Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

29 de setembro de 2015

Dilma Rousseff fala na ONU e dá show. De humorismo

  • Há momentos nos quais a presidente Dilma Rousseff aparenta ter elevado senso de humor. Talvez por causa disso ela tenha soltado para o mundo inteiro, na abertura da Assembleia Geral da ONU, a seguinte frase: "O governo e a sociedade brasileiros não toleram e não tolarerarão a corrupção". Neste momento, ela gaguejou. Minutos depois já havia gente ironizando na Internet e perguntando se ela iria renunciar;
  • O show teve outro grande momento quando Dilma afirmou: "Estamos reequilibrando o nosso Orçamento e assumimos forte redução de nossas despesas, do gasto de custeio e até de parte do investimento". Será que ela pensa que as notícias do Brasil circulam por todo o mundo? Só pode ser. Se não, ela nem falaria em Orçamento, quando temos um projeto prevendo elevado deficit para o exercício de 2016;
  • Por fim, a presidente Dilma aproveitou o 'palco' para os que apregoam o seu impeachment, afirmando: "O Brasil continuará trilhando o caminho democrático e não abrirá mão das conquistas pelas quais tanto lutamos", lembrando de seu tempo de guerrilheira, segundo ela e seus seguidores contra a ditadura, e, segundo outros, na tentativa de implantação de um regime comunista no país;
  • Nada disse, no entanto, sobre a participação de figurões seus aliados na Operação Lava-Jato, mas, indiretamente afirmou que o Estado tem sido vigiado pelas instituições, momento em que saiu com a declaração de que o Governo não tolera mais a corrupção. O show de Dilma aconteceu em exatos 20 minutos. Não há informações sobre risadas na platéia de chefes de estado e diplomatas.

28 de setembro de 2015

Toma lá dá cá de cargos gera confusão entre aliados

  • Uma coisa está bastante clara no que diz respeito ao interesse do governo da presidente Dilma em procurar apoio no Congresso para garantir maioria parlamentar. Não é para obter a tal governabilidade de que tanto falam, que deveria ser para facilitar a aprovação de projetos de interesse do povo. O que está em jogo é a garantia de maioria para garantir o mandato da presidente, que está muito próxima de um processo de impeachment;
  • Assim é que um verdadeiro balcão de compra e venda de ministérios e cargos foi montado no Palácio do Planalto. As negociações estão complicadas porque o maior parceiro do Governo, o PMDB, não se entende, querendo mais um pouco do que lhe foi oferecido. A presidente Dilma está toda enrolada, porque tudo isso acontece no decorrer de uma reforma com a redução de ministérios, e ninguém no PMDB quer abrir mão do que tem hoje, muito pelo contrário;
  • Em meio a tudo isso, a tal redução de ministérios pode não significar em nada em termos de economia, o que seria uma desmoralização total, principalmente por causa da proposta de recriação da CPMF. O povo não quer nem saber de pagar mais um imposto. A verdade é que espera-se para os próximos dias uma série de confusões nesse toma lá dá cá, inclusive entre petistas, tudo pelo bem geral. Deles, é claro.

25 de setembro de 2015

Juízes dos Estados vão dar apoio a Sérgio Moro

  • Num primeiro momento, os cidadãos de bem mostraram sua indignação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de fatiar os processos da Operação Lava-Jato, com os ministros 'petistas' objetivando proteger membros do PT que estavam prestes a se verem tendo que prestar contas à Justiça. Para muitos, o fato foi visto com um esvaziamento do juiz Sérgio Moro, algo comemorado com euforia por advogados dos 'petroleiros' em pleno STF, como se fosse um gol;
  • Analisando o episódio por outro ângulo, a comemoração dos advogados pode se transformar em frustração, como a de um gol do adversário no final do jogo. Ao invés do esvaziamento de Moro, outros Moros vão surgir no país. Com certeza, ele vai receber a solidariedade de juízes que não querem ter em seus currículos terem colaborado para livrar da cadeia ladrões de dinheiro público;
  • O certo é que muitos juízes vão se unir aos que receberem os processos, acelerando os procedimentos em busca de uma solução rápida dos mesmos. A equipe de procuradores que auxiliava Sérgio Moro, juntamente com a Polícia Federal (PF), estarão dando suporte aos juízes. Já existe um movimento para que alguns juízes se declarem incompetentes e devolvam os processos para Moro;
  • Enfim, ainda existe esperança de que essa farra corporativista seja desmontada, com o povo continuando a acreditar na Justiça, algo que foi conseguido através de Joaquim Barbosa e reforçado por Sérgio Moro. No mais, cabe a nós continuar gritando e protestando contra os atos de Toffoli, Lewandowiski e outros 'defensores públicos' do PT.

24 de setembro de 2015

O Brasil sofre outra goleada de 7, desta vez no STF

  • O Brasil acaba de sofrer mais uma goleada de 7. Não foi da Alemanha dessa vez, foi do Supremo Tribunal Federal (STF), que por 7 votos contra 3 resolveu dividir um inquérito da Operação Lava-Jato, tirando o juiz Sérgio Mouro da apuração do envolvimento da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) em propinas da Petrobras por favorecimento a uma empresa contratada pelo Ministério do Planejamento, cujo titular era, 'por coincidência', era seu marido Paulo Bernardo;
  • O STF resolveu que como a Consist, que Paulo Renato para administrar empréstimos consignados, fica em São Paulo, deve ser investigada naquele estado, outros implicados na Lava-Jato certamente vão requerer a mesma coisa, esvaziando significativamente o trabalho de Sérgio Moro. Advogados de vários réus já têm recursos prontos, aguardando apenas a publicação da decisão do STF;
  • Sabendo-se da tendência 'petista' do STF, aí vai a relação dos 'artilheiros' que golearam o Brasil: Dias Toffoli, Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowisk. A favor do Brasil ficaram Gilmar Mendes, Celso de Mello e Luís Roberto Barroso. Vão aparecer várias explicações técnicas, mas está mais que clara a jogada corporativista dos ministros 'petistas'.

Dilma Rousseff, a 'atleta' que bate recordes históricos

  • Ano que vem teremos os Jogos Olímpicos e a 'atleta' Dilma Rousseff é candidata a duas medalhas de ouro nas modalidades 'Dólar em Altura' e 'Arremesso de Imposto no Contribuinte'. Ela, com suas trapalhadas no Governo, tem provocado recordes na cotação do dólar, ultrapassando a marca dos 4 reais por duas vezes seguidas, algo que quase foi conseguido pelo 'atleta' Lula, da mesma equipe, o PT, antes mesmo de sua posse, chegando à marca de 3,99 reais;
  • Na outra modalidade, Dilma está se destacando ao tentar ressuscitar a CPMF, imposto extinto em 2007, episódio considerado como uma fragorosa derrota de Lula no Congresso, com o que ele não se conforma. Fez um monte de coisa errada com as finanças, gastou mais do que arrecadou e agora quer que o povo pague a conta. A possibilidade de fracasso nessa modalidade é grande, haja vista a reação do povo, que não quer participar dessa 'competição'.

22 de setembro de 2015

Volta da CPMF sempre provocará sérios problemas

  • É espantoso como o Governo insiste em ressuscitar a CPMF, mesmo sabendo que a chance de aprovação pelo Congresso é praticamente nenhuma, principalmente com base nas manifestações contrárias por parte do povo. Assim é que aparecem na mídia os mais variados questionamentos, numa clara demonstração de que o famigerado 'Imposto do Cheque' não agrada a ninguém;
  • Um cidadão de 82 anos se aposentou recebendo o equivalente a seis salários mínimos. Hoje, ele recebe menos de dois. Apesar da idade, ele continua trabalhando, descontando para o Imposto de Renda, valor que corresponde a 50% de sua pensão. Para sua manutenção e de sua família, ele vendeu um apartamento, recolhendo o tal do Imposto sobre Lucro Imobiliário;
  • Esse ativo idoso depositou o dinheiro da venda do imóvel numa poupança, fazendo retiradas mensais melhorando sua renda mensal. Agora, uma dúvida começa a girar em sua mente: se acontecer de a maldita CPMF retornar, ela vai incidir sobre cada retirada, mesmo que a poupança exista antes da recriação do tributo ou somente sobre novos depósitos;
  • Certamente o Governo não pensou nesses casos e só pensa nos problemas que ele mesmo criou. Para trazer a CPMF de volta vai ter que negociar com os parlamentares que resistem em ficar com a péssima imagem que vão ter junto ao eleitorado. Sendo assim, aquele senhorzinho pode ficar sossegado e continuar fazendo suas retiradas da poupança.

Dilma continua apavorada com possível impeachment

  • O histerismo de Dilma Rousseff continua. Pelo terceiro dia consecutivo ela continua falando em golpe diante da ameaça de impeachment que a cada dia mais se aproxima dela. Ontem, ela disse: "Queremos um país em que os políticos pleiteiem o poder por meio do voto e aceitem o veridicto das urnas". E ela tem feito seus pronunciamentos em momentos nos quais o tema não esteja sendo tratado;
  • A declaração de Dilma ocorreu no momento em que o ex-deputado e jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, deu entrada na Câmara dos Deputados no pedido de impeachment da presidente, que teve a assessoria do jurista Miguel Reale Júnior. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha transformou a entrega do pedido em um ato público político, aberto à imprensa;
  • Isso foi algo que desagradou ao Palácio do Planalto, ainda mais quando hoje o número de votos contra o afastamento dela não evita que mesmo com Eduardo Cunha lavando as mãos, negando o pedido, deixando para o plenário a decisão. O Governo acha que tem maioria no Senado, mas isso não é garantido, ou seja, ela demonstra estar apavorada. Isso explica que ela tenha tido mais um ataque histérico.

18 de setembro de 2015

O povo não quer ser 'patrão' de incompetentes

  • A seguir, apresento um bom exemplo daquilo que o Governo quer fazer com o povo, que não pode agir como sugere Luiza Nogueira, do Rio de Janeiro, na seção de cartas dos leitores na edição de hoje de 'O Globo':
  • "Se ultrapasso o orçamento de minha casa não preciso economizar energia elétrica, no consumo de gás, diminuir no lazer da família, e adotar outras atitudes de contenção de despesa? Ou é só pedir aumento ao patrão? É simples assim? É o que o Governo está fazendo, ao pedir aumento de imposto ao patrão. Somos ou não o patrão deste governo? Qual a culpa do patrão com a minha irresponsabilidade ou a minha incompetência?"
  • A desvantagem entre os dois patrões no exemplo dado pela leitora está no fato de que o primeiro concede aumento se quiser. Quanto ao povo, este será obrigado a dar o aumento, por força de lei. Acho que esse 'patrão' tem que sair às ruas e protestar contra o 'aumento do salário' do 'empregado' incompetente.

Dilma tem ataque histérico falando de golpe contra ela

  • Num ataque histérico, a presidente Dilma disse aos berros: "Qualquer forma de encurtar o caminho da rotatividade democrática é golpe, sim". O grito foi dado num momento em que ela fazia entrega de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida em Presidente Prudente, São Paulo. Ninguém havia tocado no assunto. Por quê, então, esse desabafo? Puro descontrole e medo do que possa vir a acontecer;
  • Mais adiante, ela complementou: "Conquistamos a democracia com imenso esforço. Qual a base da democracia? É a legalidade e a legitimidade dada pelo voto de cada um". Durante a histeria de Dilma, os militantes arregimentados é integrantes do MST, formando o grupo de 'mortandelas' gritava: "Não vai ter golpe";
  • A presidente e os militantes petistas devem ter memória curta. Para eles, gritar nas ruas "Fora Collor!", que havia sido eleito democraticamente, não era golpe. Mais adiante, foi a vez dos mesmos militantes gritarem "Fora FC!", também eleito em processo democrático, também não era golpe. No caso de Collor, o protagonista principal foi Lindbergh Faria, hoje senador pelo PT-RJ;
  • Sabemos que tudo não passa de uma forma de disfarçar o temor que existe em Brasília pela aproximação dos efeitos da Operação Lava-Jato e pelos efeitos dos julgamentos do Tribunal de Contas da União à respeito das 'pedaladas fiscais' e do Tribunal Superior Eleitoral sobre a legitimidade da eleição de Dilma. Não é nenhum show de Roberto Carlos, mas viveremos grandes emoções nos próximos dias.

17 de setembro de 2015

Governo quer reduzir o deficit, mas não faz a sua parte

  • Por conta do que vem acontecendo diariamente, o Governo confirma a impressão de que existe uma descoordenação total na tomada de decisões. Tudo indica que a última palavra é da presidente Dilma e que ela da mesma forma que é confusa para falar também o é para definir sobre o que fazer;
  • É difícil entender por quê ela anuncia um pacote de medidas em busca da redução do deficit previsto na proposta orçamentária para 2016, reduzindo recursos destinados a diversos programas do Governo, mandando a conta para o contribuinte, ao propor a recriação da CPMF e o aumento de alíquotas de impostos já existentes, mas não dá nenhum sinal de contrapartida de sua parte;
  • Há vários dias que se fala em redução do número de ministérios e cargos, mas isso vem sendo sempre adiado. Nenhum partido quer abrir mão de sua fatia no Governo. O certo seria que Dilma primeiro fizesse a sua parte, mas ela sempre diz que vai tomar uma decisão na semana seguinte. Até agora, a única despesa cancelada foi a aquisição de prataria destinada às refeições presidenciais, numa economia de R$ 215 mil;
  • Vamos esperar para ver o que vai acontecer, mas há quem tenha certeza de que se houver extinção ou incorporação de ministérios será tudo 'de mentirinha', apenas para que a opinião pública ache que realmente o Governo deu a sua colaboração e que o povo dê a sua, pagando mais impostos.

Dilma desafia todo mundo e insiste na volta da CPMF

  • Não sabemos até onde o Governo quer chegar. Parece que a presidente Dilma resolveu desafiar todo mundo. É o que pode ser deduzido na sua insistência de tentar ressuscitar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Na primeira insinuação, a reação foi tão grande, que imediatamente o Governo anunciou que a ideia estava descartada. Políticos, empresários e o povo consideraram um absurdo a volta do 'imposto do cheque';
  • Por trás dessa ideia que dificilmente vai ser aprovada pelo Congresso Nacional existe um foco ideológico. Até hoje o PT e em especial o ex-presidente Lula não se conformaram com a derrota sofrida em 2007, quando a CPMF foi extinta, apesar da maioria de senadores e deputados da qual ele dispunha. Aproveitando a crise econômica, os petistas querem ir às forras, sob o argumento de que a CPMF será totalmente usada na Previdência Social;
  • O problema é que os mesmos segmentos que não concordaram com a volta da cobrança da CPMF continuam com a mesma opinião. E agora, com novas adesões. O Governo sabe que os parlamentares não querem ficar contra a população. No ano que vem tem eleições municipais e muitos deles serão candidatos;
  • De nada adianta Dilma oferecer jantar aos governadores para convencerem as bancadas de seus estados a aprovarem a CPMF, mesmo prometendo dar uma fatia do tributo, alterando a alíquota de 0,20% para 0,38%. Com certeza o povo vai protestar com bastante veemência e senadores e deputados não vão ficar contra esse povo que lhes garante o mandato. Os próximos dias serão bem agitados em Brasília.

14 de setembro de 2015

Cortes no Orçamento de 2016 vão provocar reações variadas

  • Confirma-se diariamente a convicção de que o governo da presidente Dilma está totalmente perdido na busca de uma saída para os problemas econômicos criados pela péssima administração que a própria equipe vem provocando. O último fim de semana foi de reuniões dela com sua equipe econômica e as soluções anunciadas poderão trazer mais problemas políticos, aumentando a crise que já é bastante intensa;
  • A presidente determinou que seja feito um corte de R$ 20 bilhões, diminuindo o deficit previsto no Orçamento da União para o ano que vem, de R$ 30 bilhões e 500 milhões. Só que uma das propostas do seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é não conceder aumento dos vencimentos dos servidores públicos federais em 2016, economizando R$15 bilhões. Isso poderá ser um autêntico tiro no pé;
  • Para aumentar a receita, o ministro outra vez sugere a volta da CPMF, o famigerado 'imposto do cheque', e o aumento de alíquota de alguns dos impostos atuais. Isso a sociedade não vai aceitar, algo já visto quando se tentou reativar a CPMF. No que se refere ao funcionalismo, dá para se imaginar a quantidade de greves que vão acontecer, parando toda a máquina e, por extensão, a arrecadação de impostos;
  • Portanto, esta semana deverá ser cheia de grandes emoções, com senadores, deputados, empresários e o povo em geral repudiando essas medidas. E tem mais. Cresce a cada dia o movimento para abrir no Congresso os procedimentos de impeachment da presidente Dilma, até com a participação de integrantes da chamada base de apoio(?) do Governo.

Ações de Lula, Dilma e do PT jogam o Brasil no 'lixo'

  • O que mais se fala hoje é no rebaixamento do Brasil no grau de investimentos divulgado pela agência Standard & Pools (S&P). A categoria na qual o país foi enquadrado é denominada no mercado como 'Lixo'. Pelo que tem ocorrido nos últimos dias, esse título está bem adequado, principalmente por causa do envolvimento de autoridades do Governo em falcatruas, especialmente as reveladas pela Operação Lava-Jato;
  • Para se ter uma ideia de como as coisas estão em nível de lixo, aparece na mídia a notícia de que a Justiça condenou o Banco Santander a indenizar Sinara Polycarpo, que era analista do banco e foi demitida do cargo porque orientou os clientes de alta renda sobre o agravamento da crise econômica que já existia, caso a presidente Dilma fosse reeleita;
  • Uma prova de que o Brasil vive mesmo numa 'lixeira', o ex-presidente Lula exigiu do Santander que a analista, que havia cumprido sua tarefa de orientação, fosse demitida. E o Santander assim o fez. Como resultado, a Justiça estabeleceu uma indenização de R$ 450 mil em favor de Sinara. O que aconteceu? As previsões da analista estão evidentes, e a crise não está atingindo somente os de alta renda, mas também a todos os cidadãos;
  • Resta saber se a indenização sairá toda dos cofres do Banco Santander ou se Lula vai ser responsabilizado, pois nesse caso ele se configura como um péssimo analista, até porque ele sabia ser o responsável pelo que já acontecia na economia brasileira, com tudo se agravando pela total incapacidade da 'gerentona' que ofereceu ao eleitorado, num autêntico estelionato eleitoral.

12 de setembro de 2015

Aí está bem claro o momento em que vive o Brasil

  • Há dias em que sobram assuntos políticos para se comentar. Noutros dias, falta o quê se dizer ou discutir. Mas hoje, o jornalista Ilimar Franco, de 'O Globo', publicou em sua coluna um tópico intitulado "Resumo da ópera", que como bem diz traz um resumo do momento político que o país está vivendo, que faço questão de repassar a vocês. Espero que ninguém deixe de aproveitar o fim de semana nem perca o sono;
  • "O Brasil foi rebaixado pela Standard & Poor's. O dólar sobe. A inflação vai aumentar. O emprego vai cair. O orçamento é deficitário. O Congresso aprova novos gastos. A base governista bate cabeça. O PGR, Rodrigo Janot, provoca calafrios nos políticos. O vice Michel Temer tropeça nas palavras. A popularidade de Dilma está em baixa. A Operação Lava-Jato é uma caixinha de surpresas. O TCU pode atropelar o Planalto. O ministro Gilmar Mendes (STF) pressiona seus pares no TSE. O PSDB retoma a 'agiprop' (agitação e propaganda pelo impeachment. Empresários são contra mais tributos. O ministro Joaquim Levy prepara medida para aumentar os impostos".

10 de setembro de 2015

O Governo não se entende, mas é o povo que sente no bolso

  • O que vemos hoje no Governo de Dilma Rousseff é como aquela casa onde tem uma confusão e ninguém sabe como resolver. Ficam correndo atônitos da sala pra cozinha, dando cabeçadas uns nos outros no corredor que liga os dois cômodos da casa. Mas quem se machuca é o coitado do povo;
  • O ministro da Fazenda Joaquim Levy diz que o Imposto de Renda (IR) poderá ser elevado, além de outros tributos, para diminuir o deficit orçamentário, não descartando outra tentativa de ressuscitar a CPMF, enquanto o vice-presidente Michel Temer afirma: "Aumento de tributo é só em última hipótese." O senador Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, também deu seu recado: "É preciso reduzir gastos antes de pensar em aumentá-los";
  • Para levantar mais dúvidas em quem vai ser vítima dessa falta de coordenação administrativa - o coitado do contribuinte, que é quem sofre no bolso por causa dessa desordem -, o que tem acontecido é o Governo tomar decisões com base na palavra do ministro do Planejamento Nelson Barbosa. E ele costuma quase sempre contrariar Joaquim Levy, e sua decisão tem sido a adotada pela equipe econômica;
  • Como o Governo está todo enrolado com julgamentos variados de ministros e integrantes da base aliada no Supremo Tribunal Federal (STF), no Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ficamos à espera de mais agravamento na crise política, com grandes reflexos na crise financeira, com uma inevitável onda de aumento de preços. Dias sombrios nos esperam.

O mundo deve estar rindo do 'desfile secreto' de Dilma Rousseff

  • Se já não bastasse a velocidade da Internet, há também a integração proporcionada pelas redes sociais, o que deve ter feito o mundo inteiro rir do Brasil. Todos devem estar perguntando como pode um país comemorar 193 anos de independência com um desfile militar, mas levantar um muro metálico evitando que o povo pudesse se aproximar. Só tinham acesso ao local autoridades e convidados. Tinha mais militares na segurança de Dilma do que assistentes;
  • Também está sendo motivo de chacota a presença nas proximidades de 'desfile secreto' de dois enormes bonecos inflados representando o ex-presidente Lula vestido de presidiário e a presidente Dilma com nariz de Pinóquio, símbolo da mentira. Por fim, foram registradas imagens de pessoas derrubando aquilo que chamaram de 'muro da vergonha', no que estavam cheios de razão. Isso significa que gastaram dinheiro público para fazer o muro, mas não tiveram o cuidado de evitar sua destruição;
  • A TV também divulgou manifestações pelo Brasil de uma intitulada 'Marcha dos Excluídos', nas quais não eram vistas pessoas vestidas de verde e amarelo, mas sim de vermelho, cor símbolo do PT, partido que governa o país, e dos 'movimentos sociais', todos ligados ao Governo. Se o partido no poder é dos trabalhadores, por quê eles estão excluídos? Diante de tanta incoerência, o mundo está dando sonoras gargalhadas.

7 de setembro de 2015

Não há nada que já estando ruim não possa ficar pior

  • Preparem seus corações para quando o feriadão acabar. Se a presidente Dilma for condenada por crime de responsabilidade pelas 'pedaladas fiscais', o vice-presidente Michel Temer também teria que ser, por ter cometido o mesmo crime quando esteve interinamente no cargo de presidente da República. No Brasil, quando o titular viaja para o exterior o vice assume integralmente as funções de presidente da República;
  • Se os dois forem tirados dos seus cargos, assumem, subsequentemente, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o do Senado, Renan Calheiros. Os dois poderão vir a ser condenados com base na Operação Lava-Jato. Sabem, então, quem assume o cargo de presidente da República? O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandovski. Aí seria uma raposa tomando conta do galinheiro e do estoque de ração;
  • Diante disso, fiquemos de alerta. Haja coração! Procurem urgentemente um bom cardiologista. Oremos...

Vamos nos preparar para mais um imposto 'provisório'

  • O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, declarou que para solucionar o problema do deficit do Orçamento da União para 2016 o governo pode ter que criar um imposto provisório para gerar receita. Da mesma forma como aconteceu com a ideia da volta da CPMF, a reação contra o tributo provisório terá a mesma intensidade. O "imposto do cheque" quando foi criado também era provisório, mas até ser extinto o 'P' era na verdade de 'Permanente';
  • As trapalhadas orçamentárias da equipe econômica de Dilma Rousseff começou muito antes do envio da proposta ao Congresso, já em abril, quando do encaminhamento da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias, no qual havia uma previsão de superavit de R$ 64 bilhões. Em junho, o Governo alterou a proposta reduzindo o superavit para R$ 34 bilhões. Agora, vem o já falado deficit de mais de R$ 30 bilhões;
  • Ao que tudo indica, como vai ser difícil se criar um novo imposto, mesmo que provisório, teremos no ano que vem um deficit acima de R$ 100 bilhões. Devemos, então, esperar o ano de 2016 bastante complicado economicamente e, por consequência, com uma crise política sem precedentes. Convém lembrar que no ano que vem teremos eleições, cujos resultados não deverão ser favoráveis ao PT, com reflexos em 2018.

Dilma Rousseff está tonta e muda tudo a toda hora

  • Está difícil acompanhar o que pretende fazer o Governo, se formos nos orientar nas declarações da presidente Dilma. A cada dia ela muda de opinião. Cerca de um dia após afirmar que tinha compromisso de atingir a meta fiscal, demovendo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a deixar o cargo, que havia sido contrariado na possível volta da CPMF (abortada por Dilma), ela declarou que não tinha como cortar despesas e que poderia atépropor a criação ou aumento da carga tributária;
  • A falada extinção de ministérios está parada e sua efetivação é muito difícil, porque ninguém quer "largar o osso". Qualquer mexida cria atritos com os partidos aliados, pois todos querem continuar gerindo bilhões de reais e fazendo política na realização de obras em suas bases. A reforma ministerial já não era lá essas coisas, representando muito pouco em economia de recursos financeiros;
  • Para piorar, há a repercussão da declaração do vice-presidente Michel Temer de que com um impopularidade de 7% dificilmente a presidente Dilma Rousseff resista permanecer no cargo por mais três anos e meio. Como ele é o sucessor imediato dela, muita gente interpreta que Temer estaria avisando que seu partido, o PMDB, está pronto para sair do Governo e que não faria nenhum esforço para impedir até um processo de impeachment da presidente;
  • Se há algo que certamente preocupa são as anunciadas manifestações do Dia da Independência, que poderão indicar o real nível de insatisfação do povo com a condução que a presidente vem conduzindo sua administração. Uma coisa é certa. Ela que resolva seus problemas políticos e econômicos, mas nem pense em aumento da carga tributária, porque ela daria razão a Michel Temer e não chegaria a dezembro de 2018.

Propineiro defende quem rouba e condena quem denuncia

  • Mais uma vez o Brasil constata que por aqui "a minhoca está correndo atrás da galinha" e que "o poste está mijando no cachorro". Acabamos de ver um dos maiores propineiros do país querendo dar lição de moral afirmando o correto é não denunciar quem rouba, considerando que a denúncia premiada é ato praticado por 'dedo-duro'. Isso ele teria ensinado às suas duas filhas. Coitadas. Se assistirem alguém praticando um crime terão que ficar caladas e deixar o criminoso livre;
  • "Dedurar é pior que cometer o fato", foi o que declarou na CPI da Petrobras Marcelo Odebrecht, presidente licenciado da empresa que mais desviou recursos da estatal na forma de propinas, segundo denúncia da Operação Lava-Jato. Isso tudo parece ser uma cortina de fumaça para encobrir o fato de que o ex-presidente Lula é o principal lobista da Odebrecht para obras em Cuba e intermediário junto ao BNDES para obtenção de financiamentos 'especiais' para execução das obras;
  • Triste é constatar que em seu depoimento Marcelo Odebrecht tinha parlamentares olhando para ele como que embevecidos com sua 'filosofia', talvez por causa de doações já recebidas para suas campanhas ou na esperança de serem agraciados nas próximas, por ser ele um dos homens mais ricos do Brasil, mesmo que com fruto de roubo de dinheiro público.

2 de setembro de 2015

Renan só tem um caminho: devolver a Dilma o Orçamento

  • Infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, a presidente Dilma encaminhou ao Congresso Nacional o Orçamento para 2016 apontando um deficit de mais de 30 bilhões de reais. O correto seria o presidente do Senado, Renan Calheiros, devolvê-lo, exigindo que o Executivo encaminhe um outro Orçamento apresentando pelo menos um equilíbrio entre Receitas e Despesas;
  • Líderes de partidos da oposição e até mesmo alguns parlamentares que apoiam o Governo vão lutar para que o Orçamento seja devolvido por Renan, como ele fez no início do ano com uma Medida Provisória que chegou ao Congresso com irregularidades, como acontece agora;
  • É quase certo que o Orçamento vai ser assunto até dezembro, quando terá que estar aprovado e publicado. Se tal não ocorrer, a situação será pior, porque terá que ser utilizada a Lei de Meios do corrente ano, que já projeta um deficit de alguns bilhões de reais. Por fim, está mais que evidente que o Congresso não pretende ser conivente com o Executivo nessa falta de gestão correta.

Orçamento com deficit? Solução é Dilma enxugar a máquina

  • Depois de desistir da volta da CPMF, a presidente Dilma resolve encaminhar ao Congresso a proposta do Orçamento da União para 2016 prevendo um elevado deficit. Isso quer dizer que o Governo está prevendo para o ano que vem gastar mais do que poderá arrecadar. Com isso, ela deixa por conta dos parlamentares encontrar um meio de cobrir o rombo, cujo primeiro caminho seria o aumento de impostos ou a criação de outros;
  • A atitude do Governo Federal é uma espécie de retaliação por causa da rejeição da volta da CPMF. Os que mais se mostraram contrários foram senadores e deputados e também empresários, que teriam o ônus de qualquer solução que na certa refletiria no bolso do contribuinte. O deficit previsto é de 'apenas' R$ 30 bilhões e 500 milhões, o que significa 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto);
  • Diminuir os gastos públicos não está na agenda de Dilma. Os dez ministérios que ela anunciou que extinguirá em quase nada significará em diminuição de despesas. Entre 2003 e 2013, os governos do PT criaram mais 144 mil cargos públicos (faltam dados de 2014 e 2015). Na Presidência da República havia 3.744 funcionários, e em 2013, o número aumentou para 9.113 um acréscimo de 143%;
  • Uma coisa é certa. Seja o que for, o povo não vai querer pagar a conta que não é dele. Convém lembrar que FHC entregou o Governo a Lula com 24 ministérios. Lula passou para Dilma 37 pastas, tendo ela aumentado para 39. Está, então, nas mãos dela evitar o anunciado deficit orçamentário. Cabe ao povo sair às ruas e dizer que não aceita mais um assalto ao seu bolso.

Dilma 'pipocou' e desiste de ressuscitar a CPMF

  • A presidente Dilma Rousseff, em reunião na tarde de hoje, desistiu de recriar a CPMF, pelo menos por enquanto. A decisão foi tomada porque o Governo não teria maioria no Congresso para aprovar a PEC criando a tal da SIS. Caso insistisse, Dilma sofreria mais uma derrota. Por isso, Dilma resolveu deixar para uma outra ocasião uma nova proposta para o financiamento da saúde;
  • A presidente tinha dúvidas em relação à proposta da equipe econômica que sofria resistências de senadores, deputados, empresários e até mesmo de petistas. O anúncio da possível PEC propondo a volta da CPMF trouxe uma série de lembranças de gente que mudou de opinião com relação ao chamado 'Imposto do Cheque';
  • Quando o tributo foi criado pelo então presidente FHC, quem fez fortes críticas foi Lula, que disse ser a medida um absurdo. Agora, o petista se declarou favorável, enquanto o tucano condenou a ideia. Cada lado vê a questão de acordo com o seu interesse político. Lula mudar de posição não é novidade. Ele já disse um dia que era uma 'metamorfose ambulante';
  • O mais importante é que o absurdo por enquanto não vai acontecer. A volta da CPMF tinha embutida uma partilha entre a União, estados e municípios impossível de ser aceita. O Governo Federal Federal ficaria com 90% da SIS sobrando 10% para o restante. Para muitos, seriam cerca de R$ 80 bilhões que certamente não se destinaram à Saúde. Por enquanto, o povo está livre de mais um assalto ao seu bolso.

Governo não usa CPMF na Saúde. Nós pagamos por isso?

  • O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que o Governo já tem pronta a PEC propondo a recriação da famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que foi extinta em 2007, numa votação que significou uma grande derrota do então presidente Lula, por 45 votos a 34, num Senado onde sempre eram aprovados sem dificuldade seus projetos;
  • Como se recorda, a CPMF foi criada em 1993, no governo de Itamar Franco, com uma alíquota de 0,2%, como um imposto destinado a solucionar os problemas da saúde pública. Quando foi extinta, o setor que menos recebia recursos da CPMF era exatamente a Saúde. Lula esperneou alegando que o Governo perderia cerca de R$ 40 bilhões por ano. Ele nunca digeriu aquela derrota;
  • Como sempre ocorre, os petistas adoram mudar o nome das coisas para que se pareçam com outra. Então, a 'nova' CPMF apareceria como Contribuição Interfederativa da Saúde (SIS), mais uma vez com a justificativa de ser destinada a gastos com saúde, vigorando por quatro anos, arrecadando cerca de R$ 80 bilhões anuais, sendo dividida entre a União, estados e municípios. Quem garante que 27 estados e mais de 5.570 municípios vão gastar os recursos na Saúde?;
  • Parece que a presidente Dilma não sabe que sua aprovação anda na faixa de 6%. Só por ter a ideia esse índice deve cair mais um pouco. As reações contrárias já explodiram tanto no Congresso como no empresariado. Dá para se imaginar o que o povo está pensando sobre mais uma conta a pagar sem que o Governo diminua seus gastos com a maquina pública;
  • Depois do envolvimento de tanta gente ligada ao Poder com propinas e desvio de dinheiro público, é certo que Dilma Rousseff pode esperar um crescimento dos protestos contra ela. Com a volta da CPMF, ou que outro nome tenha, o povo não vai concordar em dar mais uma 'ajuda' saindo do seu bolso para cobrir a incapacidade da 'gerentona' que Lula escalou para administrar o país.

Você acredita que Dilma vai mesmo extinguir 10 ministérios?

  • Alguém acredita na redução de ministérios anunciada pela presidente Dilma? Só vendo para crer. Depois de Lula fatiar o Governo para pagar o apoio na eleição e para garantir maioria no Congresso, medida seguida por Dilma, qual será a reação de quem perder seu 'quinhão'? Ela teria coragem de tirar algum ministério do PT ou do PMDB? Pode ser;
  • Há casos que são verdadeiros absurdos. Existe o histórico Ministério das Relações Exteriores, mas também a Secretaria de Relações Internacionais, com status de ministério. Se as relações são internacionais, não são também internacionais? Para acomodar os aliados existe o mais antigo dos ministérios, o da Agricultura, e o da Pesca e o do Desenvolvimento Agrário;
  • Junte-se a tudo isso uma quantidade exagerada de secretarias, como as de Direitos Humanos, Igualdade Racial e de Mulheres, que poderiam fazer parte de um Ministério da Cidadania e órgãos que não se justificam com status de ministério, tais como AGU, CGU, e Banco Central;
  • Esperamos que o projeto que limita em 20 o número máximo de pastas seja aprovado. Vai ser difícil, porque a presidente acaba de liberar R$ 500 milhões de emendas parlamentares, e com esse 'cala-boca' tal projeto certamente vai ficar engavetado por um tempo que não imaginamos.