Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

26 de fevereiro de 2010

Zé Dirceu continua dando as cartas no Governo de Lula

Já era do conhecimento de muitos que o ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu continuava participando do Governo de Lula, mesmo tendo seu mandato cassado pela participação no Mensalão do PT, ao ponto de estar indiciado por formação de auadrilha em processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Zé Dirceu também havia sido desligado do partido por ocasião do Mensalão do PT. Agora, ele acaba de ser incluído na nova cúpula do partido. E mais, ele é reconhecido como um dos coordenadores da campanha da candidata de Lula à sua sucessão;

Agora, Zé Dirceu aparece no noticiário como intermediário de uma transação, fruto de sua "consultoria" a alguém que foi aconselhado pelo "consultor" a comprar uma empresa falida pelo preço simbólico de R$ 1 real. Só que agora, por iniciativa do Governo ao qual Zé Dirceu está fortemente ligado, a tal empresa falida poderá render ao contratante da consultoria nada menos que R$ 200 milhões. É mais do que certo que Zé Dirceu se utilizou de informação privilegiada para provocar tão exorbitante lucro a alguém, para o que recebeu mais de R$ 600 mil pela "consultoria";

Pelo que se lê nas seções de cartas de leitores, parece que muita gente entendeu muito bem o que aconteceu. O Governo procura de todo jeito tirar o assunto da mídia, com fatos novos, mas a cobrança está em curso. Um leitor de "O Globo", Haroldo Mais, do Rio, na edição do dia 25/2,  escreveu: "O ex-ministro José Dirceu volta à cena política, inclusive com interferências remuneradas em transações de grupos, no mínimo, duvidosas. Para os incautos, ele estava afastado das decisões políticas desde que deixou a Casa Civil. Puro engano!. Nunca deixou de interferir nessas decisões de governo. Preocupa-me o que ainda está por vir neste ano de eleições";

Outro leitor, Oswaldo Cruz Vidal, do Rio, não deixa por menos: "José Dirceu, sumido do cenários político pela habilidade de Lula, após os epis[odios que - esperamos - o levam a julgamento no STF juntamente com a "turma" cujos nomes já estamos todos cansados de ouvir, de repente volta às manchetes. Respeitando sua históriaq, José Dirceu volta às manchetes por uma nova modalidade de negócios, desta vez usando a brecha aberta por Dilma, e que Lula havia habilmente fechado. Desta vez o assunto é a já longa e tenebrosa novela da Telebrás, ressuscitada por Lula em seus últimos discursos, sem que seja (ainda) totalmente claro o motivo desta manobra";

Também do Rio, o leitor Jorge Luiz Borba chama a atenção do seguinte: "Dizer que José Dirceu, que se sentava à direita de Lula, trabalhe com consultoria a empresas e não tenha nada de mais é totalmente falso. Ao vender seu conhecimento das estruturas do poder que ajudou a implantar e os contatos com gestores do governo e partidos políticos para empresas interessadas, pode ajudar a fazer negócios tanto para o governo como para essas empresas, com a liberdade necessária que jamais poderia ter dentro da máquina pública. É como se possuísse total imunidade, dentro e fora da estrutura do poder, para fazer negócios"';

Outro leitor do Rio, Hugo Hamann, escreveu: "Diante das novas acusações de lobby (mais uma) praticado por Zé Dirceu - agora, envolvendo o Plano Nacional de Banda Larga - cheguei à conclusão que o "ex-capitão do time" deveria ter seus direitos políticos imediatamente devolvidos, uma vez que o "consultor" José Dirceu parece ser mais nocivo ao país que o "deputado" José Dirceu";

Finalmente, Túllio Marco Carvalho, de Belo Horizonte, deixou o seguinte recado: "O maior cabo eleitoral da letárgica oposição ao governo Lula, por mais estrambólico que possa parecer, não será ninguém da oposição, e sim o e-ministro petista José Dirceu, que foi cassado e denunciado por formação de quadrilha no Supremo Tribunal Federal (STF), e qu volta a ter destaque negativo na mídia por conta de falcatruas envolvendo patrimônio público. Que a candidata de Lula à Presidência, Dilma Rousseff, abra os olhos, pois quem tem José Dirceu como amigo e coordenador de campanha eleitoral não precisa de inimigos";

Aí está um reetrato do que muita gente pensa e que certamente será mostrado ao eleitorado brasileiro quando a campanha oficial chegar na Televisão e no rádio. Se o povo ficar alheio a tudo isso e optar por manter essa gente no poder, seja o que Deus quiser...

25 de fevereiro de 2010

Reforma política já!

Podemos discordar de César Maia em muitas coisas, mas nessa ele está cheio de razão. O Brasil precisa de uma reforma política o quanto antes, sob o risco de tornar-se em breve numa nova versão das antigas "repúblicas de bananas". A pouca vergonha está à solta, há muitos anos e em todos os partidos. A seguir, o inteiro teor de artigo do ex-prefeito do Rio de Janeiro:

SISTEMA ELEITORAL, FEDERAÇÃO CONTINENTAL E DILUIÇÃO DOS ESCÂNDALOS!

1. O sistema eleitoral brasileiro, de voto proporcional aberto por Estado, tem entre outras consequências negativas, personalizar a política e tirar dos Partidos a centralidade. Soma-se a isso, a lógica da imprensa nos últimos 40 anos, no mundo todo, que dramatiza e personaliza a política. Num país continental como EUA e Brasil e num sistema federado, mais lá que aqui, esse processo é reforçado.

2. Dessa forma, o eleitor percebe a política como produto da ação de personagens desconectados de seus partidos. Qualquer pesquisa que se faça, nacional ou regional, onde se pergunta se o eleitor vota no partido ou em pessoas, quase 100% das respostas repetem por todo lado: nas pessoas.

3. A própria discussão se as empresas devem doar recursos aos partidos ou aos candidatos, mostra uma opinião difusa agregada pela imprensa, que deve ser aos candidatos. Independente de que isso possa aqui e ali cobrir a doação direta, o fato é que, aqui também, se reforça a ideia da política como uma atividade de pessoas e não de partidos.

4. Por isso tudo, os escândalos políticos, que na maior parte das vezes têm um caráter regional, terminam circunscritos a cada região. Para falar dos últimos anos, e sem qualquer sentido de responsabilização desse ou daquele, o fato é que vereadores de SP foram presos anos atrás, no RS uma CPI demonstrou por gravações e documentos relações de pessoas do PT com a contravenção. Depois, e ainda no RS, veio a CPI do financiamento de campanha e DETRAN com pessoas ligadas ao PSDB.

5. E a lista segue com o caso do propinoduto do Rio, finalmente com contas bloqueadas na Suíça e envolvimento de pessoas ligadas ao PMDB. Em Alagoas, deputados saíram presos da assembleia e em Rondônia da mesma forma. Agora, em Brasília o caso envolvendo o governador do DEM e deputados de diversos partidos. E por aí vai.

6. No Mensalão-Matriz, do governo federal, a farta distribuição de recursos sob a visão contemplativa do PT, como confirmou nesses dias o ministro-poderoso-chefe da época, foi de tal forma diluído pelos personagens, quase atores de TV, que os nomes sublinhados passaram a ser a nível regional, como um amplo alcance federativo.

7. Se já sobravam razões para uma reforma político-eleitoral, essa é mais uma. A necessidade de um sistema eleitoral que fortaleça a autoridade e a responsabilidade dos partidos é fundamental para que citações, como a 'dirceutica' "caixa dois não é corrupção", a 'delubiana' afirmação que "é apenas dinheiro não contabilizado", que um depósito reconhecido e demonstrado de pagamento de campanha presidencial do PT no exterior não fique por isso mesmo e, espera-se, agora os Brasília-vídeos.

8. Não são coisas apenas de pessoas, são fatos políticos que precisam retornar aos partidos como responsabilidade. Mas para isso, é preciso despersonalizar a política. Se isso é improvável na lógica dramatizadora da TV, até porque a concorrência por audiência impede, no caso de Reforma Político-Eleitoral é uma exigência que deve -e tem- que abrir a próxima legislatura.

22 de fevereiro de 2010

José Serra ou Dilma?


Este é o título de um artigo do bloguista Rodrigo Constantino, que também faz parte do site Instituto Millenium, que considero bastante oportuno e com o qual concordo plemente. Daí estar transcrevendo e mesmo na íntegra, entendendo tratar-se de motivo para leitura e reflexão:


“Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam.”

(Edmund Burke)


Aécio Neves pulou fora da corrida presidencial de 2010. Agora é praticamente oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo. Afinal, o futuro da liberdade está em jogo, sob grande ameaça. Nenhuma das opções é atraente. Nenhum dos candidatos representa uma escolha decente para aqueles que defendem as liberdades individuais. Será que há necessidade de optar? Ou será que o voto nulo representa a única alternativa?


Tais questões me levaram à lembrança do excelente livro O Sonho de Cipião, de Iain Pears, uma leitura densa que desperta boas reflexões sobre o neoplatonismo. Quando a civilização está em xeque, até onde as pessoas de bem podem ir, na tentativa de salvá-la da barbárie completa? Nas palavras do autor: “Usamos os bárbaros para controlar a barbárie? Podemos explorá-los de modo que preservem os valores civilizados ao invés de destruí-los? Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?”


Permanecer na “torre de marfim”, preservando uma visão ideal de mundo, sem sujar as mãos com um voto infame, sem dúvida traz conforto. Manter a paz da consciência tem seus grandes benefícios individuais. Além disso, o voto nulo tem seu papel pragmático também: ele representa a única arma de protesto político contra todos que estão aí, contra o sistema podre atual. Somente no dia em que houver mais votos nulos do que votos em candidatos o recado das urnas será ouvido como um brado retumbante, alertando que é chegada à hora de mudanças estruturais. Os eleitos sempre abusam do respaldo das urnas, dos milhões de eleitores que deram seu aval ao programa de governo do vencedor, ainda que muitas vezes tal voto seja fruto do desespero, da escolha no “menos pior”.


Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria à pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.


Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Ambos desejam mais governo. Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.


Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, a Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.


Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Sim, Serra tem forte viés autoritário, apresenta indícios fascistas em sua gestão no governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria, estou de acordo com isso tudo. Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato. Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”?


Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia: a derrota está anunciada antes mesmo da decisão. Mesmo o resultado “desejado” será uma vitória de Pirro. Algo como escolher entre um soco na cara ou no estômago. Mas situações extremas demandam medidas extremas, e infelizmente colocam certos valores puristas em xeque. Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca.


Dito isso, assumo que votarei em Serra, mas não sem antes tomar um Engov. Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Ainda que depois ela seja substituída por outra parecida em muitos aspectos. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.


Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização – o que não é muito.

18 de fevereiro de 2010

Lula gosta de irregularidades

Muita coisa tem sido escrita e comentada sobre a pré-campanha comandada por Lula em período não permitido pela legislação eleitoral mas que tem contado com a conivência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que sistematicamente vem rejeitando qualquer denúncia feita pelos partidos da Oposição. Há casos de atos oficiais transformados em comícios, com Lula falando abertamente de sua candidata, às vezes desafiando os oponentes, mas tudo com o aval da Justiça Eleitoral;

No entanto, há coisas mais estranhas do que campanha antes da hora que vêm ocorrendo e que não têm sido alvo nem da Oposição. Desde o episódio do Mensalão do PT sob o comando de Zé Dirceu, Marcos Valério e outros, além dos "aloprados", do dossiê falso incriminando José Serra, das despesas de FHC e sua família, a visita de Lina a Dilma, tudo tem tido o aval de Lula, que passa a mão sobre a cabeça de todos, dando legitimidade aos mais variados atos ilegais e irregulares cometidos por "companheiros" do presidente;

Dois fatos recentes, entretanto, chamam a atenção e volta e meia aparecem nos noticiários mas somem superados por outros. O primeiro deles é o da compra de caças franceses, caso envolto na mais alta suspeita, pois Lula insiste na compra dos aviões prometida ao presidente Zarcozy, mas que recebe grande volume de contestações sob o aspecto técnico e mais ainda pelo elevado preço envolvendo bilhões de reais, parecendo que há altos intere$$se$ na transação;

O outro caso estranho fica por conta das obras da Petrobras que o Tribunal de Contas da União (TCU) propõe a suspensão por causa de irregularidades, mas que Lula insiste em mantê-las, mesmo com o TCU apontando até superfaturamento. Lula, todavia, quer porque quer inaugurá-las este ano (certamente em companhia de sua candidata), mesmo com prejuízos para os cofres públicos, algo que nunca será consertado nem ressarcido depois que as obras forem entregues;

Ficamos por aqui gritando contra esses fatos, mas ao mesmo tempo sabemos que podemos estar perdendo tempo, pois o Congresso Nacional, que seria constitucionalmente fiscalizador do Executivo, está "agachado" ao presidente em troca de liberação de emendas parlamentares e outras coisas mais, aprovando qualquer coisa de "seu mestre mandar". Resta ainda o Judiciário, mas do mesmo pouco pode se esperar sabendo-se que no caso do Superior Tribunal Federal (STF), sete de seus onze integrantes ali estão por indicação de Lula;

O que nos resta, então? Denunciar, reclamar, espernear, gritar, mas nunca sendo omissos nem concordando com tantos indícios de falcatruas, como hoje parece estar acontecendo.

13 de fevereiro de 2010

Deputados Federais com fichas sujas

A lista está sendo divulgada pelo site Excelências. A liderança está com o grande aliado do Governo, o PMDB, com 45 participantes, mas o DEM e o PSDB, da Oposição, aparecem com 51 na lista. No entanto, da mesma forma que no Senado, a maioria faz parte da "base aliada" que apoia Lula na Câmara dos Deputados.


2010 chegou!

O BRASIL ESPERA QUE FAÇAMOS NOSSA PARTE

VAMOS LIMPAR O CONGRESSO

Guardem e Distribuam ao máximo!


Ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas


As informações sobre ocorrências nas Justiças estaduais e nos Tribunais de Contas dependem da disponibilidade de dados em cada Corte, havendo grande disparidade de estado a estado. Por isso, pode acontecer eventual ausência de menção a processo em que algum parlamentar é réu. Processos que correm em primeira instância só são incluídos quando movidos pelo Ministério Público ou outros órgãos públicos. Processos movidos por outras partes só são assinalados quando já existe decisão desfavorável ao parlamentar. No caso de contas de campanha rejeitadas, todas as decisões são assinaladas aqui (desde que o político não tenha obtido a anulação da decisão), mesmo que o parlamentar tenha corrigido o problema (no caso de erros meramente formais, por exemplo). São anotadas ocorrências relativas a homicídio, estupro e pedofilia, mas não são incluídos outros litígios de natureza privada (como disputas por pensão alimentícia), nem queixas relacionadas a crimes contra a honra (porque políticos são freqüentemente alvo desse tipo de processo). Por fim, assinala-se aqui a inscrição do parlamentar na dívida ativa previdenciária e na lista de autuados por exploração do trabalho escravo.


ANTES DE VOTAR NESTES CANDIDATOS VISITE O SITE E ANALISE MUITO BEM:


PMDB (45)

Acélio Casagrande (SC)

Andre Zacharow (PR)

Aníbal Gomes (CE)

Asdrubal Bentes (PA)

Camilo Cola (ES)

Carlos Bezerra (MT)

Celso Maldaner (SC)

Colbert Martins (BA)

Darcísio Perondi (RS)

Edinho Bez (SC)

Edson Ezequiel (RJ)

Eduardo Cunha (RJ)

Eliseu Padilha (RS)

Eunício Oliveira (CE)

Fernando Lopes (RJ)

Flaviano Melo (AC)

Francisco Rossi (SP)

Henrique Eduardo Alves (RN)

Íris de Araújo (GO)

Jackson Barreto (SE)

Jader Barbalho (PA)

João Magalhães (MG)

João Matos (SC)

Joaquim Beltrão (AL)

Jurandil Juarez (AP)

Leandro Vilela (GO)

Luiz Bittencourt (GO)

Lupércio Ramos (AM)

Manoel Junior (PB)

Marçal Filho (MS)

Marcelo Melo (GO)

Michel Temer (SP)

Moises Avelino (TO)

Natan Donadon (RO)

Nelson Bornier (RJ)

Nelson Trad (MS)

Odílio Balbinotti (PR)

Olavo Calheiros (AL)

Osvaldo Reis (TO)

Paulo Rattes (RJ)

Silas Brasileiro (MG)

Solange Almeida (RJ)

Vital do Rêgo Filho (PB)

Wladimir Costa (PA)

Zé Gerardo (CE)


DEM (26)

Abelardo Lupion (PR)

Alceni Guerra (PR)

Betinho Rosado (RN)

Carlos Melles (MG)

Cassio Taniguchi (PR)

Clóvis Fecury (MA)

Eduardo Sciarra (PR)

Fernando de Fabinho (BA)

Francisco Rodrigues (RR)

Guilherme Campos (SP)

Jerônimo Reis (SE)

João Oliveira (TO)

Jorginho Maluly (SP)

José Carlos Machado (SE)

Jairo Ataide (MG)

José Maia Filho (PI)

José Mendonça Bezerra (PE)

Júlio Cesar (PI)

Lira Maia (PA)

Marcio Junqueira (RR)

Marcos Montes (MG)

Paulo Magalhães (BA)

Rogerio Lisboa (RJ)

Vic Pires Franco (PA)

Vitor Penido (MG)

Walter Ihoshi (SP)


PSDB (25)

Affonso Camargo (PR)

Albano Franco (SE)

Alfredo Kaefer (PR)

Antonio Carlos Mendes Thame (SP)

Antonio Carlos Pannunzio (SP)

Bonifácio de Andrada (MG)

Carlos Alberto Leréia (GO)

Carlos Brandão (MA)

Eduardo Gomes (TO)

Emanuel Fernandes (SP)

Gervásio Silva (SC)

Julio Semeghini (SP)

Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES)

Manoel Salviano (CE)

Pinto Itamaraty (MA)

Professor Ruy Pauletti (RS)

Professora Raquel Teixeira (GO)

Renato Amary (SP)

Roberto Rocha (MA)

Rogério Marinho (RN)

Rômulo Gouveia (PB)

Silvio Lopes (RJ)

Silvio Torres (SP)

Thelma de Oliveira (MT)

Urzeni Rocha (RR)


PT (23)

Andre Vargas (PR)

Anselmo de Jesus (RO)

Antonio Palocci (SP)

Dalva Figueiredo (AP)

Décio Lima (SC)

Domingos Dutra (MA)

Elismar Prado (MG)

Fernando Marroni (RS)

Fernando Melo (AC)

Geraldo Simões (BA)

Henrique Fontana (RS)

João Paulo Cunha (SP)

José Genoíno (SP)

José Guimarães (CE)

José Mentor (SP)

Joseph Bandeira (BA)

Jorge Boeira (SC)

José Airton Cirilo (CE)

Nazareno Fonteles (PI)

Paulo Rocha (PA)

Pedro Eugênio (PE)

Pedro Wilson (GO)

Vander Loubet (MS)


PP (22)

Aline Corrêa (SP)

Angela Amin (SC)

Beto Mansur (SP)

Celso Russomanno (SP)

Ciro Nogueira (PI)

Dilceu Sperafico (PR)

Eliene Lima (MT)

Eugênio Rabelo (CE)

Gladson Cameli (AC)

João Pizzolatti (SC)

José Linhares (CE)

José Otávio Germano (RS)

Nelson Meurer (PR)

Neudo Campos (RR)

Paulo Maluf (SP)

Pedro Henry (MT)

Renato Molling (RS)

Roberto Balestra (GO)

Roberto Britto (BA)

Rebecca Garcia (AM)

Simão Sessim (RJ)

Vadão Gomes (SP)


PR (18)

Aelton Freitas (MG)

Edmar Moreira (MG)

Geraldo Pudim (RJ)

Giacobo (PR)

Jofran Frejat (DF)

José Carlos Vieira (SC)

Leo Alcântara (CE)

Marcelo Teixeira (CE)

Maurício Quintella Lessa (AL)

Maurício Trindade (BA)

Nelson Goetten (SC)

Nilmar Ruiz (TO)

Pastor Pedro Ribeiro (CE)

Tonha Magalhães (BA)

Valdemar Costa Neto (SP)

Vicentinho Alves (TO)

Wellington Roberto (PB)

Zé Vieira (MA)


PTB (12)

Armando Abílio (PB)

Armando Monteiro (PE)

Arnon Bezerra (CE)

Augusto Farias (AL)

Charles Lucena (PE)

Ernandes Amorim (RO)

Fernando Gonçalves (RJ)

Íris Simões (PR)

Jovair Arantes (GO)

Sabino Castelo Branco (AM)

Tatico (GO)

Sérgio Moraes (RS)


PDT (10)

Ademir Camilo (MG)

Arnaldo Vianna (RJ)

Dagoberto (MS)

Julião Amin (MA)

Marcos Medrado (BA)

Paulo Pereira da Silva (SP)

Pompeo de Mattos (RS)

Sebastião Bala Rocha (AP)

Sueli Vidigal (ES)

Wilson Picler (PR)


PSB (8)

Abelardo Camarinha (SP)

Beto Albuquerque (RS)

Janete Capiberibe (AP)

Jefferson Campos (SP)

Laurez Moreira (TO)

Luiza Erundina (SP)

Márcio França (SP)

Mauro Nazif (RO)


PPS (5)

Alexandre Silveira (MG)

Augusto Carvalho (DF)

Fernando Coruja (SC)

Leandro Sampaio (RJ)

Raul Jungmann (PE)


PSC (3)

Carlos Alberto Canuto (AL)

Hugo Leal (RJ)

Laerte Bessa (DF)


PMN (3)

Fábio Faria (RN)

Francisco Tenorio (AL)

Sergio Petecão (AC)


PV (3)

José Fernando Aparecido de Oliveira (MG)

Lindomar Garçon (RO)

Marcelo Ortiz (SP)


PSC (2)

Silas Câmara (AM)

Takayama (PR)


PHS (1)

Uldurico Pinto (BA)


PC do B (1)

Alice Portugal (BA)


PTC (1)

Carlos Willian (MG)


PRB (1)

Cleber Verde (MA)

12 de fevereiro de 2010

Lula defendendo Arruda?

A notícia está hoje no site de O Globo:

Lula lamenta que escândalo do mensalão no DF tenha levado à prisão de Arruda


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva leu na internet a notícia sobre a decretação da prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), ficou abatido e lamentou que o escândalo do mensalão do DEM em Brasília tenha chegado a esse ponto.


Já o jornalista Ricardo Noblat comenta em seu Blog:

Lula está errado


Não. Ao contrário do que acha Lula, não é ruim para a política brasileira que vá preso um governador apontado pela Polícia Federal como chefe de "uma organização criminosa".

É bom. Muito bom. Porque mostra, nem que seja pela primeira vez, que mesmo um governador está sujeito à lei. E que a impunidade, regra em vigor até hoje, sofreu um abalo.

É espantosa a mania cultivada por Lula de passar a mão na cabeça de bandidos. Ou melhor: de supostos bandidos.

A corrupção pode não ter crescido no período Lula. Mas banalizou-se.

Essa será a herança maldita que ele legará ao seu sucessor.


Vê-se por aí que desde 2005, por ocasião do Mensalão do PT, Lula tem se especializado em dar declarações estapafúrdias, além de defender aliados que sejam denunciados ou flagrados "com a mão da botija". Em 2005, depois de declarar que daria um cheque em branco para o ex-deputado Roberto Jefferson, ainda declarou que o Mensalão era "algo que sempre se fez no Brasil" e intitulou o uso de Caixa 2 como "recursos não contabilizados". Depois disso, fez tantas outras que culminam com a declaração de o senador José Sarney (PMDB-AP) é uma pessoa "diferente";


Não há como defender Arruda. Os flagrantes na TV não deixam nenhuma dúvida, como também os mostrados por ocasião do Mensalão do PT. Estranha-se, apenas tanta mobilização em Brasília, exatamente contra um governador que era do DEM, partido aliado ao PSDB na Oposição do Governo onde está o candidato que pé o maior rival da candidata de Lula à sua sucessão. Em 2005 as "organizações sociais" não se manifestaram. O que se espera é que, realmente, a prisão de Arruda seja o início de uma nova era, que certamente poderá nortear a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo onde estão indiciados por formação de Quadrilha Zé Dirceu e outros 39 responsáveis pelo Mensalão do PT;


Ressalve-se que uma decisão do STF contra gente ligada ao Governo de Lula é algo para não se esperar muito, pois ali estão 7 indicados por Lula, num total de 11 integrantes. É esperar para ver. Mas é bom Lula parar de falar bobagens.