Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

30 de novembro de 2009

Não dá para continuar com eles!


  • Mais um caso de corrupção ganha evidência no noticiário político. Agora é a vez do governador de Brasília, José Roberto Arruda (DEM). A televisão mostrou para todo mundo o mesmo recebendo uma bolada de dinheiro vivo, com todos os indícios de propina para ser distribuída entre secretários, auxiliares e deputados distritais. Depois de termos assistido ao espetáculo do Mensalão federal, em 2005, agora temos o Mensalão distrital. Tanto um episódio como o outro servem de prova de que a política brasileira está definitivamente deteriorada;
  • Já tivemos deputado petista flagrado com dólares na cuéca. Temos agora democrata carregando dinheiro escondido até nas meias. Quatro anos depois do primeiro Mensalão, não se sabe de quem tenha sido punido diretamente pelo fato. Alguns foram demitidos de altos cargos, como Zé Dirceu, para melhorar a imagem do Governo. Este teve até o mandato de deputado federal cassado, mas outros ficaram nos seus cargos e até influenciando em decisões do Governo;
  • Uma ação que corre no Supremo Tribunal Federal indicia Zé Dirceu e mais de 30 outros como integrantes de uma quadrilha de comando do Mensalão. Sabe Deus quando esse processo será concluído. Muitos deles acabam de ser reintegrados à cúpula do PT como resultados das eleições para a direção do partido do presidente Lula. Aos poucos o eleitorado vai se esquecendo dos escândalos, como certamente se esquecerá do Mensalão mais recente;
  • Junte-se a tudo isso uma infinidade de coisas erradas praticadas especialmente por senadores e deputados, como nos casos das farras com passagens aéreas, das horas extras pagas em pleno recesso, dos atos secretos encobrindo casos explícitos de nepotismo. Os cartões corporativos cedidos aos membros do Governo cobriram despesa até com tapioca para ministro, com o agravante de que as despesas pessoais da Lula e seus familiares não poderem ser revelados sob a ridícula alegação de ser "motivo de segurança nacional";
  • A ilustração acima é por causa da revolta que tudo isso tem provocado no responsável por este Blog, que é a mesma de muita gente que pensa sério sobre tudo o que vem acontecendo ao longo dos anos no meio político e da administração pública. Ao invés do voto nulo ou em branco, é necessário que o eleitor se impregne da ideia de promover uma considerável renovação nos quadros políticos do Brasil. Chega do que está acontecendo! Vamos reagir! Não vamos reeleger essa gente!

25 de novembro de 2009

O povo a serviço de uma família

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, viajou de São Paulo a Brasília de carona num avião da FAB (Força Aérea Brasileira) em 9 de outubro, acompanhado de 15 acompanhantes. Eles teriam de gastar no mínimo R$ 15.098, ao todo, para fazer o mesmo trajeto caso tivessem viajado de primeira classe pela TAM, e na Gol, pagariam R$ 7.658 na classe econômica. Lulinha e seus amigos viajaram com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na aeronave oficial conhecida como Sucatinha, um Boeing 737;


O mais interessante é que avião, ocupado por militares, estava prestes a pousar em Brasília em cerca de 10 minutos quando teve de retornar a São Paulo para buscar Meirelles - que solicitou a aeronave -, um assessor dele, além de Lulinha e seus convidados. Meirelles disse que só no embarque soube que Lulinha e mais 15 pessoas viajariam com ele. O Sucatinha, que havia iniciado a viagem em Gavião Peixoto (SP), pousou em Guarulhos às 19 horas e foi reabastecido;


Uma nova ordem ao comandante informou que os passageiros embarcariam no aeroporto de Congonhas. Para que o avião ficasse mais leve e novamente obter condições de pouso, foi necessário queimar cerca de 3.000 kg de querosene sobrevoando São Paulo até descer em Congonhas, às 21h30. A nova decolagem só ocorreu às 23 horas e a chegada a Brasília, uma hora e 40 minutos depois. Os custos do retorno de Brasília para São Paulo, o sobrevôo e o combustível queimado não estão incluídos nos valores das passagens da TAM e da GOL;


Como era de se esperar, líderes da oposição cobraram ontem do Governo e do presidente Lula explicações sobre o uso de um avião da FAB. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que aguarda do Governo um desmentido sobre a denúncia, pois disse não acreditar que seja algo próprio de acontecer numa democracia. “Estou esperando um desmentido enérgico. Isso acontecia no Haiti do (ditador) Baby Doc. Não numa democracia madura como a gente imagina que seja a brasileira”.


A Presidência da República reafirmou ontem que os passageiros foram convidados pelo presidente Lula e que não divulgará a lista dos nomes. E disse que o avião já estava em Congonhas, não retornou de Brasília e/ou de Guarulhos. Estranha foi a nota assinada pela Secretaria de Imprensa da Presidência, que reafirmou: "Os passageiros que embarcaram com o presidente do Banco Central em Congonhas foram convidados pelo presidente. O presidente da República pode convidar pessoas para se encontrar com ele e oferecer transporte pelas aeronaves que servem à Presidência. Para isso, recomenda que sempre sejam aproveitados voos de deslocamentos já previstos para transporte de autoridades do governo";


O líder do PSDB lamentou que no Brasil tenha se criado o mito de que ninguém pode criticar atitudes de um presidente que tem 80% de popularidade porque corre-se o risco de perder a eleição. “Estou pronto para perder a eleição, porque não dá para achar normal o filho do rei mandar o avião voltar. Está se criando um clima em que o pecado mais fundamental é alguém dizer qualquer coisa que contrarie a orientação fundamental que vem do Palácio porque o presidente tem 80%”, disse Virgílio;


Seguindo a mesma linha adotada por Lula, em 2005, quando justificou o Mensalão dizendo que se tratava de uma prática que sempre fora utilizada no Brasil, agora foi a vez do líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP), que para justificar a mordomia de Lulinha e seus amigos, chegou ao ponto de lembrar que uma filha de Fernando Henrique teve um emprego no Senado. Tipo de justificativa de petista de porta de botequim. Na realidade, ao contrário das antigas Casas da Banha, cujo slogan era “Uma família a serviço do povo”, hoje, com Lula, o que existe é “O povo a serviço de uma família”.

23 de novembro de 2009

Temer defende penas alternativas para deputados que usaram notas frias

Este é o título de matéria publicada hoje no site Folha Online. A notícia começa assim: “O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse que encaminhará amanhã para a Corregedoria da Casa a denúncia publicada pela Folha de que empresas com endereços inexistentes são beneficiárias da verba indenizatória de R$ 15 mil recebida mensalmente pelos 513 deputados”. O presidente disse que se as irregularidades forem confirmadas após investigação da Corregedoria, haverá punições aos parlamentares envolvidos nas fraudes. No entanto, ele reconheceu que as penas podem ser mais "brandas" que a cassação do mandato;


Numa clara demonstração de corporativismo, Temer defendeu penas "alternativas" para os deputados envolvidos em irregularidades, como no caso das notas fiscais. Convém lembrar que o Conselho de Ética da Câmara já absolveu o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) por uso irregular da verba indenizatória, quando até pagou por serviços de segurança feitos por empresa de sua propriedade. Temer acredita que penas alternativas possam ser aplicadas pelo conselho para punir os deputados, ao invés da cassação do mandato. E afirmou: "Há um projeto de modificação do regimento do Conselho de Ética que permite até a gradação de penas. Eu tenho patrocinado esta fórmula porque às vezes não é caso de cassação imediata, mas de punição de menor natureza. Estamos trabalhando nessa tese também";


O presidente da Câmara descartou a extinção da verba indenizatória, mesmo após as denúncias de irregularidades na sua utilização. "Toda vez que você vai falar em extinção da verba indenizatória fala-se em aumento de salário. Aí a crítica passa a ser outra, passa a ser precisamente em função do aumento salarial. Eu não quero nem falar sobre isso, porque se falo, a notícia é que o presidente Temer propõe aumento de salário. É tema difícil e delicado. Por enquanto, acho que temos que deixar como está", afirmou.


Segundo Temer, a Corregedoria da Câmara vai investigar os temas listados pela reportagem da Folha como irregularidades no uso da verba. E disse Temer: "Levantaremos aqueles que sejam eventualmente irregulares, que não sejam meros indícios. Prefiro não fazer juízo de valor. Prefiro que se faça a apuração, e a apuração vai determinar o valor que se dará a essas informações";


A notícia esclarece que a Folha teve acesso por via judicial a 70 mil notas fiscais referentes aos quatro últimos meses de 2008, que justificaram reembolsos de supostos gastos de deputados federais. A reportagem, no entanto, encontrou empresas que não existem no endereço declarado à Receita ou são totalmente desconhecidas do mercado, funcionando de forma invisível ao consumidor comum;


Parece – e é, com certeza – um absurdo. Não dá para se concordar com o presidente da Câmara dos Deputados. Apresentar nota fiscal fria é crime em qualquer empresa privada. Em 2001, o Congresso criou a verba indenizatória, adicional mensal no valor de R$ 15 mil para despesas de trabalho. O salário de um deputado é de R$ 16,5 mil. No caso dos parlamentares, está envolvido dinheiro público, que quer dizer dinheiro do povo.

21 de novembro de 2009

Pedro Simon apoia projeto do MCCE

"O manto da impunidade é usado nas eleições para se alcançar a imunidade". A afirmação é do senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendendo a mobilização da sociedade e da classe política para aprovação do projeto de iniciativa popular que impede a candidaturas de políticos "fichas sujas" (com condenação na Justiça), como nos tempos das Diretas Já, da Constituinte e dos caras-pintadas. Como se recorda, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) entregou à Câmara dos Deputados um projeto, de iniciativa popular, com mais de 1 milhão e 300 mil assinaturas;


Para o senador gaúcho, nos últimos tempos o Brasil se preocupou muito com o eleitor, deixando, no entanto, de se preocupar em conhecer a conduta daqueles que ele escolhe no dia da eleição. E diz: "Grandes nações olham para o sistema eleitoral brasileiro. Perfeito. Voto depositado, voto contado. Mas o Brasil não se preocupou, no mesmo passo, em conhecer os eleitos". Pedro Simon disse ainda que a mobilização que gerou mais de um milhão de assinaturas de apoio à proposta e entregue à Câmara dos Deputados deve ser valorizada;


O representante do Rio Grande do Sul está à vontade para apoiar o projeto encaminhado pelo MCCE porque apresentou emenda semelhante, rejeitada pela Câmara, quando da discussão da reforma política. E lembra: "Foram mais de um milhão que aderiram ao projeto. Uma lufada de ética em muitos que serão, aprovada a lei, alcançados por ela". E Simon ainda destaca: "Para ingressar no serviço público há que se comprovar conduta ilibada. E não se faz negócio com quem tem passado que se possa condenar. Entretanto, não é assim quando se trata de um candidato a traçar os caminhos da política brasileira";


Aqueles que assinaram o projeto de iniciativa do MCCE e os que apoiam a iniciativa esperam que outros senadores e deputados, principalmente, entendam que é chegada a hora de mudar a legislação protetora de candidatos "fichas sujas" de hoje, adotando o projeto popular, sob pena de assistirem no ano que vem uma enxurrada de votos nulos e brancos, ao lado de uma renovação na composição da Câmara e do Senado nunca vista antes. Já é hora da moralização da representação popular.

17 de novembro de 2009

Projeto Ficha Limpa patina na Câmara

Em 3 de junho deste ano, foi feita neste Blog uma postagem sobre parlamentares (deputados federais e senadores) com processos tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Eram 150 parlamentares com 318 ações e inquéritos, destacando-se o deputado Neudo Campos (PP-RR), com 11 ações penais e 10 inquéritos, para que os eleitores julgassem se os mesmos mereciam continuar como representantes do povo a partir de 2011;

Há pouco tempo, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) entregou à Câmara dos Deputados um projeto, de iniciativa popular, com mais de 1 milhão e 300 mil assinaturas. A proposição era para que seja obrigatória a existência de "ficha limpa" dos candidatos a cargos eletivos, já a partir da próxima eleição, ou seja, seria considerado inelegível aqueles que tenham sido condenados mesmo que em primeira instância. E ainda mais com o projeto prevendo a inelegibilidade de quem apenas responda a processo por abuso do poder econômico, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia populares e a administração pública, aí mesmo é que fica difícil a sua aprovação, pois a nova lei estaria impedindo "ações" futuras dos atuais "fichas limpas";

Será necessário que o projeto seja aprovado até junho do ano que vem para que as novas regras sejam observadas nas eleições de 2010. No entanto, principalmente pelo fato do projeto de lei estabelecer que os candidatos de "ficha suja" seriam impedidos de concorrer em eleições por um período de oito anos, certamente está funcionando um forte corporativismo para evitar que 318 parlamentares sejam impedidos de tentar a reeleição. Um grupo de grande número de parlamentares certamente conta com o apoio dos demais, muitos deles com certeza podendo a qualquer momento aumentar essa lista;

Pata que não caiam no esquecimento, divulgamos a seguir os nomes dos "ilustres" representantes do povo que estão respondendo a processo do STF, para que os eleitores prestem bastante atenção na hora de votar no ano que vem, pois tais indivíduos não merecem essa honrosa missão de representar o povo, ressaltando a "atuação" do deputado
Neudo Campos (PP-RR), recordista absoluto de ações no Supremo:

Deputados:
Abelardo Camarinha (PSB-SP)
Abelardo Lupion (DEM-PR)
Ademir Camilo (PDT-MG)

Aelton Freitas (PR-MG)

Alceni Guerra (DEM-PR)
Alfredo Kaefer (PSDB-PR)

Aline Corrêa (PP-SP)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Antônio Palocci (PT-SP)

Armando Abílio (PTB-PB)

Armando Monteiro Neto (PTB-PE)

Arnon Bezerra (PTB-CE)

Arolde de Oliveira (DEM-RJ)

Asdrúbal Bentes (PMDB-PA)

Augusto Farias (PTB-AL)

Barbosa Neto (PDT-PR)

Beto Mansur (PP-SP)

Bispo Gê Tenuta (DEM-SP)

Bonifácio Andrada (PSDB-MG)

Carlos Alberto Canuto (PMDB-AL)

Carlos Bezerra (PMDB-MT)

Cassio Taniguchi (DEM-PR)

Celso Russomanno (PP-SP)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Cléber Verde (PRB-MA)

Clóvis Fecury (DEM-MA)

Dalva Figueiredo (PT-AP)

Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS)

Edmar Moreira (sem partido-MG)

Edson Ezequiel (PMDB-RJ)

Eduardo Gomes (PSDB-TO)

Eduardo Sciarra (DEM-PR)

Eliene Lima (PP-MT)
Eliseu Padilha (PMDB-RS)

Emanuel Fernandes (PSDB-SP)

Enio Bacci (PDT-RS)

Ernandes Amorim (PTB-RO)

Fábio Faria (PMN-RN)

Fernando Chiarelli (PDT-SP)

Fernando de Fabinho (DEM-BA)

Flaviano Melo (PMDB-AC)

Francisco Rodrigues (DEM-RR)

Francisco Tenório (PMN-AL)
Geraldo Pudim (PMDB-RJ)

Geraldo Simões (PT-BA)

Gervásio Silva (PSDB-SC)

Giacobo (PR-PR)

Giovanni Queiroz (PDT-PA)

Jackson Barreto (PMDB-SE)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

Jairo Ataíde (DEM-MG)

Jerônimo Reis (DEM-SE)

Jilmar Tatto (PT-SP)

João Magalhães (PMDB-MG)

João Paulo Cunha (PT-SP)

Jorginho Maluly (DEM-SP)

José Edmar (PR-DF)
José Genoino (PT-SP)

José Mentor (PT-SP)

José Linhares (PP-CE)

José Otávio Germano (PP-RS)

Júlio César (DEM-PI)

Júlio Semeghini (PSDB-SP)

Jurandil Santos (PMDB-AP)

Juvenil Alves (PRTB-MG)

Laerte Bessa (PMDB-DF)

Lázaro Botelho (PP-TO)

Leandro Sampaio (PPS-RJ)

Léo Alcântara (PR-CE)

Leonardo Quintão (PMDB-MG)

Lindomar Garçom (PV-RO)

Lira Maia (DEM-PA)

Luciana Genro (Psol-RS)

Luciano Pizzatto (DEM-PR)

Luiz Bittencourt (PMDB-GO)

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES)

Magela (PT-DF)

Manoel Salviano (PSDB-CE)

Marcelo Castro (PMDB-PI)

Márcio Junqueira (DEM-RR)

Márcio França (PSB-SP)

Márcio Reinaldo (PP-MG)

Mário de Oliveira (PSC-MG)

Maurício Trindade (PR-BA)

Michel Temer (PMDB-SP)

Natan Donadon (PMDB-RO)

Nelson Bornier (PMDB-RJ)

Nelson Goetten (PR-SC)

Nelson Meurer (PP-PR)


Neudo Campos (PP-RR)

Ação Penal 468 – formação de quadrilha ou bando e peculato.

Ação Penal 456 – formação de quadrilha ou bando e peculato. Corre em segredo de Justiça
Ação Penal 453 – crime contra a administração pública. Peculato.
Ação Penal 485 – crime contra a administração pública. Peculato.
Ação Penal 457 – formação de quadrilha ou bando e peculato.
Ação Penal 459 – crime contra a administração pública. Peculato.
Ação Penal 452 – crime contra a administração pública. Peculato.
Ação Penal 468 – formação de Quadrilha. Peculato.
Ação Penal 500 – crime contra a administração pública. Peculato.
Ação Penal 505 – peculato.
Ação Penal 506 – formação de quadrilha ou bando e peculato.
Inquérito 2464 – crime contra a administração pública. Peculato.
Inquérito 2489 – crime contra a administração pública. Peculato.
Inquérito 2492 – crime contra a administração pública. Peculato.
Inquérito 2627 – crime contra a administração pública. Peculato.
Inquérito 2647 – crimes de Responsabilidade e contra a Lei de Licitações.
Inquérito 2715 – captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral.
Inquérito 2710 – crimes contra a Lei de Licitações.
Inquérito 2735 – formação de quadrilha, peculato.
Inquérito 2743 – formação de quadrilha, peculato.
Inquérito 2746 – formação de quadrilha, peculato.

Nilmar Ruiz (DEM-TO)
Olavo Calheiros (PMDB-AL)

Osvaldo Reis (PMDB-TO)

Paulo Pereira da Silva (PDT-SP)

Paulo Rocha (PT-PA)

Paulo Maluf (PP-SP)

Paulo Magalhães (DEM-BA)

Pedro Henry (PP-MT)

Pedro Wilson (PT-GO)

Raul Jungmann (PPS-PE)

Rebecca Garcia (PP-AM)

Renato Amary (PSDB-SP)

Ricardo Barros (PP-PR)

Roberto Balestra (PP-GO)

Roberto Britto (PP-BA)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Rogério Marinho (PSB-RN)

Rômulo Gouveia (PSDB-PB)

Sandro Mabel (PR-GO)

Saraiva Felipe (PMDB-MG)

Sebastião Bala Rocha (PDT-AP)

Sérgio Moraes (PTB-RS)

Sérgio Petecão (PMN-AC)

Silas Câmara (PSC-AM)

Silvio Costa (PNM-PE)

Silvio Lopes (PSDB-RJ)

Solange Almeida (PMDB-RJ)

Sueli Vidigal (PDT-ES)

Takayama (PSC-PR)

Tatico (PTB-GO)

Tonha Magalhães (PR-BA)

Uldurico Pinto (PMN-BA)

Urzeni da Rocha (PSDB-RR)

Vadão Gomes (PP-SP)

Valdemar Costa Neto (PR-SP)

Vitor Penido (DEM-MG)

Wladimir Costa (PMDB-PA)

Wellington Roberto (PR-PB)

Zé Gerardo (PMDB-CE)


Senadores
:

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)

Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Fernando Collor (PTB-AL)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Gim Argello (PTB-DF)

Gilvam Borges (PMDB-AP)

Jayme Campos (DEM-MT)

João Ribeiro (PR-TO)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)

Mão Santa (PMDB-PI)

Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)

Marconi Perillo (PSDB-GO)

Mário Couto (PSDB-PA)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Rosalba Ciarlini (DEM-RN)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Valdir Raupp (PMDB-RO)
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)

16 de novembro de 2009

Governo insiste em culpar raios pelo apagão


Em nota, o Ministério das Minas e Energia afirma que curto-circuito provocou blecaute. A seguir, na íntegra a Nota do MME:


Sobre a interrupção de energia ocorrida na noite do dia 10, que causou grandes transtornos à população de vários estados do País, o governo federal esclarece:


Pouco depois das 22 horas da terça-feira passada, curtos-circuitos próximos à subestação de Itaberá, em São Paulo, provocaram o desligamento de três linhas de alta tensão que transportavam energia da usina de Itaipu e do sistema Sul. No momento da interrupção, a região enfrentava descargas atmosféricas, ventos e chuvas intensas.


Com a perda da Usina de Itaipu e do fornecimento da região Sul, outras usinas também foram desligadas automaticamente na região Sudeste, a mais afetada por essas ocorrências.


Em reunião extraordinária, por orientação do Presidente da República, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico criou um grupo de trabalho, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, para acompanhar os estudos e as análises das causas da ocorrência, bem como propor medidas que aumentem o grau de segurança e confiabilidade do nosso sistema interligado de fornecimento de energia elétrica, reconhecidamente um dos mais modernos e eficientes do mundo. Assim, evitaremos novos transtornos para a população e para a economia.


Aqueles que tiveram aparelhos elétricos danificados pela interrupção do fornecimento de eletricidade poderão solicitar o ressarcimento do prejuízo às concessionárias locais de distribuição, no prazo de 90 dias.


Por último, é importante deixar claro que o Brasil conta com a energia necessária para continuar a crescer vigorosamente, gerando produção, trabalho e renda. E graças ao planejamento e aos fortes investimentos no setor, tampouco enfrentará problemas de oferta de energia no futuro.


É impressionante como a palavra oficial insiste em querer que a população acredite que tudo está muito bem. Menos de um mês antes do apagão (ou blecaute, como diz o Governo), a ministra-candidata, que é quem manda e desmanda no ministério, afirmara que não havia risco de apagão. Não houve apagão oficialmente, mas o blecaute deixou 18 estados e mais de 60 milhões de pessoas e energia elétrica e muitos com bastante problemas;


Chama também a atenção o interesse de Lula em fazer comparações entre seu blacaute e o apagão de Fernando Henrique. Técnicos e especialistas continuam afirmando que a intensidade dos raios que ocorreram na região apontada pelo MME e os equipamentos existentes não justificam o que aconteceu. O que pensam os consumidores de energia que vivenciaram o apagão está resumido numa carta de um leitor de "O Globo", em sua edição de hoje:


Bolsa Apagão - Nunca antes na história deste país a Usina Hidrelétrica de Itaipu ficou paralisada, causando um apagão que atingiu 18 estados e aproximadamente 60 milhões de pessoas. Já que o governo está criando a Bolsa Celular com R$ 7 por mês para pagar a conta do telefone, nada mais justo que crie a Bolsa Apagão, destinada ao pagamento de lanternas, velas, geradores para os hospitais, instalação de luzes de emergência etc. Os sem-lua agradecem. - ALMIR ABREU DOS SANTOS, Niterói, RJ

12 de novembro de 2009

Apagão é caso encerrado, Dilma?

Depois do sumiço de ontem, a toda-poderosa ministra Dilma Rousseff apareceu numa solenidade na qual o Governo anunciava a redução dos índices de desmatamento na Amazônia. A chefe da Casa Civil acabou falando sobre o apagão que atingiu 18 Estados, além do Distrito Federal na noite da última terça-feira. Ela afirmou tratar-se de um “caso encerrado”. Dilma seguiu o mesmo discurso de seu colega Edison Lobão, das Minas e Energia, que também afirmara que o episódio era algo já superado. A candidata de Lula também confirmou as explicações oficiais da véspera, segundo as quais as causas do apagão eram climáticas, declarando: "O que aconteceu é que o sistema foi submetido a uma situação muito grave de ventos, raios e chuvas”;


Num primeiro momento Lula fez questão de relembrar o apagão de 2001, procurando fazer comparações entre o seu governo e o de Fernando Henrique. Nesse caso, Dilma Rousseff aparentemente jogou contra o Presidente, ao afirmar: “Não se pode politizar uma coisa tão séria para o país, não se faz isso, não é republicano. Não vou comentar, vou responder tecnicamente". Mas acabou politizando o assunto quando disse o que Lula havia dito na véspera: "É absolutamente inequívoco que o Brasil de hoje é completamente diferente do Brasil que sofreu oito meses de racionamento”. Ela acabou trazendo o apagão de FHC para fazer comparações;


Ficou ruim para as explicações a nota emitida pelo instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, segundo a qual embora houvesse uma tempestade na região próxima a Itaberá, com atividade de raios no horário do apagão, as descargas mais próximas do sistema elétrico estavam a aproximadamente 30 km da subestação, e que cerca de 10 quilômetros distantes de uma das quatros linhas de Furnas, de 750 kV, e a 2 km de uma das outras linhas, de 600 kV, que saem de Itaipu em direção a São Paulo;


Diversos técnicos da área de energia elétrica foram ouvidos e a quase totalidade deles foram enfáticos ao afirmarem que os níveis de raios caídos naquela área apontada pelo ministro Lobão não tinham níveis para provocar o desligamento das linhas de transmissão, bem como que os equipamentos não eram suscetíveis a sofrer qualquer abalo com aqueles raios. Vê-se, portanto, que ao contrário do que disseram Lobão e Dilma, parece que o caso não está ainda encerrado.

Dilma se esconde do apagão

O comentário está no Blog Josias de Souza e vem com o seguinte título, que também está em alguns órgãos de imprensa:


Lula monta operação para proteger Dilma do apagão


Lula mobilizou os operadores políticos do governo numa operação destinada a proteger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Tenta-se evitar que o apagão contagie a candidatura presidencial de Dilma. Acionados pelo Planalto, os líderes do governo se mobilizam no Congresso para evitar a convocação de Dilma. PSDB e DEM tentarão aprovar na Comissão de Infraestrutura do Senado requerimento do líder tucano Arthur Virgílio (AM). Pede a presença de dois ministros: Dilma e Edison Lobão (Minas e Energia). A depender de Lula, só será admitida a presença de Lobão;


Josias de Souza acrescenta em seu Blog: Dilma tomou chá de sumiço nesta quarta (11), dia em que o governo buscava explicações para o breu. Uma precaução adotada para evitar que a voz da ministra soasse em público antes que o governo dispusesse de explicações plausíveis. Ainda segundo Josias, Lula abespinhou-se com o excesso de entrevistas e a escassez de dados objetivos. No início da tarde, ordenou que só Lobão falasse pelo governo. Para revestir a decisão de lógica, argumentou-se que energia é assunto da pasta de Lobão. Trata-se de entendimento novo. Apadrinhado de José Sarney (PMDB-AP), Lobão foi à Esplanada como um neófito energético. Dilma sempre mandou e desmandou no setor;


Josias de Souza também lembra: A cadeira de Lobão foi ocupada por Dilma entre 2003 a 2005. Nesse período, a ministra reordenou o sistema elétrico do país. Há duas semanas, em 29 de outubro, Dilma concedera uma entrevista ao programa “Bom Dia, ministro”, da Radiobras. Não só discorreu sobre energia como foi categórica: “Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão”. Por quê? Segundo Dilma, diferentemente do que ocorrera sob FHC, o governo voltara a “fazer planejamento”. Realizara os investimentos necessários;

Na informação a seguir estaria mais um motivo para Lula & Cia. terem tanta aversão ao Tribunal de Contas da União (TCU). Josias informa: Em relatório aprovado há pouco mais de três meses, em 22 de julho de 2009, o TCU anotara coisa diversa. O autor do texto é o ministro Walton Alencar Rodrigues. Ele relatou uma auditoria feita no Ministério de Minas e Energia entre 26 de maio e 4 de julho de 2003. Nesse período, Dilma ainda respondia pela pasta. O TCU moveu-se com dois objetivos;


O que se estranha é o fato de Dilma estar totalmente desaparecida, logo ela com quem Lula anda por tudo que é lugar para ele mostrar ao eleitorado e ao mundo que sua candidata à sucessão é a grande planejadora e gestora das ações do Governo. Nem na reunião para discutir o apagão a ministra esteve presente. Para piorar, a preocupação do Governo é fazer comparações entre o apagão de FHC com o de agora. E as informações soam como desculpas esfarrapadas, o que se comprova com a quantidade de desmentidos dados a toda hora por técnicos do setor energético;


Lula mantém seu critério de fugir dos grandes problemas. Todos ainda se lembram de que ele, por exemplo, só apareceu sobrevoando Santa Catarina, depois das enchentes, após muita gritaria da opinião pública. Agora, um apagão atinge mais de 60 milhões de pessoas (cerca de um terço da população brasileira) e Lula foi incapaz de fazer um pedido de desculpa àqueles que foram e continuam sendo afetados pela escuridão;


Josias de Souza então conclui: Nesta quinta (12), Dilma deve levar o rosto de volta à vitrine. Sua agenda prevê a participação numa solenidade em que o governo anunciará a queda no desmatamento da Amazônia. O meio ambiente é a nova obsessão da ministra. O titular da área é Carlos Minc. Mas, como que decidido a pintar sua candidata de verde, Lula indicou Dilma para representar o Brasil no encontro climático de Copenhague, no mês que vem.

9 de novembro de 2009

Deputados gazeteiros "se lixam" para o eleitor

O Congresso Nacional brasileiro parece que faz questão de estar sempre aparecendo de modo negativo no noticiário. Este ano, nossos congressistas já nos dar o "espetáculo" das passagens aéreas, quando foram flagrados voos de parentes e amigos de deputados e senadores pelo mundo a fora, ao lado de algumas passagens sendo repassadas para agências de viagem. Depois, a partir do escândalo das horas extras pagas a mais de 6 mil servidores do Senado, em pleno recesso, gastando mais de R$ 6 milhões indevidamente. Aí apareceram os casos de nepotismo, atos secretos e outras mazelas parlamentares (ou pra lamentar?);

Mas 2009 não poderia deixar de ser o "ano de ouro" dos nossos ilustres parlamentares. Reportagem de O Globo deste domingo registra com fotos deputados passando pelo plenário da Câmara para registrar suas presenças, mas que minutos depois são flagrados no Aeroporto de Brasília embarcando para seus estados de origem. Isso quer dizer que fingem que estão presentes, mas a Câmara não finge que os paga como se lá estivessem durante toda a quinta-feira;

Já é sabido que deputados e senadores só "trabalham" de terça a quinta-feira. Na segunda estão retornando de suas bases; na sexta, estão retornando. De certa forma, é até justo que façam contato com seus eleitores nos respectivos estados. A reportagem de "O Globo", no entanto, deixa bem claro que os flagrantes foram feitos na quinta-feira. Ao registrar suas presenças, os gazeteiros deixam de ser descontados em até R$ 1 mil. Teve até um deputado (novato, por sinal), que ao ser flagrado voltou para a Câmara. E essa gazeta oficial é paga pelos eleitores-contribuintes;

A alegação é que há um acordo do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) com os líderes de TODOS os partidos - inclui-se aí o republicano PT - para que só sejam colocados em pauta nas quintas-feiras projetos que já tenham sido definidos como de consenso, bastando o voto simbólicos dos líderes. Isso quer dizer que o deputado registra sua presença para dar quorum nas votações "consensuais". Para uma sessão da Câmara ser iniciada é necessária a presença de 51 deputados. Quinta-feira, a reunião teve início com a "presença" de 97, mas só havia 11 no plenário;

Para justificar a gazeta parlamentar, governistas e oposicionistas de unem. Tanto o corregedor da Câmara Antonio Carlos Magalhães neto (DEM-BA), como o procurador parlamentar da Câmara, Sérgio Carneiro (PT-BA), defenderam os parlamentares flagrados alegando que a prática não é irregular. Tal qual como Lula em 2005, no episódio do mensalão, os dois deputados baianos alegam que a gazeta é coisa que sempre se fez há longos anos, ou seja, não tem nada demais assinar o ponto e não trabalhar, recebendo depois seu pagamento integral;

Parece que está chegando a hora do eleitor brasileiro ter mais cuidado na hora de votar no ano que vem. Este tipo de procedimento não pode mais continuar. As denúncias devem prosseguir, mas que Lula ache que não é papel da imprensa fiscalizar e sim informar, de preferência mostrando somente as coisas positivas, se é que elas existem na Câmara e no Senado. É preciso dar um basta na presença dessa gente que está sempre "se lixando" para o eleitor.

7 de novembro de 2009

Benedita libera verba para o marido Pitanga

No próximo dia 20 será encenada a ópera "O Alabê de Jerusalém". Será na casa de espetáculos Vivo Rio em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. Até aí, nada demais. O problema é outro: um dos atores é Antônio Pitanga, e a ópera está sendo em parte financiada pela Secretarial Estadual de Assistência Social, cuja titular é a ex-governadora e ex-senadora Benedita da Silva, mulher do ator, que interpretará "Pôncio Pilatos";

Até que se explique em que se baseia a Secretaria para enquadrar como Assistência Social uma "colaboração" de R$ 260 mil para encenação de uma ópera que terá ingresso cobrado com preços variando entre R$ 80 e R$ 120. O marido da secretária é citado na publicidade como tendo participação especial no espetáculo. Parece que essa liberação de verba pública publicada no Diário Oficial do RJ na última quinta-feira não se enquadra nas ações "republicanas" como gostam de enfatisar os integrantes do Governo petista;

Mais uma vez fica comprovado que os petistas não conseguem se controlar quando o dinheiro público está em jogo. Essa é a moral petista: na hora de auto-ajuda, que o povo pague por isso. Sempre prevalece o princípio do "Farinha pouca? Meu pirão primeiro"!

5 de novembro de 2009

Governo pode preferir Azeredo absolvido

O senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, poderá ter seu julgamento no caso do valerioduto mineiro e que teria concorrido para sua eleição, segundo consta no site Folha Online. A notícia está assim:



Pedido de vista no STF deve adiar julgamento de Azeredo por mensalão mineiro


Um pedido de vista de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deve adiar nesta quinta-feira o julgamento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por suposto envolvimento com o chamado mensalão tucano. Segundo o "Painel" da Folha, o motivo do pedido de vista é a preocupação em referendar o mais rápido possível o próximo item da pauta, a liminar de Carmem Lúcia contra a criação de 7.700 vagas de vereadores no país.


A análise do caso Azeredo começou ontem e foi suspensa logo após a leitura do voto do relator, ministro Joaquim Barbosa. O relator propôs a abertura de ação penal para investigar Azeredo pelo crime de peculato. No entanto, Barbosa ainda não concluiu a apresentação de seu voto e pode aceitar outra denúncia contra o tucano por lavagem de dinheiro. Dez ministros ainda precisam apresentar seus votos. Para Azeredo se tornar réu é preciso que seis ministros votem pedindo a investigação.


Barbosa acolheu parcialmente a denúncia do Ministério Público Federal contra o tucano por suposta participação em um esquema de arrecadação ilegal de recursos para sua campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998, o chamado mensalão mineiro. Ele é acusado de ter cometido por sete vezes o crime de peculato e seis o de lavagem de dinheiro. "A meu ver tratam-se de indícios da prática de peculato, planejada pelo acusado [Azeredo]. A ordem partiu de autoridade de alto escalão do seu governo. As estatais que deram recursos eram politicamente controladas pelo acusado. Assim, conduta criminosa, autoriza seu recebimento em relação ao crime de peculato", disse.


O julgamento de Eduardo Azeredo certamente preocupa o Governo Federal e em especial o PT. É que embora o mensalão mineiro esteja envolvendo um senador do PSDB, a decisão poderá servir como parâmetro para definir o julgamento do mensalão federal, cuja denúncia de Zé Dirceu & Cia. foi acatada pelo STF. Caso Azeredo seja condenado, o mesmo deverá acontecer com a turma ligada ao Governo de Lula;


Dessa forma, é bem provável que embora os militantes lulistas possam estar fazendo festa com uma possível condenação do senador tucano, que seria taxado de pioneiro, pois seu processo data de 1998 e o mensalão dos lulistas é 2005, é certo que se o senador de Minas Gerais não for absolvido, o Supremo não poderá agir de modo diferente com a turma que se beneficiou das ações comandadas por Zé Dirceu e demais companheiros.

4 de novembro de 2009

Cesar Cielo, Sensacional!!!

A notícia está no Jornal Agora, do município de Rio Grande (RS):



César Cielo sensacional; governo Lula, uma lástima para o esporte



Dessa vez não foi pelo fato de ter ganhado alguma prova de natação, mas pela entrevista corajosa que deu ao jornal O Estado de São Paulo.


César, bastante irritado, falou da falta de apoio da CBDA, (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). César disse com todas as letras que não teve ajuda da confederação e muito menos do governo. Sua vitória se deve a ajuda de seu pai e de patrocinadores.


Para tanto, estava treinando nos Estados Unidos. E o presidente da confederação queria que ele voltasse para o Brasil para treinar aqui. Queria também que ele fosse ao Palácio do Planalto para fazer o cartaz do presidente. Coisas que ele rejeitou. Daí para frente foi ameaçado de ficar sem o pouco de facilidades que a confederação lhe dava.


“Minha vitória tem muito pouco a ver com eles”, disse o nadador quando participou do troféu José Finkel, nas piscinas do Corinthians. “Querendo eles ou não, sou campeão olímpico, e isso eles terão que engolir. Desde que me tornei profissional, em março, paguei tudo: alimentação, hospedagem, e até meu técnico (o australiano Brett Hawke)”. Ele ficou assustado, quando lhe perguntaram se a CBDA havia ajudado em alguma despesa.


Sua resposta foi essa: “Sério que vocês estão me perguntando isso?” “Pensei que vocês estivessem brincando”. César Cielo contou que, além de não receber auxílio da CBDA, teve problemas com o presidente. Entre outras ameaças, ele prometeu suspender os pagamentos, que o atleta vinha recebendo dos correios, quando disse a ele que não participaria da cerimônia no Palácio do Planalto. “Ele vivia telefonando para meus pais, e não os deixava trabalhar sossegado. Fiquei nervoso e treinei mal por uns dias.


Esse é o governo que temos. Pelo que se vê o dedo do governo está em tudo. Atletas têm que ir a Brasília para pedir a bênção do 'padrinho'. Ainda bem que não vimos medalhistas em Brasília puxando o saco do governo.


Por que será?”, desabafou César.