Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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24 de fevereiro de 2016

Eduardo Cunha pratica chicanas que desmoralizam o Supremo

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),se utilizou do Regimento Interno da Casa para estender a sessão em plenário da chamada "ordem do dia" desta quarta-feira. Com a manobra de Cunha, o presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), precisou adiar a reunião, que analisaria hoje o parecer do relator, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que votou pela admissibilidade das investigações contra Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar. No Conselho, aliados dele fazem as mais variadas manobras 'empurrando com a barriga' a decisão sobre sua destituição da presidência da Câmara;
O hábito é anunciar as sessões em plenário para as 14h30 e só iniciá-las efetivamente a partir das 17 horas, mas foi quebrado pelo presidente da Câmara, inviabilizando a reunião do Conselho de Ética, que costumeiramente vem ocorrendo quase sempre a partir das 14 horas. Com o claro objetivo de postergar a decisão do Conselho de Ética, Eduardo Cunha abriu a sessão por diversas vezes, a partir das 12h30, afirmando que queria adiantar a votação de algumas Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Ele convocou várias sessões extraordinárias evitando que assim que a sessão se encerrasse, o Conselho de Ética pudesse se reunir para discutir o processo que pede a cassação de mandato do peemedebista;

Já está passando da hora de o Supremo Tribunal Federal (STF) se decidir pelo afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e até cassar o seu mandato em face do seu indiciamento na Operação Lava-Jato. Não há uma justificativa para a demora dessas medidas, porque é incompreensível que uma pessoa do nível do parlamentar esteja demonstrando possuir tanta força política a ponto de ficar praticando chicanas que desmoralizam a Justiça, em especial o Supremo.

Um comentário:

  1. Não sabia que o Supremo tinha moral! Pelo que sei, o judiciário brasileiro está totalmente bolivarianizado.

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