Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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11 de novembro de 2010

Enem: nova prova e um "adeus" para ministro do MEC

Estudantes não sabem o que vai acontecer com o Enem 
O presidente Lula afirmou ontem que qualquer problema ocorrido nas provas do Enem, não invalida os resultados alcançados e que o processo vai continuar. E disse: “O Enem é um exemplo de uma coisa bem-sucedida. Se tem problemas, vamos consertar”. Ele garantiu que a Polícia Federal vai investigar para saber o que ocorreu, ressaltando: “Se for necessário fazer uma prova, faremos; se forem necessárias duas, faremos. Mas o Enem vai continuar a ser fortalecido". As palavras de Lula contradizem o que ele mesmo havia declarado anteriormente, quando enfatizou o Enem tinha sido extraordinário. Pelo que vê hoje na mídia, parece que os planos para que o ministro da Educação, Fernando Haddad, continuasse à frente da pasta no governo de Dilma Rousseff não irá adiante. Tem gente do próprio PT admitindo que o ministro deva até ser exonerado do cargo;

Como Fernando Haddad viajaria para Seul em companhia de Lula e Dilma, certamente os três teriam oportunidade para discutirem a permanência dele no MEC. No entanto, com a ampla repercussão negativa causada pelas falhas gritantes ocorridas na prova do sábado, Haddad foi praticamente retirado da escada ao Aerolula, ficando em Brasília para tentar resolver o problema. Para piorar a situação do titular do MEC, a Justiça Federal no Ceará, além de suspender em todo o País o exame, exigindo a realização de novas provas, impediu que o Inep, órgão responsável pelo exame, sequer divulgasse o gabarito, causando ansiedade e preocupação em milhões de estudantes que ficaram sem saber que rumo tomar para a tentativa de ingresso no ensino superior, uma vez que o Enem passou a ser um super vestibular para preenchimento em mais de 80 universidades;

A mais recente declaração de Lula faz com que se comprove que ele tenha raciocinado melhor e corrigido a estapafúrdia declaração elogiosa que havia feito sobre o Enem. A solução apresentado pelo MEC para que um pequeno grupo de auto-declarados prejudicados com a confusão na provas do sábado  façam somente eles nova prova é considerada pela maioria como absurda, só restando ao ministro Haddad marcar de imediato um novo exame para todos, pelo menos das provas aplicadas no sábado, e em seguida pedir exoneração do cargo, ou então que Lula o exonere, deixando Dilma Rousseff livre para escolher outro ministro que não seja tão enrolado como o atual.

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