Surgiu hoje a notícia de que o PMDB e o PT estariam estudando a possibilidade de votarem ainda este ano uma reforma política. Acontece que os dois partidos aliados (será que são mesmo?) têm muitos pontos em comum, mas, como não poderia deixar de ser, também têm algumas divergências. Quanto ao financiamento público de campanha, os dois partidos estão de acordo. Os petistas insistem no tal voto em lista, com o eleitor votando na legenda e o número de vagas de um partido sendo preenchido pela ordem dos nomes de uma lista previamente estabelecida pelo partido. Já o PMDB quer aprovar um sistema apelidado de 'Distritão', que transforma a eleição proporcional em majoritária, com as vagas sendo preenchidas de acordo com a ordem de votação obtida;
No que diz respeito ao financiamento público de campanhas, de nada valerá nem barateará o custo das mesmas se não houver um rigoroso controle quanto ao tradicional Caixa 2 que sempre ocorre. Quase ninguém confia em que a lista previamente montada pelos partidos seja sem privilégios e outros expedientes. Entre as duas posições relativas ao sistema de votação - proporcional ou majoritária -, a do PMDB é mais próxima da realidade. Seja para deputado federal, deputado estadual ou vereador, a quase totalidade dos eleitores não vota em legenda partidária e sim em candidatos. Os votos de legenda em cada eleição são em sua maioria provenientes de erros do eleitor que comentem falhar ao votar em alguém, mas acabam por fazerem o sistema identificar o partido de um número digitado de modo incorreto na urna eletrônica;
Será interessante que a proposta do PMDB seja amplamente divagada e discutida, por ser a melhor de todas. Com a adoção do 'Distritão' vão acabar com a criação de parlamentares sem voto, eleitos "na aba" de puxadores com foi agora Tiririca e, no passado, Doutor Enéas. Este último, por exemplo, com seu mais de 1 milhão e 500 mil votos "elegeu" um companheiro da legenda do seu Prona com menos de 300 votos, enquanto milhares de candatos pelo Brasil ficaram longe de Brasília, apesas das dezenas de milhares de votos conseguidos. No Rio de Janeiro, por exemplo, são 46 vagas. O primeiro suplente seria o 47º colocado, não importando a qual partido pertença. Com isso, a nomeação de ministros, secretários de Estado e municipais diminuirão bastante;
A reforma política poderá também a acabar com a figura de suplente de senador sem voto, passando os eleitos q serem substituídos pelo primeiro que tenha ficado de fora. Que venha pois o 'Distritão"!
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20 de janeiro de 2011
18 de janeiro de 2011
Não teremos mais chuvas até 2015?
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| Se não chover até 2015, isso não se repetirá |
A criação do tal Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais viria numa boa hora, mesmo que há décadas isso seja necessário e ninguém tenha tomado tal iniciativa. Seria a hora de deixar de lado as divergências de lado e aplaudir o Governo Dilma Rousseff. Pura ilusão. Voltamos ao jogo midiático. Ao nosso ver, trata-se de pirotecnia. Qualquer país decente (já em atraso, como o Brasil) estaria correndo atrás de financiamento internacional para implantação do referido sistema no menir prazo possível. Mas aqui tudo é diferente. Quase morte de vergonha o ministro Mercadante informou que o melhoramento acontecerá daqui a quatro anos. Isso mesmo. Somente em 2015 o sistema estará totalmente ativado;
Caberá então a Dilma Rousseff entrar em contato com São Pedro e assinar um tratado estabelecendo que até 2015 não haverá chuvas aqui no Brasil. A grande dúvida fica por conta do histórico brasileiro de respeito a tratados. Esta aí o caso de Cesare Batistti para deixar qualquer morador em área de risco bastante preocupado. Da mesma forma que o Brasil desrespeita tratados, São Pedro pode também pensar da mesma forma.
16 de janeiro de 2011
Já é hora de um Código de Defesa do Eleitor
Os fatos estarrecedores vividos nos últimos dias com as centenas de mortes ocorridas na Região Serrana do Rio de Janeiro apagaram um pouco do noticiário as estripulias praticas pelo ex-presidente Lula e seus familiares. Ele aproveitou a "sombra" da mídia e saiu do Forte dos Andradas levando consigo dona Marisa Letícia, filhos, noras e netos, onde se esbaldava às custas do erário público, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, justificando que o havia convidado, algo que foi contestado por muita gente. A saída de Lula estava prevista para amanhã, dia 18, mas ele e sua troupe saíram em pleno noticiário sobre os desmoronamentos que aconteceram em Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis e outras cidades fluminenses;
Da mesma forma, também passou rapidamente pelo noticiário a informação de que não eram apenas dois filhos e um neto de Lula que tiveram passaportes diplomáticos renovados pelo Itamaraty dois dias antes do seu mandato, todos três ilegais, com o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, justificando que os mesmos haviam sido concedidos "por interesse do país". No meio do noticiário sobre a tragédia da Região Serrana do RJ, tomou-se conhecimento de que mais alguns filhos e netos de Lula também possuíam passaportes diplomáticos concedidos ferindo a legislação. A repercussão negativa dessa verdadeira farra criando um novo grupo de "diplomatas" fez com que o Itamaraty baixasse normas para a expedição documento, além de ameaças da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal de ingressarem na Justiça solicitando o cancelamento dos passaportes e punição dos responsáveis pela expedição dos mesmos;
Mais interessante ainda é que a área jurídica do Ministério das Relações Exteriores ao se manifestar sobre a divulgação dos nomes dos portadores de passaportes diplomáticos mostrou-se preocupada com a divulgação dos nomes dos netinhos de Lula, por serem menores, nada falando sobre a concessão irregular dos mesmos ferindo a própria legislação estabelecendo que os mesmos só podem ser concedidos a ministros, governadores, parlamentares e funcionários em viagens a serviço;
Já é hora, portanto, do povo exigir mais seriedade dos políticos no cumprimento de suas atribuições, principalmente aqueles que exercem os cargos de nível mais elevados - ministros, por exemplo -, cobrando dos mesmos quando extrapolarem as suas atribuições, e também do Presidente da República que os nomeou, estendendo tais cuidados aos demais níveis da administração pública mantida com o dinheiro dos contribuintes. Já é tempo de se criar o Código de Defesa do Eleitor e a Lei de Responsabilidade Eleitoral, punindo severamente aquele que exercer suas funções de modo fraudulento.
Da mesma forma, também passou rapidamente pelo noticiário a informação de que não eram apenas dois filhos e um neto de Lula que tiveram passaportes diplomáticos renovados pelo Itamaraty dois dias antes do seu mandato, todos três ilegais, com o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, justificando que os mesmos haviam sido concedidos "por interesse do país". No meio do noticiário sobre a tragédia da Região Serrana do RJ, tomou-se conhecimento de que mais alguns filhos e netos de Lula também possuíam passaportes diplomáticos concedidos ferindo a legislação. A repercussão negativa dessa verdadeira farra criando um novo grupo de "diplomatas" fez com que o Itamaraty baixasse normas para a expedição documento, além de ameaças da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal de ingressarem na Justiça solicitando o cancelamento dos passaportes e punição dos responsáveis pela expedição dos mesmos;
Mais interessante ainda é que a área jurídica do Ministério das Relações Exteriores ao se manifestar sobre a divulgação dos nomes dos portadores de passaportes diplomáticos mostrou-se preocupada com a divulgação dos nomes dos netinhos de Lula, por serem menores, nada falando sobre a concessão irregular dos mesmos ferindo a própria legislação estabelecendo que os mesmos só podem ser concedidos a ministros, governadores, parlamentares e funcionários em viagens a serviço;
Já é hora, portanto, do povo exigir mais seriedade dos políticos no cumprimento de suas atribuições, principalmente aqueles que exercem os cargos de nível mais elevados - ministros, por exemplo -, cobrando dos mesmos quando extrapolarem as suas atribuições, e também do Presidente da República que os nomeou, estendendo tais cuidados aos demais níveis da administração pública mantida com o dinheiro dos contribuintes. Já é tempo de se criar o Código de Defesa do Eleitor e a Lei de Responsabilidade Eleitoral, punindo severamente aquele que exercer suas funções de modo fraudulento.
14 de janeiro de 2011
Mais de 500 morrem. De quem é a culpa?
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| Enquanto as covas esperam os mortos, a Região Serrana espera as verbas prometidas |
Convém lembrar que no ano passado Lula fez a mesma coisa quando esteve no Nordeste após as enchentes que afetaram cidades principalmente de Pernambuco e Alagoas. Muito pouco dinheiro federal chegou por lá e a população continua aguardando o cumprimento das promessas. Em 2010, o Governo Federal tinha o Programa de Prevenção e Preparação para Desastres, do Ministério da Integração Nacional, com uma previsão de R$ 425 mihões, dos quais foram liberados apenas pouco mais de R$ 167 milhões. Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo não receberam um centavo no ano passado, como se não necessitassem de prevenção e preparação para desastres. Em contra partida, o ministro Geddel Vieira (PMDB-BA), liberou para a Bahia 68% de recursos disponíveis objetivando alavancar sua fracassada candidatura a governador da Bahia;
Quando as chuvas começaram este ano a trazer problemas para São Paulo, apareceram uns "comentaristas" de blogs acusando os governantes paulistas do PSDB que estão no poder há mais de 16 anos. Eles seriam os culpados pelo que estava acontecendo por lá. Agora, seria a vez de colocarmos a culpa nos governantes do PT e de seus aliados - Sergio Cabral, do PMDB, por exemplo -, aí incluindo-se Lula e alguns ministros - Dilma, obviamente - pela tragédia da Região Serrana? Afinal, tiveram oito anos para resolver o problema. Na realidade, todos são culpados, nós, inclusive, porque com nossos votos colocamos e mantemos gente não séria para nos governar.
13 de janeiro de 2011
Mais atenção, governador Sérgio Cabral.
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| Esta foto era o que Sérgio Cabral mais queria |
Então fica aqui uma pergunta: Por qual razão o governador Sergio Cabral sempre tem uma viagem para fora do Estado exatamente nessa época do ano? Nos dois últimos anos foi assim. No ano passado chegaram a inventar que ele esta em Mangaratiba, mas ele levou alguns dias paraa percorrer poucos quilômetros de helicóptero. Estava em Paris. Este ano pelo menos não teve mentira. Estava mesmo em Paris. Todavia, acho que só regressou rápido para poder tomar carona no mesmo helicóptero de dona Dilma e aparecer na entrevista coletiva;
Esses homens não levam nada a sério!
11 de janeiro de 2011
Desrespeito ao contribuinte
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| Isso é que é vida, e quem paga é o contribuinte |
Acontece, porém, que diariamente Lula ainda aparece na mídia, sendo notícia por causa de fatos que ocorrem envolvendo a ele e sua família, de modo não muito abonador, pois tais fatos estão sendo objeto de violentas críticas e até de ameaças de contestação na Justiça. Os dois fatos que mais vêm sendo objeto de notícia são as férias do ex-presidente no Forte dos Andradas e os passaportes diplomáticos concedidos a dois filhos e um neto de Lula;
Quanto às férias de Lula, pode-se até se admitir que logo após sair da Presidência e tendo em seu lugar alguém de seu grupo político, seja ele convidado para uns dias de descanso e de readaptação à nova vida num forte do Exército. Como se sabe, os ex-presidentes que tenham exercido integralmente seus mandatos têm, por lei, direito a uma pensão vitalícia, além de assessores, carros, motoristas e seguranças. Parece que é demais, mas é uma prerrogativa legal com base na importância do cargo exercido. São beneficiários desta lei, além de Lula, os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique. Quanto a Collor e Itamar, os dois exerceram os cargos em pedaços;
Todavia, por mais que o ministro Nelson Jobim, da Defesa, assuma que partiu dele o convite para que Lula tirasse férias num forte do Exército, o certo seria que ele e a ex-primeira dama ficassem alguns dias de descanso por lá. Falta, no entanto, Jobim informar por que razão ele teria também convidado os filhos, netos e noras de Lula . É inadmissível que essa "farranchada" toda esteja ali se esbaldando às custas do contribuinte. E o Exército ainda andou fazendo uma compras de complementos para a mordomia da "família real". Isso tudo caracteriza um abuso e falta de respeito aos contribuintes.
8 de janeiro de 2011
O “espírito público” dos parlamentares
Este é o título de artigo de Ruth de Aquino publicado na revista Época desta semana que achamos por bem transcrevê-la na íntegra por entender que o mesmo reforça, com indiscutível qualidade, as últimas postagens deste Blog:
É emocionante. O espírito público do Congresso ressurgiu com a força
das tempestades de verão. O PMDB, muy amigo de Dilma e do povo
brasileiro, pressiona por um salário mínimo maior e se lixa para a
ameaça de veto do ministro Mantega. O PMDB também se mostra
especialmente sensível às necessidades da saúde pública – e só por isso
disputa com o PT os cargos no Ministério da Saúde, que tem um orçamento
de R$ 77,3 bilhões.
Além dessa preocupação legítima com o
trabalhador, os parlamentares vão trabalhar no verão! Bem, na verdade
os titulares gozarão de férias, porque deu muito trabalho votar pelo
autossubsídio de R$ 26.500. Não é mole reunir em Brasília os
congressistas para decidir alguma coisa em dezembro. Com o recesso em
janeiro, a Câmara dos Deputados deverá dar posse a 45 suplentes para
exercer mandato tampão. O nome é feio, mas a atitude é louvável.
O
que seria do Brasil se não tivéssemos esses suplentes em janeiro na
Capital ganhando, cada um, R$ 107 mil em subsídios e benefícios? Já que
sobra dinheiro no caixa de Dilma e Mantega, e não há risco de inflação,
você e eu pagaremos a esses suplentes R$ 4,8 milhões pelo sacrifício de
labutar em janeiro. Tutti buona gente, à exceção, claro, de quatro
políticos que são réus na Justiça, acusados de participar da máfia dos
sanguessugas e do escândalo do mensalão. Coisas do passado, “fatos
históricos” como os desaparecidos na ditadura. Quem perde o sono com
Ficha Limpa, se nem o Supremo Tribunal Federal conseguiu bater o martelo
até hoje?
Ah, temos ainda os senadores de verão, que
custarão cerca de R$ 400 mil aos cofres públicos. São suplentes dos que
se tornaram ministros e secretários nos Estados. E, como se viaja
bastante a trabalho no mês de janeiro, cada senador suplente receberá
passagens no valor de até R$ 23 mil, além do salário, auxílio-moradia e
verba indenizatória. Você não se sente culpado de ir para a pousada na
praia com a família enquanto esse pessoal dá duro no tampão?
Diante
de tudo isso, é injusto que apenas uma parcela ínfima dos brasileiros
aprove o empenho dos congressistas. Mas, quem sabe, Collor de Mello
possa dar aos companheiros o endereço de seu médico especialista em
laser que rejuvenesce e apaga todas as manchas – do rosto e, se
possível, do currículo.
O que seria do Brasil se não tivéssemos esses suplentes em janeiro na Capital, cada um ganhando R$ 107 mil?
Leitura
essencial é o artigo do expoente-mor do Congresso, José Sarney, em
importante jornal nacional. Eis um trecho: “Pode parecer um paradoxo,
mas a igualdade que a liberdade traz – com o fundamento de que todos
somos iguais perante a lei, detentores dos mesmos direitos – (...) leva à
solução dos conflitos e ao caminho do progresso e do desenvolvimento”. O
sábio maranhense admite: “Nem tudo são flores”. Atribui-se a Sarney a
autoria da ideia de pressionar pelo mínimo de R$ 560 ou R$ 580. Seria
uma manobra para minimizar a repercussão do aumento de 62% dos
congressistas. Dando certo, os louros irão todos para o PMDB.
Mas
o eleitor lúcido é cético. Nem a bela loura, com sua delicada tatuagem –
“Michel” – na nuca, revelada pela trança de Rapunzel, turvou a vista de
quem lê as notícias. O marido de Marcela, hoje vice-presidente, pode
mandar na jovem primeira-dama do PMDB, mãe de seu filho e discretíssima
musa do Jaburu, mas enfrenta clara dificuldade em disciplinar seus
correligionários.
“Não tem sentido o PT expulsar o PMDB
da Saúde”, disse o líder peemedebista Henrique Eduardo Alves, como se
estivesse sendo expulso do paraíso. Investido de mediador, Temer já
afirmou que o PMDB não fará chantagem com o mínimo nem votará contra o
governo. O silêncio de Dilma revela a saia justa, mas, se a presidenta
já enquadrou um general, bem que poderia dar logo um basta a essa
quartelada partidária
Como um dia disse Lula, lidamos
com homens não comuns. Homens cujos filhos marmanjos, de 25 e 39 anos,
ganham passaporte diplomático irregularmente. Os passaportes para os
Lulinhas foram concedidos pelo Itamaraty “em função de interesse do
país” e “em caráter excepcional”. São miudezas irrelevantes.
7 de janeiro de 2011
A razão da "fome" por grandes orçamentos
Antigamente, os partidos políticos quando davam apoio a um determinado candidato a um cargo do Poder Executivo esperavam fazer parte do novo governo a se instalar. Era comum, então, que no caso de ministérios ou de secretarias estaduais ou municipais, os partidos indicassem técnicos dos seus quadros para dar qualidade à equipe do mandatário que iria tomar posse. Em alguns casos, os partidos indicavam alguns nomes mais políticos do que técnicos, mas eram pessoas com capacidade de exercerem os cargos para os quais viriam a ser nomeados. Havia um distribuição de "fatias" da administração, mas quase sempre se tratava de indivíduos que trabalhavam pelo êxito do governo do qual faziam parte, que ganhava como a população;
Outro fator que servia também para se pleitear cargos era a possibilidade de indicar os dirigentes dos diversos órgãos, neles acomodando cabos eleitorais ou servindo para carrear mais realizações para seus redutos eleitorais. Hoje, isso acontece em muito maior escala. No caso do Governo Federal, os cargos estão ocupados por militantes partidários e sindicalistas, num flagrante aparelhamento dos órgãos federais. Conhecimento técnico para os caros é coisa secundária. O que prevalece é a filiação partidária, incluindo-se aí os militantes dos partidos da "base aliada" ou o indicado pertencer a algum sindicato ligado ao Governo;
Isso foi mudando ao longo dos anos e o que hoje se vê são partidos disputando cargos quase que num clima de guerra e com o partido apoiante ameaçando romper como o da Presidente de República. E tem um agravante: o que mais interessa a cada agremiação não é o que determinado ministério possa fazer de melhor, mas sim qual é o tamanho do orçamento de cada pasta. À primeira vista, seria algo meritório, pois o órgão com maiores recursos poderiam, em tese, realizar mais obras, por exemplo. Mas quem conhece os políticos brasileiros sabe muito bem que não é esse o foco. Realizar muita coisas, todos eles querem, pois vão tentar faturar politicamente cada obra inaugurada. Todavia, infelizmente, eles querem é contratar e, principalmente, efetuar o pagamento das respectivas faturas. Entenda-se isso como se quiser.
Outro fator que servia também para se pleitear cargos era a possibilidade de indicar os dirigentes dos diversos órgãos, neles acomodando cabos eleitorais ou servindo para carrear mais realizações para seus redutos eleitorais. Hoje, isso acontece em muito maior escala. No caso do Governo Federal, os cargos estão ocupados por militantes partidários e sindicalistas, num flagrante aparelhamento dos órgãos federais. Conhecimento técnico para os caros é coisa secundária. O que prevalece é a filiação partidária, incluindo-se aí os militantes dos partidos da "base aliada" ou o indicado pertencer a algum sindicato ligado ao Governo;
Isso foi mudando ao longo dos anos e o que hoje se vê são partidos disputando cargos quase que num clima de guerra e com o partido apoiante ameaçando romper como o da Presidente de República. E tem um agravante: o que mais interessa a cada agremiação não é o que determinado ministério possa fazer de melhor, mas sim qual é o tamanho do orçamento de cada pasta. À primeira vista, seria algo meritório, pois o órgão com maiores recursos poderiam, em tese, realizar mais obras, por exemplo. Mas quem conhece os políticos brasileiros sabe muito bem que não é esse o foco. Realizar muita coisas, todos eles querem, pois vão tentar faturar politicamente cada obra inaugurada. Todavia, infelizmente, eles querem é contratar e, principalmente, efetuar o pagamento das respectivas faturas. Entenda-se isso como se quiser.
6 de janeiro de 2011
Lula vai ou não "desencarnar" do Governo?
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| Os filhos "diplomatas" de Lula |
Agora surge a notícia divulgada pelo site da Folha de São Paulo informando que o Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Lula, quando faltavam dois dias para o fim de seu mandato. O passaporte diplomático é concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes. Dependentes de autoridades podem receber o documento até os 21 anos (24, no caso de estudantes, ou em qualquer idade se forem portadores de deficiência). Luís Cláudio Lula da Silva, 25, e Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, não sofrem de deficiência. Ao contrário, os filhos do ex-presidente gozam de perfeita saúde e obtiveram o documento em 29 de dezembro de 2010, penúltimo dia útil da era Lula. O Itamaraty justificou a concessão informando que ambos já tinham o passaporte especial e tratava-se de uma renovação;
O mais estranho é que o Itamaraty justifica a concessão dos passaportes alegando que a mesma foi feita "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país", mas não apresenta justificativa para a concessão.O site da 'Folha' informa ainda que a validade do passaporte diplomático concedido aos dois filhos de Lula é de quatro anos, a contar da data de emissão. Assim, durante todo o governo de Dilma Rousseff, Luís Cláudio e Marcos Cláudio terão acesso à fila de entrada separada e com tratamento menos rígido nos países com os quais o Brasil tem relação diplomática. A notícia diz também que integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem da 'Folha', na condição de anonimato, afirmam que a decisão provocou mal-estar dentro do Itamaraty, já que o ex-chanceler Celso Amorim recorreu ao § 3º do Decreto nº 5.978/2006, que regula a concessão do tal passaporte, no qual o ministro tem o poder de autorizar a concessão do documento "em função de interesse do país". A 'Folha' apurou que Lula pediu o benefício pouco antes do fim do mandato.
É bom lembrar que em alguns países que exigem visto, o passaporte diplomático o torna dispensável. O documento é tirado sem nenhum custo para a "autoridade". E tem mais: um passaporte normal custa em torno de R$ 190 para ser emitido.
2 de janeiro de 2011
Agora é com Dilma, e seja o que Deus quiser
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| A criatura e o seu criador |
Agora é definitivo. Dilma Rousseff é, de fato e de direito, a Presidente da República Federativa do Brasil. Afinal, mais de 55 milhões dos votos válidos dos eleitores assim decidiram no dia 31 de outubro passado no segundo turno. É bom que se diga que Dilma não teve a maioria dos eleitores a seu favor, uma vez que seus votos significaram 41% dos eleitores que compareceram às urnas, enquanto os 44 milhões que votaram em José Serra foram 32% e ainda teve um percentual de 27% de votos nulos, em branco e de eleitores ausentes. No entanto, é como atirar contra o próprio pé alguém torcer contra ela, pois se a aposta de Lula for um fracasso quem sairá pagando será o cidadão brasileiro. Passada a luta pelos votos, cabe a cada um fazer votos para que a nova presidente faça um excelente governo;
O certo é esperar que Dilma Rousseff governe sem revanchismo, coisa alimentada pelo seu "patrocinador" durante a campanha, quando falou em extirpar partidos de oposição ao seu governo e até por se vangloriar por existirem países em crise (esquecendo-se de que tais crises certamente afetarão o Brasil). Devem todos torcer para ela cumpra a promessa de melhorar os sistemas e saúde, educação e segurança, além de promover as reformas necessárias ao país, especialmente a política a tributária, e que Dilma entre para a História promovendo e desenvolvimento e a redução das desigualdades, tornando o Brasil, como ela mesmo disse, a "abençoada terra em que todos gostarão de viver";
Mas há algo que ainda preocupa muita gente, que são algumas das companhias que ela terá ao seu lado, pelo passado político e moral não muito recomendável de muitos deles. Espera-se também que Dilma tenha sempre boa saúde durante os próximos quatro anos. Causa horror em muitos pensar que ela venha em algum dia a ser sucedida por um vice-presidente do PMDB. Dá arrepios pensar nessa hipótese. Pela gula demonstrada durante e escolha de ministros, dá para se ter uma idéia de como seria uma chegada dos peemedebistas ao Poder. Houve quem declarasse que rezava diariamente pela saúde da presidente para que Michel Temer não venha a assumir a Presidência, mas quando viu quem será o futuro Presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT), e que José Sarney (PMDB) será reeleito Presidente do Senado, passaria a rezar todos os dias também pela saúde de Temer;
O que nos resta agora é esperar para ver o que acontece.
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