Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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11 de abril de 2012

Planalto apoia CPI para atingir oposição, mas pode dar 'tiro no pé'

  • O Palácio do Planalto fez pressão junto à 'base aliada' para que fosse aberto processo no Conselho de Ética do Senado contra o senado Demóstenes Torres (GO). A presidente Dilma Roussef, atendendo ao ex-presidente Lula, ordenou pelo telefone que o Senado e a Câmara instalem a CPI mista para investigar os esquemas de Carlinhos Cachoeira. É que Lula está eufórico com a possibilidade de as investigações alcançarem o governador de Goiás, Marconi Perillo, que é do PSDB, a quem ele detesta. Tudo isso poque porque Lula foi pego mentindo quando afirmou que “não sabia” de nada sobre o Mensalão do PT. Acontece que Marconi Perillo contou que o avisara a Lula sobe o que estava ocorrendo, meses antes da denúncia de Roberto Jefferson, que quase provocou a queda de Lula. Quanto a Dilma, seu interesse de nas investigações é mostrar que o governo não tem nada a temer. Mas há o perigo de alguma coisa respingar no Governo e na sua 'base aliada', como já ocorre com o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, do PT, que teve auxiliar direto, Cláudio Monteiro, Chefe de Gabinete do governador, pedindo demissão, porque integrantes da organização do bicheiro foram flagrados em conversa com ele sobre pagamento de propina e concessão de um telefone especial para Monteiro;
  • Autor do requerimento de criação da CPI para investigar Carlinhos Cachoeira, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com um dos mais atuantes integrantes do esquema do bicheiro goiano, Idalberto Matias Araújo, o Dadá. Os grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelam que o parlamentar como um possível alvo da CPI que deverá ser instalada no Congresso Nacional.É mais um 'arauto da moralidade político' que está sendo desmascarado. A revelação é feita através do site do jornal 'Estadão', na Seção 'Política'. Nos áudios da Operação Monte Carlo, o deputado é tratado por Dadá como "professor" e "presidente". Em uma das interceptações, Protógenes sugere a Dadá que o encontre num novo hotel. "Não tô mais naquele não", avisa o deputado, sinalizando de que os encontros eram constantes. Em 11 de agosto de 2011 eles acertam o local da conversa, mas se desencontram. "Tá onde?", pergunta Protógenes, com Dadá respondendo: "Em frente da loja da Fiat". E o diálogo continua: "Ah, tá. Estou no posto de gasolina", diz o deputado. Dadá indaga: "No primeiro?". "Isso", confirma o deputado Protógenes;
  • E é assim que as coisas funcionam entre nossos políticos. Deve haver alguma excessão, mas a contaminação parece ser endêmica. Está a cada dia mais difícil saber-se em quem confiar e acreditar. O eleitor necessita ser esclarecido, por todos os meios possíveis - seja por intermédio de um simples blog como este aqui ou de outros com centenas de milhares de leitores, e muito pela mídia independente - a fim de que seja mais rigoroso e seletivo na hora de votar. E para treinamento, as eleições municipais de outubro deste ano podem servir como primeiro passo para se mudar o quadro político do País. Essa CPI mista do Congresso se não for bloqueada pelo próprio Governo, como já fez com outras, poderá atingir também o PT. Pode ser que seja a hora de Dilma Rousseff aproveitar sua popularidade recorde e começar de vez a tão esperada 'faxina' em seu governo, 'partindo para o abraço' em 2014.

Um comentário:

  1. Vale à pena assistir a coragem deste Patriota







    http://youtu.be/eDi-IC0VZJo

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