Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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1 de março de 2017

Juíza de Mato Grosso tem 'caneta pesada' como Sérgio Moro e Marcelo Bretas

Selma Arruda, 54, juíza da 7ª Vara Criminal do Estado de Mato Grosso, é comparada com o juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lava-Jato. A magistrada tinha planos de pular Carnaval no domingo, mas, para isso, precisava levar seu “bloco” particular. É que Selma Arruda, não dá um pulo fora do cordão de seguranças que a cerca 24 horas por dia. Ela lembra: “Ano passado deu um nó danado com os seguranças. Queria ficar mais, mas eles acharam melhor eu voltar para casa”. Como Sergio Moro, a juíza Selma Arruda é conhecida por ser dura e não hesitar em manter prisões preventivas. Os juízes que escrevem as decisões das duas operações têm perfil parecido: “caneta pesada”, na visão dos advogados de defesa da denominada Sodoma;

Quatro policiais grandalhões escoltam a juíza de 1,50 metro, que se destaca sobre saltos altíssimos, colares e pulseiras reluzentes. Ganhou a guarda no ano passado. Como Sergio Moro, Selma Arruda é conhecida por ser dura e não hesitar em manter prisões preventivas. Os juízes que escrevem as decisões das duas operações têm perfil parecido: “caneta pesada”, na visão dos advogados de defesa da Sodoma. Também como Moro, virou celebridade no Estado e é aplaudida na rua e reconhecida e apoiada por nove em dez cuiabanos. Foi nessa época que as ameaças a ela ficaram constantes. A juíza decretou a prisão de Silval Barbosa, do PMDB, que governou aquele estado entre 2010 a 2014 e de outros poderosos de Mato Grosso, investigados pela Operação Sodoma. Apelidada de Lava-Jato pantaneira, ela apura desvio em compras de terrenos, fraude em licitações e propina para cobrir custos de campanha. São tramas que se desenrolam com delações premiadas, conduções coercitivas, interceptações telefônicas e prisões preventivas. O homem tinha acabado de depor em uma ação que apura desvios de R$ 60 milhões do Legislativo, supostamente capitaneados por José Riva (PSD). O ex-deputado presidiu a Assembleia mato-grossense por duas décadas e carrega o apelido de “maior ficha-suja do país” por responder a cem processos;

A magistrada diz que é uma “falácia” dizerem que o Brasil encarcera demais, é contrária às audiências de custódia e defende penas duras. A juíza recebe cumprimentos até mesmo de testemunhas durante audiências que instrui. Terminado seu depoimento no último dia 22, um gerente de concessionária levantou-se e olhou para a magistrada, no centro da mesa e disse: “Tenho orado por você e sua família”. Mas existe algo que a diferencia de Moro: ela evita dar entrevistas. A juíza mato-grossense era presença frequente em programas da TV local. Chegou a postar vídeos em que convocava cuiabanos a protestar a favor das “Dez Medidas Contra a Corrupção", e discursou em um trio elétrico com a faixa “Somos todos Moro”, em 2016, mas anunciou que decidiu cancelar suas páginas do Facebook, atribuindo a decisão a ataques por tentar “aplicar a justiça e as leis contra os poderosos neste Estado”. Mais uma que se junta a Marcelo Bredas e atua na Justiça "à imagem e semelhança" de Sérgio Moro.

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