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7 de dezembro de 2011

'Base aliada' blinda ministro. Isso serve para despertar suspeitas

Notícia publicada no site 'UOL Notícias' serve para demonstrar que não foram suficientes as explicações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, sobre suspeitas de que seus ganhos com consultoria depois que deixou a prefeitura de Belo Horizonte não teriam sido muito 'republicanos', pois poderiam ter sido obtidos com base em tráfico de influência do ministro, que viria em seguida a ser um dos coordenadores da campanha eleitoral da então candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, de quem Pimentel foi companheiro em atividades consideradas um terroristas contra o regime militar:

Deputados governistas conseguem derrubar convite para Pimentel explicar suposto tráfico de influência

Por 13 votos a cinco, os deputados rejeitarem nesta quarta-feira (7) o requerimento do líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), que convida o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, a explicar aos parlamentares sua atuação como consultor entre os anos de 2009 e 2010 e as acusações de tráfico de influência em licitações na prefeitura de Belo Horizonte (MG). Parlamentares da base barraram a aprovação do pedido sob alegação de que o fato ocorreu no período em que Pimentel não ocupava nenhum cargo eletivo e que o ministro até o momento "não se furtou a prestar esclarecimentos" sobre os assuntos levantados.

O pedido se baseou em reportagens do jornal “O Globo”. Segundo o jornal, uma das empresas que contratou a consultoria do ministro, a Convap, venceu meses depois duas licitações da prefeitura de Belo Horizonte, que somam R$ 95,3 milhões. As reportagens mostraram um possível tráfico de influência do ministro, no período de 2009 a 2010, enquanto atuava como consultor a empresas que fecharam contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte (MG), da qual ele foi titular. O do atual prefeito da capital mineira, Márcio Lacerda (PSB), é aliado dele. Na ocasião, Pimentel também atuava na coordenação da campanha eleitoral da então candidata Dilma Rousseff. O jornal também informa que a empresa recebeu em 2009 e 2010 R$ 400 mil da QA Consulting, que pertence a um dos filhos de Otílio Prado, que é sócio do ministro em outra empresa e que foi assessor especial quando Pimentel estava na Prefeitura de Belo Horizonte;

Hoje, o jornal 'Folha de São Paulo'  mostrou que a QA Consulting pagou R$ 400 mil à consultoria do ministro e manteve contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte no período em que o petista administrou a capital mineira. O jornal paulista informa que uma empresa que pagou R$ 400 mil à consultoria do ministro Fernando Pimentel manteve contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte no período em que o petista administrou a capital mineira, acrescentando que a empresa de informática QA Consulting Ltda. firmou contrato de R$ 173,8 mil com a Prodabel, empresa municipal de processamento de dados, em agosto de 2005, e que após Pimentel deixar a prefeitura, em 1º de janeiro de 2009, a QA contratou a consultoria do petista por R$ 400 mil, valores pagos em duas parcelas de R$ 200 mil;

Parece que antes da chegada de Papai Noel a presidente Dilma Rousseff terá ainda muito trabalho com os 'presentes que tem recebido, quase todos 'embrulhados pelo ex-presidente Lula. Ela talvez tenha que vir a público explicar a razão de tanta blindagem quando um ministro e pego praticando 'malfeitos'. Há motivo para impedir que eles dêem explicações sobre as acusações divulgadas pela mídia. Não seria melhor do que passarem tanto tempo sem nada explicar - ou dando explicações às vezes mentirosas, como fez Carlos Lupi - provocando enorme desgaste no Governo, que fica paralisado dando suas explicações à sociedade. Já é hora de Dilma Rousseff dar um basta nesses casos e montar um ministério que seja seu e de sua confiança, sem necessidade de forçá-los pedir exoneração e ainda passar pela inconcebível 'saia justa' de agradecer a um Carlos Lupi pelos serviços prestados ao país (?).

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