Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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4 de abril de 2013

Já é hora de se proibir que motorista de ônibus seja também trocador

  • O trágico acidente ocorrido no Rio de Janeiro com um ônibus despencando de um viaduto e que provocou a morte de sete pessoas mostra, além do destempero de um passageiro, estudante de Engenharia e do comportamento grosseiro do motorista, demonstra que tem mais gente responsável pelo que ocorreu naquela tarde que enlutou algumas famílias. Todos nós sabemos que não tem cabimento um motorista de ônibus, que historicamente trabalha sempre sob pressão dos empresários, ainda que exercer dupla função, também atuando como cobrador sem que seja devidamente remunerado pelo exercício das duas funções. Em 6 de março de 2009 já gritávamos contra isso com a postagem intitulada "Ganância e risco andam juntos" (Leia aqui), quando afirmávamos que essa atividade dupla dos motoristas significavam um maior lucro para os empresários, além de provocar desemprego na categoria de trocadores;
  • Já está comprovado que o grave acidente na Avenida Brasil teve como culpados o passageiro nervosinho e o motorista ranzinza que não quis esperar que o estudante saltasse no ponto em que desejava e ainda negou-se a abrir a porta da frente onde o estudante sairia do veículo, mesmo fora do local desejado. Daí para as agressões e o acidente foi pouco tempo. O motorista que exerça também a função de trocador, se ficar com o ônibus parado até concluir o troco de um ou mais passageiro estará atrasando sua viagem, prejudicando os passageiros e, por consequência, atrasando também seu tempo, o que poderá resultar em desconto em seu salário. Mas existe ainda o lado pior, que é o motorista ficar fazendo troco enquanto dirige, pondo em risco sua própria vida, a dos passageiros e podendo ainda causar acidentes com outros veículos à sua frente e até em pessoas em cima de calçadas. De um jeito ou outro, tudo é inconveniente na atividade do motorista-trocador;
  • Mas em meio e todos esses problemas não poderia ficar de fora o Poder Público, pois o transporte coletivo de passageiros é uma concessão e como tal tem que ser rigorosamente fiscalizado. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tem responsabilidades naquele terrível acidente, bem como os seus antecessores que permitiram aos empresários de ônibus adotar essa prática tão nefasta. Talvez agora, depois de sete mortes e da grita que se espalha nas redes sociais, o prefeito carioca tome medidas para determinar o fim dessa prática até certo ponto criminosa. A hora é essa, antes que outros graves acidentes aconteçam.

Um comentário:

  1. Sr. Airton,

    Parabéns pela matéria.

    A meu ver, uma solução possível seria a venda antecipada de passagens de ônibus.

    Os bilhetes estariam disponíveis, por exemplo, em lojas, bares, bancas de jornal, casas lotéricas, internet, etc.

    Em Curitiba, os passes são vendido nos próprios pontos de parada dos ônibus, e até mesmo pela internet!

    Apenas nos casos em que o passageiro não portasse bilhete, a passagem seria cobrada pelo motorista, com o veículo parado.

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