Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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16 de novembro de 2015

Dilma insiste na volta da CPMF. Só falta convencer o povo

  • A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que a recriação da CPMF seria um estímulo à economia, e não um tributo para elevar as despesas públicas. "Aumento de imposto não é para gastar mais, é para crescer mais", disse a presidente, que ainda fez uma avaliação otimista da situação política do Brasil, ao considerar que o governo tem conseguido recompor a base aliada. "Nós do governo avaliamos que temos maioria. Em alguns casos, a maioria é bem confortável e, em outros casos, a maioria está mais apertada. Mas temos maioria", disse a presidente, acrescentando que a situação política no Brasil está cada dia se normalizando mais;
  • Em seguida, Dilma voltou a defender a aprovação de medidas fiscais no Congresso para a melhora das condições da economia brasileira. "Nós fizemos um grande esforço de reequilíbrio fiscal que, além de todas as medidas de redução de despesas que já tomamos, agora vai requerer de nós, no Brasil, a consciência e a responsabilidade para aprovar a CPMF", afirmou, dizendo que o tema deverá ser mais discutido pelo governo com a opinião pública, prefeitos, governadores e toda a sociedade. "Essa é uma questão fundamental para o Brasil se ancorar, se estabilizar e ter condições de acelerar o processo de saída da crise. Portanto, eu acredito que o Brasil vai ter nesse momento de enfrentar esse fato. É fundamental que se aprove a CPMF", reforçou Dilma;
  • Faltou a Dilma informar se já conseguiu convencer cerca de 80% da população que se declara visceralmente contrários à volta do famigerado 'imposto do cheque' por entender os efeitos que aquele tributo provoca no bolso dos menos favorecidos. Para a população, já basta a preocupação com a inflação atual e sua projeção para os próximos dois anos, o aumento dos preços dos combustíveis e das tarifas de energia elétrica, ao lado de novas revelações sobre o superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena e das falcatruas apuradas pela Operação Lava-Jato, além das 'pedaladas fiscais' e demais casos que não saem da mídia. Alguém precisa dizer a Dilma que a CPMF não é bem vinda.

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