Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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18 de julho de 2009

Mais um que "se lixa" para a opinião pública

Voltamos a destacar algumas cartas de leitores revoltados contra determinados fatos políticos publicados na imprensa. Hoje, em "O Globo", diversos leitores escreveram sobre mais um parlamentar que "se lixa para o povo". Dessa vez, é o senador Paulo Duque, o suplente do suplente do ex-senador Sergio Cabral, que renunciou para assumir o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro e ainda levou seu primeiro suplente para uma Secretaria de Estado. Eis o que dizem alguns deles, todos do Rio de Janeiro:

"...ao assumir a presidência da Comissão de Ética, afirmou não dar importância à opinião pública e que fará o que for preciso para livrar o presidente da Casa, José Sarney, das quatro acusações apresentadas contra ele. Com tais declarações, o político veterano no Rio de Janeiro, agrediu a sociedade e esbofeteou a lógica. Pois, como presidente de uma investigação, não poderia transformar-se ao mesmo tempo em juiz e parte, antecipando sua decisão sem sequer examinar o conteúdo do processo". (Francisco Pedro do Coutto);

"O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, parece não ter o mínimo de ética e respeito aos contribuintes, pois, conforme falou, pouco se importa com a opinião pública. E demonstra claramente a que veio: não ter compromissos em julgar seus comparsas. Está chegando a hora de se dar uma basta a esta situação espúria e aviltante". (Marcos Senna);

"Como pode um suplente do suplente de ficou dois anos no anonimato desmerecer tão descaradamente a opinião de milhares de eleitores brasileiros^Se queria alguns minutos de fama, já os teve, pois através dessas bobagens vomitadas perante microfones e holofotes é que soubemos que existia um senador com esse nome". (Deborah Farah);

"A escolha do senador Paulo Duque para o Conselho de Ética foi uma trama muito bem orquestrada pelo governo e seus capangas da tropa de choque. Um senador que já se encontrava no ostracismo, justamente por trair o povo de seu estado, no alto de seus 81 anos, eleito para o cargo sem um voto sequer do povo, realmente não tem qualquer compromisso com os eleitores". (Erich Carvalho);

"O novo presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse que não dá a mínima importância às cobranças da opinião pública, pois essa seria formada por quem lê jornais. Duque tem toda razão. A opinião que importa ao escudeiro de plantão e seus mentores é a do enorme batalhão que tem boquinha garantida neste governo e justamente daqueles que nada leem, massa fácil de manobra de quem tem o poder e nenhum constrangimento em fazer políticas puramente assistencialistas". (João Pedro Rodrigues);

"Infelizmente, para o sr. Paulo Duque, os jornais não estão acabando. Por meiodeles continuaremos a saber das falcatruas desses velhacos, que ele faz tanta questão de defender. Pela sua idade, era para ele ter mais compromisso com a verdade, a decência e a legalidade. Infelizmente, essa são qualidades que inexistem nos mais de 300 picaretas, também reconhecidos, tardiamente, pelo sr. Lula como pizzaiolos. Que a imprensa continue a denunciar essas pessoas que precisam sumir da vida publica para o bem do Brasil". (Sergio José Nascimento Assumpção);

"Quando o presidente do Conselho de Ética declara, publicamente, que está se lixando para a opinião pública, podemos decretar a falência deste Conselho de Ética, que deveria dar o exemplo. Eles se esquecem que só exercem os seus cargos por causa das pessoas para as quais eles estão lixando". (Dirce Corrêa de Lima);

"Senhor parlamentar, o senhor está mal informado ao afirmar que o jornal está acabando. O que já acabou, e há muito tempo, é a vergonha de governantes e parlamentares corruptos do país". (Rosangela Gavinho);

Essas cartas são uma pequena demonstração do que anda pensado a opinião pública sobre os políticos de um modo geral. Aqueles que vão buscar votos no ano que vem podem se preparar para desagradáveis surpresas. Como depois das urnas eletrônicas não há mais condições para o voto nulo declarado, não há mais possibilidade de se votar no rinoceronte Cacareco, como já ocorreu em São Paulo. Mas tanto os que "se lixam" para o eleitor como os bons políticos devem ficar atentos, pois poderão ser pegos por uma enxurrada de votos nulos e em branco, pois a revolta cresce a cada dia.

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