Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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9 de junho de 2017

Você confia na urna eletrônica? E no TSE também?

Vamos admitir que alguma fórmula mágica faça com que tenhamos eleições diretas para os cargos de presidente e vice-presidente da República, senadores e deputados federais, sabendo-se que a Constituição Federal tem regras em contrário, ou seja, caso o presidente Michel Temer venha a ter seu mandato cassado. Isso é praticamente impossível em razão do que temos visto no julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer na eleição de 2014, onde a tendência é a rejeição do parecer do relator do processo, que deverá ser rejeitado por quatro votos contra três. A primeira providência do TSE seria a organização do pleito, tão logo sejam convocadas as eleições. Após definidas as candidaturas, um dos procedimentos seria a preparação das urnas eletrônicas para a votação. Como é notório, há sempre dúvidas quanto à inviolabilidade das urnas. Agora mesmo um país do primeiro mundo, a Inglaterra, faz uma eleição e vemos que os eleitores votaram em cédulas de papel. Também dos Estados Unidos, a maior e mais rica nação do mundo, quase não utiliza sistema eletrônico de votação, recorrendo às tradicionais cédulas de papel. Vamos fazer aqui um alerta para adeptos ou não de eleições diretas já. Nunca ficamos sabendo o que ocorreu na eleição de 2014, quando ficou no ar uma desconfiança sobre o resultado final do pleito;

Conheço uma cidade que tem como termômetro das eleições municipais o tamanho das carreatas realizadas no último fim de semana anterior ao pleito. Quem faz as maiores demonstra favoritismo e muitas vezes os indecisos partem para o candidato mais forte, para não perder a viagem. A história aconteceu em 2000, quando as urnas eletrônicas era uma novidade e não havia a tecnologia de hoje nem “técnicos” na invasão de computadores. Os candidatos com bastante recursos financeiros alugavam carros e forneciam vales de combustíveis para o carros locados e também para os eleitores que participariam da carreata. Houve um candidato a vereador que convocou sua carreata para um domingo à tarde, e pouco antes do seu começo percorreu toda a fila de carros, observando haver cerca de 800 pessoas adultas, eleitores em potencial. Ele e os coordenadores da campanha concluíram que se no dia alcançasse entre 600 e 700 votos seria um bom resultado, que não daria para elegê-lo, mas que seria um bom teste para uma primeira candidatura. Afinal, era difícil entender o fazia ali tanta gente, numa tarde de domingo, sem vale-combustível, que não fosse uma demonstração de apoio ao candidato. É aí que entra a desconfiança na urna eletrônica. Ao invés dos 600 a 700 votos, o candidato conseguiu ter menos de 300 votos computados. Quem quiser que confie na urna eletrônica e também no TSE.

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