de maio ainda faltam os de junho e o décimo terceiro salário de 2016, e daqui a pouco mais de dez dias vence também o de julho. É aconselhável que o coitado do servidor não ligue a TV para que não piore sua cabeça, pois além do farto noticiário sobre corrupção dos políticos ele tomará conhecimento de que a União e o Estado fizeram cortes drásticos de verbas para a Segurança, e que ele corre o risco de ser assaltado e até assassinado se for dar uma volta na rua tentando esfriar a cabeça. E ficando em casa, ela também pode ser invadida. Tá feia a situação.

Malandragem dos políticos contamina o futebol

A maior paixão dos brasileiros, o futebol, sofre influência dos políticos, para os quais a malandragem está sempre sendo utilizada. Infelizmente, jogadores, técnicos e também árbitros colaboram para estragar um espetáculo que leva milhares de torcedores. Hoje, nos estádios, os jogadores cometem faltas violentas, visíveis claramente não só pela plateia, mas por milhões de pessoas pela TV, que dispõe de inúmeras câmeras espalhadas no estádio. O faltoso aparenta não ter feito nada, e parte para cima do árbitro para reclamar, mesmo com o colega agredido recebendo atendimento médico. Na beira de campo, muitos técnicos fazem a mesma coisa. É para piorar, os árbitros não reagem contra as reclamações, e também fazem vista grossa quanto a violência em campo. Mas, tudo isso tem uma razão de ser: o mundo do futebol copia o que assiste no dia a dia, pois sabe que a malandragem sempre traz resultados em benefício deles.

Dilma e Temer 'fazem o diabo' com o Brasil

"Feliz a nação cujo Deus é o Senhor", diz Salmo 33:12. Infelizmente, tal felicidade não está sendo observada no Brasil, em especial pelos dois últimos presidentes. Quando anunciou que iria concorrer à reeleição, quebrando o trato que tinha com Lula de abrir espaço para ele tentar ficar mais oito anos no cargo, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que "faria o diabo" para vencer. Agora, para tentar salvar seu mandato, o presidente Michel Temer está "fazendo o diabo" ao gastar milhões de reais comprando votos de deputados para tentar livrá-lo da abertura da apreciação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Assim, fica difícil o país se livrar de tanta desgraça. Deus castiga a nação de que Ele não seja o Senhor.