Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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9 de junho de 2011

Gleisi Hoffman pode 'desinfetar' a Casa Civil

Gleisi vai 'desinfetar' a Casa Civil?
Mesmo que não tenha votado em Dilma Rousseff para presidente, nenhum brasileiro consciente pode torcer para que ela não dê certo. Muito pelo contrário. Se Dilma fizer um péssimo governo, o principal prejudicado serei eu, será o leitor,enfim, todos os brasileiros sairão perdendo. Também qualquer brasileiro consciente não entenderia que Antonio Palocci continuasse com tanto poder no Governo depois de comprovada mais uma lambança de sua parte, com altos índices de desconfiança de que tenha multiplicado por 20 seu patrimônio em tão pouco tempo sem que tenha sido através da utilização de informações privilegiadas vindas de órgãos do Governo que tenham beneficiado seus clientes de consultoria;

A queda de Palocci parece ter forçado Dilma a promover sua substituição por alguém que aparentemente tem capacidade de exercer a chefia da Casa Civil sem mantê-la como uma autêntica 'Casa de Mãr Joana' como vinha acontecendo até à gestão de Palocci. Gleisi Hoffman, esposa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, parece ter amplas condições de, com ela mesma afirmou, cuidar da 'gestão' dos projetos e programas do Governo. Segundo informa o blog de Gleisi Hoffman, sua carreira política teve início ainda na adolescência, quando entrou no movimento estudantil por meio do Grêmio Estudantil do colégio em que estudava, depois passando a integrar a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas e Grêmio Estudantil do Cefet na capital paranaense. Também fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).Em 1989 ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ela é formada em Direito e também especialista em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira;

A experiência profissional de Gleisi Hoffman está focada na gestão pública e na vida política. Ela já foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária municipal de Gestão Pública em Londrina (Paraná). Integrou, em 2002, a equipe de transição de governo do presidente Lula, ao lado da futuro ministra Dilma Rousseff. No mesmo ano, Gleisi assumiu o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional, onde aprimorou os seus conhecimentos em gestão pública. Durante este período contribuiu para o desenvolvimento de vários projetos, como o Projeto Casa Abrigo de Foz do Iguaçu. Por iniciativa de Gleisi, a Itaipu Binacional em parceria com a ONG Casa Família Maria Porta do Céu, implementou a Casa Abrigo para mulheres e seus dependentes vítimas de violência doméstica e em risco de morte. Criou outros programas como o PPCA – Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, cujo foco principal é apoiar as ações e articular a rede de proteção à criança e ao adolescente de Foz do Iguaçu. Ainda sob sua gestão e seu apoio foi criado o Programa Saúde na Fronteira, para combater a prostituição infantil;

Candidata do PT ao Senado Federal pelo Paraná, em 2006, Gleisi obteve 3.196.468 votos e com o apoio dos paranaenses, tornou-se a primeira mulher a representar o Paraná no Senado Federal. É por meio da política que pretende servir à comunidade e trabalhar para melhorar a vida cotidiana das pessoas, lutar pelas causas sociais, igualdade de gêneros, defender a preservação do meio ambiente e contribuir com a construção de um país cada vez mais democrático e justo;

Todos os dados biográficos de Gleisi Arruda aqui mostrados indicam que a escolha de Dilma Rousseff para o seu mais importante ministério pode ter sido uma boa escolha. Nos discursos que pronunciou como senadora deu demonstrações de que sabia do que estava falando. Sua experiência em gestão pública dá a ideia de que será uma excelente assessora da presidente Dilma. Mas sua principal missão será, sem dúvida, 'desinfetar' a Casa Civil, que nos últimos tempos não tem sido um bom exemplo de órgão de gestão do Governo, mas sim um amplo e eficiente balcão de negócios nada republicanos.

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