Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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11 de novembro de 2016

PMDB dá 1 mi a Dilma, que prefere acusar Temer de receber também

Há algum tempo, quando alguém do PT e de seus aliados era denunciado como autor de alguma falcatrua a primeira reação era dizer o famoso "eu não sabia", algo  em que o ex-presidente Lula foi o maior protagonista. Agora, há uma nova forma de tentar disfarçar os crimes pelos quais alguns já estarem condenados e presos. Como não dá dizer não saber que nada sabem, a tática é acusar alguém que seja ligado de preferência ligado ao presidente Michel Temer ou a ele próprio. Não se preocupam nem na própria defesa dela. Os advogados da ex-presidente Dilma estão usando como uma espécie de vingança contra o "golpe" uma cheque de R$ 1 milhão depositado pelo PMDB na conta de Temer, então candidato a vice-presidente. Para a oposição é uma prova clara de que ele também recebeu dinheiro da Petrobras através da empreiteira Andrade Gutierrez. Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está caminhando para condenar Dilma por crime eleitoral, Temer teria também que ser despejado do Palácio do Planalto;

O ex-presidente da empreiteira, Otávio Azevedo,disse, em sua delação premiada, que deu R$ 1 milhão ao PT como doação para a campanha presidencial de 2014. Então, alegam os defensores de Dilma, como Temer se beneficiou de dinheiro ilegal também tem de ser apeado da Presidência. Simples assim. Há ministros do TSE entendendo que nem Dilma nem Temer devem ser acusados de recebimento de dinheiro ilícito para suas campanhas, porque eles receberam recursos do PMDB e não diretamente da Andrade Gutierrez. Outro fato que não deve agradar em nada aos petistas é que há também no TSE uma tendência de entender que apesar de formarem uma chapa, mas por serem de partidos diferentes, as contas das duas campanhas devem ser analisadas em separado, não significando que sendo um condenado o outro o seja implicitamente. De qualquer forma, a Justiça Eleitoral vai definir esse tema no início de 2017, quando haveria uma eleição indireta para completar o mandato até 31 de dezembro de 2018. Será que valera a pena permitir que os parlamentares decidam quem será o presidente, ou seria melhor esperar a eleição de daqui a dois anos? 

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