Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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28 de setembro de 2011

Incrível, mas a sessão-fantasma da CCJ fica valendo

Marco Mais achou tudo normal
Pode parecer incrível, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), João Paulo Cunha (PT-SP), anunciaram que será mantida a sessão-fantasma que aprovou na semana passada 118 projetos em três minutos. Eles alegaram que o Regimento Interno exige, para início da sessão da CCJ, que, pelo menos, 31 parlamentares assinem a lista de presença. Depois, a reunião pode começar com qualquer número de presentes no plenário. Na quinta-feira passada, 35 deputados assinaram a lista, mas apenas dois ficaram na sala de reuniões da CCJ. Justificando a baixa presença naquela sessão, João Paulo Cunha explicou que eram matérias de consenso e que não havia polêmica: "O deputado, que marcou presença, não foi porque a pauta é tranquila";

João Paulo debocha do povo
Sobre a possível má repercussão da decisão na opinião pública, o presidente Marco Maia chegou perto do deboche ao dizer: "O que a sociedade quer é rádios funcionando”. Como assim, Excelência? O que a sociedade quer, muito mais do rádios, e ver Câmara e Senado funcionando. Já o deputado João Paulo Cunha, aquele que é réu do Mensalão do PT e que preside a mais importante comissão da Câmara, teve a capacidade de afirmar que a reunião-fantasma foi legítima e que "não houve prejuízo para o povo porque a comissão não tratou de projetos que interessam diretamente à sociedade";

Tanto o presidente da Câmara como o presidente da CCJ estão redondamente errados. Marcar presença, deputado Marcos Maia, é estar presente fisicamente e não apenas através de uma assinatura ou rubrica. O parlamentar é regiamente pago para participar de sessões tanto plenárias como das comissões que integra e não para 'marcar presença' e desaparecer em seguida. Como não houve prejuízo para o povo, deputado João Paulo? Com os senhores o que mais tem havido é prejuízo para o povo que os elege para receber altíssimos salários e muito pouco trabalharem, como muitos dos senhores sendo constantemente acusados de desviarem dinheiro para seus próprios bolsos, além das inúmeras mordomias a quem têm direito:

Por essa e outras é que já é hora do eleitor não perder de vista aqueles que ele elegeu e que ficam fazendo gazeta em vez de exercerem suas funções, para o qual são muito bem pagos. Em 2014, um bom número deles precisa ser banidos definitivamente da vida  pública, principalmente os que provocam sessões-fantasmas e aqueles que lhes dão validade.

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