Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

28 de fevereiro de 2013

Começa amanhã a declaração do IR com tabela defasada em cerca de 50%

  • Amanhã, 1º de março, a Receita Federal começa a receber as declarações de Imposto de Renda Pessoa Física relativas ao ano-base de 2012. Estão isentos todos aqueles que ganharam até R$ 19.645,00 no ano passado, ou sejam, R$ 1.637,00 por mês, sem incluir o 13º salário. No entanto, o limite de isenção deveria ser de R$ 29.472,00 anuais, ou R$ 2.456,00 mensais, se o Governo tivesse corrigido a tabela do IR de acordo com a inflação desde 1995, quando ficaram isentos os que ganharam até R$ 8.803,40 anuais. A inflação acumulada até 2011, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial, foi de 235%, mas a correção da tabela ficou em 123%. A defasagem acumulada, que é quanto o limite de isenção atual deveria subir para ficar de acordo com a inflação, é de 50%. Entendem os economistas - e muitos contribuintes também - que o ideal seria que a inflação de um determinado ano pudesse ser compensada já na tabela do ano-base seguinte;
  • Entra ano e sai ano e o Governo demonstra frieza em relação à correção da tabela. Dessa forma, anualmente a 'mordida' do Leão no contribuinte é sempre maior do que deveria ser, isso num país que tem fama de ser um dos maiores arrecadadores de impostos do mundo. Segundo cálculos divulgados anualmente, o trabalhador dedica cerca de quatro meses e meio de cada ano trabalhando para o Poder Público, face ao percentual de impostos que paga, embutidos em vários segmentos. Não é sem razão que constantemente a mídia divulga quanto com dados do site Impostômetro o quanto o Poder Público arrecada, batendo recordes assustadores, com a triste contrapartida de a população não ver em sua plenitude o retorno de bens e serviços a que os contribuintes têm direito;
  • O programa destinado à declaração anual do IR já está disponível no site da Receita Federal e hoje termina o prazo para os empregadores forneçam aos seus empregados os dados necessários à declaração, cujo prazo vai até 30 de abril. Acontece que algumas coisas podemos considerar como absurdas nessa declaração anual. A maior delas está certamente nas deduções que podem ser feitas. Inicialmente, Num país em que a Educação deveria receber o maior número possível de incentivos, a dedução de despesas efetuadas com ela é limitada. No entanto, a despesas com Saúde, com médicos, planos de saúde e outras, são totalmente dedutíveis, sem limite, mas compra de remédios, não. Por qual razão? Quem sai do consultório de um médico sem uma receita, principalmente os idosos? Talvez achem que remédio seja supérfluo;
  • A verdade é que essa defasagem de correção da tabela é que atinge do bolso do contribuinte de modo bastante cruel. O que vimos nos últimos dez anos tão comemorados pelo PT foram gastos desses impostos nada 'republicanos. No último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, os cargos em comissão eram 17.559. Depois de 2003, quando Lula assumir, o número só cresceu e no final de 2011 já era de maior que 22 mil. É para isso que o contribuinte paga Imposto de Renda mais do que deveria?

26 de fevereiro de 2013

Quanto custou e quem financiou a 'confissão' do jovem torcedor do "Coringão'?

  • Está mais do que na hora de se tomar algumas providências enérgicas para coibir a violência que vem a cada dia acontecendo nos estádios de futebol protagonizada pelas chamadas 'torcidas organizadas', cujos dirigentes compõem uma verdadeira máfia de torcedores 'profissionais', pois estão diariamente onde seus clubes de preferência estiverem, seja nos treinamentos, nos jogos e, por incrível que possa parecer, acompanhando as equipes nas viagens tanto no Brasil como no exterior. Ninguém trabalha? Ninguém dá algum tipo de colaboração para o PIB nacional, uma ajudinha que seja para evitar o 'Pibinho' previsto para este ano e que tanto assusta a presidente Dilma Rousseff e os ministros da área econômica? Tudo indica tratar-se de um bando de vagabundos que recebem ingressos, passagens e até hospedagem quando saem da suas cidades de origem:
  • O episódio proporcionado na Bolívia por torcedores do Corinthians', chamados de 'Bando de Loucos', provocou a morte de um adolescente boliviano de 14 anos atingido no rosto por um sinalizador, uma autêntica bala de plástico de 2,5 centímetros. A polícia local prendeu de imediato 12 'loucos', dos quais dois já foram indiciados como autores do disparo feito em direção à torcida local, o que resultou na tragédia. Teve dirigente do 'Coringão' que teve a cara de pau de culpar a polícia boliviana por não revistar os torcedores corintianos na entrada do estádio. Por favor! Será que os dirigentes de um clube da cidade de Oruro admitiriam que um bando de loucos estaria mesmo levando algum tipo de 'armamento' para uma arquibancada ao invés de levar a bandeira de seu clube para torcer por ele durante o jogo? Isso é querer tapar o sol com uma peneira;
  • Por fim, surge agora um adolescente aqui no Brasil confessando-se culpado pelo disparo mortal. Como esse jovem 'di menor' viajou até à Bolívia e como também chegou tão rápido ao Brasil. Como nos grandes clubes o comportamento dos dirigentes se assemelha em muito aos nos políticos brasileiros, podemos acreditar que esse menino tão altruista' nada menos é que um componente de um grande golpe de mestre nesta questão. Se crime tem um autor confesso, os 12 presos na Bolívia poderiam, em tese, voltar para casa, sãos e salvos. De outra forma, por ser menor de idade o jovem assassino involuntário de acordo com as leis brasileiras não poderia ser extraditado para ser julgado pela Justiça boliviana, e por aqui, se condenado, ele ficaria  'apreendido' por no máximo três anos, após o que poderia voltar aos estádios e soltar novos sinalizadores, quem sabe se mais potentes;
  • Esperamos que esse caso seja logo esclarecido e resolvido, não caindo no esquecimento. Lá na Bolívia tem uma família arrasada com a morte estúpida de jovem de apenas 14 anos, simpático e querido como informam. Que outra história seja contada, por essa é nada menos 'conversa para boi dormir'. Conta outra, Corinthians. Essa desse jovem altruísta é puro deboche e desrespeito aos familiares de Kelvin.

25 de fevereiro de 2013

Brasileiro tem mania de 'comprar gato por lebre' na hora de votar

  • O Dicionário Houaiss define de várias formas o que é falso: 1) contrário à realidade ou à verdade; inexato, sem fundamento; 2) em que há mentira, fingimento, dolo; 3) que não é verdadeiro, fictício, enganoso; 4) que é feito à semelhança ou à imitação do verdadeiro, falsificado; e 5) aparente, enganoso. Em todas essas definições da falsidade podemos enquadrar, por exemplo, a grande maioria dos políticos brasileiros. Além desses, também encontramos vários outros exemplos de gente falsa em vários segmentos, principalmente nos órgãos públicos. A todo momento nos deparamos com falsos policiais, médicos e fiscais. Entre os profissionais liberais, da mesma forma encontramos uma infinidade de falsos advogados, médicos, dentistas e religiosos. O pior de tudo é que muitos desses desses falsos por vezes seriam até autênticos, pois têm formação e habilitação legal para exercerem suas atividades. Porém, no comportamento são exemplos de falsidade;
  • De um modo geral, nosso país está tomado de muita coisa falsa: remédios - isso mesmo, remédios - combustíveis, CDs e DVDs, cerveja, vinho e uísque. Neste país se falsifica desde documentos e até drogas. Mas o que causa maior espanto é a forma com que grande parte da sociedade aceita tudo que é falsa e, pior ainda, consomem os produtos e se utilizam de tudo que é falsifica, sabendo que estão 'comprando gato por lebre';
  • Esse conformismo dos brasileiros com as coisas falsas se reflete principalmente no ato de votar. Um número incrível de eleitores vai às urnas e a cada eleição elegem 'falsos' representantes para os poderes Executivo e Legislativo. Outorgam-lhes mandatos que deveriam ser para servir ao povo, mas que depois da posse passam a se servir do povo, seja através dos elevados subsídios e demais mordomias, seja através de maracutaias que resultam em desvios de dinheiro público. Já é hora do povo prestar atenção no que escolhe e deixar de obter para si tanta falsidade, começando essa mudança de atitude nas urnas no ano que vem.

23 de fevereiro de 2013

'Presidente adjunto', Lula pode se tornar numa árvore cobrindo o 'poste' Dilma

Lula, 'Presidente adjunto', teve até reunião com ministros de Dilma, fazendo cobranças
  • O site da 'Estado de São Paulo' informa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta sexta-feira que "Lula estreou uma espécie de Presidência adjunta" durante os dias em que, segundo ele, o PT usa o governo para promover campanha antecipada de reeleição de 2014. Ele rechaçou preocupações com as comparações feitas pelos petistas entre os dois governos, classificando a postura do PT como questão de psicanálise afirmou: "Para o bem do Brasil, é preciso que as pessoas respeitem as regras e entendam que não devem tratar o adversário como inimigo. Infelizmente, a tática de toda a vida do PT tem sido o oposto a isso". FHC também lembrou o conselho que um dia Lula lhe deu, quando fez alguns comentários crítico sobre o governo do petista, afirmando que ex-presidentes deveriam ficar calados e deixar o titular governar em paz, exatamente o que Lula não faz hoje
  • Aqui neste Blog já criticamos esse comportamento de Lula (Leia aqui). Também em relação à Prefeitura de São Paulo, também criticamos a intromissão de Lula na administração da maior cidade do País (Leia aqui). Agora, FHC parte pra cima de Lula e faz crítica à interferência dela no Governo de Dilma Rousseff. O ex-presidente por várias vezes declarou que não tinha conseguido 'desencarnar' do cargo. Agora mesmo a mídia divulga que ele vai viajar pelo Brasil participando de atos relacionados ao Governo e, ao mesmo tempo, fazendo campanha eleitoral bastante antecipada com vistas à tentativa de reeleição de Dilma no ano que vem;
  • Como o ex-presidente Lula chegou a chamar Dilma de 'poste', na festa dos 10 anos de PT no Poder, é com que ele não extrapole, pois politicamente ele é uma 'árvore' bastante grande e se Dilma não se impuser na dose correta poderá ser encoberta, como acontece em muitas cidades do Brasil, nas quais os postes desaparecem entre as árvores não podadas, ficando a iluminação prejudicada. Os postes desaparecem e somente as árvores são vistas. Daí as especulações de que isso talvez seja uma tática para a 'arvore' Lula ser lançado candidato no ano que vem, uma vez que o 'poste' Dilma estaria por demais oculto. Quem manda podar as árvores que cobrem os postes não o chefes do Poder Executivo.

22 de fevereiro de 2013

Qual é o verdadeiro Brasil, o de Dilma e Lula ou o Brasil em que vivemos?

  • Ainda repercutem os pronunciamentos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff no evento comemorativo dos dez anos do PT no Poder, ao lado da tal cartilha distribuída apontando diferenças entre os três mandatos petistas e os dois de Fernando Henrique Cardoso, numa autêntica disputa tipo 'nós contra eles' ou, melhor traduzindo, 'passado versus presente'. Segundo os petistas, o Brasil de hoje é um país que progrediu grandemente, vivendo hoje numa economia bastante estável com perspectivas de crescimento inimaginável; a pobreza e o analfabetismo são praticamente coisas do passado; e as obras do PAC estão praticamente todas concluídas, com as não acabadas seguindo os fluxogramas estabelecidos.Ao lado de tudo isso, segundo Dilma e Lula, a corrupção é combatida por todos os meios possíveis, respeitando-se todas as punições aplicadas pelo órgãos investigadores, cabendo ao Supremo Tribunal Federal (STF) dar a palavra final sobre as punições cabíveis, sem qualquer tipo de contestação;
  • Porém, se formos olhar para o Brasil em que vivemos, vemos os economistas falando em 'Pibinho' e voltada do fantasma da inflação, essa sendo 'escondida' por meio de subterfúgios na elaboração das contas públicas, fato condenado internacionalmente. Denúncias quase diárias de superfaturamento em obras não acabadas e até abandonadas aparecem na mídia. Dizem os petistas que o povo está podendo comprar mais, mas o índice de inadimplência cresce a olhos visto. Para piorar, figurões históricos do PT são condenados a prisão pelo STF, mas recebem entre os petistas o direito de participarem de seus eventos e sendo até homenageados, mesmo com o estatuto partidário determinando a expulsão de seus filiados quando condenados principalmente por crimes praticados contra o patrimônio público;
  • Junte-se a tudo isso um Congresso com o Senado Federal e a Câmara dos Deputados sendo presididos por dois contumazes 'fichas-sujas', mas que foram eleitos com o apoio do Governo Federal, interessado em não ter atrito com o PMDB, principal partido parceiro na 'base aliada' parlamentar, tudo por causa da manutenção do apoio dos peemedebistas nas eleições de 2014, quando a atual presidente tentará a reeleição. Enfim, temos então dois perfis bem diferente do Brasil, o do PT e o real. Qual deles é o que vivemos? Certamente não é o que Lula e Dilma apregoaram;
  • O enriquecimento de muitos é evidente, principalmente daqueles que com o conhecimento do Governo e até exercendo cargos de primeiro escalão avançaram no dinheiro público, bem como outros mais modestos, que ganham salários elevados nos mais diversos cargos de chefia a que chegaram pelo simples fato de serem filiados ao PT, graças à 'invasão' deles nos milhares de cargos em comissão que deveriam ser ocupados por quem entenda do riscado e não apenas por aqueles que ali estão somente porque fizerem jus a uma 'boquinha' companheira;
  • A grande verdade é que o PT já começou a campanha eleitoral de 2014, pois o projeto de PT não é de governo mas sim de poder, querendo ficar mais quatro anos de posse da caneta que nomeia e autoriza nomeações e pagamento de obras superfaturadas, que geram 'receita extra' para as contas de alguns privilegiados. A campanha eleitoral governista é tão evidente, que Dilma faz rede de TV para anunciar redução de tarifa de energia elétrica, mas o Governo aumenta o preço dos combustíveis na calada da noite. Também quando os governistas estão fazendo bobagens como as agressões à blogueira cubana, Dilma vai à TV e anunciar a liberação de recursos para mais alguns milhões de beneficiários da 'Bolsa-Esmola' fato que rede votos. E somente pelo voto podemos tentar mudar esse quadro, pois o Brasil em que vivemos é bem diferente daquela que o PT e Dilma querem continuar nos mostrando por mais quatro anos.

20 de fevereiro de 2013

PT festeja 10 anos de poder sem largar 'fantasma' de FHC, que ironiza os petistas

Lula, Dilma e o 'fantasma' FHC
  • É muito normal que o PT comemore hoje, em evento de grande repercussão, os dez anos em que estão no Poder, pois, afinal, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff governam o brasil desde 2003. Não há nem como se contestar a participação dos mensaleiros já condenados num evento que relativo a um tempo que passou e no qual eles estiveram integrados, tanto como ministro ou como presidente do PT no período comemorado. Mas o que chama mesmo a atenção é que o PT, mesmo depois de dez anos ocupando o principal gabinete do Palácio do Planalto não tenha se livrado do fantasma de Fernando Henrique Cardoso. Como se recorda, Lula ficou durante oito anos fazendo referência à 'herança maldita' deixada por FHC. A presidente Dilma teve que abandonar a expressão, porque certamente seria lembrada com relação ao seu antecessor, quando da queda de oito ministros indicados a Dilma por Lula e que foram flagrados praticando 'malfeitos', obrigando Dilma a exonerá-los;
  • Para marcar o evento, o PT editou uma cartilha intitulada O Decênio que Mudou o Brasil, na qual faz inúmeras comparações com os períodos em que o Brasil foi governado por FHC. Em 15 páginas o leitor encontrará uma série de comparações entre o neoliberarismo de Fernando Henrique e o período desenvolvimentista de Lula e Dilma. Parece que não assumiram o Poder exatamente para fazerem o Brasil melhorar, pois é o que se espera a cada mandato de um presidente da República. Se o País melhorou segundo os petistas nos últimos dez anos, era o que deles o povo esperava, da mesma forma que se espera de quem venha a ser eleito em 2014;
  • "A gente deve comemorar a vitória do Brasil, e não ficar o tempo todo olhando para trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha. Meu Deus!Ainda bem que já estou maduro o suficiente para deixar para lá", afirmou Fernando Henrique em seu site 'Observador Político', destacando ainda que o PT pensa que o Brasil começou agora. Apontando pontos negativos dos governos petistas, FHC diz também: "E cada vez que o PT acerta, meu Deus, é bom para o Brasil. O mal é quando ele erra. Quando atrapalha a Petrobras, atrapalha a Eletrobras. Aí, complica. Complica não é a mim, complica o Brasil". Fernando Henrique entende que os petistas deveriam se preocupar mais com as realizações dos governos do partido. Para ele, o modo como o PT comemora seus dez anos no poder é simplesmente engraçado.

18 de fevereiro de 2013

"A cara do Congresso é igual ao focinho de Renan"

É assim que o povo vê o Congresso Nacional
  • O carnaval passou, mas o povo não se esqueceu do 'bloco de sujos' do Congresso Nacional. As eleições para a presidência das duas Casas Legislativas continuaram e ser motivo de revolta muitas vez com bastante humor e criatividade e certamente vão voltar a ser um  dos assuntos principais da semana. Mesmo durante os preparativos para os festejos de Momo (ou para as viagens que muitos fazem por força do 'feriadão'), mais de 1 milhão e 500 mil assinaturas foram colhidas pelas redes sociais solicitando o impeachment do novo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), algo que não vai acontecer, pois cabe a ele acatar ou não o pedido. Por motivos óbvios, já sabemos que será o destino da petição. Afinal, o 'ficha-suja' alvo da solicitação é quem decide o destino dela. Renan nunca daria um tiro no próprio pé;
Criatividade mostra a revolta contra o Congresso
  • Em artigo publicado hoje, o jornalista Ricardo Noblat fala sobre o manifesto, destacando que o mesmo é o sucesso do momento, mas que quando o mesmo for encaminhado ao Congresso seu destino será a lata do lixo, pois não se trata de proposta de lei ordinária, quando ela tem que ser levada em consideração. Isso foi o que ocorreu com a Lei da Ficha Limpa, que só foi aprovada depois de muita pressão popular e mesmo assim somente às vésperas das eleições de 2010 e somente produzindo totais efeitos nas eleições do ano passado, mas com muitos 'fichas-sujas' ainda concorrendo a prefeito e vereador;
A pressão contra Renan vai continuar
  • Ricardo Noblat lembra que o Senado absolveu Renan Calheiros em 2007, apesar de todas as evidências de que o senador alagoano havia praticado prevaricação, nunca irá condená-lo agora. Sua votação maciça (56 votos em 81 possíveis) é prova disso. E diz de modo contundente: "A cara do Congresso é igual ao focinho de Renan". Destaca ainda que se por um acaso a petição for adiante, cabe a Renan indicar o corregedor e o presidente do Conselho de (falta de) Ética. Se tudo falhar, ainda existe o voto secreto no plenário. Ali, já se sabe o resultado: serão muito mais que 56 votos, pois há muitos 'fichas-sujas' que vão pensar em si mesmos. Amanhã poderá ser um deles e a fatura será descontada. Ano que vem a palavra estará com o eleitor.

6 de fevereiro de 2013

"Eu não aceito!"

  • Muitas vezes aparecem pessoas que escrevem algo que gostaríamos de ter escrito. Foi o caso do artigo de Roberto DaMatta, publicado no 'O Estado de S.Paulo'. É só ler, sabendo que assino embaixo, pois entendemos ser o que pensam as pessoas de bem deste País, pessoas essas que devem compor a maioria da população:

"Quando o hígido Michel Temer vira poeta e Renan Calheiros - acusado pela Procuradoria Geral da República de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso - é apossado (com voto secreto - o voto da covardia) na Presidência do Senado Federal no posto número 3 da sucessão republicana e entra no papel dando uma aula de ética e com apoio do PSDB, um lado meu pergunta ao outro se não estaria na hora de sumir do Brasil.

Se não seria o momento de pegar o meu chapéu e deixar de escrever, abandonar o ensino das antropologias, desistir do trabalho honesto, beber fel, tornar-me um descrente, aloprar-me, abandonar a academia (de ginástica, é claro), deixar-me tomar pela depressão, desistir de sonhar, aniquilar-me, andar de joelhos, dar um tiro no pé, filiar-me a uma seita de suicidas, mijar sentado, avagabundar-me, virar puxa-saco, fazer da mentira a minha voz; e - eis o sentimento mais triste - deixar de amar, de imaginar, de ambicionar e de acreditar. Abandonar-me a esse apavorante cinismo profissional que toma conta do País - esse inimigo da inocência -, porque minha cota de ingenuidade tem sido destroçada por esses eventos. Eu não posso aceitar viver num país que legaliza a ilegalidade, tornando-a um valor. Eu não posso aceitar um conluio de engravatados que vivem como barões à custa do meu árduo trabalho.

"A ética não é um objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é obrigação de todos nós e é dever deste Senado", professa Renan Calheiros, na sua preleção de po(s)se.

Para ele, a ética, o Brasil, o dever, o interesse e as obrigações são coisas externas. Algo como a gravata italiana que chega de fora para dentro e pode ou não ser usada. Façamos uma lei que torne todo mundo ético e, pronto!, resolvemos o problema da cena política brasileira - esse teatro de calhordices.

A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração - quando há coração... Por isso, ela não precisa de denúncias de jornais, nem de sermões, nem de demagogia, nem da polícia! A lei precisa da polícia, o moralismo religioso carece dos santarrões e as normas, de fiscais. A ética, porém, requer o senso de limites que obriga à mais dura das coragens: a de dizer não a si mesmo e, no caso deste Brasil impaludado de lulopetisto, a de negar o favor absurdo ou criminoso à namorada, ao compadre, ao companheiro, ao irmão, ao amigo.

"O Zé é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!", eis a cínica palavra de ordem de um sistema totalmente aparelhado e dominado pelo poder feito para enriquecer a quem o usa, sem compostura, o toma lá dá cá com tonalidades pseudoideológicas, emporcalhando a ideologia.

Quem é que pode acreditar na possibilidade de construir um mundo mais justo e igualitário no qual a esfera pública, tocada com honestidade, é um ideal, com tais atores? Justiça social, honestidade, retidão de propósito são valores que formam parte da minha ideologia; são desígnios que acredito e quero para o Brasil. Ver essa agenda ser destruída em nome dos que tentaram comprar apoio político e hoje se dizem vítimas de um complô fascista, embrulha o meu estômago. Isso reduz a pó qualquer agenda democrática para o Brasil.

O cínico - responde meu outro lado - precisa (e muito) de polícia; o ético tem dentro de si o sentido da suficiência moral. Ela ou ele sabem que em certas situações somente o sujeito pode dizer sim (ou não!) a si mesmo. Isso eu não faço, isso eu não aceito, nisso eu não entro. É simples assim. A camaradagem fica fora da ética, cujo centro é o povo como figura central da democracia.

O que vemos está longe disso. Um eleito condenado pelo STF é empossado deputado, Maluf - de volta ao proscênio - sorri altaneiro para os fotógrafos, um outro companheiro com um passado desabonado por acusações vai ser eleito presidente da Câmara; a presidente age como a rainha Vitória. E o Direito: o correto e o honesto viram "direita". Entrementes, a "esquerda" tenta desmoralizar a Justiça porque não aceita limites nem admite abdicar de sua onipotência. Articula-se objetivamente, com uma desfaçatez alarmante, uma crise entre poderes exatamente pela mais absoluta falta de ética, esse espírito de limite ausente dos donos do poder neste Brasil de conchavos vergonhosos e inaceitáveis. Você, leitor pode aceitar e até considerar normal. Eu não aceito!"

4 de fevereiro de 2013

Ministro japonês está certo: 'Aposentado bom é aposentado morto'

  • A proposta que o ministro japonês das Finanças, Taro Aso, acaba de formular para que se apresse a morte de idosos aposentados, principalmente os enfermos não é novidade aqui no Brasil, onde a prática é até certo ponto corriqueira, e há muito tempo. Nem os gernos ditos altamente populares, como os dos últimos dez anos, mudaram essa rotina. Um cidadão escreveu para a seção de cartas de um jornal dizendo que se aposentou depois de 42 anos contribuindo muitas vezes pelo valor máximo. "Caparam-me 13%", disse ele. Logo em seguida, requereu a devolução das contribuições feitas em excesso. Desde julho do ano passado o Ministério da Fazenda informa que o processo está 'em análise', alegando o grande volume de trabalho do órgão. Então, veio outro desabafo: "Para aumentar salários e desviar dinheiro público, é tudo muito rápido. Chego à conclusão que é uma maneira sutil e legal de esperar a morte do aposentado";
  • Quando o Governo Federal reajusta o salário mínimo em 8,9% (índice superior aos de inflação divulgados por entidades como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre 5,57% e 7,8%) e reajusta as pensões dos aposentados que recebem acima do salário mínimo em 6,2%, fica configurada a teoria do ministro japonês, pois quanto mais envelhecem, mais necessitam de recursos para sobreviverem, só que a cada ano recebem de 'presente' do Governo a diminuição paulatina do seu poder de compra, principalmente medicamentos, sempre com preços reajustados em índices superiores aos da inflação oficial. E tem ainda um agravante: para o Imposto de Renda despesa com a compra de remédios não considerada como 'Despesas Com Saúde'. Seria, então, compra de supérfluo um remédio para coração, por exemplo? Algum idoso sai de uma consulta médica sem uma receita com remédios para comprar? Nem mesmo um jovem está livre da receita. Se o Governo pensa assim, quer mesmo que o aposentado morra;
  • Junte-se a tudo isso o fato de que em 2012 aconteceram alguns aumentos médios, como o de energia elétrica (12%); gás de cozinha (12%); faxina (20%); alimentação (20%); condomínio (15%); manutenção de carro (17%); lazer (20%); honorários médicos, além de outros. E ainda acontece o tal desconto nas tarifas de energia elétrica, anunciado pela presidente Dilma Rousseff com 'toques de trombetas' em rede nacional de rádio e TV, 'compensado' logo em seguida com o anúncio do aumento dos preços dos combustíveis, feito quase na calada da noite, para vigorar horas depois. E, como se sabe, com o reajuste do valor dos combustíveis tudo que dependa de transporte vai aumentar o preço, pois o reajuste do frete será repassado para o consumidor. E aí, coitado dos aposentados. Enquanto estiverem vivos.

Carta aberta ao senhor prefeito

  • A carta a seguir transcrita é do advogado Gabriel Padilha, publicada na edição de ‘O Globo’ da última sexta-feira. Vale a pena ler e medir a dor dos pais dos mortos na tragédia de Santa Maria:

“Prezado senhor Eduardo Paes, como está a situação das boates da cidade que o senhor administra? Conheço, por fora, uma boa quantidade delas. Levo e busco minhas duas filhas, gêmeas de 18 anos, nas baladas. Não sou porta-voz de pais de jovens, mas creio traduzir o sentimento da maioria deles. Confesso que estou em pânico. Acredito que uma boa quantidade dessas boates é urna ratoeira igual a Kiss de Santa Maria (RS).

Diante de tanta dor vinda do Sul, sei exatamente como se sentem as centenas de pais que perderam seus filhos naquela tragédia. Estão devastados. Sei como estarão daqui a seis anos, Amputados de um pedaço de si. Sei porque no dia 3 de setembro de 2006, perdi minha filha, então com 17 anos. Foi na Tragédia da Lagoa. Relembro aquele desastre de automóvel no qual morreram os cinco jovens que estavam no carro dirigido em alta velocidade pelo motorista alcoolizado. Voltavam de urna festa. Levo flores e visito sempre, as margens da Lagoa, a árvore que interrompeu os sonhos da minha filha. Não tenho dúvida que esse fato contribuiu para a criação da Lei Seca, que hoje salva vidas.

Enterrar um filho é a única dor que não tem fim. Seus pais sabem disso, senhor prefeito. Acho que todos os comandantes bombeiros das cidades do pais e aqueles encarregados de fiscalizar a segurança das boates deveriam estar agora em Santa Maria, ouvindo o choro desesperado e a revolta daqueles pais. Ficariam surdos com os gritos, muitos deles silenciosos.

Mas, voltando à nossa cidade, não seria vital uma vistoria rigorosa em todas as boates? Como não posso proibir minhas filhas de viverem sua juventude, também não gostaria de ser obrigado a fornecer a elas um kit-sobrevivência: máscara contra gases tóxicos, lanterna, um extintor portátil e urna picareta para romper paredes. Não caberia na bolsa.

Mais fácil seria o poder público exercer com rigor aquilo que lhe compete: fiscalizar o cumprimento das exigências de segurança, lacrar boates em desacordo e ate fechar se for preciso. O que não podemos é sentir medo, ou mais, terror, que nossos filhos não voltem por culpa da ganância de empresários e pelo descaso e leniência do estado,

Já vivi isso quando encontrei minha filha sob um plástico preto, ao lado de um carro destruído. Sei que "Viver é muito perigoso', escreveu Graciliano Ramos, mas podemos minimizar isso procurando ser corretos e exercendo com rigor o que nos compete. Em respeito a memória dos mais de 200 jovens e a dor de seus pais, ninguém deve dizer que aquela tragédia foi urna fatalidade. Foi desprezo pela vida humana.

Caro prefeito, quero crer que o senhor já deve estar tomando suas providências, afinal, o senhor é um homem de ação. Mas nós, pais, precisamos ter a certeza de que o rigor no cumprimento das normas de segurança será aplicado em cada casa noturna e que essa fiscalização não será passageira, apenas enquanto durarem na mídia as dolorosas imagens de Santa Maria”.

2 de fevereiro de 2013

Aconteceu o inevitável e Renan Calheiros preside outra vez o Senado Federal

As pedras se encontram...




  • Aconteceu aquilo que já era esperado, mas que nenhum cidadão de bem queria: Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito outra vez como presidente do Senado Federal. Foram 56 votos, a maioria de peemedebistas somados aos do PT e de outros partidos da 'base aliada', e até de alguns senadores do PSDB. Ainda houve 18 votos para o senador Pedro Taques (PDT-MT), que concorreu como candidato da oposição e dos chamados 'independentes' do PMDB, havendo ainda dois votos em branco e dois nulos. Para que um senador reconhecidamente 'ficha-suja' recebesse tanto apoio, a ponto da própria presidente Dilma Rousseff telefonar para ele logo após o resultado parabenizando-o, é porque muitos conchavos foram alinhavados. Até um senador tucano, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ficou a a 1ª Secretaria, um dos cargos mais cobiçados na hierarquia da Mesa Diretora face aos milhões de reais que passará a gerir;
Eles estão a todo vapor
  • Em meio a tudo isso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra Renan. No entanto, os aliados do senador alagoano estão decididos a utilizar o 'rolo compressor' sobre eventuais pedidos de investigação contra o novo presidente do Senado. A estratégia é arquivar sumariamente qualquer representação que venha a ser apresentada ao Conselho de Ética para apurar denúncia de que o peemedebista não tinha, em 2007, patrimônio suficiente para justificar os gastos com despesas pessoais decorrentes de um relacionamento extraconjugal. “Vamos arquivar”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Não adianta ficar remoendo o passado. Isso é matéria vencida e discutida no Senado”;
  • “Renan não pode ser presidente condenado, mas investigado não tem problema”, disse ainda Romero Jucá, destacando que o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, é alvo de pedido de investigação no Senado. Isso é uma espécie de ameaça e chantagem. A estratégia dos governistas é pôr no comando do Conselho de Ética do Senado um peemedebista aliado de Renan. Só que até agora, nenhum partido anunciou a apresentação de representação contra Renan;
  • Assim está nosso País, politicamente 'entregue às baratas'. Quanto à denúncia ao Supremo, ainda há a possibilidade da mesma cair nas mãos do ministro 'petista' Ricardo Lewandowski, que certamente vai arranjar um jeito de a mesma não ter prosseguimento, logo ele reconhecidamente um 'defensor público' dos interesses do PT e dos petistas, ainda mais sendo Renan Calheiros importante membro da 'base aliada' de Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Só nos resta esperar 2014   para tentar promover uma grande mudança dos integrantes das nossas 'colendas' Casas Legislativas.