Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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17 de outubro de 2009

A sunga / cueca / calcinha de Suplicy

A sunga vermelha (seria também cueca ou calcinha) usada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) no Senado atendendo a sugestão de uma apresentadora de programa humorístico de TV ainda vai render panos pra manga. Ele poderá responder a processo por quebra de decoro parlamentar. Pelo menos o corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP) informou que para ele há justificativa para uma investigação;


Suplicy sentindo areação contrária ao seu comportamento ridículo já apresentou um saída também ridícula: “Se o cidadão brasileiro está se sentindo ofendido, eu peço desculpa. Foi uma brincadeira feita do lado de fora do plenário, e eu não quis ofender ninguém. O ser humano não pode brincar e vez em quando de forma inocente? Então acaba-se o riso?”. Ora, Suplicy, parece que o Senado é mesmo a “Casa da Mãe Joana”;


Já se passavam alguns meses que o Senado Federal não era foco de notícias desagradáveis. Foi uma série de escândalos e denúncias de irregularidades que fizeram muita gente opinar pelo fechamento daquela Casa, por considerá-la totalmente inútil à vida brasileira. Mais recentemente, dois senadores do PT de São Paulo foram protagonistas de atitudes ridículas, como a renúncia da renúncia de Aloísio Mercadante e o cartão vermelho de Eduardo Suplicy para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AM);


Agora acontece mais uma atitude ridícula por parte do senador Suplicy, aumentando o "rendimento" da representação paulista, que já havia contado com um "parecer" do corregedor Romeu Tuma garantindo que não havia encontrado indícios suficientes de irregularidades que justificassem a abertura de uma investigação contra Sarney (PMDB-AP), por ocasião do escândalo da Casa, quando constatada a emissão de atos secretos de contratação de funcionários, a maioria deles parentes de senadores;


Diante disso e apostando na impunidade que certamente será patrocinada pela já famosa “tropa de choque” pronta para defender um integrante do partido do Governo, outro defendido pela mesma “tropa”, o presidente da Casa, José Sarney, já começou a tomar atitudes de recuo das medidas moralizadoras que haviam sido tomadas quando dos escândalos. Como exemplo, ele acaba de assinar ato determinando o cancelamento de uma licitação que havia reduzido os gastos da Casa com serviços de limpeza de R$ 15 milhões para R$ 8 milhões;


Todas as medidas sugeridas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), contratada pelo Senado durante os escândalos, estão sofrendo grande resistência por parte de senadores e dirigentes de órgãos internos do Senado. E assim vai aquela Casa a cada dia que passa comprovando sua inutilidade. Voltamos então a fazer a mesma pergunta: Para que serve o Senado?

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