Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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28 de outubro de 2012

Zé Dirceu e Genoíno não emplacam alegação de 'perseguição política'

  • Ainda sobre a ideia dos petistas de transformar numa espécie de 'herois nacionais' os dois principais réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do 'Mensalão do PT', José Dirceu e José Genoíno, interessante artigo escreve hoje o jornalista e escritor Merval Pereira com o título "Farsa histórica", segundo o qual tal atitude é uma tentativa de constranger os ministros do STF. Merval Pereira afirma ser uma farsa da defesa de Dirceu afirmar que ele seria um 'prisioneiro político condenado por um tribunal de exceção, da mesma forma que a defesa de Genoíno que anexar ao processo a história de vida de seu constituinte, que teria 'alto valor social' pela luta política que ele teria desenvolvido contra a ditadura militar, e também pela democracia por ser um dos fundadores do PT:
  • De acordo com o autor do artigo, seria algo patético se os 'perseguidos políticos', por exemplo, pedissem asilo político a 'democracias' como a Venezuela e Cuba. E Merval, referindo-se a Genoíno, ex-presidente do PT, e Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil, escreveu: "Nada indica que a Guerrilha do Araguaia promovida pelo PCdoB maoista pretendesse instalar no Brasil um governo democrático, nem que José Dirceu, do Molipo (Movimento de Libertação Popular) tenha ido para Cuba aprender democracia";
  • Em seu artigo, Merval Pereira faz questão de lembrar que os procuradores da República que atuaram no processo do 'Mensalão do PT', Antônio Fernando de Souza e Roberto Gurgel, foram nomeados pelo ex-presidente Lula e que sete dos atuais dez ministros do Supremo foram nomeados por Lula e pela presidente Dilma Rousseff. Mais democrático que isso, impossível. Disse ainda Merval que o PT está no poder há dez anos e o processo do 'Mensalão do PT' tem sete anos de existência, jogando por terra a alegação de 'complô da direita' macomunada com a 'mídia golpista';
  • O jornalista também ironiza a afirmação de Lula, mesmo fora do processo, mas sempre lembrado como a grande beneficiário de tudo, de que já fora 'absolvido pelas urnas', justificando-se com a sua reeleição, aprovação de 80% e mais a eleição de Dilma, recebendo de Merval Pereira a advertência de o ex-presidente estaria admitindo ter feito algo para ser absolvido. Finalmente, ficou no artigo a lembrança de que vários ministros disseram que "eleição não tem o dom de apagar os crimes cometidos". Fica, portanto, para os figurões doi PT condenados a advertência feita por alguns ministros do STF de que não estavam julgando o passado dos réus, mas os fatos existentes nos autos da já famosa Ação Penal nº 470.

Um comentário:

  1. ora, fica evidente que os "políticos presos" não são "presos políticos". pois, o mesmo governo que levantaram será o mesmo que os derrubará. tá aí um daqueles casos em que se aplicam ditos populares; "o feitiço se virou contra o feiticeiro" ou "o cachorro mordeu a mão que o alimentava"

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