Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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25 de junho de 2010

Análises sobre a pesquisa Ibope/CNI

Sempre tenho afirmado que o ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM) é um expert em análise sobre pesquisas de intenção de voto. Em relação à última Pesquisa Ibope/CNI, ele fez o seguinte comentário em seu Ex-Blog:


PESQUISAS: VARIAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA!

1. O  CNI divulgou a pesquisa contratada ao Ibope sobre as eleições presidenciais. Serra 35% (37% na anterior), Dilma 40% (37% na anterior) e Marina 9% (o mesmo que na pesquisa anterior). As flutuações de ambos se deram sobre a margem de erro da pesquisa anterior. Um resultado pontual positivo a favor de Dilma, não deve surpreender, pois a impulsão que tomou ao antecipar a campanha, mobilizou seus eleitores multiplicadores antes de Serra, que preferiu retardar o anúncio da candidatura priorizando evitar o desgaste.

                
2. A pesquisa nacional interna da coligação de Serra deu um resultado parecido, mas invertido, com Serra quatro pontos na frente. A metodologia usada tem uma diferença importante. O Ibope pesquisa indistintamente nos dias úteis e, no caso, apenas iniciando no domingo. O problema é que pesquisa num dia útil não encontra as pessoas que saem para trabalhar ou estudar em suas residências. Ideal é realizar a pesquisa sábado e domingo e mitigar este efeito.
                
3. Num dia útil, o perfil do eleitor amplia a Não PEA na amostragem. Por exemplo: imaginando que os usuários do bolsa família estejam em casa, a pesquisa num dia útil os amplifica.
                
4. A pesquisa interna de controle da coligação diz que 56% não votariam em Dilma se ela não fosse candidata de Lula. 37% dizem que sim, votariam, número que coincide com o patamar em que se encontra.


Ainda sobre a mesma pesquisa,  César Maia ainda afirma:


IBOPE! POR DENTRO!

1. Serra cresceu no Nordeste (27 para 30%), Serra cresceu no Norte/Centro Oeste (31 para 34%). Serra caiu no Sul (46 para 42%). Esses resultados praticamente se anulam.

2. Toda a mudança Dilma-Serra ocorreu no Sudeste, onde Dilma cresceu de 33% para 37% e Serra caiu de 41% para 36%. Ou seja, 4 + 5 = 9%. Sudeste representa 40% dos eleitores. 40% de 9% = 3,6%. Sem isso, o resultado seria uma diferença de um ponto, ou o mesmo empate.


3. Este Ex-Blog tem insistido que Minas e Estado do Rio são os pontos fulcrais do resultado eleitoral. Mais uma vez isso ficou demonstrado.
          
4. Dilma cresceu entre as mulheres e empatou com Serra. A diferença entre os homens aumentou para Dilma, mas por aumento dentro da margem de erro. Dilma de 41% para 43%, Serra 35% para 33%.

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