Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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12 de setembro de 2016

Michel Temer se nega a conceder aumento para ministros do STF

É bastante positiva a declaração do presidente Michel Temer condenando um possível aumento do salário reivindicado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirrmando que se isso ocorrer poderá gerar uma "cascata gravíssima", porque atingirá outros setores da Administração, e de todo os Legislativos do país, uma vez que os subsídios dos deputados e senadores têm por base os vencimentos do STF, o mesmo acontecendo com os subsídios das Assembleias Legislativas, e, por extensão, aos das Câmaras Municipais. Os atuais vencimentos dos ministros do Supremo são R$ 33 mil e passariam para R$ 39 em 2017. Parace uma mixaria, mas com o "efeito cascata" o montante seria de alguns bilhões de reais no ano que vem, com um detalhe: quem bancará a diferença é o coitado do povo que paga imposto  É dinheiro público! Será que essa diferença de R$ 5 mil nos contracheques dos meritíssimos é tão necessária para suprir as necessidades deles, que ainda desfrutam de uma grande quantia para pagar um número muito grande de mordomias? Isso não tem cabimento;

Certamente os ministros do STF não estão com problemas  para pagar escola para os filhos ou para si mesmo, nem farmácia, gás, transporte, plano de saúde. Esse titpo de despesa só afeta os trabalhadores comuns, muitos deles recebendo apenas um salário mínimo. Com certeza não são problemas para quem recebe por mês o equivalente a 35 salários minimos, ou seja, quase duas vezes e meio do que recebe um trabalhador, e vendo no contracheque uma série de descontos. Não é para "esculachar" os membros do Supremo, mas podemos interpretar com uma espécie de repreensão do presidente Temer. Hoje, está tomando posse na Presidência do STF a ministra Carmem Lúcia, que é bastante rigorosa nessa questão de gastos públicos e que já avisou que o Tribunal não vai gastar dinheiro público sem necessidade. No mais, o fato de ela ter convidado o ex-presidente Lula para a cerimônia por ter sido quem a indicou e nomeou para o cargo é uma justificada gratidão e, ao longo de seu mandato, um bom teste de sua total independência nos julgamentos a que Lula será submetido na nossa Corte maior. Quem viver, verá.

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