Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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11 de fevereiro de 2017

O governador Luiz Fernando Pezão é forte candidato ao 'Troféu Cara-de-pau'

Podem entregar a ele o troféu de maior cara-de-pau do Brasil. O governador Luiz Fernando Pezão disse que não tinha conhecimento do grande esquema de corrupção comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral mesmo convivendo com ele durante mais de 10 anos, tendo sido seu vice e sucessor no comando do Estado do Rio. Pezão lamentou a situação de Cabral, que está preso desde novembro do ano passado em Bangu. "Estou triste, chateado. Eu não via este lado dele. Eu via o lado dele de fazer as coisas. O Sérgio foi um gestor que implementou políticas públicas que serviram de modelo para o Brasil inteiro, como as UPPs e as UPAs. Sempre foi um grande agregador, e eu procuro guardar essa imagem dele. Eu sofro muito porque ele é um grande amigo. Tenho sentido muito por ver ele e a Adriana Ancelmo lá e os filhos aqui fora"
Pezão acrescentou nunca haver percebido que Cabral estivesse desviando dinheiro e que sua vida era incompatível com a renda de político. Pezão negou qualquer desconfiança em relação ao seu mentor político e disse que a notícia sobre os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro foi, para ele, "uma grande surpresa". "Nunca vi isso, nunca percebi. Para mim, é uma grande surpresa. Não sou eu que tenho que julgar as pessoas. A Adriana Ancelmo tinha o escritório dela... Aí eu não vou entrar na vida pessoal deles". Pezão afirmou, ainda, que não vai comentar o relatório da Polícia Federal (PF) contra ele, que aponta repasses de dinheiro feitos por um operador de Cabral. "Ali falar em indícios, né? Eu não vou comentar indícios. Quando no STJ, vão perguntar e eu respondo. (...) As empresas estão depondo lá e contando como eu procedia. Todas falaram que eu só pedi ajuda para a minha campanha, o que a lei permitia". Será que Pezão acha que somos todos idiotas? Aliás, depois desse episódio e da cassação de seu mandato, o melhor que ele pode fazer e renunciar, por falta de condições políticas e morais para governar o povo fluminense.

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