Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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26 de julho de 2016

Autoridade 'pagar mico' é costume federal, estadual e agora municipal

Parece que está institucionalizada a técnica de polítitco falar besteira quando o melhor era ficar de boca fechada. Já tivemos autoridades federais e estaduais dizendo sandices e agora essa prática nefasta chegou à esfera municipal com a performance do prefeito carioca, Eduardo Paes, reagindo à reclamação da delegação da Austrália sobre o mau estado dos apartamentos da Vila Olímpica, logo ele o anfitrião da cidade que é sede da Olimpíada Rio 2016. Sua afirmação sobre a colocação de cangurus em frente ao prédio de onde se retiraram por causa da total condição de hospedagem foi de uma indelicadeza sem limites. Tenha tenha sido mais devastadora do que aquela sobre a qualidade de Maricá naquela famosa gravação de uma conversa dele com o ex-presidente Lula. No caso da cidade turística do Estado do Rio de Janeiro, a repercussão ficou por aqui mesmo, mas relativamente aos australianos, a descortezia foi repercutida pela mídia do principais veículos de comunicação da Europa, dos Estados Unidos e da América do Sul;
Se não tivesse falado besteira, afirmando que colocaria cangurus na porta das acomodações dos australianos para se sentirem em casa, o prefeito Eduardo Paes não teria merecido a dura resposta de Kitty Chiller, chefe da delegação da Austrália: "Não precisamos de canguru, precisamos de um encanador". A declaração do alcaide carioca foi debochada, ofensiva e imperdoável. Se fosse tão mal educada quanto Eduardo Paes Kitty Chiller poderia sugerir que o prefeito colocasse macacos e micos em frente às acomadações da delegação brasileira, que deve estar acostumada com as constantes demonstrações de preconceito que ocorrem pelo mundo destinadas a atletas do Brasil. Imaginem uma deboche desse direcionado aos argentinos, que também encontraram falhas nos apartamentos a eles destinados, mas foram bastante educados. Eduardo Paes já "baixou a bola", no que foi acompanhado pela dirigente australiana;
Mas, no final das contas, o episódio serviu para confirmar o que diariamente ocorre com obras públicas no Brasil. Não há fiscalização pelas autoridades responsáveis e a pressa de inaugurar e "tocar trombetas" é marca registrada do país. E o superfaturamento para gerar propinas é outro costume que não tem fim. Já foi assim com os Jogos Panamericanos de 2007, a Copa do Mundo de 2014. Para a Olimpíada Rio 2016 não seria diferente. Alguém será preso por isso? Quem acredita em Papai Noel, Saci Pererê, Mula-sem-cabeça e Coelhinho da Páscoa pode cotinuar esperando que isso venha a acontecer.

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