Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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4 de janeiro de 2017

Pelo que estamos assistindo, 2017 ainda não chegou. Continuamos em 2016

Muita gente divergiu sobre a passagem do ano. Alguns disseram que 2017 seria melhor, enquanto outros afirmaram que 2016 se prolongaria. Tudo indica esses últimos estão com a razão. Quando parecia que estávamos livres de tanta coisa ruim, a esperança de dias melhores no Ano Novo já começa a diminuir. No Rio de Janeiro, que um dia já foi a Cidade Maravilhosa, a violência continua em todas as partes. O governador Pezão, com a maior cara lavada, como se não tivesse nenhuma responsabilidade com a crise do Estado e com o massacre nas contas dos aposentados e pensionistas, veta a lei de sua autoria que reduzia seu salário com uma justificativa que faz todo mundo rir. Enquanto isso, o governador de Minas Gerais, e petista Fernando Pimentel, com o estado também em penúria, usa um helicóptero para buscar seu filho numa festa, que estaria passando mal, mas há quem diga que o filhote do companheiro terrorista de Dilma Rousseff estaria é num fabuloso pileque. E Fernando Pimentel declara: "Tudo que fiz foi de acordo com a lei".

Para caracterizar que a violência está no mesmo nível de 2016, nas primeiras 48 horas de 2017 quatro policiais haviam sido assassinados no Estado do Rio. No Amazonas, numa luta entre facções rivais, quase 60 presidiários são mortos com requintes de selvageria através de mutilações e decapitações filmadas e colocadas nas redes sociais, algo que não poderia ser possível. Mas 95% das prisões amazonenses não dispõem de bloqueadores de celulares. Pior é a constatação de que além dos desvios para propinas, os recursos destinados ao sistema prisional foram contingenciados, além de haver superlotação nas cadeias, com a triplo da lotação desejável. E para culminar, assistimos um bate-boca entre três pré-candidatos ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, que na prática é o vice-presidente da República, com o presidente Michel Temer "pisando em ovos" porque o eleito tanto pode ajudar o Governo na pauta de projetos de seu interesse, como também trabalhar pela derrubada do Chefe do Executivo para ocupar sua cadeira e comandar a eleição indireta para preenchimento da vaga. Então, fica no ar a dúvida: 2017 chegou, ou ainda estamos em 2016?

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