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4 de junho de 2013

Auxílio-alimentação para magistrados é mais uma pouca vergonha nacional

  • O Brasil verdadeiramente é um país diferente. Enquanto milhões de cidadãos se viram para se alimentar juntamente com sua ganhando um salário mínimo de R$ 678,00 (e outros milhões de famílias ganhando menos ainda), cerca de cinco mil magistrados dos tribunais superiores da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho têm recuperam o direito de receberem auxílio-alimentação de valor correspondente é vários salários mínimos, mesmo recebendo vencimentos mensais superiores a R$ 20 mil. A notícia do momento é que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) impediu que eles recebessem o benefício co direito retroativo a oito anos, pois eles estão sem receber o auxílio desde 2004. Convém ressaltar que esses juízes não estão 'metendo a mão' em dinheiro público, cerca de R$ 300 milhões. Eles estão respaldados em legislação (indecente, é claro) que lhes dá esse direito. O   problema está é no aspecto moral dessa lei, pois o salário que ganham dá para os juízes e seus familiares comam 'do bom e do melhor', como se dizia antigamente;
  • Na realidade, esses magistrados deveriam é sentir vergonha desse direito. Ficam parecidos com os parlamentares, que ganham mais de R$ 26 mil, mas entre os penduricalhos legais a que têm direito ultrapassam mais de R$ 100 mil, além de outras mordomias. O mais estranho é que o Tribunal de Contas da União (TCU), que tinha proibido o pagamento do auxílio-alimentação é que tenha recentemente restabelecido o direito, e com efeito retroativo. Por que mudaram tão radicalmente de opinião? Esquisito isso;
  • E ainda tem gente por aí querendo estabelecer controle sobre a mídia. Dizem que não se trata de censura, mas a liberdade de imprensa tem que ser total. Se não, como ficaremos sabendo dessas mordomias indecentes e dos gastos indevidos do dinheiro público? Seja lá com for, temos que continuar protestando. Algum dia o Brasil terá que ser um país sério, desmentindo definitivamente o inesquecível presidente francês Charles de Gaule. Quem sabe, algum dia...

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