Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

2 de julho de 2009

Eleitores opinam sobre o Senado e a Câmara

Voltamos a mostrar algumas cartas de leitores de jornais que demonstram o que uma parcela da população pensa especialmente sobre os últimos acontecimentos políticos, principalmente os relativos aos constantes escândalos ocorridos hoje e sempre no Senado Federal. Eles servem para confirmar que muitos prefeririam que aquela Casa não mais existisse, tal a sua inutilidade;

"Sarney será o quarto presidente do Senado a se afastar. Jader Barbalho, ACM, Renan Calheiros e agora Sarney, todos acusados dos mesmos crimes. Será simples coincidência? Será que para presidir o Senado Federal o candidato tem que ser alguém 'do esquema'? Por que os senadores que nunca têm seus nomes envolvidos em mutretas não são votados? Será também simples coincidência?" (José Mauro Saar, Iguaba Grande, RJ);

As indagações de José Mauro são pertinentes. Talvez o fato desse tipo de senador do "quarteto" ser chegado a "acordos" nem sempre divulgados seja o motivo de serem eleitos para presidir o Senado. Na certa cambalachos são prometidos, daí não haver como eleger para a Mesa senadores honestos;

"A senadora Ideli Salvatti, em discurso no Senado defendendo Sarney, disse que as ocorrências são antigas e de muitas mão.Não seria o caso de todos os senadores renunciarem e haver convocação de eleições para o cargo? De repente, nem seria necessário convocar eleições. Creio que a falta do Senado não seria sentida" (Sebastião Carvalho de Azevedo, Mesquita, RJ);

Num ponto, Sebastião está sonhando. Fazer parte de um grupo de 81 pessoas que tem mais de 10 mil funcionários à sua disposição, sem custar nada aos seus bolsos e mais um monte de mordomias e abrir mão disso tudo é pura utopia. Mas noutro ponto, ele está cheio de razão: ninguém sentiria falta dos ilustres senadores;

"Curiosa a observação de Ideli Salvatti, a afirmar veementemente que 'não se deve tentar encontrar uma saída rápida e fácil da situação que foi construída durante muito tempo', referindo-se à imundice dessa crise no Senado. Ora sra. Ideli, se essa situação já vem de longo tempo, como a senhora afirma, por que não denunciou antes, como boa e incorruptível política que a senhora é?... ...Por que somente agora a senhora resolveu subir à tribuna para defender Sarney, já que isso é coisa antiga?. Pelo apego incomensurável ao presidente Lula? Estranho, sra. Ideli!" (Janér Baptista de Oliveira Mendes, RJ);

A resposta à indagação de Janér é bem simples. Ideli Salvatti falou na condição de Líder do Governo no Senado, ou seja, falou em nome de Lula. Ela, se fosse a "boa e incorruptível política" a que o leitor se refere, começaria por não aceitar ser líder de um Governo que dá apoio a Sarney depois de tudo que já foi divulgado. Mas tem mais. E as mordomias extras que os líderes têm além das de praxe? Certamente ela abriria mão delas;

"A absolvição do deputado do castelo Edmar Moreira por seus pares é mais uma demonstração do corporativismo imundo que hoje contamina a política nacional. É de dar nojo o comportamento do homem público brasileiro. Se antes eu pensava que alguns poucos políticos ainda se salvavam no meio deste lamaçal, agora eu tenho grades dúvidas sobre o real caráter de cada um deles" (João Carlos Carraz, Rio de Janeiro, RJ);

"Quero expressar a minha indignação pelo fato de a maioria dos deputados federais da Comissão de Ética da Câmara ter votado contra o relator que recomendava a cassação do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG). Eles podem ter absolvido Edmar Moreira, mas condenaram a si mesmos. O povo brasileiro sabe agora que a Comissão de Ética da Câmara não sabe o significado da palavra ética" Pedro Paulo Toletino Alvares, Rio de Janeiro, RJ);

João Carlos e Pedro Paulo demonstram a decepção a cada dia mais crescente que existe em relação aos políticos em geral, onde alguns "gatos pingados" são considerados honestos, e dentre esses mesmos alguns andam sendo descobertos em "calça justa". Afinal, não dá para entender por que uma considerável maioria da comissão acha normal que um parlamentar utilize dinheiro público (a tal verba indenizatória) para pagar serviços de empresas de sua propriedade, numa clara forma de colocar dinheiro dos eleitores - o contribuinte - no próprio bolso.

Um comentário:

  1. Parabéns pelo post. É reconfortante saber que a cada dia mais e mais pessoas estão se conscientizando sobre a necessidade de profundas mudanças no Brasil.

    E tem que começar de cima. Lula e a cambada do PT devem sair o quanto antes.

    Não sei para que temos que pagar para casa, comida, etc, para os parlamentares e governantes em Brasília. Eles que paguem por suas próprias despesas pessoais e usem o dinheiro do povo para melhorar o atendimento do SUS, da educação pública etc.

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