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Roberto Barroso |
Pouco depois
de assumir o governo da Venezuela e depois de obter apoio de cerca de 60% da
população num plebiscito, o falecido presidente Hugo Chávez simplesmente
dissolveu o Tribunal Superior do país e o remontou com todos os seus
integrantes seguindo sua cartilha de 'quase ditador'. Os novos 'magistrados' só
pronunciavam sentenças que fossem do interesse do caudilho, algumas delas
altamente absurdas. Por aqui, no Supremo Tribunal Federal (STF), essa "maioria de
circunstância", como disse o ministro Joaquim Barbosa, é disfarçada. Com a
aposentadoria de dois ministros que haviam condenado os mensaleiros (Cezar
Peluzo e Ayres Brito), os substitutos indicados e nomeados pela presidente
Dilma Rousseff se juntaram à bancada 'petista' da Corte, composta de quatro
ministros (Ricardo Lewandowski, Dia Toffoli, Carmem Lúcia e Rosa Weber), os
dois novatos (Roberto Barroso e Teori Zavaski) formaram uma 'bancada' de seis,
que formam uma maioria entre os 11 que compõem o STF. E assim, com esse 'rolo
compressor' disfarçado e usando argumentações nitidamente políticas, acabaram
por absolver nada menos que oito mensaleiros do crime de formação de quadrilha,
dando a entender que uma quadrilha somente se configura quando um bando se
reúne num porão e decide roubar e assaltar;
Esta semana a nação viu estarrecida que a "maioria de circunstância" foi montada com o propósito de diminuir o impacto que a condenação dos mensaleiros do PT na campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, uma vez que fatalmente o assunto vai ser trazido para os palanques, em especial nos horários obrigatórios da TV e rádio, bem como nos debates que vão acontecer. Seja como for, os candidatos oposicionistas não deixarão o assunto de lado. Figurões do PT estarão atrás das grades no período da campanha, se bem que o PT também poderá ter o nome do ex-deputado Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, também às voltas com possível julgamento do 'Mensalão do PSDB'. O que não vai faltar é 'caneladas' durante o jogo sucessório;
A se destacar, em meio a esse evento é essa
formação atual do STF, que deu ao Governo e ao PT uma relativa tranquilidade
para 'fazer o diabo' na campanha eleitoral, como disse um dia a presidente
Dilma sobre como se comportaria quando chegasse a ocasião. Ela já vem fazendo
isso desde quando Lula antecipou a pré-campanha para 2012. Agora, para que haja
uma possibilidade de o Brasil retomar um rumo mais democrático e menos
ditatorial ─ é irônico que se veja no atual governo essa tendência ─, mas para isso terá que aparecer algum candidato
que sensibilize o eleitorado com essa mensagem de mudança, o que anda muito
difícil de ver hoje. No mais, é deixar nas mãos de Deus.
O APARELHAMENTO DAS INSTITUIÇÕES VINHA SENDO FEITO DE FORMA LENTA E PROGRESSIVA, MAS AGORA E FEITA DE UMA MANEIRA CLARA E OBJETIVA SEM NENHUMA MODÉSTIA OU PUDOR. UMA VERDADEIRA SAFADEZA A OLHOS VISTOS. JÁ NÃO ESCONDEM QUE PRETENDEM TORNAR NOSSO PAÍS NUMA MASMORRA IDEOLÓGICA. QUANDO OS ÍMPIOS GOVERNAM O POVO PADECE.
ResponderExcluirCarlos Roberto de Oliveira mandou um comentário, que transcrevo abaixo
ResponderExcluirEstamos nos transformando numa Venezuela, Airton!
O Judiciário brasileiro é uma vergonha. O grande derrotado nisso tudo é o povo brasileiro, não o imbecil, que se vende a troco de banana, mas a parte mais esclarecida, que é levada a reboque do voto que mantém no poder o partido político mais corruPTo da nossa história. Mas como dizem que não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe...