Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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6 de dezembro de 2016

Renan Calheiros já foi e Toffoli fica sem graça. Rodrigo Maia é o próximo na fila

No dia seguinte ao das manifestações de rua, como que atendendo o povo pedindo principalmente a saída do Renan Calheiros da presidência do Senado Federal, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo uma solicitação do partido Rede Sustentabilidade, concedeu liminar afastando o parlamentar alagoano do cargo da Mesa da Casa. A decisão do magistrado também atingiu mais alguém: o ministro do STF Dias Toffoli, que, numa clara chicana, estava entravando a decisão final da Corte, já definida com seis votos dos 11 ministros estabelecendo a proibição de que alguém na condição de réu em algum processo possa integrar a linha sucessória do presidente da República. O ministro que não nega suas antigas ligações com o PT sempre toma decisões que são do agrado de seus antigos chefes políticos, o que ocorre desde o julgamento do "Mensalão do PT". Além de irritar mais uma vez a opinião pública, o "ministro petista" também irritou seus colegas do STF, pois a maioria deles discorda de Toffoli;

É interessante destacar que o substituto de Renan é o 1º vice-presidente do
 Senado, Jorge Viana (PT-AC). A decisão de Marco Aurélio Melo deixou o Governo preocupado porque a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece teto de gastos, que tinha maioria para ser aprovada, pode sair de pauta, uma norma regimental que pode ser executada pelo presidente da Casa em exercício. Como é de seu costume, o sempre exaltado senador Lindbergh Farias, líder da minoria, esbravejou: "O Senado vai ter, sim, que mexer com sua pauta. Não pode votar essa PEC de jeito nenhum". Todavia, o "Lidinho" pode estar gritando e não ser atendido, pois a maioria dos senadores já se posicionou favorável à aprovação da proposta. Já o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi mais moderado e disse que Renan vai recorrer da decisão do ministro e também do plenário do Supremo. Enquanto isso, é prudente que Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, fique atento, porque a opinião pública também disse nas ruas que quer vê-lo tomando o mesmo caminho que já tomaram Eduardo Cunha e Renan Calheiros.