Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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22 de outubro de 2016

Não queremos mais ver Renan Calheiros livre e fora das grades

  • A prisão preventiva do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem de ser o ponto de partida para outras de políticos com o mesmo "pedigree". É o caso de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado Federal, que responde atualmente a 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), nove deles relacionados às investigações sobre o esquema de corrupção da Petrobras, um relativo à Operação Zelotes, além de dois que apuram irregularidades no pagamento da pensão de uma filha que o senador teve num relacionamento extraconjugal. E vem mais por aí. Felipe Parente, que é ligado a Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, afirmou em delação premiada que Renan Calheiros e o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) são beneficiários de propinas pagas entre 2004 e 2006 no valor de R$ 5.5 milhões provenientes do esquema de desvios de dinheiro da Petrobras. Era ele o responsável pela entrega de dinheiro em espécie aos "quotistas". Por isso, era conhecido como o "homem da mala do PMDB";
  • Convém destacar que Sérgio Machado tornou-se delator da Operação Lava-Jato onde expôs gravações de conversas telefônicas com Renan quando o senador alagoano falava em mudanças que seriam feitas na lei de delação premiada com o objetivo impedir que alguém preso se tornasse relator. Um agravante está no fato de as propinas serem originárias das empresas Queiroz Galvão e UTC, "estrelas " da Operação Lava-Jato. Como não podia deixar de ser, mesmo com todas as evidências e delações, tanto Renan como Jader desmentem tudo. O primeiro afirma que sequer conhece Felipe Parente, enquanto o segundo garante que nunca recebeu dinheiro das mãos de Sérgio Machado, indicado por Renan Calheiros para presidir a Transpetro deu mais uma informação que não favorece em nada a Renan ao dizer que era requisitado pelo presidente do Senado para providenciar mensalmente dinheiro para sustentação política dele e de seu grupo. Era muito dinheiro. O Brasil espera que o Supremo cumpra o seu dever: julgar, condenar e prender Renan Calheiros.

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