Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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1 de outubro de 2013

Existe algo muito suspeito com as assinaturas do partido de Marina Silva

Parece estar havendo algum tipo de jogo sujo na dificuldade que está se apresentado para a aprovação do partido liderado pela ex-senadora Marina Silva, o Rede Sustentabilidade. Ela afirma estar em poder da Justiça Eleitoral um total de 550 mil assinaturas de apoio, número superior aos 492 mil exigidos pela legislação em vigor. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só reconhece até agora um total de 440 mil. Ainda segundo líderes da formação da Rede, cerca de 95 mil assinaturas foram invalidadas sem qualquer justificação, conforme estabelece a lei. Preliminarmente, o partido coletou mais de 800 mil assinaturas de eleitores apoiando a criação do novo partido, mas depois de uma triagem interna somente as 550 mil foram encaminhadas ao TSE;

A primeira estranheza está no fato de que a média de rejeição de assinaturas em todos os estados ficou em 19%. porém, em São Paulo a média ficou em 34%, quase o dobro da média nacional. "coincidentemente', na região do chamado ABC paulista, área de predominância de prefeituras dirigidas pelo PT, essa média sobe para absurdos 56%, com um cidade chegando ao nível de 70% de assinaturas não reconhecidas. Também em Brasília, governada por prefeito petista, a média de rejeição é de 32%. Para tornar o fato mais suspeito, várias pessoas já disseram que assinaram lista de apoio à Rede e suas assinaturas não foram reconhecidas nos cartórios eleitorais. Nesses cartórios 'petistas' não estão sendo reconhecidas assinaturas de eleitores maiores de 16 anos, que não eram eleitores em 2012, e nem de idosos que não votaram naquela eleição. Nessas cidades as assinaturas são conferidas pelas folhas de votação, mas a lei fala em eleitores e não em votantes do pleito anterior, cabendo aos tribunais regionais a validação ou não das assinaturas;

Deve ser registrada a 'coincidência' de os cartórios eleitorais da cidades de um modo geral terem entre seus integrantes funcionários das prefeituras locais, uma vez que a Justiça Eleitoral não tem número suficiente de servidores para o andamento dos serviços. A maioria desses funcionários municipais tem como 'patrocinadores' prefeitos e vereadores, aos quais não interessa um novo partido na cidade, com forte liderança nacional, como é o caso de Marina Silva, o que provocaria uma concorrência nada desejável, tanto no apoio na eleições de 2014 como na deles próprios em 2016;

Em meio a essa série de fatos suspeitos, não dá para deixar de lado que Marina Silva continua sempre em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, o que provocaria um segundo turno no ano que vem, com a união dos demais candidatos de oposição buscando tirar o PT do comando do País, com o agravante de que o julgamento do 'Mensalão do PT' poderá estar no dia a dia da mídia, com figurões do PT ameaçados de prisão. É sempre bom lembrar que Marina Silva teve mais de 22 milhões de votos, tendo pouco mais de um minutos na propaganda pelo rádio e TV;

Mas, num país onde um ex-presidente da República, Lula, afirma que deveria ter tido mais critério ao escolher ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), considerando Joaquim Barbosa, que ele indicou e nomeou, uma espécie de 'traidor', é para se perguntar qual o critério que ele teve para escolher Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli e Dilma Rousseff para a nomeação de Teori Zavascki e Roberto Barroso. Se Dilma continuar no cargo, há a possibilidade de todos os ministros do STF serem indicados pelo PT. Aí, só nos resta dizer: "Tá tudo dominado".

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