Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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20 de abril de 2009

A ordem é fazer a galinha cantar

Quando a galinha bota seu ovo, começa a cacarejar. Há quem diga que ela é a primeira marqueteira conhecida, pois está sempre dando publicidade ao seu produto e às suas qualidades de boa poedeira. Assim parece se comportar a Presidência da República, mesmo quando não tem ovo para divulgar. Não fosse assim, não teria havido no primeiro trimestre deste ano um aumento de 24,9% nas despesas com publicidade, em comparação com o mesmo período de 2008;

Até março do ano passado, o Governo gastou R$ R$ 29.700 milhões para se divulgar. Este ano, a despesa, até o mês passado, foi de R$ 37.100 milhões. A maioria dessas despesas foi para divulgar ações do Governo. Os gastos com publicidade de utilidade pública representam apenas cerca de 10% do total. Isso tudo em plena crise, com o setor privado apertando o cinto e até promovendo algumas demissões;

No entanto, a crise a apresentada como razão para esse aumento. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informa que "os gastos estão sendo feitos com campanhas institucionais para informar à sociedade as ações que o Governo adota para enfrentar e combater a crise". E ainda explica que a maioria dessas campanhas são feitas pela Televisão, depois observar que "a grande massa não lê jornais";

Está certo que o povo precisa saber o que seus governantes fazem. Todavia, a melhor propaganda de um chefe do Executivo está logicamente nas suas obras e nos benefícios que elas tragam à população, que se encarregará de ser o maior divulgador do órgão que executou as melhorias e também de quem os dirija;

Mas o Governo não está fazendo nada que não tenha sido feito antes (essa justificativa já vem desde o tempo do Mensalão). Trata-se, então, de uma prática institucionalizada no País. E ainda mais: no ano que vem tem eleições e Lula disse que tem que mostrar para a população, no ano que vem, as suas realizações. Eleições em 2010 são mera coincidência.

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