Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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2 de março de 2010

Pesquisa Datafolha não define tudo


Já há algum tempo que o ex-prefeito do Rio, César Maia, tem sido um analista positivo sobre pesquisas eleitorais, sempre emitindo opiniões acertadas sobre as mesmas. Na maioria das vezes, seus comentários demonstram ser conhecedor do assunto, comentando as mais recentes, comparando-as com anteriores, daí entendermos que não se trata de crítica, mas sim de estudos técnicos sobre o tema;

Em relação à última pesquisa Datafolha, que mostra uma queda de José Serra (PSDB) e crescimento de Dilma Rousseff (PT), César Maia afirma em recente artigo que a mesma não traz nenhuma novidade. Segundo ele, Todos os cruzamentos e projeções em 2009 mostravam que Dilma cresceria na base da superexposição e companhia de Lula, e que chegaria, no início de 2010, aos 30%, de onde partiria a polarização com Serra. A pesquisa DataFolha sugere que o PSB não vai dar sustentação a Ciro Gomes, e que esse não será candidato. E que Marina (com programa de TV recente) será paisagem nessa campanha, que tende a ser decidida no primeiro turno”;

César Maia explica mais: “O DataFolha (24-25/02) dá a Serra 38% das intenções de voto, a Dilma 31%, e a Marina 10%. O Ibope (6-7/02) deu a Serra 41%, Dilma 28% e Marina 10%. O Sensus (25-29/01) deu a Serra 41%, Dilma 29% e Marina 10%.  O Vox-Populi (14-17/01) deu a Serra 38%, Dilma 29% e Marina 8%. Portanto, tudo dentro rigorosamente da dita margem de erro. O óbvio e esperado crescimento de Dilma em pesquisas se deu no correr de 2009, pela superexposição e transferência possível de Lula”. Segundo ainda a análise dele, “Em 2010, o quadro está estabilizado. Elas por elas com Serra 40%, Dilma 30% e Marina 10%. O fato de Ciro e Dilma – quando se inclui Ciro – ficarem estacionados, é mais uma prova disso”;

De acordo com o ex-prefeito carioca, “Curiosamente, o DataFolha diz que cresceu o percentual de eleitores indecisos na pergunta não estimulada: eles são hoje 58%, contra 47% no Datafolha anterior. E informa que a vantagem de Serra no Sudeste teria caído de 22 para 14 pontos. Isso ainda há que se comprovar na série, pois a margem de erro por região é pelo menos o dobro da nacional. Mas esse deve ser um alerta para Serra em Minas+Rio, que respondem por 20% do eleitorado”;

César Maia conclui: “A aproximação no segundo turno da pesquisa DF só corrobora que a eleição será mesmo plebiscitária e tende a ser decidida no primeiro turno, sem Ciro, claro. Quando o eleitor se aperceber disso, fará o voto útil ainda no primeiro turno, minimizando a intenção de voto em Marina”;

Pode-se concluir da leitura da análise do dirigente do DEM que muita coisa está ainda por acontecer, mas fica um alerta para o PSDB de que é necessária uma definição da candidatura de José Serra o quanto antes, pois não deve ser minimizado o grande palanque oficial de que dispõe a candidata de Lula.

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