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7 de agosto de 2009

"Senado, a Casa da Mãe Joana"

  • A cada dia o seriado "Senado, a Casa da Mãe Joana" tem um capítulo inédito. No primeiro, tivemos o ataque de Fernando Collor para cima de Pedro Simon, tendo este confessado ter tido medo do "caçador de Maracujás", lembrando-se do pai do ex-presidente da República, o também senador Arnon de Melo, que descarregou sua arma atirando num outro senador, Silvestre Péricles, errando tudo a cerca de 5 metros de distância, e matando outro senador que estava na tribuna e que nada tinha com o caso entre os dois. Coisas da política de Alagoas;
  • No dia seguinte, foi a vez de José Sarney, presidente da Casa (talvez com permissão da Mãe Joana), fazer um discurso de quase uma hora tentando se defender de uma série de casos comprovados, mentindo descaradamente, fazendo de trouxas os senadores que o aplaudiram depois de sua fala. Teve ainda o displante de acusar a imprensa de persegui-lo, querendo dar a entender que os casos do auxílio-moradia indevido, a mansão não declarada, os casos de nepotismo e outras falcatruas seriam mentiras divulgadas pela mídia;
  • O capítulo seguinte, ontem, teve como "astro" principal o desbocado Renan Calheiros, chegando ao ponto de chamar o senador Tasso Jereissatti de "coronel de merda". Quando este cobrou o trêmulo presidente da sessão, o próprio Sarney, que registrasse a quebra de decoro por parte do senador alagoano, comandante-em-chefe da "tropa de choque" de Lula, o grande defensor de Sarney, Renan, sabendo que tinha dado mancada, pediu que sua fala fosse retirada da ata;
  • Antigamente, quando um parlamentar queria retirar algum termo do discurso pedia a retirada das "notas taquigráficas". Hoje, está tudo gravado, tem as fitas das TVs, gravações feitas até por telefones celulares. Com isso, parece que o jogo tem chance de sofrer uma viradas, apesar da grande maioria de que dispõem os sarneyzistas. Eu mesmo estou com vontade de processar Renan por ter invadido minha casa através da TV Senado berrando palavrões;
  • Mas o que realmente choca é que nada é decidido pelos ilustres e bem pagos senadores, que praticamente nada fizeram no primeiro semestre deste ano, mas que não faltaram à boca do cofre para receber subsídios e demais mordomias a que incrivelmente têm direito. O que se espera é que no próximo ano o povo não faça como é de costume e se esqueça de tudo o que está acontecendo, votando neles e reelegendo-os;
  • Em 2010, há chance de terem trocados dois terços dos que se sentam nas poltronas do Senado. É uma rara oportunidade de serem feitas nada menos que 54 substituições, talvez melhorando consideravelmente a qualidade do hoje existe naquela inoperante Casa Legislativa.

6 de agosto de 2009

A pouca vergonha continua no Senado

  • O Senado Federal continua na ordem do dia. Esta semana, com a volta do recesso, aquela Casa passou a ser o foco das atenções do mundo político. Tudo por causa da sucessão de escândalos que ali estão vindo à tona. Nada é novidade, só que, como já disse alguém, os casos do Senado são como caixa de lenço de papel, on se puxa mas vem pelo menos mais uns três;
  • Ainda repercute o duelo entre o senador Pedro Simon com Renas Calheiros e, mais ainda, o discurso raivoso de Fernando Collor contra o representante Gaúcho, com ameaças do tipo de brigas de estudantes durante o recreio da escola. Somente cenas deprimentes foram proporcionadas pelos representantes da famigerada "tropa de choque" que defende Sarney, a mando do presidente Lula;
  • Ontem foi outro dia "glorioso" para o Senado. Aconteceu o esperado discurso do presidente da Casa, José Sarney, a título de defesa contra aqueles que querem seu afastamento ou renúncia da Presidência do Senado. Aplaudido pelos seus seguidores e criticado pelos opositores, Sarney chegou ao ponto de afirmar que desconhecia diversos nomes de pessoas que teriam sido por ele beneficiadas com nomeações para cargos com bons salários;
  • Sarney chegou ao ponto de afirmar não saber quem era um cidadão por ele nomeado que tinha o sobrenome Murad, nada menos que o sobrenome de seu genro, marido da governadora Roseana. Na maior cara de pau, Sarney também disse desconhecer que seria Rodrigo Cruz, logo ele de quem o senador foi padrinho de casamento, por "coincidência" filho de Agaciel Maia, ex-diretor geral do Senado, cargo que exercia desde o primeiro mandato de Sarney como presidente da Casa e que foi afastado como responsável por tudo de ruim que aconteceu ali nos último 15 anos;
  • Em seguida, instala-se o Conselho de Ética do Senado Federal, com um terço de seus integrantes composto por suplentes sem nenhum voto popular e presidido por um subsuplente, pois Paulo Duque é o segundo suplente do governador Sergio Cabral (RJ), que tem seu primeiro suplente como Secretário de Estado;
  • Paulo Duque, sob o comando de Renan Calheiros, simplesmente arquivou - ele pode fazer isso regimentalmente - quatro representações contra Sarney e uma contra Renan, sem deixar que nada fosse apurado. Por mais uma "coincidência", os três são membros do PMDB, partido cotado para indicar o vice na chapa da candidata de Lula à sua sucessão. Daí o esforço e as ordens do presidente para salvar Sarney de qualquer forma;
  • Diante de tanto deboche e truculência regimental, nos lembramos de que em outros tempos, os generais do Exército já teriam cercado o Senado Federal com os tanques Urutu e Cascavel, mandando essa gente suja toda para casa, isso se não prendessem alguns deles. Mas isso hoje não é mais assim. A própria sociedade é que cuida do assunto. Muitos ainda ficam omissos e até votam reconduzindo essa corja aos seus mandatos;
  • Só nos resta gritar e incentivar para que resolvamos isso no voto. Por causa disso estou quase que diariamente dando meus gritos neste Blog. Felizmente há uma rede sendo formada e espera-se que haja sensíveis renovações no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas dos Estados.

5 de agosto de 2009

Senado Federal: quem te viu, quem te vê

  • Às vezes queremos mudar a linha de comentários, mas fica cada vez mais difícil. Gostaríamos, por exemplo, de nada mais ter a comentar sobre a crise do Senado, mas é praticamente impossível. Minha geração, por exemplo, tomou conhecimento da atuação de senadores do porte de Abelardo Jurema, Cândido Mendes, Nereu Ramos, Afonso Arinos, Pedro Aleixo, Milton Campos e outros deste naipe. Num passado mais longínquo, naquela Casa estiveram homens como Regente Feijó, Marquês de Valença Visconde do Rio Branco, Duque de Caxias e outros donos de títulos de nobreza;
  • Quem acessar o link http://pt.wikipedia.org/wiki/Senado_Federal vai ficar sabendo como já foi aquela Casa. Hoje, há uma mudança radical de qualidade. Enquanto isso, ainda é possível se achar nomes como os de Pedro Simon e Cristóvão Buarque, raros integrantes de um grupo chamado de éticos, mas que convivem com senadores do nível de José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros, Romero Jucá, Almeida Lima, além de suplentes e subsuplentes sem voto algum, todos praticando atos de nenhum interesse do povo, mas sim voltados para os seus próprios interesses, de seus familiares e amigos;
  • O atual Senado não tem demonstrado servir para nada, chegando ao cúmulo de passar um semestre inteiro sem votar nada de útil para o País. O tempo todo foi gasto com discussão sobre horas extras para mais de seis mil funcionários em pleno recesso, quando nem as horas normais são trabalhadas. Cuidou-se também do mau uso de passagens aéreas fartamente distribuídas para parentes e correligionários dos senadores. E teve também o caso das centenas de atos secretos com nomeação de filhos, netos e namorados de parentes de senadores para cargos muito bem remunerados;
  • Tais fatos continuam comprovando que se não houver uma reforma drástica e urgente, acabando com suplentes e subsuplentes sem voto - o ideal seria a substituição do titular pelo candidato não eleito que tivesse maior votação em seguida -, além de outras medidas moralizadoras. Do jeito que está é que não pode continuar. Que não tenham a ideia de fazer um plebiscito sobre a existência do Senado, como já se falou, porque, certamente, mais de 90% votariam pela sua extinção.

4 de agosto de 2009

Senado vive seu dia mais ridículo

  • A cena mais ridícula dos últimos tempos vista no Senado foi, sem dúvida, ver-se os dentes trincados de Fernando Collor defendendo José Sarney, seu novo amigo de infância, dos ataques do senador Pedro Simon, a quem mandou engolir e digerir as palavras que havia pronunciado nas quais citava o nome do ex-presidente. Logo Collor, aquele que fez campanha eleitoral em 1989 chamando Sarney de ladrão e outras coisas mais. E naquele tampo não se sabia tanta coisa do senador do Amapá/Maranhão e seus familiares como se sabe hoje;
  • Além do bate-boca geral, o que também chamou a atenção foi Renan Calheiros soltar um balão no ar dando a entender que Pedro Simon teria alguma coisa errada a ser trazida ao conhecimento do distinto público. E logo o senador gaúcho, que é tido e havido com um dos senadores "puros", com currículo e não "folha corrida". E tem outras coisas no ar, dentre elas a ameaça do PMDB pedir a cassação de Arthur Virgílio, já que o PSDB também pede a cassação de Sarney, isso aí parecendo chantagem. Arthur Virgílio estranhamente não entrou no "balaio" de ontem, mas não se sabe se por medo ou estratégia;
  • Amanhã começa a funcionar o Conselho de Ética do Senado [vide charge de Ivan Cabral], com pelo menos 70% dos membros sendo alvo de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, e sob a presidência do subsuplente de Sérgio Cabral, o longevo Paulo Duque, que tem o poder de mandar arquivar todos os pedidos de cassação de Sarney e dar andamento a um único que haja de solicitação para por fim ao mandato de Virgílio, pois a maioria do Conselho é composta de integrantes da "base aliada" de Lula, na proporção de oito a três componentes;
  • Nota-se, portanto, que o que menos vai acontecer nos últimos dias naquela Casa será a discussão e votação de projetos de interesse do País, mas sim uma luta pela manutenção do Poder e a garantia do apoio de parte considerável do PMDB à candidatura da senhora apoiada por Lula à sua sucessão;
  • A cada dia que passa observa-se que o Senado Federal comprova ser hoje uma Casa que nada tem a ver com seu passado, quando grandes nomes da política nacional ali chegavam como verdadeiros ícones, tanto na mais pura democracia como em momentos de regime ditatorial. Hoje, no entanto, o Senado está sendo comandado por um "timaço" - Sarney, Renan Calheiros, Collor, Wellington Salgado, Almeida Lima etc. - que nenhuma relação tem com sua história;
  • Isso nos leva mais uma vez a perguntar: qual a utilidade que tem hoje o Senado Federal?

31 de julho de 2009

Lula puxa tapete de Sarney, mas, de que vale o Conselho de de Ética?

  • Pelo menos 70% dos membros do Conselho de Ética do Senado são alvo de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, réus em ações penais e envolvimento com nepotismo ou atos secretos nos últimos anos, informa, o blog "Resistência Democrática", que tem como endereço http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/, e baseado em notícia do “Estado de São Paulo”. Caberá a esses senadores, de vários partidos, avaliar na próxima terça-feira os pedidos de abertura de processo de cassação contra o presidente José Sarney (PMDB-AP);
  • Na tropa de choque do PMDB, por exemplo, os quatro titulares – Wellington Salgado (MG), Gilvan Borges (AP), Paulo Duque (RJ) e Almeida Lima (SE) – têm alguma ligação com nepotismo, ato secreto ou investigação externa. Entre os 14 suplentes do Conselho, 10 empregaram parentes, assinaram atos secretos e são alvo de inquérito;
  • Muita gente está espantada com a última declaração de Lula com relação aos problemas com o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP). O presidente afirmou, nesta quinta-feira, que não cabe a ele decidir sobre a permanência do presidente no cargo;
  • “Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei para ele ser senador no Maranhão, nem votei no Temer, nem votei no Arthur Virgílio, não votei para ninguém. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele continua presidente do Senado é o Senado, não sou eu", afirmou Lula, talvez não sabendo que Sarney é senador pelo Amapá, onde também é uma espécie de "coronel" da antiga, e não pelo Maranhão, onde também "reina" absoluto;
  • Mesmo com Lula retirando a escada e deixando Sarney com o pincel na mão, vai ser difícil o presidente do Senado perder o cargo, a não ser por sua prória iniciativa. Os governistas, no entanto, vão fazer de tudo para não prejudicar a aliança com o PMDB, pois estão focados no apoio deste partido à candidata de Lula em 2010. Também não querem que Sarney se afaste da Presidência do Senado nem por um minuto, porque acham que o 1º vice-presidente da Casa, Marconi Perello (PSDB-GO), ao chegar à titularidade vai desengavetar e colocar em pauta projetos que o Governo não quer ver aprovados de modo algum;
  • Além do mais, com esse "time" escalado pelo "técnico" Renan Calheiros (PMBD-AL) não há nenhuma possibilidade de Sarney ter seu mandato, tanto de presidente do Senado como o de Senador, ser cassado;
  • Já o afastamento de Lula no caso é reflexo de uma pesquisa mostrando que considerável número de entrevistados não concordam com o posicionamento de Lula e de sua candidata à sucessão de apoio ao presidente do Senado e, por conseguinte, com as falcatruas que, como bem disse o humorista José Simão, parecem com lenço de papel: puxa-se um, e saem pelo menos mais uns três.

28 de julho de 2009

Renan ameaça Virgílio se ele tentar atingir Sarney

  • O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), anunciou há alguns dias que o seu partido iria apresentar uma representação por quebra de decoro no Conselho de Ética contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). A decisão foi adotada por Virgílio depois de uma conversa com o presidente da sigla, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). O PSDB é o segundo partido a anunciar uma representação contra Sarney;
  • Em compensação, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) já avisou a Arthur Virgílio: se houver representação do PSDB contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), haverá uma do PMDB contra ele. Renan disse: “Infelizmente, terá de haver reciprocidade”. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), confirmou que o partido vai apresentar uma representação contra Sarney no Conselho de Ética.
  • ONDE ESTÁ A MORAL DO PRESIDENTE DO CONSELHO?
  • No meio dessas ameaças, descobriu-se que um assessor do presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), foi transferido do gabinete do parlamentar para o Conselho de Ética há mais de oito meses, com um salário de R$ 5 mil. Acontece que o advogado Luiz Eustáquio Diniz Martins mora no Rio de Janeiro e não cumpre expediente no Conselho. E, pior, é que ninguém do Conselho de Ética disse conhecer Eustáquio Martins;
  • Pergunta-se agora o seguinte: será que não há nada demais nos últimos fatos fartamente relatados pela imprensa com relação a Sarney? E se Arthur Virgílio tem atos irregulares e ilegais praticados, somente serão apurados se ele resolver incomodar Sarney? Parece que todos estão "se lixando" para o povo (o contribuinte), valendo tudo para Lula tentar eleger sua sucessora;
  • No comando disso tudo está o Presidente da República, antigo arauto da moralidade pública, que hoje só pensa na sua manutenção no Poder, mesmo que indiretamente, visto que se eleger um "poste", certamente ele continuaria no comando do País. Sua insistente defesa de Sarney é mais do que uma prova de sua obsessão pela aliança com o PMDB mais fisiologista de todos tempos com vistas ás eleições do ano que vem, mesmo que o custo seja uma briga com o próprio PT.

24 de julho de 2009

Conselho das Arábias


"O visitante Wagner sugeriu ontem que se apresentassem aqui os integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Boa idéia. Aí vão eles. "O passeio é instrutivo.
"O Conselho é formado por 15 membros titulares e mais o corregedor da Casa, que é membro nato. Os 15 titulares têm, cada qual, um suplente.
"Até ontem, restavam vagos um posto de titular e um de suplente.
"Assim, no total, 29 senadores integravam o Conselho até ontem à noite.
"Eles estão na tabela abaixo. Clicando-se sobre os nomes deles é-se levado às suas fichas no projeto Excelências, da Transparência Brasil, onde os detalhes das informações sumarizadas depois da tabela podem ser examinados.

Titulares / Suplentes


Almeida Lima (PMDB/SE) / Romero Jucá (PMDB/RR)A
ntonio Carlos Valadares (PSB/SE) / Delcídio Amaral (PT/MS)
Demóstenes Torres (DEM/GO) / Antonio Carlos Júnior (DEM/BA)
Eliseu Resende (DEM/MG) / Maria do Carmo Alves (DEM/SE)
Gilvam Borges (PMDB/AP) / Mão Santa (PMDB/PI)
Gim Argello (PTB/DF) / João Vicente Claudino PTB/PI)
Heráclito Fortes (DEM/PI) / Rosalba Ciarlini (DEM/RN)
Inácio Arruda (PC do B/CE) / Augusto Botelho (PT/RR)
João Durval (PDT/BA) / Jefferson Praia (PDT/AM)
João Pedro (PT/AM) / Ideli Salvati (PT/SC)
Marisa Serrano (PSDB/MS) / Arthur Virgílio (PSDB/AM)
Paulo Duque, presidente (PMDB/RJ) / Lobão Filho (PMDB/MA)
Romeu Tuma (PTB/SP), corregedor / Não tem
Sérgio Guerra (PSDB/PE) / Vago
PT (Vago) / Eduardo Suplicy (PT/SP)
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG) / Valdir Raupp (PMDB/RO)
"No Excelências recolhem-se inúmeros dados sobre os parlamentares. Para este resumo examinaram-se cinco famílias. Alguns senadores emplacam duas, três, quatro e até as cinco famílias:
"Empregaram parentes seus ou de outros políticos no Senado (10): Almeida Lima, Antonio Carlos Valadares, Eliseu Resende, Gilvam Borges, Mão Santa, Heráclito Fortes, Rosalba Ciarlini, Augusto Botelho, Lobão Filho, Valdir Raupp.
Usaram indevidamente facilidades do Senado (2): João Pedro, Eduardo Suplicy.
"Teriam sido beneficiados por atos secretos (10): Delcídio Amaral, Demóstenes Torres, Antonio Carlos Junior, Maria do Carmo Alves, Gilvam Borges, Augusto Botelho, Arthur Virgílio, Lobão Filho, Wellington Salgado de Oliveira, Valdir Raupp.
"Apresentam ocorrências na Justiça ou Tribunais de Contas (10): Romero Jucá, Maria do Carmo Alves, Mão Santa, Gim Argello, João Vicente Claudino, Rosalba Ciarlini, Inácio Arruda, Lobão Filho, Wellington Salgado de Oliveira, Valdir Raupp.
"Suplentes (ou seja, não receberam um único voto - 6): Antonio Carlos Junior (na vaga de seu pai, Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007), Jefferson Praia (de Jefferson Peres, morto em 2008), João Pedro (de Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes), Paulo Duque (na vaga de Regis Fichtner, nomeado chefe do Gabinete Civil do governo do Rio de Janeiro, que, por sua vez, era suplente de Sérgio Cabral, eleito governador em 2006), Lobão Filho (de Edison Lobão, seu pai, ministro de Minas e Energia), Wellington Salgado de Oliveira (de Helio Costa, ministro das Comunicações), Gim Argello (de Joaquim Roriz, que renunciou para não ser cassado).
"Desse modo, apenas quatro senadores não estão em alguma dessas categorias: Ideli Salvati, Marisa Serrano, Romeu Tuma, Sérgio Guerra.
"Será que é preciso dizer mais a respeito do que se pode esperar desse Conselho?"
  • Realmente, não há o que esperar desse Conselho fajuto, que só tem por objetivo proteger quem tenha cometido falcatruas e que seja protegido de Lula e por ele defendido, mesmo que as evidências sejam clarrísimas, como o caso das gravações com Sarney cuidando de arranjar um emprego para o playboy namorado de sua neta.

Fatos mostram que a corrupção sob Lula nivela Brasil a uma republiqueta banana


"Há um axioma de que a corrupção e o nepotismo existem no Brasil desde que Pedro Álvares Cabral aportou por aqui. Essa verdade tem hoje desdobramentos. Graves. No futuro, esse axioma será ainda mais contundente. Porque, nunca na história deste país a corrupção e o nepotismo alcançaram o escandaloso nível registrado no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

"A promiscuidade na administração pública, sob Lula, é algo só encontrado nas republicas bananeiras. Roteiro para um filme de Woody Allen.

"O mensalão construído no Palácio do Planalto, em plena Casa Civil, por José Dirceu, os dossiês forjados, também na Casa Civil, pela equipe da “doutora” Dilma Rousseff, a falsificação de diplomas pela mesma Dilma Rousseff, o enriquecimento espetacular de Lulinha, filho “genial” de Lula, a quebra de sigilo bancário de “um simples caseiro”, cujo principal acusado é o, notem, ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, a farra com o cartão corporativo, tudo isso é inimaginável num país decente.

"Mas, falar em decência num país comandado por Lula é como exigir ética a um traficante. Embora os verdadeiros mafiosos tenham lá a sua ética, como escreveu admiravelmente Mário Puzo, na obra transformada em lenda do cinema por Francis Ford Coppola, através de Marlon Brando, Al Pacino e Robert De Niro.

"A indecência lulista é coisa de máfia de republiqueta banana.

"Lula defende, sem constrangimento, notórios pulhas, quando estes são flagrados com a mão na massa. A máfia sacrifica em nome da ética e dos negócios aqueles que se deixam apanhar ou que traem os “princípios da família”. Lula agride quem condena a bandalheira. Protege o bandido e estimula a impunidade. Talvez, num gesto de sobrevivência. Afinal, tudo indica que o presidente da República é refém dos companheiros.

"No seu primarismo e cinismo habituais, Lula alega desconhecer as falcatruas de seus auxiliares. É sintomático que os mais próximos assessores do presidente da República tenham sido expelidos da administração pública e mesmo da direção do PT por corrupção.

"Debochado, Lula chega ao acinte de chorar enquanto faz juras de que os companheiros são inocentes. E diz que as elites são preconceituosas e que a mídia o persegue. Numa afronta aos fatos.

"Destemperado, Lula acusa a Polícia Federal, o Ministério Público e até o Supremo Tribunal Federal de perseguir os seus aliados. Em verdade, essas instituições falham ao isentar Lula de responsabilidade quanto aos crimes que os seus parceiros cometem. Afinal, quem montou a quadrilha no governo foi Lula. Por mais estúpido que possa parecer, o presidente da República não pode desconhecer o que fazem amigos íntimos. Amigos que freqüentam a sua casa há décadas e nos últimos anos transitam pelo Palácio do Planalto e pelo governo com uma “leveza” indisfarçável.

"Nem Woody Allen teria coragem de, conhecendo o roteiro do governo Lula, encerrar o filme escalando a “doutora” Dilma para substituir Lula.

"Afinal, Allen já estaria sabendo que ninguém compraria um carro usado pela “doutora” Dilma.

"A máfia descrita por Puzo pauta os seus movimentos pela ética. Ética da máfia. Mas é uma ética.

"O lulismo é aético".

  • Com ou sem permissão do deputado Aleluia, estou assinando o texto dele, por concordar inteiramente com o mesmo.

22 de julho de 2009

A razão do medo da CPI da Petrobras

Qual a razão de tanta mobilização do Governo para bloquear a CPI da Petrobras? Desde Lula até o militante petista mais radical, a alegação é que a CPI é um cenário para a Oposição fazer palanque com vistas às eleições do ano que vem. Dizem até que o objetivo da mesma é denegrir a imagem da Petrobras para justificar sua privatização, se o candidato apoiado pelos partidos oposicionistas (PSDB e Demo) chegar à Presidência da República. Tudo isso, em busca do fortalecimento da candidata que Lula impôs ao PT;

O mais recente episódio que justifica a apuração do que anda fazendo a administração da Petrobras é o caso das empresas fantasmas que receberam mais de R$ 8 milhões a empresas que são "localizadas" em endereços falsos. Elas são cadastradas na Receita Federal com endereços residenciais de quem não têm nada a ver com elas. Num outro endereço, o que existe é um canil com algumas dezenas de cachorros, e - vamos chamar assim - um "gatil" com cerca de 200 bichanos residentes;


É de se estranhar, por exemplo, que o morador de um dos endereços onde consta a existência de duas das empresas nunca tenha recebido qualquer notificação da Receita sobre a movimentação dos milhões de reais recebidos da Petrobras. É que empresas de produção teatral e artísticas foram remuneradas pela “intocável" por serviços tanto de delimitação de águas marinhas como gestão do Programa Nacional de Atividades Nucleares;

Só um cego ou petista fanático (seria isso uma redundância?) não vê que essa sofreguidão por esconder de qualquer tipo de investigação a administração da Petrobras nada mais é que impedir que a opinião pública tome conhecimento das falcatruas, maracutaias e outras "traquinagens" praticadas em nome da "governabilidade".

20 de julho de 2009

Mais dinheiro escorre da Petrobras

Há várias explicações para o fato do Governo não querer que a CPI da Petrobras funcione e apure as denúncias que surgem a cada dia. Está mais do que comprovado que nossa maior empresa estatal foi transformada num sorvedouro de dinheiro com fins eleitoreiros. Por isso a total mobilização para que nada seja revelado e o Governo veja ruir por terra seu projeto de longevidade no Poder, o que se consolidaria com a eleição da candidata de Lula;

Vindo ela a se eleger pendurada no prestígio que se diz Lula ser possuidor, poderia ele manipulá-la e até tentar reelegê-la para mais quatro anos. Depois disso Lula tentaria sucedê-la para tentar mais dois mandatos. Aí seriam pelo menos 24 anos dominando a caneta que nomeia e libera verbas. Sendo assim, a começar pelo apoio às falcatruas de Sarney & família e consequente apoio do PMDB, ao qual o PT oferece a vaga de vice-presidente;

Hoje mesmo aparece no noticiário mais uma denúncia com relação à Petrobras. A empresa Guanumbi Promoções e Eventos recebeu R$ 3 milhões e 700 mil da Petrobras em 49 contratos no ano passado e ainda foi beneficiada com R$ 395 mil e 400 pela realização de serviços em ações do Governo, distribuídos pela Presidência da República e mais oito ministérios;

Acontece que no cadastro da Receita Federal, tem no mesmo endereço da Guanumbi uma outra empresa, a R.A. Brandão Produções Artísticas, que recebeu R$ 48 mil de dois ministérios e que ainda teria recebido R$ 4 milhões e 500 mil da Petrobras no ano passado. Convém ressaltar que a Guanumbi consta na Receita Federal como empresa de produção teatral. A revista "Veja" relaciona ainda outros ganhos estranhos auferidos pelas duas empresas;

Mas o pior da denúncia em questão é que as duas empresas têm como endereço a Estrada do Guanumbi, nº 628, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Lá reside com sua família um funcionário dos Correios, SOBRINHO DO TITULAR DESTE BLOG, que desconhece a existência dessas empresas;

Alguém ainda tem dúvidas sobre a frenética mobilização da "tropa de choque" do Governo comandada por Renan Calheiros (que tem Collor como auxiliar direto) em montar uma CPI blindando a Petrobras, além do esforço de jogar para a opinião pública a ideia de que a Oposição quer arrasar com a estatal para depois privatizá-la? Tudo não passa de instinto de defesa para garantir uma excelente fonte de renda para a turma da casa.