Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

21 de julho de 2015

Imposto Sindical arrecada bilhões e enriquece 'companheiros'

  • A imprensa divulgou ontem dados do Ministério do Trabalho mostrando que existem no Brasil 8.500 pessoas que há mais de dez anos são dirigentes de sindicatos. Entre eles, há um que está nada menos que 25 anos no poder. Uma reportagem denuncia que um sindicato tem uma família ocupando toda a diretoria, e todos eles com vultoso crescimento patrimonial após assumirem os cargos, graças às altas remunerações que recebem;
  • Quando era dirigente sindical, o ex-presidente Lula vivia em cima do carros de som gritando contra o Imposto Sindical, dizendo ser uma herança da ditadura militar. Durante seus oito anos de mandato e mais quatro e meio de sua sucessora, ele não tocou mais no assunto. Hoje tomamos conhecimento de que o Ministério do Trabalho e a Caixa Econômica se negam informar quanto cada um dos 10.620 sindicatos do país receberam dos R$ 3 bilhões e 180 milhões arrecadados em 2014;
  • Ninguém do PT, que se diz como sendo um partido dos trabalhadores, toma qualquer iniciativa para acabar com essa verdadeira aberração que é o Imposto Sindical, um assalto a quem seja ou não filiado a um sindicato. Para o PT, o que interessa é que milhares de 'companheiros' possam participar de mais uma 'boquinha' financiada com dinheiro alheio.

Joaquim Barbosa e Sérgio Moro são hoje nomes populares

  • Até saírem as sentenças proferidas pelo então ministro Joaquim Barbosa no julgamento do 'Mensalão do PT' pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pondo figurões do partido do Governo atrás das grades, ainda havia dúvidas quanto à ida de pessoas poderosas para o xadrez. O comportamento nitidamente político de alguns ministros (Ricardo Lewandovski e Antônio Dias Toffoli em especial) não davam essa segurança;
  • Mesmo com maioria de ministros indicada e nomeada pelo ex-presidente Lula, no final muita gente de peso perdeu a liberdade por causa dos crimes que cometeram. Apesar de alguns dos condenados já terem obtido liberdade, o fato é que foram punidos, numa demonstração de que criminosos de colarinho branco também vai para a cadeia;
  • A partir daí, surgiu uma figura elevada à categoria de heroi nacional, Joaquim Barbosa, por causa de sua determinação de levar o julgamento até o fim, depois de anos de tramitação em passos de tartaruga. Agora, eis que surge mais um magistrado ganhando prestígio popular, o juiz federal Sérgio Moro, comandante da Operação Lava-Jato, que tem apontado desvios de dinheiro da Petrobras por meio de propinas bilionárias;
  • O fantasma da prisão está assustando dois ex-presidentes da República (Fernando Collor e Lula), os atuais presidentes da Câmara e do Senado, e até mesmo a presidente Dilma, por suspeita de uso de dinheiro sujo em sua campanha pela reeleição. Por motivo disso tudo, os nomes dos dois magistrados tem aparecido em pesquisas de intenção de voto para presidente da República;
  • O povo já se mostra cansado do comportamento dos políticos, e dá claros sinais de que quer mudar o quadro atual. Não é sem razão que as manifestações marcadas para o dia 16 de agosto estão provocando insônia principalmente no Palácio do Planalto, haja vista o baixo índice de popularidade de Dilma Rousseff, hoje abaixo de 10%

18 de julho de 2015

Lula pedir sigilo em investigação é uma confissão de culpa

  • O Instituto Lula pediu e o Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal atendeu, decidindo decretar o sigilo sobre a investigação envolvendo o ex-presidente, suspeito de ter praticado tráfico de influência internacional. Apesar de o caso ser do interesse público, pois envolve informações de recursos do BNDES destinados às obras da construtora Odebrecht no exterior, a partir de agora somente ele e o MPF terão acesso ao procedimento de investigação criminal, instaurado no último dia 8;
  • Por qual motivo Lula quer que a investigação seja feita em sigilo? Se não há nenhuma dúvida quanto ao que se investiga, por quê escondê-lo da opinião pública? Afinal, quem não deve não teme. Essa atitude não deixa de ser uma confissão de culpa. Num momento em que Lula, Dilma e o PT estão com o prestígio em baixa, a divulgação do lobby de Lula em favor da Odebrecht para ganhar vultoso contrato para obras da Petrobras somente aumentaria a rejeição àquele que um dia foi o político mais popular do Brasil;
  • Do mesmo modo, não é bom para o ex-presidente que a mídia divulgue que ele está na mira do MPF porque teria feito lobby em favor da Odebrecht para obras também em países da América Latina e da África. Em nota publicada em seu site, o Instituto Lula repudiou a decisão dos investigadores de instaurar um inquérito criminal contra o líder petista dizendo tratar-se de "um procedimento absolutamente irregular, intempestivo e injustificado, razão pela qual serão tomadas as medidas cabíveis para corrigir essa arbitrariedade no âmbito do próprio Ministério Público, sem prejuízo de outras providências juridicamente cabíveis”.

Ministro de Dilma depõe na CPI e parece ser da oposição

  • O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já deve ter levado uma descompostura da presidente Dilma e também do 'presidente-adjunto' Lula. É porque o ministro foi totalmente contrário à estratégia do PT na defesa do partido na Operação Lava-Jato, quando admitiu na CPI da Petrobras que as doações eleitorais declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem ser consideradas como crime se for comprovada a origem ilícita do dinheiro;
  • O ministro destacou o crime ficará configurado se quem recebeu a doação souber que da origem ilícita do dinheiro. O grande assunto do momento são os depoimentos em delação premiada de pessoas envolvidas no 'Petrolão do PT'. Ele tentou isentar a presidente Dilma, talvez querendo fazer a responsabilidade ficar com o pessoal que comandou a campanha pela reeleição;
  • Esse depoimento ainda vai dar o que falar, até porque o comportamento de José Eduardo Cardozo pode ser um bom motivo para que ele saia do Governo, desejo já demonstrado por ele depois da repreensão de Lula por ele não ter pressionado a Polícia Federal (PF) a diminuir as prisões e investigações dos 'companheiros' nas falcatruas com o dinheiro da Petrobras.

15 de julho de 2015

Lula convoca Dilma e ministros para discutir a crise política

  • O ex-presidente Lula se reuniu ontem com a presidente Dilma Rousseff e mais quatro ministros, no Palácio da Alvorada, para montar uma estratégia de reação ao momento negativo que vive o Governo. Ele, na condição de 'presidente-adjunto', convocou a reunião porque está preocupado com os efeitos da Operação Lava-Jato sobre o governo de Dilma, que enfrenta grave crise política;
  • De acordo com Lula, as buscas e apreensões realizadas em casas de políticos da base aliada, como o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), o estrago foi muito grande e o cenário previsto é de que haverá mais dificuldades. "Preparem-se porque as coisas vão ficar piores", afirmou o ex-presidente. Se já atingem senadores em pleno mandato, a qualquer momento pode sobrar pra ele, que não tem mais direito a foro privilegiado;
  • O encontro começou por volta de meio-dia, com um almoço, e terminou às 16h30. Lula estava furioso com a forma como a Polícia Federal vem agindo e disse a Dilma que ela precisa sair logo dessa agenda negativa. Como se vê, Lula sabe que os efeitos da Operação Lava-Jato a cada dia se aproximam dele. Por isso, ele não quer que Dilma sequer se refira à Lava-Jato, porque a cada declaração dela a crise sobe a rampa do Palácio da Alvorada.

Senador 'petista' do PMDB tentar proibir pesquisas eleitorais

  • O relator da reforma política no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), vai apresentar hoje um Proposta de Emenda Constitucional (PEC) proibindo a divulgação de pesquisas eleitorais nos meios de comunicação em dias próximos às eleições. A comissão aprovou ontem, em regime de urgência, projeto de lei proibindo TVs, rádios e jornais contratarem pesquisas que prestem serviços a candidatos, partidos e aos três Poderes;
  • Esse projeto de lei tem aspecto moralizante, mas seu objetivo é esconder o medo do senador peemedebista, que é mais petista do que muitos filiados ao PT, dos efeitos da 'popularidade' desfrutada pela presidente Dilma no momento, abaixo de 10%, o que pode significar uma derrota retumbante nas eleições municipais do ano que vem;
  • O Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu, por unanimidade, qualquer vedação fere o princípio do direito à informação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também tem a mesma posição. A Lei Eleitoral diz que as pesquisas podem ser feitas até no dia da eleição. Só há restrições às pesquisas de boca de urna, que podem acontecer após o término da votação;
  • Então, senador Jucá, pode 'baixar a bola' e encarar as urnas no ano que vem. O que lhe resta e aos seus 'companheiros' é torcer para que a presidente Dilma consiga reverter o seu 'prestígio' junto ao povo, algo que pode piorar de acordo com o que ocorrer nas manifestações do dia 16 de agosto. A tendência é baixar mais ainda.

"Esclarecendo o golpe"

  • Hoje estou transcrevendo a opinião de Ailton G. Monteiro Filho, do Rio de Janeiro, que dá um desabafo na seção de cartas de um jornal carioca, com o título acima. Eis a carta:
  • "Golpe é fazer o Tesouro Nacional injetar recursos do BNDES para financiar obras, com juros 'especiais', em países sob ditadura. O Tesouro Nacional não gera receitas, apenas recolhe os impostos pagos pelo sofrido povo brasileiro. Golpe é convocar os veículos de comunicação para prometer redução na tarifa de energia elétrica e, ao final, proporcionar aumentos na ordem de 60%, levando o setor elétrico à completa desorganização. Golpe é reduzir os recursos de financiamento do Fies enquanto a propaganda governamental alardeia o slogan 'Pátria educadora'. Golpe é fazer da maior empresa do país, a Petrobras, fonte de recursos ilícitos para partidos políticos e suas campanhas eleitorais. A Petrobras e seus funcionários não merecem tal despropósito."
  • Esse desabafo é também de milhões de brasileiros que estão demonstrando nas pesquisas de opinião pública o quanto desaprovam o governo de Dilma Rousseff, que hoje tem uma rejeição de quase 70%. Não é por outro motivo que chamam de golpista que aponta as suas falcatruas;
  • Não é sem motivo que o Palácio do Planalto está sem dormir por causa da grande manifestação marcada para o próximo dia 16 de agosto. Seja na rua ou de qualquer outra forma, cabe a nós também protestar contra o que Dilma e seus 'companheiros' estão fazendo.

Alguém acredita no 'encontro casual' de Dilma e Lewandowski?

  • Sem que constasse de sua agenda, a presidente Dilma fez uma 'parada técnica' em Porto, Portugal, quando estava indo para a Rússia a fim de participar de uma reunião do BRICS. Também se encontrava na mesma cidade o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), participando de um evento jurídico. Sem constar também da agenda presidencial, os dois tiveram um 'encontro casual' de três horas;
  • Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, presente ao encontro, os três conversaram sobre vários assuntos, incluindo-se a Operação Lava-Jato e as 'pedaladas' de Dilma na prestação de contas de 2014, contestadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Como qualquer decisão que envolva a presidente vai depender da palavra final do STF, já podemos ter uma ideia sobre o que vai acontecer com a 'companheira' do ministro, que no julgamento do 'Mensalão' funcionou mais como defensor do que como juiz;
  • Quando Dilma foi à entronização do Papa Francisco, também fez uma 'parada técnica' em Portugal e foi 'encher o pote' com vinhos caríssimos. Na época, foram mostradas fotos com a presidente, 'pra lá de Marrakesh', sendo amparada por seguranças para entrar no carro que a levaria para o hotel. Desta vez, certamente ela estava bastante lúcida, porque a 'batata dela está assando' e tudo tem que ficar muito bem costurado.

Por quê o Governo tem tanto ódio dos aposentados?

  • A presidente Dilma afirmou que vai vetar a lei aprovada pela Câmara e pelo Senado estabelecendo que o reajuste dos aposentados passa a ser no mesmo percentual do salário mínimo. E isso não corrige a defasagem que vem ocorrendo durante vários governos. A cada ano, os aposentados vêem seus rendimentos perdendo o seu poder de compra;
  • A justificativa para o veto é a de que a nova regra de reajuste vai quebrar a Previdência Social. De acordo com a Associação dos Fiscais da Previdência informa que tem um superavit de R$ 54 bilhões. Isso desmente a justificativa de Dilma para o veto. E tem mais: a presidente, em mais uma de suas bravatas, disse no exterior que o Brasil vai sair da crise porque o que não falta é dinheiro;
  • Não dá para entender por quê tanto ódio com os aposentados. Eles votam. Seus familiares também. Se Dilma vetar, seu baixo índice de aprovação vai cair mais ainda - pesquisa recente ainda não divulgada aponta que apenas 5% a aprovam no Estado do Rio de Janeiro, onde sua votação foi uma das mais elevadas do país -, algo que está deixando Lula arrancando os cabelos.

8 de julho de 2015

Petistas chamam oposição de 'golpista' e não vêem o PMDB

  • Ao se pronunciar sobre as declarações de políticos e de pessoas do povo falando em intervenção militar, tirando Dilma Rousseff da Presidência da República, o general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército Brasileiro, declarou: "Intervenção militar não tem nenhum fundamento. O Exército Brasileiro é uma força de sustentação do Estado Democrático de Direito e deve obediência à presidente da República, que é nossa comandante-em-chefe";
  • Foi a conta do chá para que os petistas soltassem foguetes dizendo que os 'golpistas' deveriam se calar definitivamente. Eles precisam entender uma coisa. Enquanto for presidente, Dilma é a comandante das Forças Armadas. E se for posta legalmente para fora do cargo, onde está o golpe? Se isso acontecer, mais uma vez os petistas vão querer se fazer de vítimas das suas próprias falcatruas;
  • Podem os petistas ficar tranquilos. Não confundam intervenção militar com golpe militar. Ao invés de ficar chamando os adversários de golpistas, fiquem de olho é no PMDB e se preocupem com o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), porque se o Congresso Nacional acatar, são os parlamentares que declaram o cargo vago e quem assume é o vice, no caso Michel Temer, do PMDB, partido que comanda a Câmara e o Senado.

7 de julho de 2015

Do que tem medo o Governo se suas contas estão corretas?

  • Vamos procurar entender. Por qual motivo a presidente Dilma convocou uma reunião do seu Conselho Político para traçar estratégias contra o que seria uma campanha da oposição, em particular o PSDB, para que a presidente sofra um processo de impeachment? Os governanistas declaram que não existem motivos para isso, tratando-se de uma tentativa de golpe por parte de quem não quer aceitar o resultado das urnas;
  • Uma das razões para se falar em impeachment de Dilma fica por conta das chamadas 'pedaladas' nas contas do Governo, do ano passado. A rejeição das contas pode ser recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas depende do pronunciamento dos parlamentares qualquer tipo de condenação e consequente punição dela por crime de improbidade administrativa;
  • Dilma também convocou deputados e senadores para a reunião do Conselho, buscando fórmulas para rejeição do parecer do TCU. Se não há motivos para se falar em impeachment, por quê, então, tanto cuidado para afastar essa possibilidade? Mas o problema maior não é esse. É saber o que pensa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os gastos de Dilma na campanha eleitoral, com uso de dinheiro sujo de propinas nas despesas;
  • Se o TSE considerar as contas irregulares, Dilma e seu vice Michel Temer teriam a eleição anulada, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria a Presidência, convocando novas eleições para dentro de 90 dias. Aí é que deve estar a maior preocupação de Dilma. Não fora isso, Lula não estaria convocando o 'Exército Vermelho' para lutar contra os golpistas. Mas o velho ditado se impõe: "Quem não deve, não teme".

Partidos contra redução da maioridade têm que se explicar

  • Tem havido muita discussão sobre a legalidade ou não da aprovação, em primeira votação, da alteração da maioridade penal para 16 anos. Mas o que tem causado espanto é a posição radical contrária de parlamentares do PCdoB, do PSOL e do PT. São partidos que se intitulam como sendo populares. Mas vão de encontro com a maioria da população, representada por cerca de 90% de pessoas que apoiam a redução;
  • Muita gente pergunta se tais parlamentares continuarão com essa mesma posição se algum parente deles vier a ser vítima de um desses menores assassinos. Nesse caso, apoiariam a redução? Deputados e senadores desses partidos argumentam que deve-se cuidar primeiro da educação e recuperação desses jovens. São muito incoerentes;
  • Como são partidos aliados do Governo, perguntamos: o que fizeram nesses mais de 12 anos no poder nesse sentido? Ao que saibamos, diminuíram verbas, e em contrapartida aumentaram os gastos com publicidade, além de manterem o exagerado número de ministérios e cargos em comissão para os 'companheiros, bem como as exageradas mordomias;
  • O povo brasileiro está vendo, ao lado disso tudo, os financiamentos para obras no exterior, com empresas envolvidas na Operação Lava-Jato recebendo empréstimos do BNDES, com juros baixos e por longos prazos, além de doações a candidatos principalmente do PT para suas milionárias campanhas. Parece que a resposta já está sendo dada. É o que dizem as pesquisas de opinião.

Lula pirou de vez e agora ele faz oposição a ele mesmo

  • Abro o jornal e vejo uma manchete com essa declaração de Lula: "Dilma tem que encostar a cabeça no ombro do povo". Essa eu quero ver. Como isso vai acontecer se ela não está podendo andar nas ruas sem ouvir cobranças, xingamentos, buzinaços e panelaços? Nem no exterior ela tem sossego. Teve brasileiro desafiando a segurança do presidente dos Estados Unidos para chamá-la de ladra;
  • Sair às ruas em eventos promovidos pelo PT, cujos militantes partem para a violência não aceitando críticas a ela, não vale. Não vai faltar ombro para ela encostar a cabeça. Fora disso, só 9% da população pode ser que atenda à sugestão de Lula. Como gosta de dramatizar, ele disse: "Não vou me matar, não vou sair do país. Eu vou para a rua. Se quiserem me derrubar, vão ter que me derrubar na rua". Desde quando ele também sai às ruas?;
  • No mesmo pronunciamento Lula comprovou que os últimos fatos da Operação Lava-Jato continuam perturbando sua cabeça. Criticando a aprovação da alteração de maioridade penal, ele se superou quando afirmou: "Eu falo isso sabendo que fui presidente por oito anos. O Estado que não cumpriu com suas obrigações resolve, então, acabar com a violência colocando moleque na cadeia";
  • Falta alguém dizer a Lula que o Estado que não cumpriu com suas obrigações foi comandado por ele durante oito anos e que nos últimos quatro anos e meio está sendo administrado pela 'gerentona' que ele inventou e que um dia disse que Lula nunca saiu do Governo. Ele agora faz oposição a ele mesmo. Já faz a Dilma. Pirou de vez.

3 de julho de 2015

Como pode alguém ser contra punição de jovem criminoso?

  • Em meio à discussão sobre a alteração da maioridade penal com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que a reduziu de 18 para 16 anos, causa espanto o furor de alguns contrários e, pior ainda, a 'jurisprudência' usada como argumento, incluindo-se aí um ministro (Gilmar Mendes) e um ex-ministro (Joaquim Barbosa) do Supremo Tribunal Federal (STF), que disseram ser inconstitucional a forma como a PEC foi aprovada;
  • Diz a Constituição Federal, no parágrafo 5° do Art. 60: "A proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa". Ora, senhores ministros, não houve nenhuma rejeição definitiva à PEC anterior. Ainda falta um turno de votação dela na Câmara e mais dois no Senado. Então, nossa Carta Magna não foi ferida;
  • Quem tenha um mínimo de conhecimento de tramitação legislativa sabe que a PEC que ontem alterou a maioridade penal é outra, que também vai passar pela mesma trajetória de votações e tendo que atingir o mesmo quórum especial (308 na Câmara e 57 no Senado). Quando até a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está levantando a mesma tese, algo estranho está acontecendo, até porque cerca de 90% do povo apoia a redução aprovada.

Momento político afasta os jovens dos maiores partidos

  • Uma pesquisa realizada recentemente junto à Justiça Eleitoral mostrou uma queda em média superior a 50% no número de jovens entre 18 e 24 anos filiados aos cinco maiores partidos políticos, no período de 2009 a 2014. O PT é o que teve o maior índice de diminuição, com uma queda de 60% de jovens filiados;
  • Também chama a atenção o pouco interesse de jovens entre 16 e 17 anos em ter Título de Eleitor, uma vez que não são obrigados a isso. Os últimos casos de corrupção estão provocando uma espécie de revolta contra os políticos. Mas há um fato a ser destacado. Os jovens estão participando ativamente das manifestações de rua. Sendo assim, não estão alheios ao que acontece no país;
  • O que ficou caracterizado é que os jovens poderão de uma hora pra outra se mobilizar em torno de algum nome que surja na corrida presidencial de 2018 que descaracterize a mesmisse dos últimos anos com duelos entre PT e PSDB. Nisso, até algum novo nome do PMDB tem alguma chance. E seja o que Deus quiser.

Delação de Ricardo Pessoa tonteia Dilma Rousseff e Lula

  • "Dilma está mais perdida do que amendoim em boca de banguela". Li essa frase hoje num comentário que uma pessoa fez sobre a reação da presidente às declarações de Ricardo Pessoa, presidente da UTC, que afirmou ter destinado dinheiro de propina da Petrobras para a campanha da reeleição de Dilma Rousseff. Ela foi enfática ao comparar o empresário com Joaquim Silvério dos Reis, que teria traído Tiradentes na Inconfidência Mineira;
  • "Não respeito delator" foi a mais forte afirmação da presidente, feita de cara amarrada (algo muito comum da parte dela) tentando rebater a acusação de que sua campanha teve uma grave irregularidade que poderia provocar até a anulação da eleição dela. Segundo os comentários publicados hoje, por trás da irritação de Dilma estaria uma espécie de traição do empresário, que deu a entender que 'livraria a cara' dela em seu depoimento, mas que agiu de modo diferente;
  • Outra reação descabida aconteceu da parte de Lula,que se mostrou irritado com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que não impediu a Polícia Federal, subordinada hierarquicamente a ele, de levar adiante a investigação, dando suporte ao Ministério Público Federal (MPF), que poderá criar sérios problemas ao Governo, e em particular à presidente. Isso é mais uma 'metamorfose' de Lula, que sempre divulgou ser seu governo o primeiro a dar total liberdade de ação àqueles órgãos;
  • No final disso tudo, resta-nos aguardar os desdobramentos da Operação Lava-Jato, até porque a Procuradoria Geral da República (PGU) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nada menos que 30 petições baseadas na delação premiada de Ricardo Pessoa. Certamente, Dilma e Lula irão falar muita coisa no decorrer dessa nova fase de investigação do 'Petrolão'.