Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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8 de setembro de 2009

"Xô, CSS" (2)

A notícia está no site da UOL e complementa nossa postagem anterior, pois demonstra que a maioria da população é contrária à recriação da CPMF, mesmo que com outro apelido (CSS). Nada há a se acrescentar. A pesquisa já diz tudo:

Maioria dos brasileiros é contra criação de nova CPMF, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros rejeita a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), conhecida por nova CPMF, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. A pesquisa mostra que 53,9% dos entrevistados é contra a recriação da contribuição, enquanto 37,1% concordam com o seu retorno - que será discutido pelo Congresso Nacional. Outros 9,1% não responderam à pergunta.

A CSS é um imposto que teria os recursos destinados para a saúde, a exemplo do modelo adotado com a CPMF. A Câmara vai rediscutir a criação do imposto na votação de um trecho do texto da chamada emenda 29 (que determina percentuais mínimos de investimentos federais na saúde), de autoria do DEM, que pretende excluir do texto a base de cálculo da nova contribuição. Na prática, isso inviabilizaria a cobrança da CSS.

A pesquisa mostra que, apesar dos brasileiros rejeitarem a recriação do imposto, a maioria da população está insatisfeita em relação à qualidade do atendimento de saúde no país. Entre os indicadores de educação, renda, emprego e segurança pública avaliados pela pesquisa em setembro, a saúde foi o único a registrar queda em relação a maio deste ano.

No total, 49,4% da população avalia que a saúde piorou nos últimos seis meses, enquanto 23,4% consideram que houve avanços no setor. Outros 25,1% responderam que a saúde ficou igual no país nos últimos seis meses. Apesar da avaliação negativa, 53,8% dos entrevistados disseram acreditar que a saúde vai melhorar no país nos próximos seis meses, contra 15,3% que estão pessimistas em relação à melhoria do setor.

Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, as críticas dos brasileiros em relação à saúde pública influenciaram na avaliação negativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro deste ano, que sofreu queda. O baixo índice é consequência, de acordo com o diretor, do aumento dos pacientes nos hospitais devido à gripe A (suína).

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