Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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23 de julho de 2011

Como fica o ministro marido da ministra?

O ministro marido da ministra
“O Dnit tem orçamento que deve ficar este ano na faixa de R$ 13 bilhões. Supor que não haverá nenhum problema é uma coisa quase impossível. Sempre tem problema”. Isso foi o que afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Não dá para entender. Ou então está aí uma explicação que mostra muito bem como são tratados R$ 13 bilhões de dinheiro público, que, em última análise é dinheiro do povo, proveniente de impostos, para os quais não deve haver nenhum tipo de problema em sua utilização, que deve ser sempre revertido em benefícios. Não deve é ser desviado para o bolso de alguns privilegiados de qualquer 'base aliada' por força de se garantir a governabilidade de ninguém;

Gleisi: a Dilma da Dilma
Para complicar mais o assunto, o ministro Paulo Bernardo foi alvo de uma denúncia de corrupção ativa, por parte do senador Roberto Requião (PMDB-PR), além de receber ameaças e insinuações do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot. O fato fica um pouco mais complexo, porque Paulo Bernardo é nada menos que marido da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, fato inédito no Governo, pois não há lembrança de que dois ministérios tenham sido ocupados ao mesmo tempo por marido e mulher. Pela importância das atribuições de Gleisi Hoffmann, que representa para a presidente Dilma Rousseff o que ela representava para Lula. Se Paulo Bernardo tiver 'rabo preso' em alguma falcatrua, a situação de sua mulher ficaria insustentável. Mas é certo que o Palácio do Planaldo, com 'faxina ' tudo, vai mobilizar sua 'tropa de choque' para blindar o marido da ministra;

Vê-se, portanto, que a presidente Dilma ainda tem muita crise para administrar, com a sociedade torcendo para que ela, depois da limpeza nas hostes do Ministério dos Transportes (ou seria do PR?), continue munida de água, sabão e detergente levando adiante a moralização no trato com o dinheiro público. É o que a sociedade - onde estão os eleitores - espera: que ela continue na sua faxina pelo bem da coisa pública.

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