Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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2 de fevereiro de 2013

Aconteceu o inevitável e Renan Calheiros preside outra vez o Senado Federal

As pedras se encontram...




  • Aconteceu aquilo que já era esperado, mas que nenhum cidadão de bem queria: Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito outra vez como presidente do Senado Federal. Foram 56 votos, a maioria de peemedebistas somados aos do PT e de outros partidos da 'base aliada', e até de alguns senadores do PSDB. Ainda houve 18 votos para o senador Pedro Taques (PDT-MT), que concorreu como candidato da oposição e dos chamados 'independentes' do PMDB, havendo ainda dois votos em branco e dois nulos. Para que um senador reconhecidamente 'ficha-suja' recebesse tanto apoio, a ponto da própria presidente Dilma Rousseff telefonar para ele logo após o resultado parabenizando-o, é porque muitos conchavos foram alinhavados. Até um senador tucano, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ficou a a 1ª Secretaria, um dos cargos mais cobiçados na hierarquia da Mesa Diretora face aos milhões de reais que passará a gerir;
Eles estão a todo vapor
  • Em meio a tudo isso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra Renan. No entanto, os aliados do senador alagoano estão decididos a utilizar o 'rolo compressor' sobre eventuais pedidos de investigação contra o novo presidente do Senado. A estratégia é arquivar sumariamente qualquer representação que venha a ser apresentada ao Conselho de Ética para apurar denúncia de que o peemedebista não tinha, em 2007, patrimônio suficiente para justificar os gastos com despesas pessoais decorrentes de um relacionamento extraconjugal. “Vamos arquivar”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Não adianta ficar remoendo o passado. Isso é matéria vencida e discutida no Senado”;
  • “Renan não pode ser presidente condenado, mas investigado não tem problema”, disse ainda Romero Jucá, destacando que o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, é alvo de pedido de investigação no Senado. Isso é uma espécie de ameaça e chantagem. A estratégia dos governistas é pôr no comando do Conselho de Ética do Senado um peemedebista aliado de Renan. Só que até agora, nenhum partido anunciou a apresentação de representação contra Renan;
  • Assim está nosso País, politicamente 'entregue às baratas'. Quanto à denúncia ao Supremo, ainda há a possibilidade da mesma cair nas mãos do ministro 'petista' Ricardo Lewandowski, que certamente vai arranjar um jeito de a mesma não ter prosseguimento, logo ele reconhecidamente um 'defensor público' dos interesses do PT e dos petistas, ainda mais sendo Renan Calheiros importante membro da 'base aliada' de Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Só nos resta esperar 2014   para tentar promover uma grande mudança dos integrantes das nossas 'colendas' Casas Legislativas.

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