Comentários sobre política brasileira e outros temas polêmicos

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10 de dezembro de 2013

Fatos políticos não faltam, mas fim da violência no futebol é assunto prioritário

Esse tipo de 'torcedor' tem que acabar

Não resta dúvidas sobre a sorte que o Governo tem quando está na mídia qualquer notícia que possa lhe causar embaraços. Agora mesmo, no auge das polêmicas sobre a prisão de mensaleiros, denúncia de elaboração de dossiês contra adversários políticos e até uma outra sobre o papel de "X-9" que teria sido exercido por Lula em tempos de regime militar, além de outros de ordem econômica com perspectiva de descontrole da inflação em pleno ano eleitoral, eis que surgem dois fatos que pela magnitude deles servem para dividir espaço na mídia: o falecimento de Nelson Mandela e as cenas de autêntica barbárie mostrada na televisão no jogo entre o Atlético Paranaense e o Vasco da Gama. No caso de Mandela, surge mais um palanque para Dilma, que viaja par a África do Sul com uma alegre comitiva de ex-presidentes da República (José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique e Lula) com o anúncio de que a presidente será uma das personalidades que discursará numa evento que reunirá centenas de pessoas do mundo político, artístico e desportivo. E quanto à briga de torcedores, Dilma também teve como dar o seu 'pitaco';

Deixando de lado os embargos infringentes, as prisões em regime semiaberto ou domiciliar, laudos médicos válidos ou não e até mesmo a tentativa de desmoralização do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Joaquim Barbosa por parte do PT, não há como não se tecer considerações sobre a violência nas arquibancadas dos estádios brasileiros quando estamos a cerca de seis meses da abertura da Copa do Mundo Fifa 2014. Temos que começar por condenar inicialmente do árbitro, que não deveria sequer ter dado início ao jogo sem o devido policiamento na arquibancada, exatamente na parte que serviria de separação entre as torcidas dos dois clubes que jogariam a seguir. Além de Atlético e Vasco, mais dois clubes tinham interesse no resultado do jogo. Então, as duas torcidas poderiam reagir de modo violento contra seus próprios jogadores, em caso de derrota de um ou de outro. O árbitro também estaria em risco, pois o resultado desfavorável a uma das equipes provocado por um erro dele, real ou de interpretação, seria também motivo para reação violenta de uma das torcidas, ou até mesmo das duas ao mesmo tempo;

A direção do Atlético deveria ter alertado à polícia que aqueles torcedores já havia se confrontado nas imediações do hotel os os jogadores estavam hospedados, depois, na entrada do estádio com outros confrontos. O que veio a seguir era mais do que esperado. Então, tinha que ter havido medidas que evitassem o que aconteceu e foi mostrado para todo o mundo, dois dias após o sorteio das chaves que comporão os oito grupos da fase inicial da Copa 2014. Já está passando da hora de se estabelecer uma legislação bastante dura contra esse vândalos que vão aos jogos apenas para brigar. Eles não são torcedores, mas muitos deles são tratados pelos dirigentes dos clubes que dizem torcer, que lhes garantem ingressos e até subsidiam passagens para viajar pelo Brasil acompanhando os clubes. Alguns desses baderneiros são contratados como seguranças (?) desses clubes, existindo casos em que também servem como seguranças (?) desses dirigentes;

Quando há conflitos como o de domingo, algo esperado pela 'qualidade' das torcidas do clube paranaense, que já estava jogando em Joinville (SC) porque estava punido outros eventos semelhantes de sua 'fervorosa' torcida, o certo seria a prisão em flagrante e sumariamente punido o torcedores flagrado, ficando proibido de assistir a jogos de seu clube, apresentando-se obrigatoriamente numa delegacia horas antes de cada jogo, de lá saindo somente duas horas depois; em caso de ausência, ele seria buscado em casa e teria aumentado o período de sua pena. Hoje até existe algo no Estatuto do Torcedor, mas desde outro está parado numa gaveta do Governo um projeto de decreto regulamentando esta regra. Agora, quando vidas correram risco, pode ser que alguma coisa acontece para repressão a esse tipo de comportamento nas arquibancada. É o que se espera. É melhor que se faça algo com urgência, antes que tenhamos mortes em cada rodada de um campeonato.

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