Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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24 de janeiro de 2017

A ministra Cármem Lúcia já deu o primeiro passo para a Lava-Jato não atrasar

As atenções da maioria do povo brasileiro estão voltadas para a ministra Cármem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), torcendo para que ela tenha muita calma e tome a decisão correta, de modo que a Operação Lava-Jato sofra o mínimo travamento na sua tramitação por causa da morte do ministro Teori Zavascki, que era o relator da mesma no STF e que iria dar andamento já segunda-feira passada nos depoimentos relativos às 77 delações de executivos da empresa Odebrecht. Sem contar as mais diversas especulações quanto à indicação e nomeação do novo integrante do Supremo a ser feita pelo presidente Michel Temer, havia uma grande expectativa quanto à decisão de Cármem Lúcia, isto porque o Regimento Interno da Corte oferece várias alternativas, e nenhuma pode servir para contestações e recursos impetrados pelos implicados. Isso causaria uma enorme decepção ao povo, que torce para ver figurões políticos atrás das grades;

Agiu muito bem o presidente Temer ao anunciar que somente anunciará o nome do substituto de Teori Zavascki depois que o STF tenha decidido sobre quem será o relator dos processos referentes à Lava-Jato. Tem muitos nomes sendo sugeridos, que vão do ministro da Justiça, Alexandre Morais, até o do juiz Sérgio Moro, além de outros de reconhecido saber jurídico, como é o caso do Ives Gandra, reconhecido como um dos maiores juristas do país. O menos indicado é exatamente Sérgio Moro, porque sendo ministro do STF não poderia julgar processos que julgou, por uma questão de ética, regimental e jurídica. Seria um tiro mortal na Lava-Jato. A ministra Cármem Lúcia já tomou uma excelente medida: determinou que os juízes que formavam a força-tarefa que trabalhava com o ministro Teori tomasse depoimentos dos delatores para não atrasá-lo. A grande expectativa para a decisão quanto à homologação das delações. Quanto ao relator, se alguém souber de alguém melhor que o ministro Celso de Mello, o decano do Supremo, nos revele, por favor.

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