Uma pesquisa
realizada pelo Instituto Datafolha revelou que sete em cada dez brasileiros se
dizem contrários à reforma da Previdência. A rejeição entre os funcionários
públicos chega a 83%. A taxa é alta entre mulheres (73%), brasileiros que
recebem entre 2 e 5 salários mínimos (74%), jovens de 25 a 34 anos
(76%) e os com ensino superior (76%). Apesar do índice de rejeição, a
maioria dos entrevistados concordou com alguns tópicos
que ainda estão em discussão no Congresso, como, por exemplo, as regras
diferenciadas que permitem aos professores se aposentar cinco anos mais cedo do
que outros trabalhadores. A proposta original do Governo previa que os
requisitos para aposentadoria seriam os mesmos para todas as profissões,
gêneros e setor de trabalho, com exceção de policiais militares estaduais e
membros das Forças Armadas. No caso dos trabalhadores rurais, 52% dos
brasileiros querem que eles continuem se aposentando mais cedo, condição também
mantida no projeto do relator da reforma na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA). A
reforma da Previdência foi proposta pelo governo em dezembro de 2016, com a
justificativa de que o envelhecimento da população brasileira tornará suas
contas insustentáveis. O projeto atualmente em discussão na Câmara dos
Deputados, que já sofreu alterações na proposta original do Governo, precisa
ser aprovado por 60% dos deputados e dos senadores em duas votações para entrar
em vigor. Foram feitas 2.781 entrevistas em 172 municípios pelo
Datafolha em dias anteriores às manifestações da greve geral ocorridas na
última sexta-feira.
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1 de maio de 2017
30 de abril de 2017
Depois do PT e do PMDB, delações premiadas provocam dor de cabeça no PSDB
Definitivamente cai por terra aquela tese que
o PT divulgava dizendo que a Operação Laja-Jato era seletiva com o único objetivo
de impedir Lula de ser candidato à Presidência da República em 2018, acusando o
juiz Sérgio Moro de imparcialidade. Gradativamente, isso foi se alterando na
medida em que as investigações e as delações premiadas de ex-executivos foram acontecendo.
Inicialmente, começaram a surgir denúncias graves contra políticos
principalmente do PMDB. Agora, o leque se abriu e políticos do PSDB começaram a
ficar preocupados. É que procuradores da Lava-Jato e os advogados da empresa
Andrade Gutierrez estão começando os procedimentos para uma delação de
dirigentes da empreiteira. O pior é que os tucanos que serão acusados são três cotados
para concorrer ao cargo de presidente da República: Aécio Neves, que estaria
envolvido com propinas na licitação da construção de uma hidroelétrica e no
pagamento da construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais; e José Serra
e Geraldo Alckmin, com denúncias de propina na construção do Rodoanel e da
Linha Amarela do metrô na capital paulistana. Em razão disso, os tucanos já estão à procura de nomes alternativos, entre os quais está o prefeito de São
Paulo, João Doria, cujo nome já começa a aparecer em pesquisas de intenção de
voto. Mas o PT também tem com o que se preocupar, porque ex-executivos da
Gutierrez têm o que contar sobre a contratação do instituto de pesquisas Vox
Populi na campanha de Dilma Rousseff. Então, passado o feriadão, é certo que
teremos mais surpresas no noticiário politico.
29 de abril de 2017
Milhões fizeram ‘greve’ ontem, porque a violência os impediu de chegar aos locais de trabalho
“Foi a maior greve
geral que nós já fizemos. O importante da paralisação foi o apoio da população”, disse Wagner
Freitas, presidente da CUT. Anteriormente, dirigentes da Força Sindical
divulgara nota afirmando que cerca de 40 milhões de trabalhadores cruzaram os
braços ontem em apoio à greve. O presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores, Calixto Ramos, declarou: “O que sabemos é que foi uma paralisação total”.
Uma greve pode ser considerada como tendo obtido êxito é quando todos os
segmentos da sociedade paralisam suas atividades. A maior constatação de que a manifestação
de ontem foi uma greve das centrais sindicais está nessas declarações de seus
líderes, visto que agiram com coerção, impedindo que os não aderiram pudessem
chegar aos seus locais de trabalho. É compreensível que muitos fecharam suas
portas, exatamente porque seus funcionários não puderam chegar até lá. Falaram tanto
em respeito às leis, especialmente às trabalhistas, mas feriram um dos maiores
direitos estabelecidos na Constituição Federal, o de ir e vir. Junte-se a isso
a violência praticada pelos sindicalistas ateando fogo nas pistas e bloqueando estações
de metrô, trens, barcas, além de incendiarem ônibus, num verdadeiro atentado à
ordem pública. Notória foi também a presença de homens de grande porte físico
mascarados, como autênticos Black Blocks, certamente contratados pelas centrais
sindicais para amedrontar quem quisesse contestá-los. Aliás, é de se estranhar
que as polícias Federal, Militar, Civil e Rodoviária Federal e a Guarda Municipal
praticamente só assistiam as cenas de violência e vandalismo, depois de longa demora
a chegar aos locais de tumulto. E se a greve era anunciada havia tantos dias,
por qual motivo não se anteciparam para impedir os bloqueios? Será que eles também
estariam aderindo à grave? Não discutimos os prejuízos que a Reforma
Trabalhista trará prejuízos para o, trabalhadores, que devem, sim, protestar,
mas através e meios legais e pacíficos. No fundo, no fundo, sabemos que a
principal razão das manifestações de ontem tiveram como principal motivo
protestar contra o fim da Contribuição Sindical – contribuição é um ato voluntário,
com obrigação, é mesmo um imposto –, algo que vai contribuir para o desemprego
de milhares de pelegos sindicalistas.
28 de abril de 2017
Como ele bem gosta, Lula é motivo de notícias todos os dias, mesmo que sejam negativas
O juiz Sérgio Moro
autorizou a Presidência da República que busque 21 itens que o ex-presidente Lula
guardava em um cofre no Banco do Brasil, que foram erroneamente liberados para
seu acervo pessoal. Segundo relatório produzido pela Secretaria de
Administração da Presidência, como os itens foram recebidos por Lula em trocas
de presentes com outros chefes de estado, deveriam ter sido incorporados ao
acervo da Presidência e não ao seu acervo pessoal. Outros 155 itens poderão
permanecer com Lula. “Agentes
públicos não podem receber presentes de valor e quando recebidos, por ser
circunstancialmente inviável a recusa, devem ser incorporados ao patrimônio
público”, decidiu o juiz. Entre os itens que a Presidência pediu que
retornassem ao acervo estão esculturas, uma coroa, três espadas e uma adaga. O
próprio ex-presidente Lula classificou, em seu depoimento à Polícia Federal,
que recebeu “tralhas” quando deixou a Presidência. O ex-presidente é acusado,
em um dos processos em que é réu na Lava-Jato, sobre pagamentos feitos pela
empreiteira OAS para o armazenamento de parte de seu acervo pessoal. O relatório produzido pela
Secretaria de Administração baseia-se em um posicionamento do Tribunal de
Contas da União (TCU), que afirma que presentes oferecidos pelo presidente da
República a outros chefes de estado ou de governo estrangeiros são adquiridos
com dinheiro dos cofres da União e, portanto, os presentes que recebe em troca
também devem ser revertidos ao patrimônio da União. “Por outro lado, consignaram que
os demais bens apreendidos, especialmente medalhas, canetas, insígnias, arte
sacra, por terem caráter personalíssimo, devem ser considerados como acervo
próprio do presidente da República”, afirmou Moro, determinando que os
21 bens sejam entregues à Presidência pelo Banco do Brasil, onde estão
guardados. “Os bens deverão ser entregues pelo depositário à Secretaria de
Administração da Presidência da República mediante termo”, finalizou.
Enquanto se discute se a greve a ‘vermelha’ ou não, a Lava-Jato mais complica Sérgio Cabral
Enquanto o povo fica discutindo sobre a greve, se é
geral ou é do PT e da CUT, se Lula vai melhorar sua situação depondo diante do
juiz Sérgio Moro, ou até se será preso na ocasião, quase não se fala sobre as complicações
em que o ex-governador Sérgio Cabral andou se metendo ontem com as declarações
do seu ex-secretário do Governo e braço direito Wilson Carlos. Interrogado
ontem por Moro, ele afirmou que Cabral preferia manter o dinheiro em casa do
que deixar em bancos. Como se sabe, ele é réu, ao lado do ex-governador, em
ação penal sobre propina de R$ 2,7 milhões da Andrade Gutierrez a Sérgio Cabral
sobre obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). "Ao
longo da minha vida sempre eu recorri a empréstimos para equilibrar meu
orçamento doméstico, fosse em instituições bancárias ou mesmo em conhecidos,
através de conhecidos", afirmou. Segundo a denúncia do Ministério Público
Federal (MPF), Wilson Carlos era um dos controladores da conta-corrente de
propina de Sérgio Cabral. A acusação da força-tarefa da Lava-Jato afirma que
entre 13 de novembro de 2008 e 30 de março Wilson Carlos realizou 3 compras e
quitou 26 faturas de cartão de crédito efetuando 61 pagamentos em espécie de
vultosas quantias – cujos valores variaram entre R$ 1.450,00 e R$ 35 mil e
somaram R$ 455.144,38. Moro questionou Wilson Carlos sobre a compra de uma
embarcação Flexboat de R$ 264 mil por meio de depósitos bancários em espécie,
sendo que 29 transações foram fracionadas em valores inferiores a R$ 10 mil. Moro
questionou Carlos do porquê de o ex-secretário não ter convocado os amigos como
testemunhas no processo. "Excelência, eu, na verdade, estabeleci
com meus advogados que eu não quis trazer ninguém nem como testemunhas. Não
quero expor ninguém, não vou citar o nome de ninguém", afirmou. O
ex-secretário relatou que pagou os empréstimos aos poucos ia pagando em
dinheiro. E disse: “É importante deixar claro, Excelência, eu sempre preferi ter meus
recursos ao invés de deixar no banco, eu me senti sempre mais seguro desses”;
Como o dia de ontem não andava nada favorável a Sérgio Cabral,
ele e sua mulher Adriana Ancelmo também estiveram frente a frente com Sérgio
Moro. O ex-governador fluminense aproveitou a ocasião para dar uma demonstração
de ser um excelente marido, isentando sua mulher de qualquer responsabilidade
nas compras de joias de alto valor, roupas de grife (ternos de ate R$ 100 mil),
automóveis de luxo importados, mesmo que no nome dela. E ainda foi sincero quando
declarou: “Vossa Excelência tem ouvido aqui muitas observações a respeito de ‘Caixa
2’, sobras de campanha. Isso é um fato. É um fato da vida nacional. Reconheço esse
erro. São recursos próprios e recursos de sobra de campanha. De ‘Caixa 2’. São com
esses recursos, nada a ver com a minha mulher”. Por sua vez, Adriana
Ancelmo também foi bem clara quando
afirmou: “Meu relacionamento é matrimonial, não econômico-financeiro”. O
principal detalhe fica por conta de Sérgio Cabral, orientado por sua defesa, não
responder diretamente a nenhuma pergunta formulada por Sérgio Moro, falando
apenas quando seu advogado repetia os questionamentos do magistrado. Outro fato
que ganhou destaque na imprensa e nas redes sociais foi a silhueta dele, dando
a entender que a “gororoba” do restaurante de Bangu que ele hoje frequenta e
mais indicada do que as cardápios dos restaurantes de Paris, onde a comida era tão
apreciada por ele e seus amigos a ponto de depois dos caros jantares eles dançarem
com guardanapos nas cabeças.
27 de abril de 2017
Pressão popular não é só nas ruas. As feitas nas redes sociais estão trazendo resultados
Está comprovado que não é totalmente
necessário que se reúnam milhões de pessoas nas ruas para exigir uma ação positiva
por parte dos políticos, inclusive dos corruptos. Não há nenhuma dúvida sobre a
influência da pressão da opinião pública, através principalmente das redes
sociais, que fez o Senado Federal aprovar a lei contra o abuso de autoridade,
acatando o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) de autoria do senador Álvaro
Dias (PV-SP) e relatado pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), cuja redação
recebeu elogios do juiz Sérgio Moro e dos procuradores do Ministério Público
Federal (MPF). Por causa do mesmo tipo de pressão popular, o senador Roberto
Requião (PMDB-PR), relator da PEC original, que havia utilizado em entrevista
palavras de baixo calão colegas contrários ao rigor que seu relatório apresentava,
com riscos à continuidade da Operação Lava-Jato, também se curvou diante dos
protestos vindo da opinião pública. Ontem, outra decisão importante foi a aprovação
de uma PEC acabando com o famigerado foro privilegiado, atingindo nada menos
que 35 mil beneficiários desta aberração. É certo que o Senado correu para
tirar do Supremo Tribunal Federal (STF) os méritos da medida, pois a ministra
Cármem Lúcia, presidente da Corte, anunciara que o STF iria decidir sobre o
assunto, e já eram tidos como certos oito votos dos integrantes do colegiado. A
PEC ainda terá que ser votada no Senado num segundo turno, seguindo depois para
a Câmara dos Deputados, para passar também por duas votações. Se os deputados
alteram o projeto aprovado pelo Senado, ele retorna à Casa para novas votações,
mas por causa da grande pressão popular
é quase certo que os deputados não mexerão na PEC, pensando na reação do povo
já prevista para acontecer nas eleições do ano que vem. Quem escapar da
Lava-Jato antes do pleito terá grande dificuldade em se eleger. Então, é melhor
não desafiar o eleitorado.
26 de abril de 2017
O depoimento de Lula parece novela mexicana, mas o Brasil espera de Moro o último capítulo
Diariamente somos surpreendidos com novos
fatos, muitos deles alterando totalmente o que fora antes divulgado. Um desses
diz respeito à data do depoimento do ex-presidente Lula ao comandante da
Operação Lava-Jato, juiz Sérgio Moro. A última informação era que o depoimento
marcado para o dia 6 de maio teria sido adiado para data ainda não divulgada
pelo magistrado. Não é mais assim. O juiz não desmarcou nem disse que
estabelecerá nova data. Temos que ficar na expectativa. Enquanto isso, a cúpula
do PT anuncia que por mais que Sérgio Moro queira despistar para evitar as
manifestações a favor de Lula durante a audiência, mas o partido e os chamados
movimentos sociais estarão alertas para comparecerem a Curitiba e dar apoio ao
seu principal líder. É bom que a data seja mantida, até porque o povo já está
cansado. Todo mundo sabe que Lula negará tudo, apesar das evidências reveladas
nas delações de executivos da Odebrecht e da OAS, sabendo-se que se forem
falsas os delatores perderiam os benefícios acertados, que podem ser: diminuição
da de um terço a dois terços; regime semiaberto; perdão judicial; e até extinção
da pena. Como pode ainda existir pessoas que acreditam na inocência de Lula,
mesmo que existam provas das acusações do seu envolvimento com a corrupção e
seu rápido enriquecimento e de alguns familiares. Ou é gente muito inocente, ou
então são pessoas esperneando por verem que suas “boquinhas” estão chegando ao
fim. Na verdade, o Brasil espera que o juiz Sérgio Moro, que conhece como ninguém
as táticas do PT, decida imediatamente sua sentença s favor do país.
25 de abril de 2017
Para faturar dinheiro sujo, políticos e empresários sujam até seus familiares
Para montar a
maior rede de corrupção nunca vista antes n a História do Brasil, os políticos
e os empresários não tiveram nenhum escrúpulo para envolver familiares, até
mesmo mães, esposas e filhos. O interesse principal sempre foi o enriquecimento
ilícito. Transformaram parentes em laranjas. Valia tudo para meter a mão na
grana. Até a masculinidade deles não era motivo de preocupação. Houve quem
usasse meia-calça por baixo do respeitoso terno para esconder dinheiro vivo
oriundo de propinas. Não é para ninguém se espantar, por exemplo, que a
empreiteira Odebrecht pago 36 parcelas de R$ 547 mil ao ex-deputado Eduardo
Cunha – é só converter os dólares em reais, com o dólar cotado hoje em cerca de
R$ 3,15 – e teremos ideia sobre o volume de dinheiro colocado nas mãos de
apenas uma pessoa. O ex-presidente Lula, por exemplo, providenciou dinheiro
para um sobrinho, para seus filhos, e até uma mesada para um irmão que estava
com sua empresa em dificuldades financeiras, e ainda arranjou uns contratos com
o Governo para alavancar os negócios dele. Nunca pensou que todos estavam
recebendo dele um péssimo exemplo. Com relação à mesada paga ao irmão que é
chamado de Frei Chico, uma “merreca” de R$ 5 mil, ele não teve nenhum
constrangimento de afirmar que não pediu nada a empreiteiro nenhum. Ele que nos
fazer de idiotas. Dá para imaginar que o ex-presidente Marcelo Odebrecht, certo
dia, ao acordar chama seu pai e diz que sentiu uma vontade imensa de ajudar o
irmão do então presidente da República, só para ajudar ao homem, sem nada
cobrar em troca.
Sérgio Moro adiou depoimento de Lula em 3 de maio, mas não remarcou para o dia 10. Por quê?
Diferentemente do que foi divulgado, o juiz
Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, não remarcou para o dia 10 de
maio que estava marcada para o dia 3 daquele mês. O magistrado atendeu a uma solicitação
da Polícia Federal (PF) do Paraná, que alegou dificuldades para manter a ordem
nas proximidades da 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba, porque o PT e
entidades sindicais convocaram para a capital paranaense um evento alusivo ao
Dia do Trabalho (1º de maio), mobilizando dezenas de milhares de militantes,
que ficariam em Curitiba e promoveriam manifestações de apoio a Lula, com a provável
contestação de pessoas contrárias ao líder petista, o que poderia chegar a níveis
nada agradáveis e pondo em risco a segurança deles, de pessoas não
participantes das manifestações, e até do próprio juiz Sérgio Moro. O fanatismo
às vezes tira as pessoas do limite que seria tolerável. Sendo assim, é quase
certo que a nova audiência seja marcada sem aviso prévio, não deixando margem
para uma mobilização de manifestantes de qualquer lado. Surgiram especulações dando
conta de que o juiz Moro poderá decretar a prisão de Lula a partir da possível confirmação
de que ele tenha realmente mandado destruir provas, configurando crime de obstrução
à Justiça. E, como se sabe, Lula quer de todos os modos fugir do encontro cara
a cara com o comandante da Lava-Jato. Tanto é que ontem a defesa dele deu
entrada num pedido ao ministro Edson Fachin para que reconsidere a sua decisão de
mandar para Curitiba oito pedidos de investigação feitos pelo procurador-geral
da República, Rodrigo Janot, em que Lula é um dos alvos. Ele quer que as investigações
sejam enviadas para Justiça Federal de Brasília ou de São Paulo. E toda essa movimentação
se deve às últimas revelações feitas na deleção premiada do ex-sócio da
empreiteira OAS, Léo Pinheiro. Por que tudo isso, Lula? Afinal, quem não deve,
não teme. Ou você tem medo de que a verdade venha à tona e que sua imagem de “segunda
alma mais honesta do mundo”, como você se proclama, caia por terra? Ainda bem
que você deixa Jesus Cristo em primeiro lugar.
24 de abril de 2017
Líder do PT diz que Palocci pode provocar um terremoto entre empresários
O ex-ministro
da Fazenda, Antônio Palocci, estaria disposto a revelar nomes, endereços e operações ao juiz
Sergio Moro. Sobre isso, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP), líder do PT na
Câmara dos Deputados, declarou: “Não sabemos exatamente o que ele pretende, mas, com certeza,
se ele falar sobre o que tem conhecimento, o Brasil vai sofrer um verdadeiro
terremoto no meio empresarial”. O parlamentar
petista faz referência ao “meio empresarial”. Realmente, muitos empresários
ficaram em maus lençóis diante de alguns depoimentos, tanto que os maiores
grupos da construção civil tiveram seus sócios encarcerados. Porém, há quem
duvide que Antônio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, falaria
apenas sobre empresários, como acredita a militância, que ele só fará
referência ao que foi relatado pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht. Pode ser que
não. Segundo informações, ele deverá
falar sobre Lula. Agora, é esperar para ver qual será a extensão desse
terremoto anunciado.
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