Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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11 de março de 2009

Aposentado também quer horas extras

Há uma revolta geral com a informação de que 3.883 funcionários do Senado Federal lotados nos gabinetes dos 81 senadores receberam em média R$ 6 mil a título de horas extras relativas ao mês de janeiro último, quando aquela casa legislativa estava em pleno recesso. Todo mundo quer saber como se faz hora extra sem se trabalhar. Afinal, já não é normal se trabalhar nem no Senado nem na Câmara;
Um segmento da sociedade que está reclamando bastante é a classe dos aposentados da Previdência Social, especialmente os que ganham acima de um salário-mínimo. A cada ano seus proventos vêm diminuindo de valor, pois seus índices de aumento são sempre inferiores ao do salário-mínimo. Como também não precisam trabalhar, também querem ganhar horas extras, uma vez que entendem serem os direitos iguais; Em janeiro já aconteceu o episódio dos deputados federais faturarem R$ 16 mil por um dia de trabalho. Uma meia dúzia deles resolveu devolver, mas o restante ficou com a grana no bolso, porque, afinal, não assaltaram ninguém, pois aquela "gratificação" foi criada por lei;
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou nesta quarta-feira que os servidores do seu gabinete que receberam horas extras durante o mês de recesso parlamentar do Congresso devolvam os recursos à Casa Legislativa. Sarney disse que a iniciativa deveria ser seguida por outros servidores que também receberam horas extras no mês de recesso legislativo;
A autorização do pagamento foi feita pelo senador Efraim Morais (DEM-PB) três dias antes de ele deixar o comando da primeira-secretaria, órgão da Mesa Diretora responsável pela gestão administrativa. Cabe a este ilustre senador explicar à opinião pública o que o levou a provocar um gasto de R$ 6,2 milhões com essa deslavada mentira. Uma verdadeira farra.

Um comentário:

  1. O senador Efraim Morais (DEM-PB), que teria assinado a autorização, disse, na tribuna da Casa, que os 81 senadores têm responsabilidade no pagamento de R$ 6,2 milhões para os funcionários, pois foi dos gabinetes que saiu a tal lista de horas extras. Seu pronunciamento não teve aparte que sugerisse punição. Alguns poucos parlamentares, numa indignação que mais parecia jogo de cena, disseram que vão devolver o que foi pago a mais.
    Mas o que revoltya é saber que uma simples lista - e não um ponto - pode liberar o pagamento de horas de horas extras.
    Só mesmo no nosso Brasil, inelizmente.

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