Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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17 de novembro de 2016

Ontem, Garotinho, hoje, Sérgio Cabral. E amanhã, quem será?

Ontem, a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-governador Anthony Garotinho (PR) , envolvido em uma investigação sobre esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes comandada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Hoje foi a vez do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que foi preso pela PF de manhã  cedo, em seu apartamento, no Leblon, Zona Sul da capital fluminense. Ele é alvo de dois mandados de prisão, sendo-um deles expedido pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato. O outro mandado é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, e faz parte da Operação Calicute, um desdobramento da Lava-Jato, deflagrada pela PF junto com o  Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal. Segundo as investigações, Cabral liderava um grupo de pessoas que recebiam propina de empreiteiras que tinham contratos com o governo estadual. Uma das obras investigadas é a reforma no estádio do Maracanã. O prejuízo estimado é de R$ 224 milhões, de acordo com o MPF;
Também sobrou para a mulher de Cabral e ex-primeira dama, Adriana Ancelmo, igualmente levada para a Polícia Federal, a fim de cumprir mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é encaminhada para prestar esclarecimentos em sede policial). O casal deixou o prédio onde mora sob gritos de "bandido" e "ladrão", por volta das 7 horas. Os policiais federais usaram spray de pimenta para dispersar um grupo de manifestantes, que se colocou em frente ao carro da PF. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ) recebia mesada de empreiteiras envolvidas em obras públicas no estado. Os valores variavam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, pagos pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia. De acordo com o que os procuradores das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e do Paraná informaram em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira que as licitações eram fraudadas e as empresas eram selecionadas em troca do pagamento de propinas para Cabral.

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