Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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27 de abril de 2017

Pressão popular não é só nas ruas. As feitas nas redes sociais estão trazendo resultados

Está comprovado que não é totalmente necessário que se reúnam milhões de pessoas nas ruas para exigir uma ação positiva por parte dos políticos, inclusive dos corruptos. Não há nenhuma dúvida sobre a influência da pressão da opinião pública, através principalmente das redes sociais, que fez o Senado Federal aprovar a lei contra o abuso de autoridade, acatando o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) de autoria do senador Álvaro Dias (PV-SP) e relatado pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), cuja redação recebeu elogios do juiz Sérgio Moro e dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Por causa do mesmo tipo de pressão popular, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), relator da PEC original, que havia utilizado em entrevista palavras de baixo calão colegas contrários ao rigor que seu relatório apresentava, com riscos à continuidade da Operação Lava-Jato, também se curvou diante dos protestos vindo da opinião pública. Ontem, outra decisão importante foi a aprovação de uma PEC acabando com o famigerado foro privilegiado, atingindo nada menos que 35 mil beneficiários desta aberração. É certo que o Senado correu para tirar do Supremo Tribunal Federal (STF) os méritos da medida, pois a ministra Cármem Lúcia, presidente da Corte, anunciara que o STF iria decidir sobre o assunto, e já eram tidos como certos oito votos dos integrantes do colegiado. A PEC ainda terá que ser votada no Senado num segundo turno, seguindo depois para a Câmara dos Deputados, para passar também por duas votações. Se os deputados alteram o projeto aprovado pelo Senado, ele retorna à Casa para novas votações, mas  por causa da grande pressão popular é quase certo que os deputados não mexerão na PEC, pensando na reação do povo já prevista para acontecer nas eleições do ano que vem. Quem escapar da Lava-Jato antes do pleito terá grande dificuldade em se eleger. Então, é melhor não desafiar o eleitorado.

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