Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

31 de março de 2017

O assunto polêmico do momento é a soltura de Adriana Ancelmo

Um dos assuntos que mais se discute hoje em especial nas redes sociais é a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Trata-se de um benefício amparado por lei, e o juiz Marcelo Bretas agiu corretamente, embora ele devesse aproveitar a ocasião para liderar uma campanha junto aos demais magistrados para que façam a mesma coisa com detentas sem o mesmo poder aquisitivo de Adriana. Mas o fato traz motivos para ser questionado, porque configura privilégio e discriminação. Convém lembrar que filhos dela sempre foram acompanhados pela governanta, que cuidava de tudo. Só agora ela percebeu que eles sentem falta dela? Nas constantes viagens dela para o exterior, quando as crianças eram bem mais novas, eles nem se lembravam da mãe? Enquanto gastava milhões de reais de dinheiro público comprando joias e roupas de altíssimos valores, ela certamente achava que nunca iria para trás das grades, acreditando na impunidade que sempre existiu no Brasil, mas que a Operação Lava-Jato está mudando as ações sobre o assunto e pondo na cadeia muitos figurões políticos;

O que se reclama com veemência e que não receba o mesmo tratamento uma mãe que tenha roubado um pão ou uma banana para alimentar um filho com fome. Ela não pode sequer seu filho, que acaba sendo encaminhado para um abrigo e ser cadastrado para adoção. Outro argumento dos que protestam é que somente no Brasil uma detenta seja solta para ficar com filho menor de 12 anos, mesmo tendo roubado dinheiro público, prejudicando milhares de famílias. Depois da revogação da soltura pedida pelo Ministério Público (MP), uma desembargadora com laços de amizade com Sérgio Cabral concede uma liminar diretamente de Paris, determinando que a ex-primeira-dama fique em casa sem contato com o mundo exterior. É muita ingenuidade ou crença numa idiotice coletiva que acredite no cumprimento de tal norma. Por fim, uma indagação: se um dos filhos tem 11 anos, quando ele completar 12 Adriana Ancelmo volta para o xadrez?

30 de março de 2017

Como sempre, o que não faltam são notícias sobre corrupção de políticos

Como ocorre diariamente, há assuntos novos surpreendentes e outros que se repetem, de variadas formas. No caso da famigerada lista fechada para se votar em parlamentares indiretamente, uma vez que o eleitor não terá direito de escolher seu candidato preferido, José Antônio Domingues, do Rio, leitor de “O Globo”, teve carta publicada na edição de hoje no seguinte teor: “A pessoa entra no restaurante e pede o cardápio. O garçom, muito atencioso, diz: ‘Não trabalhamos mais com cardápio. Trabalhamos, agora, com lista fechada, ou seja, escolhemos o que o senhor vai comer. O senhor não escolhe mais’. Nesse simples exemplo podemos avaliar o que o Congresso quer nos impor. Isto tem nome: estelionato eleitoral, visando a livrar políticos corruptos de punições, colocando-os na tal lista fechada”. Para que se tenha ideia de como esse sistema tem mesmo interesses escusos para que tramite no Congresso Nacional, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já disse ser contrário à medida, e divulgou recentemente um vídeo no qual incentiva maior participação popular nas decisões de governos e do Congresso, e o fim do voto obrigatório;

Dentro da variedade de temas ligados à corrupção, a prisão de conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) acabou sobrando para muito mais gente, em especial os servidores públicos do Estado. É que o projeto de renegociação das dívidas dos estados teve sua votação adiada para semana que vem. A decisão foi tomada em conjunto pelo relator do projeto, Pedro Paulo (PMDB-RJ), pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do Governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Eles alegam que não há clima no momento a matéria ser apreciada. E eles estão certos. Como o Governo Federal irá oferecer ajuda financeira a um Estado cujo TCE não pode se reunir para opinar sobre a utilização dos recursos, se dos sete conselheiros cinco estão atrás das grades e um deles está de licença médica? Não há quórum para a reunião, e o preenchimento das vagas depende de apreciação e voto da Assembleia Legislativa, cujo presidente está envolvido nas falcatruas reveladas pela Operação “O Quinto de Ouro”. Está difícil a vida dos fluminenses.

29 de março de 2017

Mais um grupo de ladrões de dinheiro público é descoberto no Rio de Janeiro

Como já dissemos aqui várias vezes, todo dia tem alguma novidade relativa a corrupção praticada por agentes públicos. Desta vez a notícia diz respeito a um órgão que fiscaliza o uso de dinheiro público: Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A Polícia Federal (PF) está cumprindo hoje uma série de mandados de prisões cautelares, buscas e apreensões, além de bloqueios de bens e valores, na Operação "O Quinto do Ouro". O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, é alvo de condução coercitiva. Ele chegou à sede da PF no Rio de Janeiro e deve prestar depoimento ainda hoje. São mais de 43 mandados, a maioria deles na cidade do Rio de Janeiro, mas também em Duque de Caxias e São João do Meriti. Para cumprir as ações, quase 150 policiais federais foram destacados. Os alvos da operação são investigados por fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes do Estado, em especial membros do TCE-RJ e da Alerj, de acordo com informações da PF;
O esquema seria relacionado ao período do governo de do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). São alvos de prisão preventiva cinco dos sete membros do Tribunal: Aloysio Neves, atual presidente; Domingos Brazão, vice-presidente; e os conselheiros José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco. Um ex-integrante do TCE também é alvo de mandado de prisão, mas o nome dele não foi divulgado. Aloysio Neves, José Gomes Graciosa e Domingos Brazão foram presos ainda na manhã de hoje. O ex-presidente do TCE-RJ e delator do esquema de corrupção que envolve empresas, políticos e conselheiros da Corte, Jonas Lopes de Carvalho, a mulher, o filho dele, o advogado Jonas Lopes Neto, a nora e os dois netos estão fora do país. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, concedeu autorização da viagem da família, por 40 dias. A delação de Jonas Lopes já foi desmembrada pelo relator da Operação Lava-Jato no STJ, Félix Fischer. Aí está mais uma explicação pata o descalabro em que se encontram as finanças do Rio de Janeiro. Enquanto uns poucos privilegiados nadam em dinheiro, centenas de milhares de funcionários públicos, por exemplo, enfrentam uma verdadeira "seca" em suas finanças.

28 de março de 2017

Pouca gente nas manifestações não é sinal de falta de olho nos políticos bandidos

É melhor que o Governo, o Congresso Nacional e os partidos políticos não festejem um possível fracasso das manifestações de domingo passado. Tal fato deveu-se à pouca divulgação e também à variedade de temas levados às ruas. Se fosse apenas para a defesa da Operação Lava-Jato, certamente a adesão seria muito maior, porque para o povo o combate à corrupção está em primeiro lugar. A população quer ver condenados e presos os políticos criminosos que roubaram milhões de reais dos cofres públicos para financiar campanhas eleitorais e para enriquecimento de alguns caciques partidários. O povo não está desligado. A maior manifestação acontecerá nas urnas nas eleições de 2018. Nas eleições municipais do ano passado já foi dado um aviso, quando a maioria dos prefeitos e vereadores não conseguiu se eleger. A renovação foi uma das maiores dos últimos tempos;

É lamentável que um bloco carnavalesco reúna 500 mil pessoas às 8 horas da manhã, mas não saia às ruas para protestar contra surrupia dinheiros de seus impostos que deixam de ser aplicados em Saúde, Educação e Segurança, por exemplo, dando a entender que está gostando do que acontece em todo o país, enquanto poucos comparecem para reclamar contra as falcatruas praticadas por milhares de políticos. Depois, não podem reclamar daquilo que está atingindo a eles próprios. Porém, indo ou não às ruas, não podemos nos mostrar desligados e não concordaremos com a discussão de reformas propostas por parlamentares investigados e prestes a serem condenados, em especial as que buscam dar aos mesmos proteção legal, além de auto anistia para os crimes que cometeram para conseguir um mandato que lhes dá a proteção do famigerado foro privilegiado. Estamos de olho, senhores!

27 de março de 2017

Ciro Gomes solta a língua e ameaça receber Sérgio Moro 'na bala'

É bastante conhecida a língua solta de Ciro Gomes (PDT-CE), mas parece que agora ele perdeu a noção do limite. O ex-ministro da Integração no governo do ex-presidente Lula foi muito longe e mandou um violente recado para o juiz Sérgio Moro ao fazer críticas à Operação Lava-Jato. Em um vídeo, Ciro criticou os mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, responsável “Blog da Cidadania”, e declarou: “Se esse Moro resolveu prender um blogueiro. Ele que mande me prender. Eu vou receber a turma dele na bala”. A ameaça de Ciro Gomes está num vídeo que circula na Internet e em grupos do WhatsApp. Para tentar amenizar a perigosa declaração, ele mandou um arremate: “Se eu não tiver cometido nada de errado”. Mas a metralhadora giratória do político cearense ainda tinha munição. Ele também faz fortes críticas ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, trazendo de volta aquela entrevista coletiva na qual denunciava Lula como o principal comandante da onda de crimes praticados em especial contra a Petrobras;

Por mais seja de sua personalidade não medir palavras, Ciro Gomes entrou num terreno perigoso. Ele não tem direito a foro privilegiado e suas palavras poderão ser interpretadas como ameaça à vida do juiz, que processaria o ex-ministro enquadrando-o em vários dispositivos legais. Na realidade, esse é o tipo de comportamento que não se espera de uma pessoa que vem se apresentando como pretendente ao posto de presidente da República. Se ele não tiver mesmo cometido nada errado, o Poder Judiciário é o foro correto para se defender e até pedir reparação de qualquer prejuízo à sua moral. Pela visibilidade que possui, Ciro pode estar incentivando qualquer pessoa a agir da mesma forma que ele sugere quando houver algum caso semelhante. Seria mais um motivo para ele ser levado às barras da Justiça. O Brasil já tem problemas demais para ser incentivado a desenvolver mais um, que pode transformar o país numa terra semelhante ao Velho Oeste.

26 de março de 2017

Ao comparar sua 'honestidade' com a de Moro, Lula mostra que quer ser humorista

Como existe grande possibilidade de o ex-presidente Lula não poder mais continuar sua carreira política, pois qualquer punição que receba por conta da Operação Lava-Jato provocará sua inelegibilidade por oito anos, ele já está praticando para exercer uma outra. Tudo indica que Lula pretende ser humorista. É o que se deduz com base em sua mais recente piada: "Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem nenhum deles têm a honestidade e a lisura que eu tenho nos meus 70 anos de vida". Só mesmo rindo. Então aqueles processos nos quais Lula é réu não existem? Toda roubalheira que ele patrocinou revelada desde o julgamento do "Mensalão do PT" e as reveladas pela equipe pela equipe de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e comandada  pelo juiz Sérgio Moro. O enriquecimento dos filhos dele e de outros parentes é tudo fruto de trabalho honesto? Lula quer que acreditemos que nada disso existe. Só os seus fanáticos seguidores acreditam nele;

É incrível como ele procura negar a realidade. Isso é caso de psiquiatria. Lula está demonstrando ser um psicopata. E prior é que ele pode estar atacado de um processo de mitomania, quando o indivíduo mente e acredita que sua mentira seja uma verdade. Isso é uma coisa perigosa porque pode afetar uma grande massa de alienados com aplaudem qualquer sandice que o ex-presidente diga. Como não é a primeira vez que Lula se autointitula com o brasileiro mais honesto do país, é possível que ele esteja aplicando a teoria e estratégia de Joseph Goebbels, chefe da propaganda do nazismo de Hitler dizendo que uma mentira repetida mil vezes acaba se tornando uma verdade. Então, como de um modo geral os eleitores brasileiros votam de qualquer jeito, há o risco da volta de Lula e toda sua turma. Temos que lutar contra isso. Que ele continue com suas piadas, mesmo que elas sejam, como esta última, muito sem graça.

24 de março de 2017

Mais uma delação da Odebrecht deixa Dilma Rousseff em maus lençóis

“Odebrecht comprou tempo de TV do PCdoB, PROS e PRB para Dilma – Ex-diretor diz que empresa deu dinheiro aos partidos a pedido do tesoureiro petista”. Esta é a manchete de hoje em um jornal diário do Rio de Janeiro ao relatar a delação premiada de Alexandrino Alencar, ex-diretor da empresa, quando disse que comprou o tempo de TV dos três partidos para a campanha de Dilma Rousseff em 2014, a pedido de Edinho Silva, tesoureiro da campanha. Cada agremiação recebeu R$ 7 milhões. A negociação aconteceu na sede da empreiteira, e foi feita com o atual ministro da Indústria e Comércio, Marcos Medeiros. Para deixar Dilma mais enrascada, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, revelou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a “gerentona” de Lula sabia que a Odebrecht estava usando o “Caixa 2” para pagar o marqueteiro João Santana, e ainda doou R$ 50 milhões na eleição dela como contrapartida à aprovação de uma Medida Provisória (MP) permitindo o refinanciamento de uma dívida da Brasken, empresa do mesmo grupo;


Verdadeiramente, Brasília é um lugar bastante interessante para quem não esteja envolvido com as falcatruas dos políticos. Tem novidade a toda hora. Ontem correu o boato informando que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai liberar o sigilo das delações premiadas da Odebrecht, o que provocou um enorme suspense. A presidente do Supremo, Cármem Lúcia é a favor. Até o presidente Michel Temer também é. Mas, poderão acontecer alguns casos de taquicardia. O depoimento de Marcelo Odebrecht, por exemplo, é cheio de detalhes que dificultarão os costumeiros desmentidos. Ele informa, por exemplo, dia, hora e valores dos repasses destinados à campanha de Dilma para sua reeleição. Então, com certeza as farmácias da Capital Federal terão que aumentar seus estoques de calmantes.

23 de março de 2017

A Operação Carne Fraca continua mostrando a cara dos políticos

Vamos combinar. Pior que ter ou não papelão da carne é o verdadeiro papelão de o Brasil ser a 8ª economia do mundo e ao mesmo tempo ser o 79º país no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), atrás até do Azerbaijão. E essa “honrosa” classificação não é de agora. Desde 1994, quando foi lançado o Plano Real sempre foi vergonhosa. Há uma explicação para isso. As políticas econômicas valorizam a especulação financeira com altos juros, concentração de riqueza nas mãos de poucos e, o que é mais grave, baixos investimentos na qualidade de vida do povo. Tudo acontece por causa da mentalidade dos nossos políticos, que cuidam sempre do enriquecimento deles, deixando a população de lado. Esses políticos resolvem culpar a Polícia Federal (PF) pela carne estragada que podemos estar comendo, mas nos faz indagar por quê eles têm o direito de indicar um superintendente de fiscalização sanitária;

O descaso dos políticos fica patenteado nas duras críticas que fizeram à PF por ter denunciado o esquema de carnes adulteradas e estragadas os ministros Moreira Franco, (Secretaria-Geral da Presidência da República), e Blairo Maggi, (Agricultura) alegando que as denúncias prejudicaria financeiramente o país. Isso significa que estão preocupados com o dinheiro, e não com a saúde do povo. Por qual razão um político tem o direito de indicar pessoas para cargos em órgãos do Governo? Os indicados não passam de agentes dos seus “padrinhos” em seus interesses privados, comerciais ou pessoais. Aí está a Operação Lava-Jato confirmando tal fato, que recebe o apoio de elevado percentual da população. A falta de escrúpulos chega ao ponto de tentarem de todas as formas impedirem o andamento do trabalho do juiz Sérgio Moro e até o fim da Operação. O povo não deve nem pode ficar inerte diante disso. Tem que ir às ruas e protestar com bastante veemência.

22 de março de 2017

Gilmar Mendes, presidente do TSE, é ‘Assessor Jurídico’ do Congresso. Pode isso?

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que também integrado o Supremo Tribunal Federal (STF), está outra vez defendendo mudanças no sistema eleitoral vigente. Ele alega que o modelo atual está “exaurido”, e defende a adoção da famigerada lista fechada para a eleição de parlamentares, além do financiamento público das campanhas eleitorais através do Fundo Partidário, duas reivindicações do PT, tudo isso com o apoio do ministro Dias Toffoli, do STF e ex-presidente do TSE, reconhecidamente um “ministro petista”. Gilmar Mendes, no entanto, está violando as leis da Magistratura e, principalmente, a ética. Tudo serve como cortina de fumaça disfarçada para cortar os efeitos da Operação Lava-Jato, onde a maioria é composta de senadores e deputados de vários partidos, mas com maior número de petistas. Não foi sem razão que recentemente a Associação dos Magistrados Brasileiros sugeriu que Gilmar largasse a toga e assumisse exercer suas atividades políticas e partidárias livremente;


O momento político é bastante confuso, mas o eleitor está atento para protestar contra todas essas manobras que têm por finalidade defender e manter na vida pública dezenas e até centenas de “fichas-sujas”. A lista fechada fere a própria democracia e atropela a Constituição Federal, que estabelece ser um direito do povo a escolha de seus representantes através do voto. A Lava-Jato está mesmo dando um imenso trabalho para os políticos enrolados em falcatruas. Não é sem motivo que na discussão sobre o projeto que propõe a fim do foro privilegiado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do partido no Senado Federal, trouxe de volta a proposta de incluir no mesmo o tal do abuso de autoridade, para que haja dificuldade e que agentes públicos possam se defender de intimações e conduções coercitivas. É normal que gente como Renan adote tal iniciativa. O que não pode é um ministro de nossa mais alta Corte buscar a mídia para dar suporte a interesses partidários e de políticos especializados em desvio de dinheiro público. Isso não pode, Gilmar Mendes!

21 de março de 2017

O Governo quer resultado antecipado de investigações da Polícia Federal. Só rindo

Não sabemos se é uma tirada humorística ou mais uma demonstração de cinismo. O Governo, e em especial o Ministério da Agricultura, estão culpando a Polícia Federal (PF) de precipitação na divulgação dos resultados apontados pela Operação Carne Fraca. Disseram que o ministério teria que ser consultado antes de ser dado conhecimento ao público, uma vez que as irregularidades já ocorriam há muito tempo nos frigoríficos acusados. Se estão falando sério, vamos lembrar que se os órgãos de controle e fiscalização do Governo funcionassem de modo correto e alguns servidores sem escrúpulos não se vendessem, tragédias como a de Mariana ou a queda do avião que vitimou jogadores da Chapecoense, por exemplo, não aconteceriam. Ninguém duvida que se houvesse um alerta a Polícia Federal não seria obrigada a abafar as falcatruas. Afinal, estamos no Brasil;

Vemos atualizado o velho ditado de que depois da porta arrombado é providenciada a respectiva tranca. Assim é que depois da queda da ciclovia no Rio de Janeiro com duas mortes a fiscalização passou a ser rigorosa; depois de 200 mortes numa boate, mais rigor na fiscalização; quando se descobre  falsificação de remédios, a Anvisa jura que a ação será intensa; descobertas as falcatruas com a carne contaminada; depois do leite com soda cáustica, vamos fiscalizar com rigor. Tudo agora será fiscalizado de forma rigorosa. E o povo, como fica nisso tudo? Parafraseando aquele técnico da Seleção Brasileira de futebol que um dia disse ser o gol um mero detalhe, os nossos dirigentes políticos também consideram o povo um mero detalhe.

20 de março de 2017

Operação Carne Fraca provoca jogadas de marketing de Lula e Michel Temer

Um ex-presidente e um presidente da República resolveram fazer marketing político no mesmo dia. O primeiro foi Lula, ao "reinaugurar" o trecho concluído da transposição do Rio São Francisco, ao levar uma claque, talvez à base de um sanduíche de "mortandela", um copo de suco e condução grátis para a cidade de Monteiro, no Ceará, isso porque na inauguração oficial o presidente Michel Temer não disse que a obra havia era um projeto de Lula e levado adiante pela ex-presidente Dilma. Realmente, faltou a Temer ter a sensibilidade de fazer referência aos dois, o que com certeza não provocaria o verdadeiro comício feito pelos petistas naquela cidade cearense. Não esquecemos que as obras que levaria água para regiões secas do Nordeste desde o primeiro mandato de Lula eram interrompidas e reativadas nas proximidades de eleições;

Quanto ao presidente da República, sua jogada de marketing foi a convocação de uma reunião de emergência por causa da repercussão da Operação Carne Fraca com a participação de ministros, empresários dos frigoríficos denunciados, embaixadores dos principais países exportadores de carnes e derivados. As explicações são até certo ponto risíveis. Temer disse para o Brasil que num universo de cerca de 5 mil frigoríficos eram apenas 21 os que foram denunciados pela Polícia Federal (PF), omitindo que foram exatamente aqueles que fazem o maior volume de vendas para a Europa e Estados Unidos. Para culminar seu marketing, o presidente Temer convidou todos os participantes para um almoço numa churrascaria de Brasília, onde foi servida carne importada da Austrália e da Argentina. Sobre a omissão da fiscalização por parte do Ministério da Agricultura e sobre as propinas que teriam sido distribuídas para isso, o silêncio do presidente foi total. No entanto, o povo quer e precisa saber que tipo de carne anda comendo.

19 de março de 2017

O brasileiro tem mais uma lista: é para saber o que pode comer e beber

É uma clara verdade que o brasileiro não pode dizer que sua vida é monótona. Todo dia tem alguma novidade,a maioria delas com algum fato que trazendo susto para o cidadão. O mais recente é o que trata das revelações da Operação Carne Fraca, quando o brasileiro descobre que ele não vive, mas sim sobrevive. É o que se deduz quando lembra que passou tantos anos comendo e bebendo produtos industrializados com as mais variadas espécies de adulterações prejudiciais à sua saúde, mesmo havendo órgãos públicos destinados a fiscalizar a qualidade dos mesmos. E, o que é pior, fica sabendo que os riscos à sua vida por que passa é porque os produtos não são fiscalizados por causa das propinas que os responsáveis recebem para fazer vista grossa favorecendo empresários gananciosos, sempre acobertados por políticos;

A maioria dos políticos brasileiros rouba dinheiro público e ainda resmunga quando são um deles é descoberto metendo a não na grana. São uns tremendos caras de pau. Num país decente, todos seriam postos no xadrez imediatamente, e por longo tempo, além de ficar banido definitivamente do processo político. É normal em qualquer país existir pessoas ricas e pobres. É assim desde que o mundo é mundo, mas aqui é difícil saber quem ficou rico com dinheiro do bem ou com dinheiro do mal. A Operação Lava-Jato tem revelado uma boa parcela de gente que enriqueceu com dinheiro do mal. Antigamente, havia uma expectativa sobre a divulgação de listas. Começava pela lista telefônica da cidade, da convocação da Seleção Brasileira, dos aprovados em vestibular. Hoje, as listas são outras. Procuramos saber se nosso nome está na lista do SPC, nos que ficaram desempregados. Há também as listas do Janot revelando mais falcatruas de políticos. Mas agora surgiu mais uma, que é a lista dos alimentos que podemos consumir sem risco de morrer. É uma novidade a cada hora.

18 de março de 2017

A Operação Carne Fraca revela uma tentativa de homicídio contra a população

Se há coisa que não falta no Brasil é notícia sobre algum tipo de crime praticado por quem não deveria fazer tal coisa. Crimes de corrupção de políticos desviando dinheiro público e crimes eleitores pelos mesmo "atores" estão entupindo a mídia durante o dia inteiro. Agora, aconteceu mais um tipo de crime, que pode ser considerado como hediondo, pois é colocar vidas humanas em risco distribuir no mercado salsicha, mortadela, carnes e aves, bem como a reembalagem de produtos vencidos. É como tem de ser tratado o que foi descoberto pela chamada Operação Carne Fraca deflagrada pela Polícia Federal (PF) em seis estados e no Distrito Federal, envolvendo JBS e BRF, os maiores frigoríficos do país, praticando falcatruas como camuflagem de carne estragada com produto cancerígeno e que era repassada até para merenda escolar, além de ser utilizada no consumo interno e exportada para a Europa e Estados Unidos, o que provocou imediata reação da União Europeia e dos norte-americanos, que vão acompanhar os desdobramentos das investigações;

Toda essa coisa suja (literalmente) só aconteceu, logicamente, com a conivência de autoridades e envolvendo propinas para afrouxar qualquer tipo de fiscalização por parte do Ministério da Agricultura. Tanto é que o delegado federal Maurício Moscardi Grillo declarou em entrevista coletiva concedida em Curitiba que parte das propinas abastecia o PMDB e o PP, partidos da base do governo de Michel Temer no Congresso. Para piorar o quadro, numa das gravações telefônicas ouvidas pela PF aparece o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), nomeado por Temer há mais ou menos um mês, e também diversos parlamentares dos dois partidos, todos em conversas nada republicanas. O que foi descoberto é, de certo modo, pior que os desvios de dinheiro destinado à Saúde. É tentativa de homicídio! Empresários e políticos não podem ficar impunes e têm de ser rigorosamente castigados, o quanto antes.

17 de março de 2017

Punição dos corruptos pode diminuir o número de candidatos em 2018

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não condena os políticos corruptos amparados pelo famigerado foro privilegiado e os coloca inelegíveis por oito anos, há uma fórmula para banir os bandidos que tomaram o Brasil de assalto: não votar em nenhum deles nas eleições de 2018. Fazendo isso, eles perderão o privilégio de foro e serão levados para a Justiça comum. Há variadas teorias sobre a morosidade dos julgamentos deles no STF, mas está nas mãos dos eleitores aliviar os ilustres ministros de tanto trabalho. Como se pode ver, a maioria dos parlamentares não tem nenhum senso de dignidade. Tanto é que trouxeram de volta a ideia de aprovar legislação concedendo anistia para aqueles que praticaram o crime "Caixa 2";

Os arautos da anistia sabem que sem ela já começa uma parte da limpeza do Congresso Nacional, porque um grande número de senadores e deputados federais não terão suas candidaturas sequer registradas. Vão faltar candidatos. Mas tudo depende da ação do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato, condenando aqueles que estão sendo julgados sob sua jurisdição. Como há ministros do governo de Michel Temer fazendo parte das lista do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, cabe ao relator da Lava-Jato no STF, Edson Fachin, priorizar o julgamento deles, pois alguns têm mandato eletivo e outros são candidatos em potencial no próximo pleito. Afinal, não é conveniente que os mesmos possam manipular bilhões de reais em verbas de suas pastas para comprar apoio às suas candidaturas. É bom não esquecer que fazer uso indevido de dinheiro público é uma especialidade da maioria deles.

16 de março de 2017

Autêntica máfia de políticos continua querendo brecar a Operação Lava-Jato

As delações dos diretores e ex-diretores da empreiteira Odebrecht, a maior do país, serviram para mostrar ao mundo que possuímos uma autêntica máfia cujos principais integrantes são o presidente do Senado Federal, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ministros, governadores e parlamentares, todos sob o comando do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, hoje atrás das grades, onde também está encarcerada sua mulher Adriana Ancelmo, pelas mesmas razões. Esse grupo hoje tem um mesmo objetivo: desqualificar a Operação Lava-Jato, que nos últimos três anos, sob a liderança do juiz Sérgio Moro, tem mostrado ao mundo o tamanho da roubalheira que vem destruindo o Brasil e colocando no esgoto a credibilidade dos nossos políticos. A lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, obriga o presidente Michel Temer a afastar do Governos todos os ministros envolvidos, bem como senadores e deputados deveriam praticar um ato de alguma dignidade, que seria o afastamento de seus cargos até a conclusão dos processos;

Disso tudo se conclui um fato: o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode continuar sendo lento. Cabe à Corte aceitar todas as solicitações de Rodrigo Janot. Os cidadãos brasileiros tem necessidade de dar credibilidade ao Governo e principalmente ao Poder Judiciário. Somente assim os homens públicos poderão provar que além de honestos também se parecem honestos. O que não podem mais é ficar tramando soluções sobre a legalidade ou não do "Caixa 2". Eles não podem ser tratados de modo diferente de qualquer pessoas. Basta perguntar à Receita Federal qual seu procedimento quando o cidadão comum é descoberto com um "Caixa 2" na sua contabilidade pessoal ou empresarial. Não pode de jeito nenhum prevalecer aquela tese do ex-presidente Lula lançada em 2005, quando flagrado no "Mensalão do PT" de que o partido fez o que todos os partidos sempre fizeram. Muito menos cabe a um ministro do STF, Gilmar Mendes, defender tal teoria e ainda achar tudo normal. É o que não podemos deixar de gritar contra esse verdadeiro deboche vindo desse time de mafiosos.

15 de março de 2017

Os políticos em Brasília estão 'correndo da sala para a cozinha' e vice-versa

Mais uma manchete de impacto hoje: "Lista de Janot inclui Lula, Dilma, Aécio, Serra... ...Maia, Eunício, Padilha, Kassab, Moreira, Aloysio, Renan Jucá, Palocci, Mantega Lobão... PGR pede ao STF abertura de 83 inquéritos e envio de 211 casos para instâncias inferiores". Por causa disso, o clima em Brasília, no Governo, no Senado Federal e na Câmara dos Deputados é de bastante apreensão. É porque o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) a tão esperada lista com pedido de abertura de 83 inquéritos e envio de 211 casos para instâncias inferiores - e que está sob sigilo -, na qual consta pelo menos cinco ministros do governo de Michel Temer. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff também estão incluídos, bem como o senador Aécio Neves. Os pedidos de abertura de inquérito, estão sendo feitos a partir dos acordos de colaboração premiada firmados com 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem. Janot também solicitou o envio de 211 casos para instâncias inferiores da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem foro privilegiado, além de sete arquivamentos e 19 outras providências. Os ministros são: Eliseu Padilha (Casa Civil); Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência); Bruno Araújo (Cidades); Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações); e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores). Estão também na lista de Janot os presidentes do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) e José Serra (PSDB-SP). Os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci também aparecem na lista, e seus casos devem ser remetidos a instâncias inferiores, já que eles não têm foro privilegiado. Caberá ao ministro Edson Fachin decidir se autoriza abertura de inquéritos e as diligências solicitadas por Janot, que também decidirá sobre a retirada do sigilo do conteúdo das delações;
Os acordos foram assinados nos dias 1º e 2 de dezembro de 2016 e homologados pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em 30 de janeiro deste ano. As declarações estão inseridas e diretamente vinculadas à Operação Lava-Jato. Rodrigo Janot pediu ao ministro Edson Fachin a retirada do sigilo de parte desse material considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público. Antes da assinatura dos acordos de colaboração, foram realizadas 48 reuniões entre as partes, totalizando quase 10 meses de negociação para maximizar a revelação dos atos ilícitos praticados e das provas de corroboração. No meio desse período, foi assinado um acordo de confidencialidade considerando a complexidade das negociações e a necessidade de sigilo absoluto sobre todos os passos da negociação. Para viabilizar a obtenção de todas as informações, a Procuradoria-Geral da República instituiu um grupo de trabalho composto por 116 procuradores da República, que tomaram os 950 depoimentos dos colaboradores, durante uma semana, em 34 unidades do Ministério Público Federal (MPF) em todas as cinco regiões do país. Os depoimentos foram gravados em vídeos, que totalizaram aproximadamente 500 GB. As farmácias da Capital Federal estão reforçando seus estoques de Isordil.

14 de março de 2017

Entre Eunício e Miro Teixeira, o bom senso manda ficar com o deputado

Abro o jornal para minha leitura matinal, durante o café da manhã, e sou impactado com a manchete e as sub-manchetes da primeira página: "Congresso insiste em separar caixa 2 de propina - Às vésperas da lista de Janot, Planalto também discute reforma política - Parlamentares querem diferenciar doações de campanha de dinheiro de corrupção. Temer se reunirá amanhã com deputados, senadores e o presidente do TSE para debater regras das eleições de 2018". Na reunião com o presidente Temer têm presença certa o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além de outras figuras óbvias e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, dando assessoria jurídica ao grupo. Para agravar ainda mais o assunto, a tentativa de anistiar o "Caixa 2" aparece no exato momento em que aparecem mais envolvimento de políticos no recebimento de propinas para financiamento de campanhas. É muita cara-de-pau e deboche com os eleitores;

O senador Eunício de Oliveira é um dos que querem votar um novo sistema eleitoral, mas deixa bastante evidente que tem por objetivo aliviar a situação de companheiros que estão enrolados na Operação Lava-Jato, sem cuidar da anistia dos que tenham praticado a "Caixa 2". Ele é defensor da adoção da lista fechada, com o voto distrital misto, quando o eleitor vota no partido e não nos candidatos, que certamente terão prioridade assumir um mandato e ficar protegido pelo famigerado foro privilegiado, escapando do juiz Sérgio Moro. Em compensação, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) é contra a tal lista e tem preferência do "Distritão", que é o voto majoritário para os cargos legislativos (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores), ou seja, os mais votados é que serão eleitos. Os suplentes serão os que não tenham sido eleitos, pela ordem de votação. Comparando Eunício com Miro, o retrospecto dos dois nos leva a ficar do lado de Miro Teixeira. A proposta dele é uma prova de sua sensatez.

12 de março de 2017

Ministro da Fazenda diz a Sérgio Moro que Lula é uma pessoa honesta

Essa agora é para deixar todo mundo espantado. Tem membro do governo de Michel Temer querendo limpar a barra do maior líder do PT. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na última sexta-feira, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que não teve conhecimento de qualquer atuação criminosa do ex-presidente Lula durante o governo do petista, quando foi presidente do Banco Central (BC). Meirelles foi ouvido por Moro na condição de testemunha de defesa de Lula, em um dos processos a que o ex-presidente responde na Operação Lava-Jato. No depoimento realizado em videoconferência, o ministro da Fazenda afirmou que foi convidado pelo petista para comandar o BC em um momento de crise no País. Segundo contou, ele aceitou o convite com a condição de que o Banco Central tivesse independência de ação, logo depois de ser questionado pelo então presidente se era possível enfrentar a crise, acrescentando que sempre teve independência para tomar decisões, mesmo com as divergências que sugiram entre ele e outros representantes do governo, na época;
Em um momento do depoimento, a defesa do ex-presidente questionou Meirelles se ele teve conhecimento sobre qualquer atividade suspeita ou ilegal do petista em seu mandato. O ministro afirmou que sua relação com o então presidente “era totalmente focada em assuntos relativos ao Banco Central e à política econômica. "Nunca vi ou presenciei nada que pudesse ser identificado como algo ilícito", destacou Meirelles. Ele ressaltou, ainda, que não percebeu qualquer indício de compra de apoio parlamentar ou mesmo da existência de uma estrutura criminosa comandada pelo presidente durante o período em que permaneceu à frente do Governo. “Em momento algum eu tive qualquer tipo de conhecimento ou interação sobre outros assuntos que não fossem aqueles de atividade direta do Banco Central”, finalizou. Como se recorda, Henrique Meirelles havia sido eleito deputado federal em 2002 pelo PSDB de Goiás e renunciou ao mandato para aceitar o convite de Lula e presidir o BC. Parece que a afinidade entre os dois permanece até hoje.

11 de março de 2017

Gilmar Mendes, pode um magistrado dar incentivo à sonegação de impostos?

Pode um ministro de nossa Suprema Corte incentivar a sonegação e impostos? É o que acaba de fazer o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para ele, uma empresa pode fazer doação a candidatos s cargos eletivos através de "Caixa 2" sem contabilizar a despesa, consequentemente não pagando nenhum imposto por isso. O ministro não considera crime de lavagem de dinheiro a doação que seja declarada à Justiça Eleitoral pelo beneficiado. Ele declarou: "Propina é uma coisa, doação legal é outra e caixa dois, outra". Isso dá mais força ao movimento de 81 senadores e 513 deputados federais e mais alguns suplentes que querem aprovar projeto anistiando qualquer tipo de contribuição que tenham recebido até agora, sempre com aquela repetida ladainha de que "as doações foram declaradas e as contas da campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral";

Só está faltando nossos ilustres "representantes" incluir no projeto um artigo dispondo que o povo brasileiro seja obrigado a colocar um nariz de palhaço e a bater palmas para nossos políticos beneficiados pelo crime que cometeram, agora respaldados por um parecer de um ministro do STF. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidente honra do PSDB, também deu seu pitaco no assunto. Ele declarou que existem vários tipos de "Caixa 2", sendo um do mal, e o outro, do bem, onde certamente se enquadram os tucanos, que os utilizam com os mais saudáveis objetivos, principalmente os de interesse do povo. Certamente ele tem o apoio de Lula, Dilma, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer e outros. Mas vamos resumir tudo isso no seguinte: "Caixa 2" é crime; "Caixa 1" é propina lavada no TSE; e doação de empresa é negociata praticada com dinheiro público. Só nos resta em 2018 tirar essa gente toda da vida pública.

10 de março de 2017

O que leva um empresário e diminuir seus lucros e dar dinheiro a políticos?

Voltou ao noticiário a movimentação de alguns parlamentares com possibilidade de estarem com seus nomes citados nas delações dos 78 executivos da empreiteira Odebrecht a aprovação de anistia a quem tenha se utilizado de doações para suas campanhas eleitorais, seja com dinheiro limpo ou originário de "Caixa 2". Duas fórmulas estão sendo discutidas: aprovação de legislação específica ou por meio de emenda ao projeto de iniciativa popular com as "Dez Medidas contra a Corrupção", o que possibilitaria uma tramitação com idas e voltas entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, com a votação final somente acontecendo lá pelo fim de 2018. Todos poderiam concorrer visto que não haveria tempo para o Supremo Tribunal Federal (STF) sentenciar a inelegibilidade de nenhum deles;

Um fato que intriga ao cidadão pensante é sobre qual motivo que leva uma empresa a fazer milionárias doações para candidatos de qualquer ideologia, no Brasil e até no exterior. Qualquer empresa, ao que se saiba, tem por principal objetivo gerar lucros para seus donos ou sócios. O quê leva empresários e diminuir seus ganhos para favorecer políticos, geralmente muito ricos, em detrimento do retorno pelo qual todos os investidores esperam? A coisa é tão patente, ao ponto de uma das maiores empresas do mundo como a Odebrecht criar um "Departamento de Propinas" destinado exclusivamente para cuidar dos repasses feitos aos políticos. O azar do todo mundo, principalmente os políticos, foi surgir em cena o juiz Sérgio Moro com a Operação Lava-Jato condenando e prendendo o ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, que para se livrar de parte do tempo que ficará na cadeia. Além de a fonte ter secado, agora procuram todo tipo de artifício para ver ser conseguem mais um mandato eletivo e esconder-se atrás do muro de proteção do foro privilegiado. Mas para azar eles é bastante forte a movimentação do povo contra essa aberração jurídica. Mais um motivo para o povo sair às ruas e "botar a boca no trombone".

9 de março de 2017

Rodrigo Maia falou bobagem e tomou pancada de juízes trabalhistas e do TST

Há ocasião em que a pessoa deveria ficar calada, em especial quando exerce cargo de alta responsabilidade, como é o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). ontem ele afirmou que juízes do trabalho tomam decisões "irresponsáveis" e que a Justiça do Trabalho "não deveria nem existir". A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da Primeira Região (Amatra1) reagiu às declarações afirmando: "Vamos votar a modernização das leis trabalhistas propostas pelo Governo e achamos que a proposta do Governo é tímida, apesar de o Governo tentar nos convencer a votar o texto que veio do Governo, eu acho que não, acho que precisamos avançar. Acho que há um consenso da sociedade que esse processo de proteção dos trabalhadores gerou desemprego, gerou insegurança e dificuldades pros empregos brasileiros. Acho que precisamos ter a coragem de dizer isso".
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, também reagiu a divulgou uma nota rebatendo as críticas feitas por Rodrigo Maia, no seguinte teor: "Diante da declaração do Excelentíssimo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a quem admiro e estimo, de que a Justiça do Trabalho 'não deveria existir', em face da 'irresponsabilidade' de suas decisões, não posso deixar de discordar de Sua Excelência. A tendência mundial é a de especialização dos ramos do Judiciário, e a Justiça do Trabalho tem prestado relevantíssimos serviços à sociedade, pacificando greves e conflitos sociais com sua vocação conciliatória. Não é demais lembrar que não se pode julgar e condenar qualquer instituição pelos eventuais excessos de alguns de seus integrantes, pois com eles não se confunde e, se assim fosse, nenhuma mereceria existir". E nessas horas que parafraseando o ex-jogador e atual senador Romário somos obrigados a dizer: "Rodrigo Maia calado é um poeta".

8 de março de 2017

Cabral sai no tapa com seu ex-operador e é acusado em novo depoimento

Praticamente todos os dias tem notícia sobre o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A mais recente informa que ele e Carlos Emanuel Miranda, seu ex-operador, brigaram na semana passada na cadeia em Bangu 8, logo após o Carnaval. Os dois foram apartados pela "turma do deixa disso", e não chegou a acontecer uma pancadaria. O motivo da troca de socos entre os dois teria sido uma divergência sobre a delação conjunta que Cabral tenta alinhavar. É que Miranda teria a intenção de entregar figuras importantes do Poder Legislativo do Rio de Janeiro, com o que Cabral não concorda. Segundo relatos, Carlos Miranda, que é casado com uma prima do ex-governador, foi o intermediário no recebimento de propina da Andrade Gutierrez nas obras da reforma do Maracanã para a Copa de 2014, do Arco Metropolitano e do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj). Cabral, que é acusado de ter recebido R$ 2,7 milhões em dinheiro;
Considerado como homem de confiança de Cabral, Miranda foi sócio de Maurício, irmão de Cabral, na LRG Consultoria e Participações Ltda, em 1999, e também fundou com o ex-governador a SCF Comunicações, em 2003. A primeira aparição de Miranda nas investigações da Polícia Federal (PF) aconteceu em 2008, no segundo ano do governo de Sérgio Cabral. Ele surgiu na Operação Castelo de Areia, que investigava a Camargo Corrêa. No relatório da PF, havia uma menção ao pagamento de R$ 177.520 mensais ao ex-governador. O acerto teria sido negociado por Wilson Carlos Carvalho, secretário de Governo naquele período. Segundo agentes da PF, Miranda era quem transitava com as malas de dinheiro do esquema. Na contabilidade apreendida pela PF, na época, com o operador Kurt Paul Pickel, ele era identificado pelo apelido de "Avestruz". O ex-governador teria recebido propina até em euros, de acordo com depoimentos prestados nesta terça-feira na Justiça Federal do Paraná. O pagamento na moeda europeia teria sido feito apenas uma vez, com notas de 500 euros, e o entregue num envelope a Carlos Miranda, homem de confiança de Cabral, de acordo com o depoimento de Alberto Quintaes, na época diretor-superintendente da Andrade Gutierrez no Rio de Janeiro. Por enquanto, é mais essa, mas o dia ainda não acabou.

7 de março de 2017

Eduardo Cunha é 'contemplado' com mais uma condenação na Lava-Jato

Ao pedir a condenação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que tanto o ex-parlamentar quanto seu partido se beneficiaram direta e indiretamente do esquema de corrupção na Petrobras. A força-tarefa da Operação Lava-Jato informa que um percentual sobre os contratos da diretoria, a partir de 2007, foi repassado indevidamente ao PMDB. A acusação direta ao atual partido do Governo consta das alegações finais do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2), no Paraná, na ação penal em que Eduardo Cunha é acusado de receber propina na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011, e que os repasses ainda teriam ocorrido nos contratos para construção dos navios-sonda "Petrobras 10000" e "Vitória 10000" e no contrato de afretamento do navio-sonda "Titanium Explorer". O ex-deputado é suspeito de ter recebido US$ 5 milhões do lobista Julio Camargo, por intermédio do operador Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano. No documento, a força-tarefa aponta ainda para a nomeação do engenheiro Jorge Zelada para a Diretoria Internacional da Petrobras, em 2008. A PGR pede ao juiz federal Sérgio Moro que Eduardo Cunha seja condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas;

Nas alegações finais, o MPF afirma que o peemedebista recebeu propina de 1,3 milhão de francos suíços, quantia paga pelo operador do PMDB, João Augusto Henriques, por meio da offshore "Acona International Investments" no Banco Suíço BSI. Os valores saíram da compra, pela Petrobras, de 50% dos direitos de exploração de um campo de petróleo em Benin, na África, no valor de US$ 34,5 milhões. Os procuradores narram que, durante seu interrogatório, Eduardo Cunha deu a entender que a propina sobre o contrato de Benin seria devida ao ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), mas que não foram pagas em razão de seu falecimento, em 2009. “Destaca-se a estratégia de Eduardo Cunha de tentar imputar exclusivamente a responsabilidade de seus crimes a pessoa já falecida. Ainda que Fernando Diniz também possa ter tido participação no esquema criminoso ora denunciado, certo é que a corresponsabilidade de Eduardo Cunha é flagrante, observa a PGR. Para os procuradores, as provas produzidas na ação penal deixam bem claro que a nomeação de Jorge Zelada se deu através de um arranjo político entre o PMDB e o PT, na época o partido governista. Em troca de apoio político em votações de interesse do governo no Congresso Nacional, a Diretoria Internacional passou a ser ‘loteada’ em favor do PMDB a partir de 2007, em especial da bancada do PMDB de Minas Gerais na Câmara dos Deputados. A PGR que o diretor-presidente da CBH, o português Idalécio Oliveira, celebrou com João Henriques “um contrato de agenciamento falso como subterfúgio para o repasse de US$ 10 milhões, que tinha por objeto suposto suporte técnico e contratual na venda do campo de Benin para a Petrobrás, serviço que nunca foi prestado de fato”.

Michel Temer imita Lula e 'salta de banda' quando é acusado de 'malfeitos'

Já faz parte da História do Brasil a célebre e repetida declaração do ex-presidente Lula quando acusado de alguma coisa irregular: "Eu não sabia", isso quando não procurava atribuir a culpa a terceiros. Como foi parte integrante dos governos do PT, o presidente Michel Temer lançou uma outra forma de fuga da responsabilidade adotando a frase "Não tenho nada a ver". Foi o que aconteceu agora quando o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho confirmou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o presidente Temer participou da reunião no Palácio do Jaburu e solicitou a Marcelo Odebrecht doações para o PMDB na campanha de 2014. O ex-executivo confirmou “literalmente” todas as informações por ele entregues no acordo de colaboração premiada com a Operação Lava-Jato. O depoimento foi prestado na ação que investiga abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014, o que pode provocar a cassação de Temer. Em seu acordo, que vazou em dezembro do ano passado, Melo Filho detalha um encontro no Palácio do Jaburu no qual participaram, além dele próprio, Michel Temer, o ministro Eliseu Padilha e Marcelo Odebrecht. “Eu participei de um jantar no Palácio do Jaburu juntamente com Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha. Michel Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as Campanhas do PMDB no ano de 2014”, disse Melo;

O presidente sentiu segurança para tirar o corpo fora e dizer que não tem nada a ver com o problema, porque em depoimento à Justiça Eleitoral, na semana passada, Marcelo Odebrecht disse não se recordar de Temer ter falado ou pedido os R$ 10 milhões diretamente, mas confirmou o jantar no Palácio do Jaburu e disse que o encontro era para tratar das doações ao PMDB nas eleições de 2014, mas disse que não houve pedido expresso de valores por Temer. Segundo Odebrecht, o encontro serviria para confirmar que parte da doação ao partido seria destinada à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo pelo PMDB. O pagamento foi acertado, segundo Marcelo, entre Cláudio Melo e Eliseu Padilha. De acordo com Marcelo, o acerto do valor foi feito depois da saída de Temer do local. Ainda em seu relato para os procuradores da Operação Lava-Jato, Cláudio Melo contou que parte dos pagamentos solicitados, cerca de RS 4 milhões, foi realizada por Eliseu Padilha, preposto de Temer, sendo que um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia de José Yunes, hoje Assessor Especial da Presidência da República. De acordo com Melo, os outros R$ 6 milhões pedidos por Temer teriam sido alocados para Paulo Skaf. Sobre Padilha e o também ministro Moreira Franco, Melo contou que se valia dos dois peemedebistas para fazer chegar a Michel Temer os pleitos de interesse da construtora. Também prestaram depoimentos nesta segunda-feira ao TSE os executivos Hilberto Mascarenhas e Alexandrino Alencar, que foi chefe do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como o "Departamento de Propina", que operava pagamentos da contabilidade paralela da empresa, e que também foi vice-presidente da Braskem, empresa do grupo Odebrecht. Seja negando ou "saltando de banda", a realidade é que Michel Temer tem fortes motivos para ficar preocupado.

6 de março de 2017

Volume de 'Caixa 2' na campanha de 2014 causa espanto ao presidente do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, declarou hoje que todo o TSE ficou surpreso com o volume de "Caixa 2" na última campanha eleitoral à Presidência de 2014, mesmo diante do alto montante gasto oficialmente, tanto pela chapa da candidata Dilma Rousseff (PT), quanto pela do candidato de oposição, Aécio Neves (PSDB). “Agora, estamos vendo o significativo percentual que foi doado por "Caixa 2", de maneira informal”, disse Gilmar Mendes em palestra no Fórum Reforma Brasil, promovido pela Associação Comercial de São Paulo, Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e Instituto Panthéon Jurídico, na capital paulista;
Para as eleições presidenciais de 2018, o presidente do TSE declarou ser necessário que o Congresso Nacional elabore uma estrutura para regular o tema, que precisa entrar na agenda de votações até setembro, porque as regras de uma eleição têm de estar definidas um ano antes de rua realização. “Estamos num vazio. Corremos o risco de termos um quadro, talvez, de ausência de regras e normas, de falta de controle”, disse o ministro. Resta saber se os parlamentares irão votar algum projeto que atrapalhe a prática costumeira de obter financiamento para suas campanhas. Gilma Mendes não comentou sobre a nova lista da Operação Lava-Jato a ser divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Vamos aguardar as medidas que a Procuradoria vai tomar, certamente na semana que vem ou daqui a pouco. O relator vai deliberar sobre o levantamento do sigilo, e, certamente, poderemos saber mais sobre as informações autênticas dadas nessas delações”, concluiu.

Previsão do tempo é de muita 'tempestade' para políticos de todos os partidos

Quando os serviços de meteorologia anunciam a possibilidade de tempestades a lógica é que as pessoas se previnam e procurem evitar ou minimizar os possíveis prejuízos. Se não tiverem algum tipo de precaução, pode vir uma enxurrada, uma ventania forte e até mesmo um furacão e sair arrastando quem não de preveniu. É que pode ocorrer se forem confirmadas as notícias informando que mais de 100 políticos dos principais partidos estão envolvidos nas acusações de corrupção de 78 delações premiadas de diretores e ex-diretores da empreiteira Odebrecht. Será um autêntico furacão que vai arrastar figurões da gestão pública de agora e de governos anteriores. Serão muitos dados para aumentar o trabalho da Operação Lava-Jato, algo que o brasileiro já tem como a possibilidade de achar que finalmente a Justiça não é só para os mais humildes, mas que também bota na cadeia políticos desonestos que, pior ainda, roubam dinheiro público. Antes do surgimento do juiz federal Sérgio Moro, ninguém havia imaginado que um senador, um deputado federal ou até mesmo o presidente da maior empreiteira do Brasil, Marcelo Odebrecht, fosse preso algum dia;

Observamos com muita satisfação que a Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) estão unidos prestando relevante serviço á sociedade brasileira. Mesmo com risco de ver o Brasil parado por causa de indefinições, o benefício será saber que tal fato servirá para uma higienização da política nacional, porque o país não suporta mais assistir a tantos desmandos e roubos, enfim, tanta corrupção fazendo mal ao desenvolvimento econômico, sobrando as consequências para a população. Como nesse bolo de políticos estão muitos ainda protegidos pelo famigerado foro privilegiado, o povo aguarda e até mesmo exige que os ilustres ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) dê prioridade à tramitação das ações que envolvem os autores de "malfeitos", sejam eles de que partido sejam. Não dá mais para esperar. E há uma coisa inquestionável: todo o dinheiro desviado deve ser devolvido aos cofres públicos.

5 de março de 2017

Fim do foro privilegiado: tema será obrigatório nas manifestações do dia 26

O fim do foro privilegiado, que está emperrado no Congresso Nacional, é uma das principais bandeiras dos primeiros grandes protestos de rua do ano, marcados para o dia 26 deste mês. No entanto, líderes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não se mostram dispostos a dar andamento à tramitação das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) que extinguem o direito a que autoridades somente sejam julgadas por tribunais. Mesmo em meio às discussões sobre restrição da prerrogativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e na expectativa da divulgação das delações da Odebrecht, que devem implicar dezenas de deputados e senadores, os parlamentares temem que, sem foro, possam ficar sujeitos a investigações conduzidas por magistrados de primeira instância, principalmente pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato. É bom lembrar a reação do Congresso a uma eventual mudança na prerrogativa pelo STF. que foi escancarada na semana passada pelo líder do governo no Congresso e presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), dizendo que não pode haver uma "suruba selecionada". A principal justificativa pública de parlamentares para não levar adiante a proposta é que, sem qualquer espécie de prerrogativa, nenhuma iniciativa não passará;
As PECs em tramitações mais avançadas nas duas Casas querem acabar com o foro. A maioria dos congressistas, porém, defende que determinadas autoridades, como presidentes de Poderes, ou medidas de força, como o cumprimento de pedidos de prisão ou de busca e apreensão, sejam investigados ou decretados por tribunais. Há parlamentares que admitem abertamente que será difícil a matéria avançar. "No momento de confusão, nunca sai uma legislação boa", disse o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), que, pessoalmente, se diz a favor de restringir o foro. Na Câmara, o provável presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), adiantou que tentará pautar uma do pacote de 12 PECs sobre o tema, exatamente a mais antiga delas, que tramita desde 2005. "Se houver um anseio popular e há manifestações do STF de decidir sobre o assunto, não tem como o Congresso não discutir", disse opresidente da CCJ. Essa iniciativa (pautar a tal PEC) não tem nenhuma simpatia dos deputados, e para tentar viabilizar sua aprovação, o autor da última das propostas que trata do assunto, Celso Maldaner (PMDB-SC), admite mudar seu texto sobre fim do foro irrestrito para deixar apenas 15 autoridades no STF: os ministros da Corte e os presidentes da República, da Câmara e do Senado, além do procurador-geral da República, assunto já tentado mas que sofreu sérias restrições da sociedade. Dia 26, o povo tem de gritar muito alto contra essa aberração.

4 de março de 2017

Acredita que alguém deposite US$ 800 mil na sua conta sem que você saiba?

Pelo visto, os brasileiros serão obrigados a colocar no rosto um nariz de palhaço. Deve ser o que acha o ex-deputado Henrique Alves, que um dia foi presidente da Câmara e ministro de Estado, ao confessar que abriu uma conta secreta secreta na Suíça, através de um escritório no Uruguai. Até aí, nada demais, porque qualquer pessoa pode ter uma conta bancária no Brasil ou no exterior. O que não pode é ele achar que os brasileiros são bobos e declarar à imprensa, na maior cara-de-pau, que não sabe explicar como nada menos que US$ 800 mil - é isso mesmo, 800 mil dólares - apareceram naquela conta, e nem quem foi que a movimentou. Será que acabou a credibilidade dos bancos suíços, razão principal de terem se tornado no maior refúgio do dinheiro de ricaços legais ou não do mundo inteiro? Conta outra, Henrique Alves, porque você deve estar sendo atacado por um espírito de humorista. Para piorar a palhaçada, os advogados de defesa do ex-parlamentar confirmam essa história de que alguém surrupiou a grana de seu ilustre cliente. Não é possível que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vá deixar isso passar em branco sem punir o que é, na melhor das hipóteses, um deboche;

Na condição de servidor aposentado do Estado do Rio de Janeiro, consequentemente vítima dos atrasos no pagamento de salários "patrocinado" por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, declaro que se aparecer na minha conta bancária com saldo negativo um depósito estranho de US$ 8 imediatamente vou querer saber quem foi. Se não for para devolver o que não me pertence, será para agradecer a ajuda dada pelo doador em tão boa hora. Ao final dessa peça cômica, não pode é Henrique Alves cantar para os cidadãos brasileiros aquela antiga marchinha que dizia: "Cara de palhaço, pinta de palhaço", lançada em 1961 pelo cantor Miltinho. Parecendo a mesma mentira que provocou a perda do mandato do ex-deputado Eduardo Cunha, nosso ilustre político humorista disse que não movimenta a conta da Suíça, da qual é apenas o "beneficiário". Quanto a nós, ele acha que somos "otários"? Fala sério!

3 de março de 2017

Campanhas de Lula, Dilma, Temer e Aécio tiveram grana suja da Odebrecht

Já não há dúvidas de que a Operação Lava-Jato revelou que havia uma relação nada republicana entre a Odebrecht e o PT. Aos poucos é possível entender claramente como era tal relação. Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o empresário Marcelo Odebrecht admitiu ter disponibilizado R$ 300 milhões ao PT entre 2008 e 2014, justamente os períodos em que o partido trabalhava para eleger e reeleger Dilma Rousseff, inclusive no período em que era a candidata à sucessão de Lula. Metade desse volume foi usado apenas na campanha de 2014, campanha que pode redundar na cassação da chapa Dilma/Temer. Os repasses eram negociados com os ministros da Fazenda do PT. Primeiramente, com Antonio Palocci, e na sequência, com Guido Mantega. Parte desses recursos, segundo o executivo, não teriam sido registrados na Justiça Eleitoral. Além dos petistas, Marcelo Odebrecht também colocou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na linha de tiro, pois o tucano teve três reuniões com ele ainda no primeiro turmo das eleições de 2014, quando pediu uma doação de R$ 15 milhões;
Como era de se esperar, os acusados se apressaram em desmentir as acusações. A ex-presidente Dilma afirmou em nota oficial que a informação de Marcelo Odebrecht "é mentirosa", e que também não autorizou pagamentos a prestadores de serviços fora do país ou por meio de "Caixa 2", e que não indicou o ex-ministro Guido Mantega a pedir recurso para as suas campanhas. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República por sua vez informou que recebeu oficialmente R$ 11,3 milhões da Odebrecht e da Braskem, e que "as doações foram legais e registradas pelo TSE". Aécio Neves não deixou por menos. Também por meio de nota oficial o PSDB, partido autor da ação na Justiça Eleitoral pedindo a cassação da chapa - os tucanos agora são aliados do presidente Temer no Congresso e participam do Governo com importantes ministérios - o partido afirmou que "em nenhum momento Marcelo Odebrecht disse ter feito qualquer contribuição de caixa dois à campanha do do partido em 2014". Enfim, um montão de dinheiro andou circulando em campanhas eleitorais e ninguém assume que tenha qualquer coisa fora da lei. Esquecem de que andaram envolvidos com uma empresa que corrompeu muita gente com propinas em troca de contratos bilionários com o Governo. Vale o antigo ditado: "Diga-me com quem andas, e eu te direi quem és".

2 de março de 2017

Acabou o Carnaval, e o Ano Novo começa pra valer para os nossos políticos

Para muita gente, o Ano Novo começou agora, isto é, depois do Carnaval. Portanto, o Brasil volta à sua realidade, tirando suas alegorias e fantasias. Vamos observar que a crise política tem tendência a se agravar com as delações feitas ontem por Marcelo Odecrecht, ex-presidente da empreiteira que ostenta o sobrenome de sua família, que se juntarão às já feitas por 78 executivos da empresa que levaram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a preparar 30 pedidos de abertura de inquérito que têm como alvos senadores, deputados e ministros, que serão encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). A lista é aguardada com grande ansiedade, porque poderá ser fatal para a carreira de muitos deles. Entre os "agraciados" há um ministro do Tribunal e Contas da União (TCU). No depoimento de Marcelo Odebrecht feito ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até o nome do presidente Michel Temer foi citado juntamente com outros figurões do Governo. O presidente da República está às voltas com o processo que pede a cassação da chapa Dilma/Temer por abuso de poder econômico na eleição de 2014, cujo relator deu parecer favorável;

Pudemos ver, então, que o Brasil é um país surreal. A alegria que o povo demonstrou durante os dias do reinado de Momo é uma prova disso. Ninguém estava ligando para o fato de que vivemos numa crise financeira, moral e política nem com mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. O povo pulou e dançou nos blocos e nos sambódromos como se tudo estivesse normal. Com tal demonstração de felicidade, os políticos certamente estão despreocupados, e continuam cuidando de seus interesses, até para escaparem das garras da Operação Lava-Jato e do TSE. Os implicados já começaram a recitar aquela ladainha de sempre: "As doações que recebi foram declaradas à Justiça Eleitoral, que aprovou as prestações de contas", como se coubesse a ela analisar a origem do dinheiro. A verdade é que o funil está ficando estreito e as eleições de 2018 a cada dia ficam mais próximas. Vem muito estresse e emoções por aí.

1 de março de 2017

Juíza de Mato Grosso tem 'caneta pesada' como Sérgio Moro e Marcelo Bretas

Selma Arruda, 54, juíza da 7ª Vara Criminal do Estado de Mato Grosso, é comparada com o juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lava-Jato. A magistrada tinha planos de pular Carnaval no domingo, mas, para isso, precisava levar seu “bloco” particular. É que Selma Arruda, não dá um pulo fora do cordão de seguranças que a cerca 24 horas por dia. Ela lembra: “Ano passado deu um nó danado com os seguranças. Queria ficar mais, mas eles acharam melhor eu voltar para casa”. Como Sergio Moro, a juíza Selma Arruda é conhecida por ser dura e não hesitar em manter prisões preventivas. Os juízes que escrevem as decisões das duas operações têm perfil parecido: “caneta pesada”, na visão dos advogados de defesa da denominada Sodoma;

Quatro policiais grandalhões escoltam a juíza de 1,50 metro, que se destaca sobre saltos altíssimos, colares e pulseiras reluzentes. Ganhou a guarda no ano passado. Como Sergio Moro, Selma Arruda é conhecida por ser dura e não hesitar em manter prisões preventivas. Os juízes que escrevem as decisões das duas operações têm perfil parecido: “caneta pesada”, na visão dos advogados de defesa da Sodoma. Também como Moro, virou celebridade no Estado e é aplaudida na rua e reconhecida e apoiada por nove em dez cuiabanos. Foi nessa época que as ameaças a ela ficaram constantes. A juíza decretou a prisão de Silval Barbosa, do PMDB, que governou aquele estado entre 2010 a 2014 e de outros poderosos de Mato Grosso, investigados pela Operação Sodoma. Apelidada de Lava-Jato pantaneira, ela apura desvio em compras de terrenos, fraude em licitações e propina para cobrir custos de campanha. São tramas que se desenrolam com delações premiadas, conduções coercitivas, interceptações telefônicas e prisões preventivas. O homem tinha acabado de depor em uma ação que apura desvios de R$ 60 milhões do Legislativo, supostamente capitaneados por José Riva (PSD). O ex-deputado presidiu a Assembleia mato-grossense por duas décadas e carrega o apelido de “maior ficha-suja do país” por responder a cem processos;

A magistrada diz que é uma “falácia” dizerem que o Brasil encarcera demais, é contrária às audiências de custódia e defende penas duras. A juíza recebe cumprimentos até mesmo de testemunhas durante audiências que instrui. Terminado seu depoimento no último dia 22, um gerente de concessionária levantou-se e olhou para a magistrada, no centro da mesa e disse: “Tenho orado por você e sua família”. Mas existe algo que a diferencia de Moro: ela evita dar entrevistas. A juíza mato-grossense era presença frequente em programas da TV local. Chegou a postar vídeos em que convocava cuiabanos a protestar a favor das “Dez Medidas Contra a Corrupção", e discursou em um trio elétrico com a faixa “Somos todos Moro”, em 2016, mas anunciou que decidiu cancelar suas páginas do Facebook, atribuindo a decisão a ataques por tentar “aplicar a justiça e as leis contra os poderosos neste Estado”. Mais uma que se junta a Marcelo Bredas e atua na Justiça "à imagem e semelhança" de Sérgio Moro.

Janot chama Aécio para depor, e também Zé Dirceu, Delcídio e Sílvio Pereira

Uma boa notícia para aqueles petistas que vivem alegando seletividade nas investigações da Operação Lava-Jato, e que cobram investigações e depoimentos de políticos do PSDB. E a coisa começa com um dos principais figurões tucanos. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot pediu ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sejam tomados os depoimentos do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, sobre a existência de um suposto esquema de corrupção em Furnas. Janot protocolou o pedido no STF na última quinta-feira. Se o ministro autorizar o pedido, será a primeira vez que tucano irá depor aos investigadores do caso Furnas. Também foram pedidos os depoimentos do ex-ministro José Dirceu, do ex-senador e delator Delcídio Amaral (ex-PT/MS) e do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira. O caso de corrupção na estatal de energia veio a tona em 2005, na CPI Mista dos Correios, por meio do ex-deputado e delator do "Mensalão do PT", Roberto Jefferson. A investigação contra Aécio foi aberta em maio de 2016, com base na delação de Delcídio Amaral, quando afirmou que “sem dúvida” o tucano teria recebido propinas no esquema de corrupção na estatal de energia, que teria funcionado nos moldes do que ocorreu com a Petrobras;
Em dezembro do ano passado, Aécio depôs à Polícia Federal (PF) em outro inquérito, no qual é investigado por supostamente atuar para “maquiar” dados da CPI Mista que poderiam implicar tucanos. Aécio teria se beneficiado de um esquema de corrupção na estatal. O procurador-geral quer apurar a versão apresentada pelo delator e lobista Fernando Horneaux de Moura, que disse ter sido informado por Dirceu, em 2003, do pedido de Aécio a Lula para que o então diretor de Engenharia de Furnas Dimas Toledo fosse mantido no cargo. Na ocasião, Dirceu exercia o cargo de chefe da Casa Civil do governo Lula. Amigo de Dirceu, Fernando Moura participou das discussões com o então ministro e o secretário-geral do PT na época, Silvio Pereira, sobre o loteamento de cargos do governo federal, incluindo as diretorias das estatais, como a Petrobras. Moura contou aos investigadores que foi avisar Dimas Toledo, suspeito de operar o esquema de propinas em Furnas, de sua permanência no cargo na época e que teria sido avisado por ele que haveria uma divisão de propina. De acordo com o delator, a propina seria dividida um terço para o PT nacional, um terço para o PT de São Paulo e um terço para Aécio.