Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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19 de outubro de 2012

Isso é que é vida! Câmara dos Deputados oficializa sua 'gazeta' semanal

  • Ainda não saíram de pauta as eleições municipais, porque no dia 28 ainda haverá o segundo turno em várias cidades do País, mas já temos assunto referente às eleições de 2014 para ser abordado. Aproveitando a distração da população com os resultados das eleições municipais, com o julgamento do 'Mensalão do PT' e, muito mais, com o final da novela 'Avenida Brasil', a Câmara dos Deputados, meio que escondida no seu 'recesso branco'. aprovou alteração no seu Regimento Interno estabelecendo as terças, quartas e quintas-feiras como dias de 'trabalho' para os deputados federais. Isso significa que aquilo que os ilustres parlamentares já faziam agora é oficial. A semana tem sete dias, mas nossos representantes só precisam atuar três dias na semana para fazerem jus aos polpudos salários que recebem, além das mais variadas mordomias já conhecidas;
  • O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), justificou a medida e, na maior 'cara de pau' teve coragem de afirmar que o Legislativo do Brasil é um dos poucos no mundo que trabalha cinco dias na semana. Como assim? Desde quando que o éxpediente' não oficial vem sendo de três dias? Há décadas. O representante petista do Rio Grande do Sul certamente não citou na sua justificativa que os parlamentares brasileiros recebem 15 salários por ano, têm verba de gabinete de R$ 70 mil mensais, verba indenizatória de R$ 30 mil, auxilio-moradia, passagens aéreas, além de recesso de três meses e outras vantagens.Isso também não acontece no resto do mundo;
  • É por causa de atitudes como essa que os eleitores já devem começar a pensar nas eleições de 2014, principalmente para os poderes legislativos. É necessário que a população se mobilize para votar em quem tenha o compromisso real de mudar esse estado de coisas. Já não basta terem deputados federais e senadores um subsídio mensal de mais de R$ 26 mil - há possibilidade de isso aumentar para R$ 32 mil -, no mesmo patamar de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que têm função até certo ponto superior à desses verdadeiros sanguessugas do erário público? É hora de começarmos a pensar em promover uma séria 'reforma política', mandando para casa a maioria desse bando de preguiçosos e sorvedores do dinheiro do povo, em seu próprio benefício.

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